Blog do Renato Berger
Renato BergerRenato Pires Berger é Advogado, funcionário Publico Federal e atual exerce o mandato de vereador por Teresina sendo Presidente da Câmara Municipal. Renato é Bloguista do Gterra.
Depois de falar que o Vasco foi furtado, dirigente pode ser
POR SABRINA GRIMBERG
Rio - No dia seguinte à eliminação do Campeonato Carioca diante do Flamengo, o Vasco voltou à rotina dos treinos comandado por seu treinador recém-efetivado, Gaúcho, com a necessidade de encontrar um horizonte longínquo na Copa do Brasil. Nesta quarta, o time entra em campo contra o Corinthians-PR no primeiro jogo das oitavas de final, no Estádio Durival de Brito, em Curitiba.
“Agora, temos que assimilar essa dor e levantar a cabeça. A Copa do Brasil está aí e teremos o Brasileiro, que será a nossa volta à Primeira Divisão. Só nos resta tirar lições dessa derrota, nos fortalecer e levantar a cabeça”, afirmou o capitão Carlos Alberto em seu blog.
Chateados após uma noite maldormida, jogadores e comissão técnica ainda procuravam argumentos ontem. Porém, o caso do diretor executivo de futebol, Rodrigo Caetano, que chamou de ‘furto’ o jogo de domingo, deve parar na Justiça.
O presidente da Comissão de Arbitragem da Federação de Futebol do Rio, Jorge Rabello, e o árbitro do clássico de domingo, João Batista de Arruda, pretendem acionar Rodrigo Caetano na Justiça comum e no Tribunal de Justiça Desportiva por causa das declarações de domingo à noite.
“Encaro isso com naturalidade. Imaginávamos que o direito de voz, de se expressar do Vasco seria realmente uma reação em cima da tentativa de nos calar. Particularmente, expressei o sentimento de todo vascaíno, dos jogadores, da comissão técnica”, afirmou Caetano, para em seguida explicar o que chamou de metáfora.
“Quando me referi à palavra furto, foi porque foi subtraído do Vasco o direito de disputar uma final de turno, e consequentemente, de campeonato. Nada indicaria que faríamos o gol ou ganharíamos a decisão nos pênaltis. Mas a possibilidade nos foi tirada por um erro que todo o Brasil viu e o presidente da comissão de arbitragem viu diferente”, disse.
Cansaço? Desfalque? Nada para o Mengão
POR SABRINA GRIMBERG
Rio - A maratona de jogos que o Flamengo tem enfrentado nas últimas semanas, o desfalque de Adriano, os imprevistos. São fatos que fazem esse grupo de jogadores se desdobrar em campo, correr pelo companheiro e buscar novas conquistas. O lateral Leonardo Moura é o mais antigo. Desde 2005, veste o Manto Sagrado e coleciona títulos. Passou por maus bocados, chegou a ver o rebaixamento ser considerado inevitável em seu primeiro ano. Agora, é celebrado, mas não se dá por satisfeito.
“Para a gente, não tem nada de mão beijada. Quero entrar para a história do Flamengo com mais esse título carioca. Respeitamos o Botafogo, mas vamos entrar para ser campeões de novo”, disse Leonardo Moura, que mais uma vez terá o Alvinegro como adversário na final. “Ainda bem que está se repetindo com a gente sempre vencendo”.
A vitória por 2 a 1 sobre o Vasco ajuda o grupo a recuperar uma dose de ânimo perdida depois do empate em 2 a 2 com a Universidad do Chile, quarta-feira passada, no Maracanã. Amanhã, o time embarca para enfrentar a Universidad Católica, em Santiago, onde precisa de pelo menos um ponto para ficar em boa situação para se classificar às oitavas de final da Libertadores.
