Blog do Feitosa Costa

Feitosa Costa Feitosa Costa
Feitosa Costa é Jornalista desde de 1977, passando por vários jornais do País. É também Bacharel em Direito.

02/08/2011 às 06h47min

Magalhães quer ser vice de Elmano e Flora não é obstáculo

O deputado Cícero Magalhães é o mais forte opositor da candidatura de Rejane Dias à prefeitura de Teresina.Para a platéia ele diz que aceita qualquer decisão do diretório municipal mas nos bastidores trabalha com as mangas arregaçadas pela concretização da aliança com o PTB de Elmano Ferrer.

Além de ter afinidades políticas com o senador João Vicente Claudino, presidente do PTB no Piauí, Magalhães tem ambições pessoais que seriam concretizadas com uma eventual reeleição de Elmano: ele quer ser o candidato a vice-prefeito.

A sonhada candidatura do maranhense Magalhães a vice-prefeito de Teresina na chapa de Ferrer não seria muito dificil de ser aprovada caso o diretório municipal do PT decidisse oficialmente pela aliança com o PTB.A sua mais forte concorrente seria a deputada Flora Isabel, que rechaça também uma eventual candidatura própria de Rejane Dias, mas na hora da decisão Flora abriria caminho para Magalhães porque uma eventual eleição do colega a tornaria deputada efetiva uma vez que no momento é a primeira suplente em exercicio.

Para os holofotes os dois deputados insistem en negar que trabalham forte contra a candidatura de Rejane mas essa movimentação não é segredo dentro do PT. A surpresa é que contam com a simpatia de figuras históricas do partido como Antônio Neto e Antônio José Medeiros.

Essa "revolta" na realidade não é contra Rejane mas contra seu marido, o senador Wellington Dias: grande parte dos petistas o acusa de ser o responsável pelo suposto desprestigio do partido no governo de Wilson Martins.

Uma coisa é certa: se a candidatura de Rejane chegar a passar numa hipotética disputa interna, esse grupo que hora reage contra ela não irá com vontade para a campanha.

01/08/2011 às 08h43min

Magalhães e Flora incentivam reação do PT a Rejane Dias

A reação do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores de Teresina ao nome da deputada estadual Rejane Dias como candidata a prefeita teria o incentivo e suporte dos deputados estaduais Francisco Magalhães e Flora Isabel, expressões do PT que querem uma aliança com o prefeito Elmano Ferrer.

Francisco Magalhães e Flora Isabel estariam conduzindo o diretório municipal do PT para a concretização de uma aliança com o PTB do prefeito Elmano, indicando o candidato a vice, estrategia rejeitada pelo grupo do senador Wellington Dias.

Em setores mais ligados ao prefeito a aliança com o PT é dada como certa, restando apenas saber quem será o indicato para compor a chapa como vice.

Francisco Magalhães e Flora Isabel já estariam disputando a preferência, travando internamente uma batalha dura mas aliados na tese de que o partido deve se compor, a nível municipal, com o PTB do prefeito.

Aniversário

Durante todo o dia de ontem foi comemorado o aniversário do prefeito Elmano na chácara do secretário municipal de saúde Pedro Leopoldino, na Usina Santana.

Políticosde diversos partidos estiveram no local e conversas mais discretas giraram em torno da posição do diretório municipal do PT, que está fechado com a tese de indicar o candidato a vice na chapa de Elmano.

30/07/2011 às 18h18min

Latrocidas também são soltos no Piauí quase todos os dias

Interessante que ninguém até agora apareceu para colocar exclusivamente no Código Penal Brasileiro a culpa pela facilidade com que Correia Lima ganhou umas férias de final de julho do juiz da Parnaíba.

Pois é: do mesmo jeito que Correia Lima foi solto, assaltantes assassinos, extorsionários, estupradores reincidentes são colocados em liberdade todos os dias e os procedimentos passam despercebidos, ou quem tem que questioná-los finge que não percebe.

A liberdade que concedem a latrocidas quase todos os dias no Piauí tem a mesma motivação que colocou de férias o coronel do crime organizado.

Essa história de colocar a culpa no Código Penal quando um matador frio e perverso é colocado em liberdade é conversa para pobre engolir e ainda achar bonito.

Há claros sinais de que o motivo é outro.

O presidente do Tribunal de Justiça trilhou uma carreira que permitia ao povo do Piauí ter uma expectativa mais arrojada quanto à punição de assassinos e criminosos do colarinho branco e principalmente de juizes como o da Parnaiba.

Delegado correto e corajoso, alcançou a magistratura e tomou muitas atitudes exemplares até chegar a desembargador.Atitudes tão corretas quanto transformadoras.

A história dá também exemplos de que os anos fazem as pessoas mais reflexivas na hora hora de punir.

29/07/2011 às 07h12min

Oposição do passado tinha homens corajosos

Chego à conclusão de que não existem mais oposicionistas como antigamente.Bem recentmente, há não mais do que nove anos, ainda existia oposição, quando o Partido dos Trabalhadores estava fora do governo.

O PT foi um dos melhores partidos políticos de oposição da história do Brasil.Em primeiro lugar porque se fundamentava na luta de classes, dando a entender, embora com falsidade por alguns de seus líderes de então, que uma vez chegando ao poder teriamos de fato uma transformação no Brasil, instalando-se o reino dos pobres.

Muitos falavam de coração mas uma quantidade considerável descaradamente  já  fazia cursos, desviando recursos de alguns sindicatos, num aprendizado para quando chegasse ao governo.

