Blog do Feitosa Costa
Feitosa CostaFeitosa Costa é Jornalista desde de 1977, passando por vários jornais do País. É também Bacharel em Direito.
Estilo JVC é diferente de audaciosos que venceram eleições
Os principais líderes do PTB continuam acreditando que o candidato do governador Wellington Dias a sua sucessão é o senador João Vicente Claudino.
Existiria, segundo confidência de um deles, um compromisso assumido há muito tempo.
Afirmam que o senador é no momento o candidato mais preparado para vencer a eleição e dar continuidade ao projeto tão falado pelos partidos aliados.
Seria o momento de a população do Piauí perguntar aos líderes do PTB: se o senador está tão preparado, por que só aceita ser candidato sob a égide do Palácio de Karnak?
Além de ser senador, João Vicente Claudino preside um partido com representantes em todos os municípios e a sua condição de um dos homens mais ricos do Brasil, aumenta, sem dúvida alguma, o seu cacife político/eleitoral, sem se falar na natural influência que a fortuna exerce sobre a maioria das pessoas comuns.
Essa insistência de contar com o patrocínio do Karnak, mesmo sabendo-se rejeitado pela maioria dos militantes do Partido dos Trabalhadores, não deixa o senador numa posição muito simpática perante os eleitores mais conscientes e capazes de fazer opinião.
Todos os governadores do Piauí do período pós-eleições indiretas, que começou em1982, tiveram, de alguma maneira, de ser audaciosos.O primeiro deles foi Hugo Napoleão, que ao perceber que não era o candidato da preferência do então governador Lucídio Portella, que queria Ari Magalhães, utilizou a capacidade de articulação do seu primo Freitas Neto e correu atrás.
Napoleão mostrou que era o mais popular para enfrentar Alberto Silva, um fenômeno de votos na capital.
Em l986, lá estava Alberto Silva, para concorrer,novamente pela oposição.Alberto conseguiu fracionar o esquema de Hugo e de Freitas, atraindo Lucídio Portella.Venceu a eleição por pouco mais de 13 mil votos, tirando do Karnak, embora com remanescentes da própria oligarquia, como se chamava na época, um esquema que governava há muitos anos.
O governo de Alberto Silva foi cheio de “altos e baixos”, como se diz na linguagem do futebol, e por isto abriu uma brecha para a oposição, agora encabeçada por Freitas Neto, o derrotado de 1986.
Audacioso, Freitas conseguiu fracionar o esquema de Alberto, trazendo de volta o grupo de Lucídio Portella, que cedeu Guilherme Melo para ser vice, montando um discurso apropriado para a época de “reconstrução do Piauí”, escorado no atraso de pagamento dos servidores públicos estaduais.
Freitas derrotou Wall Ferraz, candidato de Alberto, no segundo turno.
Wall foi prejudicado pelo fato de ser colocado como candidato de uma administração que não pagava os servidores.
O grande político e professor de história não teve como desvincular a sua da imagem do governo.
Chega 1994 e ai surgirá o mais audacioso de todo o período: Francisco de Assis Moraes Souza, o Mão Santa, ex-deputado estadual e ex-prefeito da Parnaíba, depois de ser recusado como candidato a vice-governador pelo seu partido, aceita o convite do PMDB para ser candidato a governador enfrentando Átila Lira, candidato do governo que todo mundo já tratava como futuro governador.
O PMDB precisava de um palanque e poucos acreditavam que Mão Santa fosse páreo para Átila Lira mas ele, que trocara um eleição certa de deputado federal ou estadual, acreditava.A sua determinação venceu a eleição, a sua audácia o consagrou.
Na eleição seguinte, Hugo Napoleão foi candidato da oposição, o que sempre é um passo audacioso, perdeu para Mão Santa por pouco mais de 20 mil votos e depois acabou assumindo o governo por decisão da Justiça Eleitoral.
O hoje governador Wellington Dias também foi um dos candidatos mais audaciosos do período 1982/2002.
Primeiro ao aceitar o sacrifício de ser candidato a senador pelo Partido dos Trabalhadores em 2002, uma missão extremamente difícil, pois teria de enfrentar Heráclito Fortes e Mão Santa, sacrificando uma reeleição certa de deputado federal.
De repente uma reviravolta: os nomes cotados como candidatos a governador da oposição não aceitam: Firmino Filho, que abraçara o Karnak para Mão Santa não sair por força da justiça, vai para o lado de Hugo Napoleão; Freitas Neto, já no PSDB, também descartou a candidatura.
Quem teve coragem de encarnar a proposta oposicionista?
Exatamente Wellington Dias, que se portou como um guerreiro e atraiu todas as forças contrárias ao esquema do Karnak.
A vitória foi incontestável.
Todos esses candidatos que tiveram a audácia de disputar uma eleição sem ter que receber, necessariamente, o apoio do governo, estão registrados na história do Piauí, partidos à parte.
Estamos em 2010, ano de eleição, quem terá coragem de fazer sacrifícios? Wellington Dias parece já ter feito o seu: e João Vicente, Silvio Mendes, Wilson Martins, também farão?
Candidatos vitoriosos foram os mais audaciosos desde 1982
Os principais líderes do PTB continuam acreditando que o candidato do governador Wellington Dias a sua sucessão é o senador João Vicente Claudino.
Existiria, segundo confidência de um deles, um compromisso assumido há muito tempo.
Afirmam que o senador é no momento o candidato mais preparado para vencer a eleição e dar continuidade ao projeto tão falado pelos partidos aliados.
Seria o momento de a população do Piauí perguntar aos líderes do PTB: se o senador está tão preparado, por que só aceita ser candidato sob a égide do Palácio de Karnak?
Além de ser senador, João Vicente Claudino preside um partido com representantes em todos os municípios e a sua condição de um dos homens mais ricos do Brasil, aumenta, sem dúvida alguma, o seu cacife político/eleitoral, sem se falar na natural influência que a fortuna exerce sobre a maioria das pessoas comuns.
Essa insistência de contar com o patrocínio do Karnak, mesmo sabendo-se rejeitado pela maioria dos militantes do Partido dos Trabalhadores, não deixa o senador numa posição muito simpática perante os eleitores mais conscientes e capazes de fazer opinião.