“Esse resultado vai dar mais força para o nosso time. Estamos numa batida grande de jogos. A cabeça está boa, vencemos, mas precisamos de força e superação para esquecer o cansaço. Enfrentamos um adversário que teve a semana sem jogo e isso vai acontecer novamente contra o Botafogo”, comentou Leonardo Moura.
O Botafogo tem a chance de matar o Campeonato Carioca já na final da Taça Rio, pois conquistou a Taça Guanabara. O cenário é o mesmo do ano passado, quando o Flamengo conseguiu virar o jogo e conquistar o tricampeonato.
“O Botafogo tem uma grande vantagem nesta final da Taça Rio, mas acho que as chances de conquista são de 50% para cada um”, afirmou o técnico Andrade. “Sabemos da importância de um tetracampeonato inédito para o clube, mas precisamos dar um salto de cada vez. Temos um jogo difícil e uma viagem”, advertiu.
Estreia em clássicos vira inspiração para Coutinho
POR RAFAEL CAVALIERI
Rio - Desde que subiu para os profissionais, Philippe Coutinho disputou cinco clássicos. Nesses jogos, o jovem de 17 anos viveu todo tipo de emoção. No sexto e, pelo momento, o mais importante até do que a final da Taça Guanabara contra o Botafogo, Coutinho só pensa em lembrar de seu primeiro para buscar inspiração, bons fluidos e, assim, sair com a vitória sobre o Flamengo e a vaga na final da Taça Rio.
A estreia dele em clássicos foi de fato inesquecível e entrou para a história. Na goleada de 6 a 0 sobre o Botafogo, Coutinho marcou duas vezes e consolidou ainda mais sua imagem de ídolo dos torcedores. O segundo já foi marcado pela tensão. A semifinal da Taça Guanabara contra o Fluminense terminou com empate sem gols. Mas a redenção veio na disputa por pênaltis, quando marcou com paradinha.
Depois veio o revés na final, novamente contra o Botafogo. Aquela derrota de fato foi um trauma só superado mesmo após a goleada de 3 a 0 sobre o Fluminense já na Taça Rio.
Antes dessa vitória, veio o primeiro jogo contra o Flamengo. Na ocasião, o camisa 30, assim como o time do Vasco, teve uma grande atuação. Mas a bola cismou de não entrar e o Flamengo aproveitou, em pênalti convertido por Adriano, uma das poucas oportunidades que teve na partida. Daquele jogo, Coutinho tirou lições que serão lembradas agora.
“Perdemos por 1 a 0, mas acho que tivemos uma boa atuação. O time não se entregou, lutou o jogo inteiro e criou as oportunidades. Temos de ter a mesma dedicação agora. Será mais um jogo muito duro, mas temos chances de vencer”, afirmou o jogador. Coutinho adverte que todo o time precisa estar atento aos pequenos detalhes: “Eles são fundamentais e decidem um jogo como esses. Clássico é sempre muito disputado e esse de agora não será diferente”.
Briga pela lateral
A boa atuação de Fágner colocou uma dúvida na cabeça do técnico Gaúcho. Élder Granja, volta após suspensão e disputa com o camisa 23 um lugar na equipe. O treinador vai avaliar o desempenho durante a semana de treinos para tomar a decisão
Fabiana Murer tem foco nos Jogos de 2012
Campeã mundial no salto com vara, Fabiana Murer supera o trauma de Pequim e já pensa na Olimpíada de Londres
POR ANA CARLA GOMES
Rio - As lembrancinhas da China, que ela pensou em não trazer para os amigos e familiares no Brasil, não incomodam mais. A decepção da Olimpíada de Pequim, em 2008, quando sua vara sumiu durante a competição, ficou para trás. Dois anos depois daquela frustração, Fabiana Murer é só sorrisos. E não poderia ser diferente: em março, entrou para a história ao ganhar o ouro no salto com vara no Mundial Indoor de Doha, no Catar, com 4,80m.