Descarados à parte, a verdade é que a maioria fazia uma oposição séria, pensando realmente no interesse popular e deixava os governos de saia justa.Com toda a força e o apoio da base elitista brasileira, os governos "penavam" nas mãos do PT que devido a seu arrojo oposicionista e coragem, acabou chegando ao poder. Mas isto é outra história.

O PMDB do passado também era um grande partido de oposicionistas.Dava orgulho ver o Dr. Ulysses nas ruas de Salvador enfrentando os cães da polícia da Bahia.

Os brasileiros que sempre sonharam com um país mais justo se tremiam de emoção quando ouviam aquele velho esbelto dizer "nós não tememos a ditadura".

E no presente, o que temos?

Quer saber mesmo?

Temos um punhado de frouxos espalhados pelo Brasil, mais preocupados com os holofotes do que com a população.

Além da falta de coragem pessoal há os equívocos, como comparar Dilma com Lula quando está claro que existe uma diferença muito grande.

Parece que a oposição está contra a faxina que a mulher está fazendo no Ministério dos Transportes.Lula está corando de raiva da presidente e a oposição insiste em dizer que ela está envolvida.

Apenas um líder está com a cabeça no lugar: Fernando Henrique Cardoso, que tem feito análises lúcidas sobre o momento brasileiro.

Esse Aécio,infelizmente, não saiu ao avô.


26/07/2011 às 13h44min

Grupo trabalha por devassa no sindicato dos comerciários

Existe uma movimentação muito discreta no sentido de conseguir a oficialização de uma investigação no Sindicato dos Comerciários do Piauí.

A investigação seria feita nas contas do sindicato a partir dos últimos quatro anos.

Ex-integrantes da entidade teriam se reunido secretamente e conseguido  traçar um plano para conseguir documentação que incriminaria algumas pessoas através das quais recursos da associação teriam sido desviados para campanhas políticas.

Os passos dos que esperam pela investigação têm sido dados na maior discrição.Há informes de que pelo menos uma pessoa de dentro foi relacionada como colaboradora do grupo que quer uma devassa na entidade.

A fonte deste repórter afirma que as autoridades procuradas ainda não se convenceram de que devem oficializar um prodecimento investigativo mas estão olhando com muita atenção todos os informes que recebem e procurando um ponto absolutamente legal para trabalhar.

Na linha da investigação estaria a suspeita de que a entidade teria sido durante várias campanhas políticas a principal estrutura de candidados escolhidos pelas ligações próximas com as diretorias.

A estrutura da entidade, considerada muito grande, teria sido colocada à disposição desses candidatos com atendimento registrado de eleitores.

25/07/2011 às 11h26min

Construtora pagou despesa de amante de supervisor do DNIT

Uma construtora pagou até o conserto do carro de uma amante de um supervisor regional do Departamento Nacional de Infraestrutura Terestre ( DNIT) do Ceará, em Fortaleza, segundo inquérito realizado pela Polícia Federal.

A informação está contida na edição de hoje, dia 25 de julho, do jornal Folha de São Paulo, e ainda acrescenta que pelo menos 12 das 23 regionais do DNIT no Brasil estão sob investigação.

A regional do Piauí também está sob investigações e as principais suspeitas de superfaturamento recaem sobre a Construtora Jurema, de propriedade dos irmãos João Costa e Castro e Humberto Castro, irmãos do deputado federal Marcelo Castro e cunhados do diretor do órgão no Piauí, Sebastião Ribeiro, o Tião Sorriso, sobre quem o jornalista Cláudio Humberto disse em sua coluna ter torrado 500 mil reais no casamento de filha que foi nomeada há alguns dias pelo demitido ministro dos transportes.

No Ceará pelo menos 27 pessoas, entre fuincionários do órgão e membros de construtoras, aparecem em inquéritos de superfaturamento do órgão.Em Fortaleza o superintendente regional José Abner não atende os jornalistas e manda sua assessoria recomendar que procurem a assessoria nacional do Ministério dos Transportes.

De Fortaleza um  funcionário graduado do DNIT disse a este jornalista que entre os altos funcionários do órgão circula com insistencia comentário de que haverá "verdadeira faxina" em todas as regionais do órgão sob suspeita, especialmente aquelas onde há pedidos de investigação.

23/07/2011 às 18h17min

Coluna nacional volta a levantar suspeitas sobre a Jurema

O jornalista Cláudio Humberto, um dos mais lidos do Brasil, voltou, na sua coluna de hoje, 23 de julho de 2011, a denunciar ganhos extraordinários da Construtora Jurema, de propriedade dos irmãos do deputado federal Marcelo Castro.
Na coluna de ontem, 22, Humberto dedicou boa parte do seu espaço para dizer que a Jurema recebe 300 mil reais por mês no DNIT do Piauí por supostos serviços prestados na obra de manutenção da br 343.

Cláudio Humberto Revela que o DNIT do Piaui está sob investigação federal e o seu diretor, Sebastião Ribeiro, o Tião Sorriso, andaria se gabando pela cidade de ter torrado 500 mil reais no casamento da filha.Tião é casado com uma irmã dos proprietários da construtora.

A coluna do jornalista Cláudio Humberto também revela que a Jurema fatura na secretaria de infraestrutura do Estado, comandada por Castro Neto, que vem a ser filho do deputado Marcelo Castro, sobrinho dos proprietários da construtora.

Fogo amigo

A construtura Jurema, de acordo com informações obtidas recentemente, não virou objeto dessa exposição por acaso.
Até agora este blog conseguiu apurar que se trata de "fogo amigo" disparado com a maior discrição e competência, ocultando de maneira espetacular os verdadeiros objetivos dos ataques contra esse grupo tão forte do Piauí.