Todos os governadores do Piauí do período pós-eleições indiretas, que começou em1982, tiveram, de alguma maneira, de ser audaciosos.O primeiro deles foi Hugo Napoleão, que ao perceber que não era o candidato da preferência do então governador Lucídio Portella, que queria Ari Magalhães, utilizou a capacidade de articulação do seu primo Freitas Neto e correu atrás.
Napoleão mostrou que era o mais popular para enfrentar Alberto Silva, um fenômeno de votos na capital.
Em l986, lá estava Alberto Silva, para concorrer,novamente pela oposição.Alberto conseguiu fracionar o esquema de Hugo e de Freitas, atraindo Lucídio Portella.Venceu a eleição por pouco mais de 13 mil votos, tirando do Karnak, embora com remanescentes da própria oligarquia, como se chamava na época, um esquema que governava há muitos anos.
O governo de Alberto Silva foi cheio de “altos e baixos”, como se diz na linguagem do futebol, e por isto abriu uma brecha para a oposição, agora encabeçada por Freitas Neto, o derrotado de 1986.
Audacioso, Freitas conseguiu fracionar o esquema de Alberto, trazendo de volta o grupo de Lucídio Portella, que cedeu Guilherme Melo para ser vice, montando um discurso apropriado para a época de “reconstrução do Piauí”, escorado no atraso de pagamento dos servidores públicos estaduais.
Freitas derrotou Wall Ferraz, candidato de Alberto, no segundo turno.
Wall foi prejudicado pelo fato de ser colocado como candidato de uma administração que não pagava os servidores.
O grande político e professor de história não teve como desvincular a sua da imagem do governo.
Chega 1994 e ai surgirá o mais audacioso de todo o período: Francisco de Assis Moraes Souza, o Mão Santa, ex-deputado estadual e ex-prefeito da Parnaíba, depois de ser recusado como candidato a vice-governador pelo seu partido, aceita o convite do PMDB para ser candidato a governador enfrentando Átila Lira, candidato do governo que todo mundo já tratava como futuro governador.
O PMDB precisava de um palanque e poucos acreditavam que Mão Santa fosse páreo para Átila Lira mas ele, que trocara um eleição certa de deputado federal ou estadual, acreditava.A sua determinação venceu a eleição, a sua audácia o consagrou.
Na eleição seguinte, Hugo Napoleão foi candidato da oposição, o que sempre é um passo audacioso, perdeu para Mão Santa por pouco mais de 20 mil votos e depois acabou assumindo o governo por decisão da Justiça Eleitoral.
O hoje governador Wellington Dias também foi um dos candidatos
Pressão de JVC teria adiado reunião para anunciar candidato
O governador Wellington Dias mandou a sua assessoria distribuir nota com a imprensa informando que, "a pedido dos partidos da base", a reunião que se realizaria hoje para que ele anunciasse o seu candidato está cancelada para que haja tempo para mais entendimentos entre os aliados.
Oficialmente este é o motivo do diamento.Extraoficialmente o motivo seria outro.As rodas políticas de Teresina desde ontem à noite, dia l8, só comentavam uma coisa: a profunda contrariedade do empresário João Claudino Fernandes com a tendência de o governador anunciar o nome do vice-governador Wilson Martins, como seu candidato.
Na manhã de ontem, no gabinete do deputado João de Deus, uma das expressões do PT, houve uma reunião com líderes do partido em que todos sairam comentando que o nome de Wilson Martins seria realmente anunciado.
Pouco tempo depois soube-se que o senador João Vicente Claudino teria pedido adiamento da reunião.Diante da relutância do governador, o senador teria mandado dizer que não compareceria e que não se sentiria mais em condfições de pertencer à base do governo.
Por volta das 10 horas da manhã de hoje falando comigo pelo telefone um deputado da base aliada fez o seguinte comentário, pedindo omissão de seu nome em provavel noticiário: "o seu João vai fazer a reviravolta".
Venda das Classes e Licença ambiental estão sob suspeita
A secretário de Meio Ambiente do Município, Clovis Junior, terá de explicar por que a sua pasta concedeu licença ambiental para a derrubada de pelo menos 120 árvores nativas e frutíferas que existiam na área em que funcionava o tradicional Clube das Classes Produtoras do Piauí, na avenida Kenedy, perto da Dom Severino, cuja sede foi vendida silenciosamente a uma rede de supermercados do sul do país.
Por seu lado a diretoria do Clube das Classes Produtoras que fez o nebuloso negócio deverá ser chamada à responsabilidade e mostrar como o negócio foi feito.Os comentários sobre a venda da sede social das Classes e sobre a concessão da licença em tempo recorde para derrubada das árvores são os mais pesados possíveis.
Circulou com desenvoltura em restaurantes da zona leste de Teresina,principalmente nas imediações da Morada do Sol,comentário de que um diretor das Classes Produtoras que defendeu intransigentemente o fechamento do negócio , teria comprado uma casa nova.
Sócios do Clube dizem abertamente que não foram ouvidos e nem mesmo comunicados de que não teriam mais a sede para frequentar.
Os diretores das Classes têm pouco tempo para mostrar como o negócio foi feito, sob pena de terem de responder a ação do ministério público cuja abertura deverá ser solicitada por muitos sócios.
Na manhã de hoje um professor universitário indignado com a venda da sede do clube sem a anuência dos sócios procurou este jornalista para dizer que dentro das proximas horas um grupo grande de sócios estará pedindo ao ministério público estadual a abertura de investigações, caso a diretoria não mostre exatamente como tudo foi feito e qual o destino que dará ao dinheiro da venda.
Meio ambiente
Setores mais acreditados da área de meio ambiente ficaram impressionados com a rapidez com que a secretaria municipal de meio ambiente concedeu a licença para a derrubada das árvoras.
Um ecologista fez o seguintes comentário "o Clovis está mais ligeiro do que o Dalton Macambira".'15/03/2010
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Oscar de Barros lamenta Fábio Novo ser presidente do PT
Na edição do seu blog no Acessepiaui do dia 8 de março deste ano, o presidente da Cepro e dirigente petista Oscar de Barros, diz ao final do seu comentário que lamentou pelo PT as duas eleições de Fábio Novo para a presidencia do partido.Assume claramente que não votou em Novo e diz que ele "sofisma e não ajuda o PT". O texto do blog é o seguinte:
O presidente do PT desembarcou de Brasilia falando que o PT nacional prioriza a candidatura de Dilma Rousseff - até ai descobriu o Brasil.