Mas Fabiana ainda quer saltar mais alto: desde 2008, já pensa nos Jogos de Londres, em 2012. “Em Londres, quero saltar mais alto para garantir uma medalha. Sei que é difícil porque todos querem uma medalha. A Olimpíada é uma competição tensa e a cobrança é grande. Tenho que manter o nível do treino e evitar lesões para chegar bem”, diz.
Fabiana lembra que não foi fácil superar a decepção que sofreu em Pequim, quando foi prejudicada pelo sumiço da vara: “Fiquei um mês bem chateada. Foi uma decepção muito grande porque tinha chance de medalha. Foi bem difícil, não queria ver nem foto. Tinha comprado várias lembrancinhas e disse que não queria levar nada daquilo para casa”.
Mas Fabiana superou o episódio. “Depois de um mês, comecei a pensar para frente. Não podia ficar parada no passado. Passei a ter ânimo e deixei o que passou para trás”, conta Fabiana, que, à época, declarou que não voltaria à China. “Até hoje não voltei lá (risos). Mas, se tiver uma competição importante e tiver que voltar, não tenho mais problema. E hoje fiquei mais atenta ao material com que vou competir”.
Os planos de Fabiana vão além dos Jogos de Londres: “Antes, eu pretendia competir até 2014. Mas, com a Olimpíada no Brasil, quero aproveitar a oportunidade de competir em casa em 2016. Já tive a experiência no Pan de 2007 também no Rio, e foi muito boa”.
Formada em Fisioterapia, Fabiana não descarta trabalhar na área quando se aposentar do atletismo:
“Em princípio, é uma coisa que pretendo seguir quando parar”. Ela também tenta conciliar a rotina de treinos com cuidados com a beleza: “Dá para conciliar, mas sinto falta de um tempinho a mais para mim. Quando cheguei do Mundial, queria fazer a unha porque já estava um bom tempo fora. Gosto mesmo é de ter a unha sempre bem feita”.
GINÁSTICA AJUDOU NO ATLETISMO
A coragem para fazer acrobacias na ginástica artística virou uma vantagem na hora em que Fabiana Murer optou pelo salto com vara, aos 15 anos. Mas não foi fácil fazer a adolescente de Campinas — que já tinha crescido demais para a ginástica — trocar de esporte e aceitar o atletismo como seu futuro.
“Foi difícil para ela mudar. A ginástica tinha o charme do ginásio enquanto no atletismo ela treinava em céu aberto e poeira. Mas era uma porta que se abria para ela”, recorda o técnico Elson Miranda, com quem Fabiana começou no salto com vara numa escolinha de Campinas e é treinada até hoje.
“A ginástica me ajudou bastante. Para mim, era fácil ficar pendurada, de ponta cabeça. No salto com vara, você tem que ir lá e se jogar”, explica Fabiana, que virou torcedora nas competições de ginástica
Loco Abreu prefere título estadual a artilharia
Após marcar três gols contra o Boavista na segunda-feira, o atacante uruguaio Loco Abreu se aproximou dos artilheiros do Campeonato Carioca. Apesar dos nove gols marcados, Abreu garante que está 100% focado nos principais objetivos do Botafogo: vencer o Estadual e seguir adiante na Copa do Brasil.
“A prioridade para mim, faz muito tempo, é a glória da equipe. Já fui artilheiro em cinco ocasiões, mas a alegria de um não é a alegria de todos. Trato de fazer o melhor para que o time consiga o objetivo”, disse o uruguaio. Abreu aproveitou para explicar mais uma de suas manias: a de sempre ficar com a bola do jogo quando marca três gols ou mais.
“Troquei a bola. Dei a bola do Botafogo e peguei a do Boavista. Na Espanha, quando eu fazia mais de três gols, o próprio juiz me dava a bola. Se tem a possibilidade de pegar, eu levo para o time todo assinar. É bom para mostrar para os filhos mais tarde”, explicou.