As suspeitas existiam há algum tempo mas os agrupamentos políticos preferiam ignorar o assunto ou fazer de conta que não sabiam.


22/07/2011 às 18h46min

Denúncia nacional contra Tião Sorriso seria "fogo amigo"

As rodas mais sofisticadas politicamente de Teresina discutiram durante todo o dia de hoje, sexta-feira, 22 de julho, sobre quem seria a fonte do jornalista Claudio Humberto, que publicou na sua coluna nacional informações sobre a existência de investigações no DNIT do Piauí, especialmente na parte em que ele revela que o diretor regional, Sebastião Ribeiro, o Tião Sorriso, teria torrado meio milhão de reais no casamento da filha.

Há muitas especulações quanto a identificação da fonte:uns entendem que se trata de inimigos da família Castro, que há anos controla esses órgãos responsáveis por obras de grande porte no Piauí; outros acreditam que foi alguma autoridade que tem conhecimento do andamento das investigações, mas o que incomoda mesmo e causa mais curiosidade é o detalhe sobre os gastos do casamento.

Está bem ai o fio do novelo, como se diz popularmente.

Há pistas seguras de que se trata de "fogo amigo" com objetivos que não passam pelas cabeças de mortais comuns.


BASTIDORES


Sumido há alguns anos, desde que seus empreendimentos foram a pique, conhecido empresário voltou a transitar com desenvoltura em corredores oficiais desde que seu irmão foi alçado à condição de secretário de estado.

Folha de pagamento

Uma agremiação partidária está cuidando para proteger a sua folha de pagamento no item que contempla a comunicação.

Preocupados

Adversários do prefeito Elmano Ferrer se reuniram recentemente e demonstraram muita preocupação com a popularidade do prefeito na zona leste de Teresina, depois que ele determinou o asfaltamento de praticamente todas as ruas.

No livro

Uma "operação abafa" não evitou que fosse imediatamente registrada num livro de ocorrências policiais a prisão de importante figura feminina que se envolvera com uma amiga numa confusão na noite de Teresina.

Quem fez o registro tomou as devidas providências para que o documento não "sumisse"


21/07/2011 às 10h24min

DNIT do Piaui passará por investigação

O DNIT do Piauí está no eixo das investigações sobre superfaturamento em obras contratadas nos últimos quatro anos.

A informação é de fonte segura e algumas obras já foram relacionadas como suspeitas.

O DNIT é dirigido no Piauí pelo engenheiro Sebastião Victor Braga Ribeiro, muito conhecido como "Tião Sorriso".

Tião,  seria uma indicação do deputado federal Marcelo Castro (PMDB) cujo filho, Castro Neto, exerce as funções de secretário de infraestrutura do estado.

Comentários

Circularam com muita desenvoltura em Teresina, principalmente entre altos funcionários de construtoras que operam no Piauí, que a Procuradoria da República solicitara investigações sobre obras realizadas pela Construtora Jurema.

Um empresário que reapareceu depois que o irmão foi alçado à condição de secretário de estado, fez o seguinte comentário, na noite de terça-feira, na praça de alimentação do supermercado Extra: "com certeza isso não vai acabar bem".

20/07/2011 às 14h56min

Oposição devia apoiar Dilma por demitir corruptos do PR

Há alguns anos venho acompanhando o comportamento da oposição ao governo federal a partir da chegada ao poder de Luis Inácio Lula da Silva.

Devo dizer que em alguns momentos achei muito estranho o comportamento da oposição, principalmente dos seus líderes mais endinheirados.

No primeiro mandato de Lula, quando escandalizava o país a descoberta do mensalão, Lula estava prestes a sofrer um processo de impeachment, como aconteceu com Fernando Collor.

De repente, os mais importantes líderes da oposição passaram a falar em "governabilidade".Alguns chegaram mesmo a defender a permanência do então presidente, alegando que uma saída traumática naquele momento seria um desastre para o Brasil.

Na época de Fernando Collor, porem, ninguém pensou em "governabilidade" nem que seria ruim para o Brasil o impeachment daquele aventureiro que até hoje causa tanto mal à nação.

Atualmente está acontecendo outra coisa muito estranha: a presidente Dilma, com coragem e determinação de patriota, ignora os conselhos de Lula e sua turma, e põe para fora uma quadrilha do PR instalada no ministério dos transportes mas a oposição não a incentiva.

O que está havendo? Será que não gostaram?

Em vez de fazer comparação com as atitudes do seu antecessor em momentos semelhantes, fazendo justiça e engrandecendo a presidente por não contemporizar com corruptos, a oposição está implicando com o homem mais sério filiado ao PR: o novo ministro Paulo Passos.

Por que os oposicionistas não aproveitam a oportunidade para mostrar ao Brasil quem é de fato Waldemar Costa, o chefão da máfia do PR. Será por que ele é de São Paulo?

Está  provado: por mais que Dilma enalteça Lula ( faz parte da estrategia ) ela não concorda com o apoio que seu antecessor deu a tipos como Palloci e Alfredo Nascimento.

Tenho certeza que a oposição sabe disso.


15/07/2011 às 09h51min

Como os oportunistas ardilosos conseguem auferir lucros

O mundo está repleto de oportunistas  que se declaram agir em nome da razão.

O que é, de fato a razão?

Numa definição bem simples pode-se dizer que se trata do comportamento ético que identifica a verdade com quem quer que ela esteja.
Será isto o que fazem alguns contestadores de plantão?