Depois, disse que, aqui no Piaui, temos que trabalhar para elege-la e que uma tal de "unidade" seria fundamental para isso. Presidente, já estamos trabalhando por Dilma. O que ameaça Dilma são posições partidarias que hoje estão do lado de cá, mas avisam que podem ir para o lado de lá.
O presidente do PT não ajuda o PT. Na condição de presidente, Fabio Novo poderia, pelo menos menos, assumir uma posição de neutralidade (o que já seria um absurdo), num momento em que o Partido está dividido. Mas,não! Ele assumiu um lado.
Eu, estou tranquilo, por que nas duas eleições em que ele foi candidato a presidente do PT eu não votei nele. E em suas duas vitórias, lamentei pelo PT.
Petista publica artigo ironizando "socialismo real" de JVC
No seu blog no Acessepiaui o presidente da Fundação Cepro,. Oscar de Barros, diretor do PT, publica artigo de um militante petista ironizando PT e PC do B por apoiarem João Vicente Claudino para o governo.
Karl Marx
(08/03/2010, às 23:23:57)
O JURANDIR, AQUI DA VILA DA PAZ, ME PEDIU POR E-MAIL QUE PUBLICASSE O TEXTO ABAIXO, DE SUA AUTORIA. É COM PRAZER JURANDIR.
PRAGMATISMO POLÍTICO EXTREMO: “(...) NÃO ME ALTEREM O SAMBA TANTO ASSIM...”
Os piauienses devem mesmo ter orgulho dos seus representantes políticos. Afinal estes sempre colocaram o Estado na vanguarda da política e dos acontecimentos nacionais. Basta que se lembrem do ex-vereador da capital que apresentou proposição para o Poder Público municipal bancar casa, comida e roupa lavada para o humorista Juca Chaves vir morar em Teresina; do ex-governador que declarou num programa de televisão que “salário de servidor público é como menstruação”; do ex-vereador que, numa cidade do interior, apresentou projeto de lei instituindo o “dia do orgasmo”. Fatos como esses envaidecem e aumentam o moral do povo piauiense que pode estufar o peito e dizer: “Eu tenho orgulho da classe política do meu Estado.”
Nessa trilha, nos próximos dias, o piauiense novamente se sentirá orgulhoso, pois marcará seu nome na história política e econômica nacional e, mesmo mundial. Será no Piauí que Marx será refutado. O “pragmatismo político extremo”, capitaneado pelos “comunistas” do PC do B, pelos “socialistas” do PT e PSB, pela “esquerda” do PMDB e pelos “trabalhistas” do PTB conseguiram unir capital e trabalho.
O senador João Vicente Claudino, grande proprietário de terras, mas comprometido com a “reforma agrária”; grande comprador de mão-de-obra assalariado, mais comprometido com melhores salários; grande empresário, mais comprometido com o micro e pequeno empresário, será o grande representante dessa “união” entre proletariado e burguesia.
Tais compromissos impregnam em JVC o grande continuador do projeto político de “centro-esquerda” implantado no Piauí. Assim os piauienses podem, indubitavelmente, ver no “candidato da base” João Vicente Claudino, não um socialista utópico, como Blanc, mas um socialista real, comprometido com a melhora na vida dos trabalhadores, sem descuidar dos interesses do grupo econômico que representa. Isto não é utopia, é perfeição, é “pragmatismo político extremo.”
Não obstante os benefícios trazidos por esse “pragmatismo político extremo” da classe política piauiense há que se ressaltar a repercussão desse fato em nível nacional e mesmo mundial. Todas as cadeiras de ciências política e econômica das Universidades do Brasil e do mundo passarão a ter no Piauí um objeto de estudo, pois aqui Marx foi refutado. Socialistas, comunistas, petebistas e empresários uniram forças em torno de um projeto político comum que beneficia os trabalhadores sem contrariar os interesses do capital.
Esse é um fenômeno social importante para o mundo contemporâneo e para a comunidade científica, sobretudo às ciências humanas. Mas tal acontecimento só poderia ocorrer mesmo no Piauí, pois é aqui o lugar que uma estagiária do Ministério Público ganha melhor, R$ 5.000 (cinco mil reais), por mês. Dito isso, só resta agradecer ao PTB por ter dado ao povo piauiense um político comprometido com os trabalhadores. Agradecer também à base aliada, sobretudo, ao PC do B e ao PT que entregará o governo para um empresário socialista real.
Jurandir de Sousa Vieira Silva
PT do Ceará ameaça Cirro para impedir sua candidatura
O lançamento de um nome para enfrentar Cid Gomes nas próximas eleições, como tem sido sugerido por importantes dirigentes na impresa nos últimos dias, está sendo visto como uma ameaça do PT do Ceará ao deputado federal Ciro Gomes, caso ele isista na sua candidatura a presidente da república pelo PSB.
A reeleição de Cid, que é irmão de Ciro, é tida como certa no Ceará se os partidos que apoiam o governo Lula não se desentenderem.No Ceará, Cid contaria até com o apoio do PSDB de Tasso Jereissati, amigo indoncidional de Ciro e de Cid.
O lançamento de uma candidatura petista no Ceará enfraqueceria e poderia até mesmo levar à derrota, na visão de alguns analistas, o governador Cid Gomes, cujo governo, apesar de alguns atropelos no começo, tem tocado um impressionante número de obras em todo o estado.
O ex-governador Lúcio Alcântara e outras forças não satisfeitas com o governo, no caso de uma candidatura petista, encontrariam um campo fértil para apostar numa candidatura de oposição.
Guardas da Prefeitura de Timon acusam secretário de violento e suspeito
Em correspondências eletrônicas encaminhados a jornalistas da região, guardas municipais de Timon acusam o secretário de segurança do município, João Borges, de perseguí-los com medidas que dificultam seu trabalho em favor da comunidade.Eles dizem esperar por uma ação imediata da prefeita de Timon, Socorro Waquim, sob pena de a população sofrer grandes prejuízos.Afirmam ainda que Borges é violento e deve ter o passado investigado.
Na denúncia encaminhada a jornalistas e pedindo omissão de seus nomes em provavel noticiário, os guardas municipais afirmam que "o secretário João Bordes invadiu nossa sede da Guarda municipal de Timon desde o ano passado colocando no local pessoas sem compromisso com o município".