A bola da última partida vai ficar exposta no museu do jogador, na cidade de Minas, no Uruguai, onde nasceu. Ao falar de seu acervo, ele afirmou que tem uma fixação por todas as recordações de sua carreira.
“No museu está toda minha trajetória, desde menino até agora. Não dá para falar tudo o que tem lá. Quero que meus filhos e netos saibam o que fiz. Além disso, o futebol não tem muita memória. Boa ou ruim, minha carreira toda está ali no museu. Mas o importante é não ficar restrito ao passado. Gosto muito de pensar para a frente”, disse Abreu.
Além do museu e da coleção de bolas, ele costuma usar, por baixo do uniforme do clube, uma camisa com as fotos dos filhos, a bandeira do Uruguai e um escudo do Nacional, time para o qual torce. Há três meses no Botafogo, Abreu não descarta inserir uma estrela solitária, mas acha que ainda é cedo.
“Se eu conseguir manter esse bom relacionamento no clube e conseguir coisas boas, posso colocar, sim. Mas é preciso ter respeito a todos os jogadores que fizeram história e conseguiram ganhar tudo aqui no Botafogo. Se eu colocar o escudo agora, seria uma ‘sacanagem’, como vocês dizem”, confessou o artilheiro.
Apesar de ser o grande ídolo do elenco desde sua chegada, Loco Abreu fez questão de ressaltar que só está adaptado ao Alvinegro por conta do trabalho em conjunto com seus companheiros de equipe. Para isso, o jogador não poupou elogios aos colegas.
“O time tem que ser bom em tudo e não apenas na parte da frente. Temos um bom goleiro, uma boa defesa, um meio-campo forte e um grande lateral que está fazendo sucesso. Se você junta tudo isso, para mim é ótimo. Quando temos um time de verdade, fica tudo tranquilo. Um time não pode ficar preso apenas a um ou dois jogadores”, finalizou Abreu
Os opostos no clássico
Vasco e Fluminense fazem neste domingo, no Maracanã, o clássico dos opostos, às 18h30. Em crise depois da derrota por 3 a 2 para o Americano, que causou a demissão do técnico Vagner Mancini, o time vascaíno será comandado pelo interino Gaúcho, que precisa da vitória para aliviar o ambiente e manter viva a classificação para a semifinal da Taça Rio. Pelo Tricolor, Cuca segue firme.
Com apenas uma derrota na temporada — para o Flamengo —, o treinador quer garantir a vaga e lutar pelo primeiro lugar no grupo. “Temos que ficar com o alerta ligado. Quando o time está bem, não pode amolecer”, ressalta Cuca.
O treinador não acredita que a fase complicada do adversário possa facilitar a vida do Tricolor. “Isso não tem nada a ver com a gente. Nos preparamos ao máximo, pois estamos na hora H”, garante.
Novamente sem contar com Fred, Cuca aposta que dois jogadores podem fazer a diferença neste clássico, cada um para seu time. “Philippe Coutinho e Conca são os grandes nomes em nível técnico. Mas qualquer um dos 22 pode ser protagonista, ou melhor, qualquer um dos 28, contando as substituições”, destaca Cuca, contando com a habilidade de Wellington Silva no banco.
No Vasco, o clima é de final. Uma derrota pode até eliminar o clube da Taça Rio, caso o América vença o Flamengo. Um empate também é considerado ruim. Por isso, todos estão comprometidos na busca da vitória e confiantes na motivação de Gaúcho, que assumiu o time na sexta-feira.
“Tenho mais de 40 anos de futebol e vou passar tudo o que vivi para esse grupo. O Vasco não vive sem vitórias e é só nisso que precisamos pensar”, decreta o novo técnico, que depende da vitória no clássico para ter chances de se manter no comando do time.