Criticar por criticar, sem ter a grandeza de identificar os pontos certos e verdadeiros, mesmo que sejam poucos, de uma pessoa, de um estado ou de um governante é agir sob a égide da razão?

Pode até ser que alguém compreenda e perdoe essa postura quando o crítico é  mal informado ou simplesmente apaixonado pelos adversários de quem critica e não almeja auferir vantagens pessoais.

Quando o contestador insiste na postura ácida, que aparentemente tem a aprovação da opinião pública urbana, porque consegue vantagens financeiras que o público não imagina, está identificado o verdadeiro e ardiloso oportunista.

Nada melhor do que ganhar dinheiro deixando a impressão de que é independente, que não vive às custas do poder.Nos subterrâneos, às escondidas, porem, os favores , os "agradecimentos" das associações, a "compreensão" de alguns "ministros" que não querem ver seus nomes sob suspeita e a recompensa dos diretórios.

Na França ocupada pelos alemães na segunda guerra mundial foi criado um patriótico e valente movimento de resistência que utilizava a tática de guerrilhas contra os nazistas.Eram centenas de resistentes.No meio deles, porem, alguém identificou uma maneira de ganhar muito dinheiro já antevendo o fim do conflito.

Foi fácil ao traidor identificar entre os nazistas alguém que pensasse como ele.

A tática do resistente traidor consistia em arregimentar judeus ricos que viviam na França para tirá-los do território dominado pelos nazistas com a ajuda de alguém que "comprava" entre os alemães.Na realidadse o suposto colaborador alemão era sócio do resistente traidor.Os judeus pagavam  fortunas para fugir em proteção e quando chegavam nos barcos eram cruelmente assassinados.Depois, além do dinheiro alto já recebido, os sócios recolhiam todas as jóias entre os mortos.

Demorou muito para a verdade surgir.

A mentira chega sempre primeiro; a verdade,  por última, coxeando junto com o tempo.


13/07/2011 às 09h50min

Como criar imagem de contestador para auferir vantagens

Existem aqueles que, por se acharem intimamente inferiores, vivem a todo momento querendo demonstrar que são superiores.Esses são os tipos mais perigosos porque não perdoam a natureza por  ter lhes honrado tão pouco.

Este é um ensinamento de Baltazar Gracian, o espanhol religioso conhecido mundialmente por ter transformado em escritos os pensamentos mais respeitados sobre o relacionamento entre as pessoas.

É no campo profissional que esses indivíduos mais praticam a maldade.Criam em torno de si uma capa respeitável ao mesmo tempo em que , silenciosamente, recorrem aos métodos mais condenáveis de convivência humana.

No campo das idéias contestam, se autoproclamam defensores da verdade, tomam posicionamentos políticos aparentemente democráticos e condenam veementemente a corrupção.

Em segredo, porem, aceitam ser custeados e bancados por aqueles a quem interessa politicamente aquela suposta sêde de justiça.

Em seus falsos brados anunciam que a razão está acima de qualquer preferência polítca, enganando a opinião pública e gerando uma superficial imagem de independencia.

Na verdade essa "independencia" é custeada, mantida até por agremiações partidárias, associações ou até mesmo por algum endinheirado que raciocina em perspectiva.

Esses "independentes" geralmente escolhem uma vítima aparentemente poderosa para passar a imagem de que são corajosos; escrevem sobre o próprio currículo mesmo financiados por quem tem interesse na desmoralização de algum adversário.

É por isto que hoje não basta assistir, ler e ouvir.
É necessário conhecer as pessoas, estudar as entrelinhas.

08/07/2011 às 09h55min

Como se ganha dinheiro com a empresa dos outros

Existem profissionais que acabam auferindo mais lucros do que as empresas que trabalham.Primeiro porque não pagam impostos, não têm sob suas atividades silenciosas a fiscalização do ministério do trabalho e projetam uma personalidade completamente diferente do que são na realidade.Sonsos, se fazem de diligentes e "corajosos" mas na verdade sempre estão obtendo vantagens em função da atividade que exercem.

Existem áreas mais propicias ao enriquecimento silencioso ( ou mafioso ) do que outras.Há áreas do campo profissional, por exemplo, em que o diretor pode negociar a demissão de um subordinado que não vem agradando a sua fonte de beneficios escusos, conseguindo prêmios que a empresa empregadora não lhe concede e com a mesma cajadada afastar aqueles que de fato são competentes e éticos.

No Piauí essa prática também é conhecida e vai além porque alguns empresários, iludidos pelas bajulações, esquecem de averiguar se ganharam novos sócios sem saber.

Isto mesmo, esses inescrupulosos se tornam verdadeiros sócios silenciosos de empresas a cujos proprietários juram fidelidade.Só que os donos não sabem.

É tão simples descobrir quando alguém está utilizando uma empresa para ganhar um dinheiro muito mais fácil do que os proprietários. A cidade toda fala de  farsantes que deveriam, mas não caminham com difiduldade quando o cheiro grosso da propina lhes penetra as narinas.

Excursionam num suposto campo da contestação mas na realidade abrem caminhos para gordas somas mensais em diretórios e se acham impunes.Quando tomam umas doses a mais costumam bradar "ninguém me derruba pois eu sei todos os segredos do meu patrão".

Como se não bastasse a chantagem silenciosa com o patrâo essas catitas pesadas arregimentam um ou dois ratinhos próximos para servir de espiões e confirmar suas calúnias.