Os guardas afirmam que depois de muita discussão e luta conseguiram chegar a um acordo com o governo, que nomeou um comandante para aguarda."Deois de tudo isso", acrescentam, "vem o sr. João Borges e modifica tudo, humilhando todo o corpo de profissionais que trabalha duro dia e noite".
Os guardas dizem que não sabem por que o sr. João Borges tem tanto prestígio na administração municipal pois se trata de um auxiliar sob suspeita desde o mandato passado, quando foi acusado de desviar recursos do municipio que ao que tudo indica foram "utilizados em sua campanha milionária para vereador de Timon".
De acordo com as denúncias encaminhadas pelos guardas municipais, João Borges é um homem violento que ameaça servidores e aliados que não emcampam suas teses, tendo um passado que merece passar por investigação".
No final os guardas dizem acreditar numa tomada de posição pela prefeita porque não existe mais a menor possibilidade de entendimento entre eles e o secretário João Borges.
PT nacional considera prioritário governar com Antônio José
O governador Wellington Dias está numa camisa de força.Tudo indica até que ele esperava por isso: o congresso do PT, que termina hoje em Brasília com a aclamação de Dilma Houssef como candidata a presidente do partido, decidiu, ontem, dia 19, que a preservação dos governos petistas de cinco estados, entre eles o Piauí, é questão fechada.
Quando digo que ele talvez ja esperasse pela decisão nacional é por que
a situação o deixa com argumentos para decidir pela candidatura do companheiro e correligionário de longas datas Antônio José Medeiros.
Aqueles observadores da cena política que sempre disseram que João Vicente Claudino seria o candidato do governador, foi por que observaram as circunstâncias, as declarações, as conversas do governador com lideranças dos partidos aliados, nunca as entranhas do PT.
Para o chamado "pessoal de casa" o governador nunca disse que pretendia, depois de sete anos de mandato, entregar o poder para alguém que não fosse do PT.
Quem sempre insistiu em afirmar que o candidato do governador não era um petista, nunca lhe fez a seguinte pergunta: "como o sr. se sentirá, depois de dois mandatos, escolhendo um candidato a sua sucessão que nao seja do seu partido?".
Dizer a Antônio José Medeiros que ele, desejando como deseja, não será o candidato a governador pelo PT, o partido que criou e viabilizou no Piauí, é uma tarefa da qual deve ser poupado o cidadão Wellington Dias.
O máximo que se pode pedir a Wellington é que diga que a base não terá apenas Antônio José como candidato.
Flávio Dino diz que oposição ficará unida no Maranhão
De: Márcio Jerry <marciojerry@gmail.com>
O deputado federal Flávio Dino (PCdoB) disse na noite quarta-feira (10), durante evento de comemoração dos 30 anos de fundação do PT, no Quality Grand São Luis Hotel, que sua pré-candidatura ao governo do Estado está consolidada e que deseja contar no Maranhão com o apoio do partido do presidente Lula para disputar as eleições de outubro . “Eu não tenho nenhuma dúvida que nós estaremos juntos mais uma vez na cena eleitoral de 2010”, afirmou.
Na oportunidade, o parlamentar conclamou a todos os petistas a participarem de um novo projeto de renovação política para o Estado e a se juntarem em torno de um sentimento de unidade e mudança. “Quero dividir fraternalmente com todos os companheiros e companheiras do PT que no nosso partido tem o entendimento de que eu deva ser candidato a governador”, ratificou.
Flávio Dino afirmou que tem plena convicção de que mais uma vez o PT e o PCdoB marcharão juntos em uma eleição majoritária no Maranhão. ”A vontade da minha candidatura é irrevogável, mas tem algumas condições a serem construídas, e vim dizer aqui que uma pré-condição fundamental para concorrer a eleição e vencê-la, é o apoio do PT”, convocou.
A solenidade contou com as presenças do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Marcelo Tavares (PSB); do ex-candidato a senador Bira do Pindaré, do deputado federal Domingos Dutra e dos deputados estaduais Rubens Junior (PCdoB) e Valdinar Barros (PT), além de lideranças políticas da capital e interior.
Em seu pronunciamento Flávio Dino disse ainda que a palavra mais importante a partir de agora é o sentimento de unidade entre as oposições. “Eu tenho a certeza que a unidade das oposições será construída no estado, a começar pelo PT. Vamos somar a nossa perspectiva histórica à aquilo de mais importante e valioso nós temos: a militância de esquerda do Maranhão que tem o PT, o PDT, o PCdoB e o PSB como representantes”, assinalou
Silvio é candidato, revela assessor
O médico Silvio Mendes está preparado para deixar a prefeitura de Teresina no próximo dia 2 de abril para se candidatar a governador do Piauií pela oposição, segundo revelação que me foi feita na terça-feira de carnaval, dia 16, por uma pessoa que trabalhará como um dos coordenadores da sua campanha.
"O Silvio está preparado para enfrentar qualquer um dos candidatos que o governo lançar", acrescentou o assessor do prefeito de Teresina, pedindo omissão de seu nome em provavel noticiário.
A decisão de Silvio deixar a prefeitura não tem qualquer vinculação com a posição do governador Wellington Dias, que também é obrigado a deixar o governo caso se decida por uma candidatura ao Senado ou à Câmara Federal.
A mesma fonte me garantiu que haverá grandes surpresas com relação aos apoios que o prefeito de Teresina receberá assim que a campanha começar de fato.
Extraoficialmente o que se sabe é que líderes municipais aparentemente ligados ao governo estariam comprometidos com a candidatura de Mendes.
JVC teria indicado prefeito da Parnaíba como vice de Wilson Martins
O prefeito de Parnaíba, José Hamilton Castelo Branco, seria o nome indicado pelo senador João Vicente Claudino, presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB ) no Piauí, para compor, como vice, a chapa de Wilson Martins, cuja candidatura teria se consolidado depois de um encontro que teve com o governador Wellington Dias. A informação me foi dada hoje pela manhã, dia l3 de fevereiro, aqui na Parnaíba, por uma fonte muito ligada ao prefeito e reconhecidamente bem informada.
O vice-governador Wilson Martins desembarca em Parnaíba na manhã da próxima segunda-feira, dia 15 de fevereiro, aparentemente para aproveitar os últimos de carnaval e repousar mas vários encontros políticos estão marcados,principalmente uma conversa com José Hamilton.
Nas principais rodas políticas de Parnaíba a informação de que o senador João vicente Claudino teria desistido da candidatura a favor de Wilson Martins, corre como um rastilho.