06/07/2011 às 17h10min

Falta a polícia entrar em cena

Carlos Chagas

Será que 40 deputados e 5 senadores valem a permanência no cargo de um ministro cujos principais auxiliares foram flagrados superfaturando obras públicas e recebendo propina de empreiteiras? Além disso, quem garante que as bancadas do PR marchariam unidas para a oposição, pelo fato de perderem um ministro, Alfredo Nascimento, e de verem seu comandante maior, o deputado Waldemar da Costa Neto, acusado de chefe da quadrilha?

Não dá para entender a solidariedade da presidente Dilma Rousseff, dizendo que confia no ministro dos Transportes para apurar a lambança da qual nem ela duvida, pois foi por sua iniciativa que quatro quadrilheiros viram-se afastados de suas funções. Porque de duas, uma: ou Nascimento sabia de tudo ou não sabia de nada. No primeiro caso, tinha de ser demitido por razões óbvias. No segundo, por ser um bundão.

As coisas mais se complicam quando se atribui a auxiliares da presidente o comentário de que o ministro não será poupado se surgirem novas acusações. Ora bolas, não bastaram as denúncias que ganharam a mídia, envolvendo mais de 300 milhões de reais de aditivos de contratos anteriores, desviados para as empreiteiras e para o bolso dos bandidos? É aquela historia do bravo cidadão que leva uma bofetada e diz ao agressor: “Se der outra eu vou reagir!”

A situação pior não fica, a menos que o Tiririca, campeão de votos do PR, decida largar o partido. Ou o suplente de senador, João Pedro, entregar a suplência de Alfredo Nascimento, mesmo sendo amigo do peito do ex-presidente Lula.

Em suma, nessa novela ainda inconclusa, falta o capítulo da entrada em cena da polícia.

05/07/2011 às 10h06min

Coitado, ele não sabia de nada e agora terá de investigar

Carlos Newton

É triste, mas temos de retirar o elogio feito ontem à presidente Dilma Rousseff, no caso de sua pronta intervenção para demitir a quadrilha que tomou conta do Ministério dos Transportes. Como é que a chefe do governo de repente tem uma recaída e manda até divulgar uma nota na qual manifesta absoluta confiança no ministro Alfredo Nascimento, que, se tivesse um mínimo de hombridade, já teria pedido demissão?

De acordo com a assessoria de imprensa da Presidência, caberá ao próprio Nascimento promover a investigação de denúncias de que a cúpula do Ministério sob seu comando promovia sobrepreço nas licitações e cobraria propina entre 4% e 5%, o que garantia às empresas aditamentos dos contratos.

“O governo manifesta sua confiança no ministro Alfredo Nascimento”, diz o texto lido por uma assessora. “O ministro é o responsável pela coordenação do processo de apuração das denúncias feitas contra o Ministério dos Transportes”, conclui.

Traduzindo: resolveram mandar o chefe da quadrilha investigar os crimes, que desta vez não foram revelados pela imprensa, mas pelo senador Mario Couto (PSDB-PA). Como registrou aqui no blog o comentarista Antonio Santos Aquino: “Da tribuna, dia sim dia não, o senador Mário Couto diz: “Pagot, tu és ladrão, estás roubando há muitos anos. Quem te segura, Pagot? Não esquece que eu estou te chamando de ladrão. E agora?”

A saudável novidade é que desta vez a própria Presidência da República resolveu ouvir a oposição, constatou que as denúncias de Mário Couto eram verdadeiras e defenestrou a quadrilha quase inteira. Pena que esqueceu de demitir o chefe, o próprio ministro, que também está necessitando de um belo Código de Conduta.

É claro que já circulavam muitos rumores sobre as irregularidades no Ministério, especialmente sobre a presença contínua do deputado Waldemar Costa Neto no gabinete do ministro Alfredo Nascimento, pois havia até uma sala especial reservada para ele, vejam a que ponto chegamos.

Aqui no blog da Tribuna, por exemplo, um dos comentaristas vivia fazendo brincadeiras com o sobrenome de Luiz Antonio Pagot, que era diretor geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). O comentarista (não recordo o nome) perguntava sempre: “Quem pagot?” ou “Já pagot?”

No final de semana, Dilma afastou o chefe de gabinete de Nascimento, Luiz Tito Bonvini, o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, e o presidente da estatal Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, muito ligado ao deputado federal Waldemar Costa Neto (PR-SP), que em 2005 renunciou ao mandato para escapar da cassação por causa de envolvimento no mensalão, configurando um caso de reincidência específica em corrupção.

Pois é, a presidente estava se saindo tão bem nesse primeiro episódio de graves irregularidades em seu governo (Palocci não conta, pois vinha corrompido desde o governo Lula), e não dá para entender essa recuada e a demonstração de confiança num ministro mais do que sujo.

Aqui no blog, Helio Fernandes cansou de escrever sobre Alfredo Nascimento, explicando que ele só continuava ministro para que seu suplente (João Pedro, do PT) seguisse exercendo o mandato no Senado. João Pedro é um sindicalista amazonense, amigo particular de Lula, o que explica quase tudo.

O quadro é complexo, mas é muito duro supor que Dilma Rousseff esteja mantendo Nascimento apenas para agradar a Lula, com a preservação do mandato de João Pedro no Senado. Seria uma baixeza inominável, capaz de manchar de forma indelével a biografia da atual presidente.

É preferível acreditar que seja apenas uma jogada de efeito, para distrair a arquibancada, com tudo acertado nos bastidores. A presidente faz a nota de apoio ao ministro, pede que ele próprio conduza as investigações, seus colegas e correligionários então sentem a alma lavada, mas logo em seguida o próprio Alfredo Nascimento repentinamente resolve pedir demissão, por se sentir desconfortável ao ter de investigar amigos tão íntimos. É possível que isso aconteça, seria uma jogada inteligente, mas o senador João Pedro iria para o espaço, perdão, perderia a cadeira no Senado.

04/07/2011 às 09h23min

O topete de Itamar vai fazer falta

Uma tarde extremamente fria de inverno em Montevidéu. O então presidente Itamar Franco teria um encontro com empresários uruguaios. Autoridades e jornalistas aqueciam-se na federação de comércio aonde aconteceria o encontro. E nada de Itamar chegar. Os demais representantes brasileiros no encontro não davam qualquer informação sobre o paradeiro do presidente. Alguns começaram a se inquietar, imaginando algum acidente. Mas Itamar só tinha resolvido dar um bolo em todo mundo. Ele tinha resolvido dar um passeio num shopping center!

Itamar enlouquecia sua segurança e os jornalistas que, como eu na época, cobriam seu governo com gestos assim. Nesse mundo da pompa e circunstância do poder – em que os políticos guardam o DNA do péssimo hábito da nobreza portuguesa, de se comportarem como “fidalgos” (que quer dizer “filhos de algo”, como se quem não fosse nobre então não fosse filho de ninguém) –, Itamar fazia questão de manter a simplicidade, fazia questão de não deixar de ser o homem comum. Que viaja e quer tirar um tempo para passear um pouco, que pega o fusquinha e vai ao cinema com a namorada, que toma uma decisão econômica depois de ouvir a cozinheira comentar que o pão francês anda muito caro.

Um traço que, às vezes, levado ao exagero, lhe trazia constrangimentos. Solteirão, aceitava o assédio de namoradas eventuais. Foi assim que aceitou, levada para lá pelo deputado Valdemar Costa Neto, Lílian Ramos sem calcinha para o camarote em que estava no Sambódromo do Rio. Pelo menos, fez história na imprensa brasileira, com o primeiro – e, se a memória não falha, único ainda – nu frontal publicado nas capas dos principais jornais do país.

A verdade é que, muito mais do que Lula que, apesar do vocabulário simples e das metáforas futebolísticas, sempre demonstrou imenso prazer com as benesses do poder, Itamar foi a melhor representação do homem simples brasileiro no comando do país. Especialmente por conta de um importante traço de personalidade: sua honestidade. Seus dois anos de governo foram provavelmente o tempo em que mais se aproximaram no Brasil a ética e a política.

Quando uma denúncia mais forte envolveu seu ministro da Casa Civil, Henrique Hargreaves, com o escândalo dos anões do orçamento, Itamar afastou Hargreaves do governo. Esperou que ele se defendesse como homem comum e só trouxe Hargreaves de volta depois que se comprovou a sua inocência. Qualquer semelhança com os casos José Dirceu, Erenice Guerra e Antônio Palocci...

Quando Itamar era presidente, um dos homens mais poderosos do país era Antonio Carlos Magalhães. ACM, ou Toninho Malvadeza, era conhecido pelos dossiês que produzia contra seus inimigos. Constrangia e chantageava com as denúncias que produzia. Um dos inimigos de ACM era o hoje deputado Jutahy Magalhães Júnior, que era então ministro de Itamar. ACM pede uma audiência com Itamar. Diz que levaria graves denúncias contra Jutahy. Não passavam de recortes velhos de jornal, e Itamar sabia disso. Para desmoralizar ACM, Itamar, então, abriu a audiência para a imprensa. ACM ficou com cara de tacho. Não tinha nada. Nem Jader Barbalho, na sua briga histórica com ACM, foi capaz de deixar o ex-senador baiano com cara de tacho.

Os dois anos do governo Itamar Franco foram a constatação de que a elite política brasileira não constrói um país decente porque não quer ou não lhe interessa. Se Itamar fosse presidente em outras circunstâncias, talvez não tivesse dado tão certo. O fato é que as principais forças políticas do país uniram-se para derrubar Fernando Collor e o condomínio corrupto que fora criado e empossaram Itamar, o vice, num processo legal, dentro das normas da Constituição. Itamar governou com o apoio desses mesmos partidos que estão aí: PMDB, PSDB, PFL, e com o PT – no oportunismo que historicamente o caracterizou, de não se envolver como protagonista para poder sempre se apresentar como alternativa (assim foi na eleição de Tancredo e na Constituinte) – fingindo que fazia oposição.

Pois esses mesmos partidos produziram dois anos de governo honesto e eficiente. Produziram um plano econômico, o Plano Real, que pôs por terra uma inflação incontrolável, que corroía qualquer possibilidade de estabilidade e desenvolvimento. As novas gerações não conseguem sequer imaginar o que era viver num país que tinha inflação de mais de 80% ao mês. Onde os preços dos produtos aumentavam várias vezes num único dia. Em que as pessoas não eram capazes de saber o valor de nada, nem dos seus próprios salários.

Naquele momento, os partidos entenderam que o governo Itamar tinha de dar cem por cento certo, porque, depois da deposição de um presidente, qualquer risco de crise institucional podia comprometer o futuro da democracia brasileiro. E o futuro dos seus próprios projetos. Por isso, adiaram por dois anos seus planos de dilapidação do país.