O agrônomo José Hamilton Castelo Branco, tem 62 anos e está governando a Parnaíba pela terceira vez.
Acordo
O vice-prefeito de Parnaíba é o advogado Florentino Veras Neto, 35 anos, parente do ex-deputado estadual Mirocles Veras.Florentino é filiado ao Partido dos Trabalhadores e começou sua vida política no governo de José Hamilton como assessor jurídico, depois chefe de gabinete até se tornar figura influente na política parnaibana.
Com a candidatura de José Hamilton, Florentino assumiria a prefeitura, passando o PT a governar a segunda maior cidade do Estado.
Hoje pela manhã em Teresina o governador Wellington Dias passou amanhã inteira as portas fechadas com o senador João Vicente Claudino, certamente costurando os últimos detalhes.
Mulher militar acusada de não bater continência é presa
Pessoas autoritárias e intolerantes que infelizmente ainda encontram espaço na vida piauiense são responsáveis, quase sempre, pelo noticiário negativo colocado pela imprensa nacional. Neste momento, sem qualquer respeito aos direitos humanos e, principalmente, aos direitos da mulher, se encontra presa no oitavo batalhão da PM, na zona sudeste, uma militar de iniciais MR, de 34 anos, que teria se negado a repetir continências para uma superior.
O ex-marido dela, policial civil Jefferson Leite Dias, denunciou que ela se encontra numa cela suja, sem se alimentar. Revelou que ontem, dia 9 de fevereiro, para a militar comer, ele teve que levar a refeição. Para completar o abuso a moça tem curso superior e mesmo assim foi atirada numa cela do batalhão.
Há cerca de oito anos, quando estive no acre para entrevistar Hildebrando Pascoal, acompanhei um processo que foi movido por um soldado da polícia daquele estado, que havia se recusado a bater continência para Hildebrando.
Superiores do rapaz, a maioria amigos de Hildebrando, achava que ele tinha o dever de bater continência para o executor de vários crimes mesmo ele estando preso, sempre que passava para alguma audiência no tribunal de justiça.
O soldado se negava a bater continência quando se encontrava de plantão no quartel em que Hildebrando se encontrava preso por achar que ele havia desonrado a farda da PM do seu estado. O soldado terminou absolvido.
No caso do Piauí parece ser diferente. A superior de MR teria dito que ela não havia batido continência. A militar teria insistido, afirmando que havia feito o gesto, com o que a superior não teria concordado e determinado a sua prisão.
Eufóricos, petistas vão pressionar por Antônio José
O PT ficou satisfeito com o resultado da pesquisa do Instituto Jales em que o seu candidato ao governo, Antônio José Medeiros, aparece tecnicamente empatado com o vice-governador Wilson Martins, e a apenas 7 pontos de João Vicente Claudino, na frente de Marcelo Castro, deputado federal que colocou sua candidatura pelo PMDB.
Dirigentes petistas mais inflamados não têm dúvidas de que os 13 pontos conseguidos por Antônio Joasé Medeiros, podem se transformar em 20 pontos ou mais daqui a 30 dias, derrubando de vez o único argumento que João Vicente teria para exigir a cabeça da chapa governista.
Os petistas estão realmente muito eufóricos.Hoje pela manhã, dia 9, o deputado João de Deus, uma das maiores expressões do partido, foi para a televisão e praticamente afirmou que o candidato a governador da base governista tem que ser o sociólogo Antônio José Medeiros.
Um petista influente me disse, pedindo omissão de seu nome em provavel comentário, que nas próximas horas, o nome de Antônio José será defendido na mídia por muitos partidários de influência, o que, segundo ele, se transformará numa avalanche de apoio a sua candidatura.
"O povo tem que compreender, e já está compreendendo, que o candidato do Wellington é o Antônio José".
Silvio estaria pronto para deixar a prefeitura dia 2 de abri
Exercendo o seu segundo mandato, o médico Silvio Mendes está com tudo pronto para deixar a prefeitura de Teresina no próximo dia 2 de abril, para concorrer ao governo do estado do Piauí, segundo confidência que me foi feita, no inicio da noite de ontem, dia 8 de fevereiro, por uma pessoa altamente ligada ao prefeito.
Silvio Mendes, de acordo com minha fonte, não está confiado apenas nas pesquisas que lhe têm sido favoravel ultimamente.O prefeito teria a promessa de apoio de importantes lideranças interioranas.
O grupo que assessora Silvio Mendes no projeto de chegar ao governo do estado contabiliza apoios que "causarão a maior surpresa quando a campanha começar".
O prefeito teria em mãos pesquisas altamente incentivadoras nos níveis da realizada recentemente pelo instituto Jales e divulgada pelo portal 180graus.com.
Em todas Silvio apareceria com o menor índice de rejeição e com a imagem de bom administrador e político coerente.
A última pesquisa realizada pelo Jales apresenta o prefeito de Teresina com 11 pontos na frente do candidato João Vicente Claudino, que é precedido de Wilson Martins com pouco mais de 14 pontos, Antônio José Medeiros com 13 pontos e Marcelo Castro com quase 7 pontos.
Os candidatos menos rejeitados são Wilson Martins e Silvio Mendes e o mais rejeitado é o senador João Vicente Claudino, que não teria, "de jeito nenhum", os votos de 16 por cento dos entrevistados.
Wellington Dias não tem como rejeitar Antônio José Medeiros
O político e militante petista Wellington Dias não tem como dizer ao sociólogo Antônio José Medeiros que ele não será seu candidato a governador; Wellington e nem Lula.
A história de Antônio José Medeiros é muito forte dentro do PT.
Ele ajudou a fundar a agremiação não foi só no Piauí: participou das articulações nacionais para criar aquele partido que se tornaria , ano após ano, o mais autentico na representação da classe trabalhadora.
Para isso, Medeiros participou de lutas anteriores nas quais correu riscos pessoais e políticos, como foi a campanha pela anistia quando conseguiu trazer pela primeira vez ao Piauí, para participar de um comício na praça do Verdão, um líder operário barbudo, que como outros bons políticos de esquerda, pregava o perdão para aqueles legítimos brasileiros que tinham sido obrigados a deixar o país por causa da perseguição que lhes fora imposta pelo regime militar.
Como repórter iniciante ( menos de 20 anos ) e ex-integrante de movimentos juvenis católicos forjados dentro do seminário Redentorista, em Fortaleza, fui testemunha e até partícipe de lutas do campo da esquerda piauiense.