Em torno de um presidente honesto, simplório até (por conta disso, chegou a ganhar o apelido de Forrest Gump, porque, mesmo às vezes parecendo idiota, como no episódio da falta de calcinha de Lílian Ramos, tudo dava certo com ele e para ele), que não demonstrava a mínima condescendência com a corrupção, construiu-se o futuro brasileiro.

Se hoje o Brasil tem uma economia estável, que transformou em “marolinha” os tsunamis econômicos que assolaram e ainda assolam os países mais desenvolvidos, se aqui tudo está calmo enquanto os gregos atiram pedras em policiais, os espanhóis ocupam as praças públicas e os empresários começam a achar que não vale a pena investir nos Estados Unidos, deve isso ao que começou a acontecer no governo Itamar Franco.

Um país que agora vai sentir muita falta do duro oposicionista que os poucos meses no Senado já esboçavam. A oposição de um homem sério era um item indispensável da democracia nacional. O topete de Itamar vai fazer muita falta. ( Com informações de Rodolfo Lago/Congresso em Foco )

01/07/2011 às 11h55min

João Madson pode ser o articulador do PMDB dentro do governo

A ida do deputado João Madson Nogueira para a equipe do governador Wilson Martins foi um passo importante para o PMDB.

O parlamentar foi durante anos um dos principais articuladores do governo Mão Santa, trabalhando diariamente com correligionários e aliados, o que lhe serviu para estabelecer uma linha de relacionamento de visibilidade com as lideranças políticas do Estado.

Mesmo ocupando a ouvidoria-geral do Estado, o deputado João Madson amplia as suas ações, contribuindo com o governo nas articulações e mantendo robusto o seu partido.

O PMDB certamente terá candidato a governador e João Madson pode ter sido o homem escolhido  para pavimentar esse caminho.

Outro que também faz esse trabalho com resultados positivos para seu partido é o deputado Warton Santo, também secretário do governo.

29/06/2011 às 10h08min

Crise terminal do capitalismo?

Leonardo Boff

Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural. É terminal. Chegou ao fim o gênio do capitalismo de sempre adaptar-se a qualquer circunstância.Estou consciente de que são poucos os que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação.A primeira é a seguinte: a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente, o capitalismo, encostamos nos limites da Terra.

Ocupamos, depredando, todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhes foi sequestrado.

Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo.A natureza, efetivamente, se encontra sob grave estresse, como nunca esteve antes, pelo menos no último século, abstraindo das 15 grandes dizimações que conheceu em sua história de mais de quatro bilhões de anos.

Os eventos extremos verificáveis em todas as regiões e as mudanças climáticas tendendo a um crescente aquecimento global falam em favor da tese de Marx. Como o capitalismo vai se reproduzir sem a natureza? Deu com a cara num limite intransponível.O trabalho está sendo por ele precarizado ou prescindido. Há grande desenvolvimento sem trabalho. O aparelho produtivo informatizado e robotizado produz mais e melhor, com quase nenhum trabalho. A consequência direta é o desemprego estrutural.Milhões nunca mais vão ingressar no mundo do trabalho, sequer no exército de reserva. O trabalho, da dependência do capital, passou à prescindência.

Na Espanha o desemprego atinge 20% no geral e 40% e entre os jovens. Em Portugual 12% no pais e 30% entre os jovens. Isso significa grave crise social, assolando neste momento a Grécia.Sacrifica-se toda uma sociedade em nome de uma economia, feita não para atender as demandas humanas mas para pagar a dívida com bancos e com o sistema financeiro. Marx tem razão: o trabalho explorado já não é mais fonte de riqueza. É a máquina.

A segunda razão está ligada à crise humanitária que o capitalismo está gerando. Antes se restringia aos países periféricos. Hoje é global e atingiu os países centrais. Não se pode resolver a questão econômica desmontando a sociedade. As vítimas, entrelaçadas por novas avenidas de comunicação, resistem, se rebelam e ameaçam a ordem vigente. Mais e mais pessoas, especialmente jovens, não estão aceitando a lógica perversa da economia política capitalista: a ditadura das finanças que via mercado submete os Estados aos seus interesses e o rentismo dos capitais especulativos que circulam de bolsas em bolsas, auferindo ganhos sem produzir absolutamene nada a não ser mais dinheiro para seus rentistas.

Mas foi o próprio sistema do capital que criou o veneno que o pode matar: ao exigir dos trabalhadores uma formação técnica cada vez mais aprimorada para estar à altura do crescimento acelerado e de maior competitividade, involuntariamente criou pessoas que pensam. Estas, lentamente, vão descobrindo a perversidade do sistema que esfola as pessoas em nome da acumulação meramente material, que se mostra sem coração ao exigir mais e mais eficiência a ponto de levar os trabalhadores ao estresse profundo, ao desespero e, não raro, ao suicídio, como ocorre em vários países e também no Brasil.

As ruas de vários países europeus e árabes, os “indignados” que enchem as praças de Espanha e da Grécia são manifestação de revolta contra o sistema político vigente a reboque do mercado e da lógica do capital. Os jovens espanhois gritam: “não é crise, é ladroagem”. Os ladrões estão refestelados em Wall Street, no FMI e no Banco Central Europeu, quer dizer, são os sumo-sacerdotes do capital globalizado e explorador.

Ao agravar-se a crise, crescerão as multidões, pelo mundo afora, que não aguentam mais as consequências da super-exploracão de suas vidas e da vida da Terra e se rebelam contra este sistema econômico que faz o que bem entende e que agora agoniza, não por envelhecimento, mas por força do veneno e das contradições que criou, castigando a Mãe Terra e penalizando a vida de seus filhos e filhas.

Extraído do blog leonardoboff.worldpress.com

23/06/2011 às 09h18min

Aloprados : PSDB pede a reabertura de inquérito

Foto: Divulgação Duarte Nogueira, líder tucano na Câmara, enviou ofício à PF
Duarte Nogueira, líder tucano na Câmara, enviou ofício à PF

Deputados do PSDB protocolaram ontem pedidos de reabertura do inquérito sobre a suposta compra por petistas de um dossiê contra o tucano José Serra, em 2006, caso que ficou conhecido como “aloprados”. Os pedidos foram feitos à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

A oposição quer mais investigação sobre o caso devido a uma reportagem da revista Veja ter apontado o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, como um dos mentores da compra. Segundo a entrevista de um dos envolvidos, Expedito Veloso, Mercadante era um dos responsáveis por arrecadar o dinheiro para realizar a compra das informações.

Em 2006, a PF apreendeu R$ 1,7 milhão com militantes petistas. O dinheiro seria para a compra de informações que poderiam envolver Serra com “a máfia dos sanguessugas”, esquema pelo qual se desviavam recursos destinados à compra de ambulâncias. O empresário Luiz Vedoin, mentor do esquema, negou, posteriormente, o envolvimento de Serra. O inquérito da Polícia Federal que apurou a suposta compra das informações foi arquivado por falta de provas.

No ofício encaminhado à direção-geral da PF, o líder tucano na Câmara, Duarte Nogueira (SP), destaca o envolvimento de pessoas ligadas ao ministro e pede investigação. “Temos que a questão é de relevante interesse nacional, especialmente por sua implicação no processo eleitoral e nas relevantes funções públicas que Aloizio Mercadante exercia à época como senador”.

Na representação à Procuradoria, os deputados tucanos tentam envolver nas denúncias também o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Eles destacam que o tesoureiro era suplente de Mercadante no Senado e presidia a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop). Os tucanos relatam que Vaccari teve contato com os envolvidos nos dias que antecederam a prisão dos petistas com o dinheiro.

Eles ressaltam também as declarações de Veloso sobre a participação de Mercadante no esquema e pedem que o ministro seja indiciado. Além de Nogueira, os deputados Vanderlei Macris (PSDB-SP) e Carlos Sampaio (PSDB-SP) assinam a peça entregue à PGR.

Mercadante nega envolvimento no caso. O ministro destaca que o caso foi investigado pela Polícia Federal e arquivado. Mercadante destaca ter sido inocentado tanto pelo Ministério Público como pelo Supremo Tribunal Federal.

MERCADANTE

Depois de convocar a imprensa para repercutir a assinatura de convênio de cooperação técnica na área de ciência, tecnologia e inovação com o Reino Unido, Mercadante deixou o evento sem falar com os jornalistas. O release publicado na página do Ministério na internet informava que “após o encontro, os ministros responderão a perguntas dos jornalistas presentes”

Os assessores de Mercadante reuniram os jornalistas numa sala para esperá-lo no final do evento, mas o ministro não retornou para a coletiva.
O REAL OBJETIVO

PF apreendeu R$ 1,7 milhão com petistas. O dinheiro seria para a compra de informações que poderiam envolver Serra com “a máfia dos sanguessugas”. (Agência Estado)

23/06/2011 às 07h51min

CCJ mantém reeleição para chefes do Executivo

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (22) parecer de Renan Calheiros (PMDB-AL) que, contrário à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 38/2011, mantém a possibilidade de reeleição para chefes do Executivo (presidente da República, prefeitos e governadores). Acatado o relatório de Renan, a proposição segue para a apreciação em plenário.

 

O segundo mandato para chefes do Executivo estava vetado no texto da PEC, submetido à análise da Comissão Especial de Reforma Política instalada no Senado. De autoria do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), a PEC promove uma minirreforma política no país, alterando principalmente pontos da legislação eleitoral.

Os integrantes da comissão favoráveis ao fim do segundo mandato consecutivo argumentavam que o procedimento retoma uma tradição republicana datada da Proclamação da República, até que a “Emenda da Reeleição”, articulada pela base aliada do então presidente Fernando Henrique Cardoso no Congresso, foi aprovada em 1997 – com direito a denúncia de compra de apoio parlamentar para aprová-la.

Outras críticas dos senadores contra a reeleição davam conta de que o titular sai em vantagem em relação aos adversários nas disputas eleitorais, uma vez que dispõe da máquina administrativa e das realizações do governo para influenciar a escolha do eleitorado.

Em sua justificativa, Renan alegou a “insuficiência do mandato de quatro anos”. “A magnitude e a complexidade das tarefas que se apresentavam a presidentes, governadores e prefeitos exigiam um período maior de continuidade no cargo. Um período de pouco mais de três anos de governo, se considerada as transições inicial e final, não seriam, portanto, bastante para que os projetos de impactos fossem planejados, concretizados e avaliados”, observou Renan, para quem a reeleição possibilitaria ainda ao eleitor o “poder de veto” à recondução do titular, caso sua gestão não tivesse apresentado o resultado satisfatório.

Para Renan, a recondução serviria também para o “aprimoramento político de eleitores”. “A reeleição ensejaria um processo virtuoso de aprendizado mediante o qual os eleitores, de um lado, podem decidir por premiar os bons governantes com mandato adicional ou punir os maus governantes com a recusa desse mandato. De outro lado, por esse mesmo raciocínio, os governantes teriam novas razões para cuidar do seu desempenho à frente dos negócios públicos”, ponderou Renan.
( Fabio Góis/Congresso em Foco )