Lembro muito bem de ter testemunhado a primeira vinda de Lula ao Piauí, na campanha pela anistia.O líder operário foi recebido por Antônio José Medeiros, na antiga rodoviária da Lucaia.Lula chegou acompanhado de uma espécie de segurança do movimento operário paulista, o conhecido e fiel Sansão.
Depois de entrar num fusca de Antônio José ( meio esverdeado, se a memória não me escapa) Lula foi levado para descansar da longa viagem de ônibus.À noite participou de uma manifestação, criticando o regime e defendendo a volta de líderes políticos como Leonel Brizola, exilado e mantido sob os olhares furiosos dos militares.
O entrosamento de Lula com o pessoal do Piauí, principalmente com Antônio José Medeiros, sempre foi grande.Anos e anos seguintes suas vindas ao estado passaram a contar com mais estrutura, até por que o PT já tinha sido fundado e abrigava quadros que contribuíam para as despesas com as viagens do seu líder mais popular.
O jovem quadro Wellington Dias surgiu muito depois, como dirigente da associação do pessoal da Caixa Econômica, quando PC do B e PT queriam seu passe.O PT acabou vencendo a disputa mais pelos argumentos de Regina Souza e Marcelino Fonteles.
Antônio José Medeiros é realmente “o cara do PT” e muito dificilmente o partido lhe dará as costas.
Pelo que testemunhei como repórter e pelo que vi e ouvi como militante, acho que até o presidente Lula ficaria encabulado se tivesse que pedir a Antônio José Medeiros para não disputar o governo do Piauí.
Wellington teria confidenciado não saber se deixa governo
O governador Wellington Dias teria desabafado recentemente com um ex-deputado estadual do seu partido: "eu não sei mais se fico ou deixo o governo".
A revelação foi feita pelo próprio interlocutor de Wellington a amigos, num sitio da zona sudeste de Teresina, no qual um grupo de políticos costuma se reunir pelo menos uma vez por semana para jogar cartas e tomar alguns drinques.
O grupo sabe também que o governador gostaria de sair para se candidatar ao Senado da República mas o horizonte que se descortinaria a partir dessa posição não seria dos melhores para a base aliada.
O governador estaria pensando há muito tempo em convencer os partidos da base de que a melhor candidatura seria a do senador João Vicente Claudino, com os outros indicando um nome para compor como vice.
Ocorre que o PT não aceita e os porta-vozes da ala mais firme que defende candidatura própria, apregoam que durante toda a sua existência o partido teve candidato a governador, mesmo quando as chances eram remotas, por que não teria agora?
Nascida no Rio
Sofisticada loja que foi aberta no quarteirão mais caro da Homero Castelo Branco homenageia quem nasce no Rio de Janeiro.
De muito bom gosto, pertence à mulher de autoridade que tomou posse recentemente.
Furioso
Consta que até hoje o secretário de Meio Ambiente, Dalton Macambira, está furioso com o deputado fedseral Paes Landim, que considerou desastrosa a política de meio ambiente do Piauí.
Chico Leitoa acusado de agredir jornalista
Por pouco, o jornalista Décio Sá, do Portal Imirante não foi agredido hoje (04) à tarde, a socos e pontapés pelo ex-prefeito de Timon e atual deputado estadual Chico Leitoa (PDT) quando se encontrava nas dependências da agência do Banco do Brasil na sede da Assembléia Legislativa do Maranhão. Leitoa estava sacando seu último salário como parlamentar no exercício do mandato, visto que teve seu registro cassado pelo Supremo Tribunal Federal – STF, além de ter sido diplomado equivocadamente pelo TRE, segundo a procuradora eleitoral Carolina da Hora Mesquita.
Após a sessão, Décio Sá havia cruzado com o deputado Chico Leitoa na entrada principal da Assembleia. Depois de terem conversado normalmente, o jornalista se dirigiu até a agência do Banco do Brasil para tirar algumas fotos dele no local. As fotos não ficaram boas por causa do vidro e do reflexo da luz.
Na saída, Leitoa foi até ao encontro do repórter, que já estava entrevistando o suplente Geovane e o advogado Ronaldo Ribeiro, que protocolavam o ofício pedindo o afastamento do pedetista da Assembleia. “Completamente transtornado e sem coragem para enfrentar seus verdadeiros algozes, Leitoa partiu com tudo para cima de mim fazendo algumas ameaças. Geovane o controlou”, revelou o jornalista Décio Sá, considerado um dos mais influentes comentaristas políticos do Maranhão.
Para Décio Sá, “o episódio é apenas uma prova de que Leitoa está com muito medo de acabar sua carreira política cassado pela justiça e com aquela bela maçã na boca. Como sua má-fama é grande em Timon – que o diga o ex-radialista Jorge Vieira (já falecido) – evitei o enfrentamento até porque não iria me trocar com ele.”
Vidigal defende candidatura única para derrotar Sarney
O companheiro Hlecio Silva, de São Luis, mandou-me a seguinte entrevista com Edson Vidigal, que foi candidato a governador do Maranhão no último pleito.
Vidigal, de origem humilde, foi presidente do Superior Tribunal de Justiça do Brasil e hoje faz oposição ao esquema sarney, que responsabiliza pelo "atraso do povo maranhense".A entrevista, na íntegra:
Eu gosto de relembrar fatos históricos para compará-los aos acontecimentos de hoje. Vidigal estava naquela euforia de deixar a presidência do STJ e dedicar suas forças para a campanha ao governo do Maranhão. Havia quem acreditasse e quem não acreditasse. Tudo ficou esclarecido no dia 29 de março de 2006, quando a deputada Helena Heluy fez, na tribuna da Assembleia, um discurso em homenagem 95 anos de emancipação do município de Barão de Grajaú, e, no fim de sua oratória, mudou o assunto do discurso afirmando:
“Quero dizer mais, Senhor Presidente, que hoje, a partir das 13h30, estará em nossa São Luís, despido da toga de Magistrado, o ex-ministro Edson Vidigal ou ministro aposentado Edson Vidigal. Ele vem para o Maranhão, para o seu estado, enfrentar as lutas eleitorais deste ano e vem colocando-se à disposição da classe política e do eleitorado maranhense para concorrer ao cargo de governador do Estado. E eu vejo nesta disposição do companheiro ministro, e digo companheiro porque conheço o Vidigal desde 1960, companheiro de profissão, jornalista, quando, ainda, como já disse, certa vez, de bicicleta, peregrinava por estas ruas de São Luís proclamando o desejo de ver, através dos meios de comunicação – antes como jornaleiro, depois como jornalista – este nosso estado livre de toda a opressão e dominação de um poder.”
Edson Vidigal, como relembrou a deputada Helena, era bom de bicicleta (será que vai fazer gol de bicicleta no Sarney?…). É advogado e professor de Direito, ativista político, jornalista, poeta, escritor e pré-candidato a Senador da Republica pelo Maranhão sob a legenda do PSDB. Ministro de três Tribunais Superiores (TFR, TSE e STJ) ao longo de 20 anos, encerrou sua carreira de magistrado como Presidente do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho da Justiça Federal, desincompatibilizando-se a tempo de se candidatar a Governador do Maranhão pela coligação PSB-PT-PC do B- PRB e PMN. Obteve 15% dos votos válidos, o suficiente para empurrar a decisão para o segundo turno, quando então apoiou Jackson Lago, do PDT, que foi o vencedor.
Hélcio – Como político experiente, que análise o nobre amigo faz da atual estrutura política maranhense, após a posse de Roseana no Governo?
Edson Vidigal – Positivamente, não há o que contabilizar. Esta senhora está no terceiro mandato querendo agora um quarto mandato consecutivo, o que é inédito na história do Brasil.Apesar dessas quadras todas de poder, o Maranhão é o Estado mais atrasado do Brasil, disputando com Alagoas, e ultimamente também com o Amapá, o primeiro lugar em tudo que não presta no Brasil.
Embora mulher, nem mais a face suave da oligarquia, que por algum tempo tentou encarnar, ela representa. Seu estilo autoritário de quem gosta de mandar, mas sem saber exatamente o que quer, só denuncia seu enorme despreparo. Ao contrário da Brigite Bardot, ela envelheceu antes, e graças a Deus, muito antes dos nossos sonhos.
Viver num Estado de Direito Democrático e Republicano no Maranhão é um sonho que nunca envelhece. Eu sei que a maioria dos moradores no Maranhão sonha e luta por isso, pela implantação da Republica e da Democracia, pela alternância dopoder em eleições livres e limpas. Sem isso nunca sairemos da pobreza política e do atraso social e econômico. Veja o Haiti e veja o Japão. Nos dois tem terremotos, aliás, no Japão tem quase todo dia. Mas no Japão não tem nem de longe essa catástrofe que estamos vendo no Haiti. A diferença é que o Japão investiu em educação, que é a base de tudo.
Sem educação não há cidadania, nem economia rentável, nem infraestrutura. No Japão, o povo está preparado, e bem preparado, para tudo.
Imagine um terremoto desse do Haiti no Maranhão. Talvez não faça muita diferença porque a longo prazo já vivemos como vitimas de um grande terremoto político, que produz numa população de quase 6 milhões de pessoas mais de 1 milhão e meio de analfabetos totais e que faz de mais da metade da população dependente do programa bolsa-família do Governo Federal.
Isso tudo é deprimente se considerarmos as grandes potencialidades naturais do Estado. O Maranhão é para ser governado como se fosse um País, mas isso depende de liderança, de conhecimento, espírito público, honestidade, e desprendimento. O Maranhão é um desafio maior que a planilha de qualquer aventureiro, que imagina poder tomá-lo às mãos e dominá-lo conforme a agenda do seu provincianismo e despreparo.
Hélcio – Muitas são as denúncias de corrupção que teriam ocorrido na gestão do então Governador Jackson Lago, incluindo, principalmente, os titulares da Casa Civil, da Secretaria de Meio Ambiente e da Secretaria de Esportes. Isso enfraqueceu a candidatura do Dr. Jackson ao Governo do Estado?
Edson Vidigal – Eu também não ignoro essas conversas, que para mim não chegam a configurar denúncias. Denúncia tem que conter indícios suficientes de materialidade e autoria. Só com esses ingredientes deve ser acolhida e apurada. Há muita coisa vaga no ar, mas nada concreto, específico, como o que estamos assistindo, através do Diário Oficial, na atual temporada da senhora Murad Sarney.
Hélcio – O Dr. Edson Vidigal é mesmo candidato ao Senado da República? Por quê?
Edson Vidigal – Porque a transição do autoritarismo para a democracia ainda não se completou. Ainda temos quase 200 leis entre as ordinárias e as complementares para implementarmos às promessas da Constituição. O Senado, ademais, tem funções específicas e nós precisamos dar efetividade à Federação, que é o modelo proposto pela Constituição ao Brasil.
O Maranhão vai ganhar muito quando for respeitado em Brasília pela competência funcional, preparo intelectual, e pelas fichas limpas dos seus Senadores. Muito de estranho e ruim que está acontecendo no Brasil, como, por exemplo, esse exacerbado ativismo judicial, decorre da omissão do Congresso, em especial do Senado.
Nossas leis ou são mal feitas, direcionadas a alguns interesses específicos, ou nem são feitas, ficam só nas intenções, resultando daí as brechas das leis, também conhecidas como vacacius-legis. É nessas brechas que o Judiciário, por exemplo, legisla e o faz deforma ilegítima, muitas vezes prejudiciais embora de forma bem - intencionada. O problema é que os Juízes não foram imaginados para essas usurpações. Mas eles agem porque o Congresso se omite, o Senado entra no conluio e não está nem aí.
Você sabe quem processa e julga Senador e Deputado? O Supremo. Você sabe quem processa e julga Ministro do Supremo? O Senado. E quantos Ministros do Supremo o Senado em toda a sua historia já processou e julgou? Não sei de nenhum.
As instituições têm que funcionar de forma harmônica, mas independentes entre si. Quer ver outra tragédia que à falta de lei está quebrando empresas no Brasil e, portanto, gerando desempregos e travando o crescimento da economia?
Já não bastassem as distorções com que são interpretados os direitos trabalhistas, tem a penhora on-line em que Juízes, liminarmente, bloqueiam o dinheiro das empresas, dos seus diretores ou sócios, provocando um terrível desequilíbrio no fluxo de caixa, isso tudo para garantir um suposto direito sobre o qual não há ainda nenhuma aferição. Não há uma lei no Brasil regulamentando a penhora on line, que foi instituída apenas para dar eficácia à execução da decisão judicial transitada em julgado.
Eu vou querer, como Senador, abrir uma grande discussão no Brasil entre empresários e sindicalistas até encontrarmos um ponto de equilíbrio que nos permita, através de uma lei, acabar com esses abusos, em especial dos nossos bem intencionados juízes trabalhistas do primeiro grau.
Estou anotando num caderno, todo dia, toda idéia nova que me surge, resultado do que observo, sobre o que um Senador em tempo integral, como eu quero ser, que não tem negócio pessoal nenhum e nem interesse particular a postular no Governo, pode fazer em favor do Povo do seu Estado e a favor do Povo do Brasil.
Hélcio – O Ministro Vidigal vai ganhar mesmo essa eleição para o Senado?
Edson Vidigal – Estou otimista. Acredito que o nosso eleitorado já esteja maduro, em segmentos decisivos, para acolher um candidato com este perfil. Mas, por enquanto, sou apenas pré-candidato inscrito para os efeitos da lei no livro próprio do meu partido.
Tenho que enfatizar isso assim, senão vou ser multado por propaganda antecipada. Você está vendo que não é propaganda, mas aqui no Maranhão tudo acontece. Como diz o slogan da BandNews, em 20 minutos tudo pode mudar…
Hélcio – O Dr. Vidigal ainda pensa em governar o Maranhão, para tentar uma mudança na estrutura política, social e econômica do Estado? Quando? Na eleição de 1914?
Edson Vidigal – Não sei quando, mas penso, sim. Só quererei estar com a saúde física e mental que tenho hoje quando isso tiver que acontecer. Isso até me lembra a estória do sujeito que, de tanto ser subestimado em sua terrinha, um dia foi embora e anos depois, numa bela manhã, ele adentra o largo da festa da igreja buzinando um caminhão fazendo soar escandalosamente o refrão – flamengo, flamengo, tua glória é lutar… Todo mundo correu para ver aquele caminhão, as beatas, as baratas da igreja, e o padre leu no para-choque a frase que o horrorizou – eu quero é rosetar…
Tira esse caminhão daí, isso é ofensa aos bons costumes, prenderam o caminhão, o conterrâneo pagou uma multa, foi embora, mas no ano seguinte, na mesma festa do padroeiro, ele reaparece no seu caminhão buzinando o mesmo refrão – flamengo, flamengo, tua glória é lutar… O padre, e agora também o delegado, as beatas encantadas com o cara do caminhão, todos correm e quando o padre com o delegado ao lado quase se preparando para mandar prender o conterrâneo não sufoca a frustração com o que agora vinha escrito no para-choque do caminhão – continuo querendo…
Eu ainda vou continuar querendo. Mas sem pressa. Vivo a certeza de que isso irá acontecer. E como já disse, estarei preparado e só precisarei da mesma saúde física e mental de agora.
Hélcio – Apesar de sua amizade pessoal com o presidente Lula, mantida há alguns anos, o ministro não irá votar na ministra Dilma por ser filiado ao PSDB. Acontece que o governador Serra ainda não assumiu a condição de candidato, podendo até desistir. Nesse caso, na sua opinião, sendo um novo tucano, quem no PSDB substituiria o governador Serra?
Edson Vidigal – Não, não votarei na Dilminha. Temos uma relação pessoal antiga, de carinho e respeito mútuos, mas o meu partido terá um candidato, o Governador Serra.Pedi a um Ministro amigo comum que transmitisse ao Presidente Lula uma mensagem – é preferível um adversário do que um inimigo. Estou adversário, não estou inimigo.
Todos nós no PSDB trabalhamos a partir da idéia de que o Governador Serra será o nosso candidato a Presidente da República.
Hélcio – Essa última pergunta vai mexer na estrutura oposicionista. O Sr. acredita na reorganização da Frente de Libertação com uma candidatura única para enfrentar Roseana Sarney? Roseana vai ganhar a eleição?
Edson Vidigal – Defendo que a eleição para Governador no Maranhão deva ser plebiscitária, ou eles, da oligarquia, ou nós. Essa idéia de Frente está meio desgastada. Estamos trabalhando uma coligação que forme um arco, o maior possível, de partidos que se opõem ao atraso do Maranhão. A candidatura será possível, sim.
No momento os partidos estão combinando deletar todas as candidaturas para que, após consumada a unidade, se chegue ao nome de consenso, que melhor atenda às expectativas e crenças populares. Pessoalmente, acho que, no momento, do lado de cá, quem ainda reúne as melhores condições para empunhar essa bandeira e vencer é o Jackson. A Roseana tem mais rejeição do que aceitação.
Gente de lá de dentro me contou que o pai dela está querendo tirá-la da candidatura para entregar o sacrifício ao Lobão, que teria como vice o Zequinha, que assim abriria o espaço da imunidade para o Fernando. Todo empenho do pai dela hoje é para salvar o Fernando, o filho do meio.
Agiota teria mandado matar empresário no condomínio
A polícia investiga o informe de que um grande agiota de Teresina teria mandado matar o empresário José Ribeiro, executado a tiros dentro de um celta branco, no dia 26 de novembro de 2009, no estacionamento do condomínio de apartamentos Monte Líbano, localizado no bairro Cidade Nova.
Ribeiro, que havia dormido com a namorada, se preparava para deixar o estacionamento, por volta das 8h30min daquele dia, quando foi surpreendido por dois homens, que após efetuarem quatro disparos, fugiram sem serem identificados.
Os levantamentos realizados por agentes da comissão de combate ao crime organizado, estabelecem uma ligação com a execução de Ribeiro e a de um representante, conhecido como Renato, ocorrida há cerca de três anos, quando este chegava em casa, nas imediações da sede do River Atlético Clube.
O motivo seria o mesmo: contrariar grandes agiotas.A investigação segue na seguinte direção: Ribeiro teria apanhado dinheiro de um grande agiota de Teresina para repassar para um cliente seu, recebido os juros correspondentes e passado "um calote" no grande agiota.
Depois desse "calote" o empresário teria sido procurado para devolver a importância com os juros correspondentes mas não o fez.A partir dai teria passado a ser perseguido por homens do agiota, que podem ter sido comandados por um ex-policial civil.
Por isto ele estaria dormindo no apartamento da namorada.Uma fonte policial acredita que tudo poderá ser esclarecido dentro dos próximos dias.
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