A base do elenco que vinha sendo usada por Vágner Mancini foi mantida por Gaúcho. O curioso é que os dois jogadores mais badalados, Carlos Alberto e Dodô, vão começar no banco. O primeiro, por estar voltando agora de lesão, e o segundo, por opção do técnico. “Não tinha como fazer mudanças drásticas em tão pouco tempo. O fundamental mesmo é resgatar a alegria”, declara.
Ao contrário dos outros clássicos, haverá venda de ingressos nas bilheterias do Maracanã, neste domingo, a partir das 14h.
Reportagem de Janir Júnior e Rafael Cavalieri
Recuperado de lesão, Carlos Alberto deve voltar contra o Flu
POR RAFAEL CAVALIERI
Rio - O meia Carlos Alberto participou normalmente do treino desta sexta-feira no Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (CIAGA), na Penha, e pode reaparecer no time no clássico deste domingo, contra o Vasco. Com uma fíbula na perna esquerda, o capitão vascaíno está clinicamente curado, mas ainda sem ritmo de jogo e deve ficar como opção para o banco de reservas.
"Começar jogando é muito difícil por causa do tempo que fiquei parado, mas o que der para aguentar, eu vou lutar. O mais importante neste momento é ajudar o grupo com coragem e apoio", falou o meia.
A última partida de Carlos Alberto com a camisa do Vasco foi na vitória de 1 a 0 sobre o Boavista, dia 7 de março, quando marcou de pênalti. Desde então, o Vasco não venceu mais. O time perdeu para Flamengo (1 a 0), Olaria (1 a 0) e Americano (3 a 2) na Taça Rio, além do empate em 1 a 1 com o ASA pela Copa do Brasil
Edmundo: 'O Vasco virou quintal pra empresário'
POR RAFAEL PAIVA
Rio - O amor pelo Vasco permanece, já a consideração pelo atual presidente cruzmaltino, Roberto Dinamite, já foi para o espaço há muito tempo. Em entrevista ao ‘Ataque’, o ex-camisa 10 revela sua tristeza pela forma com que foi tratado pelo mandatário vascaíno na época de sua dispensa e faz duras críticas a Roberto, a quem considera não ser “uma pessoa do bem”.
O ‘Animal’ ainda saiu em defesa de Adriano, ao falar que o que o atacante rubro-negro não deve ser tão criticado por seu modo de vida excêntrico e suas idas à favela. Edmundo faz questão de ressaltar que isso não é um problema só do Imperador, mas sim da sociedade que não dá melhor instrução e estudo ao mais necessitados.
O DIA: Você tem acompanhado os jogos do Vasco no Carioca? O que esse time precisa para engrenar?
Edmundo: O Vasco está precisando de conjunto. E é muito difícil falar se é ou não o mais fraco entre os clubes grandes do Carioca, já que tem Philippe Coutinho, Carlos Alberto e Dodô, jogadores de alto nível. Não sei se é o melhor ou o pior. O que posso dizer é que o time precisa jogar, mostrar dentro do campo e, infelizmente, não está fazendo isso. Isso é uma coisa também para a diretoria, que eu vejo aparecendo muito nos momentos bons, mas tem que botar a cara nos ruins.
Acha que a saída de Eurico Miranda e a entrada de Roberto Dinamite não foram tão boas para o clube?
Não posso concordar que o Roberto (Dinamite) é bom, é gente boa, não concordo que ele seja do bem. Posso ser o único, já que ele abriu as portas do Vasco para muita gente que estava proibida pelo Eurico. Mas essa é só minha opinião, não quero influenciar ninguém. Mas acho que o Vasco não melhorou nada, não paga aos funcionários, o time continua ruim, mas não vejo ninguém falando sobre isso.
Guarda mágoas do Roberto Dinamite pela forma como o dispensou?
Não saí magoado, não. Faz muito tempo que eu tirei sentimentos ruins da minha vida, da minha cabeça e do meu coração. Fiquei triste porque ele me ligou trezentas mil vezes antes de ser presidente e não me ligou uma vez para me mandar embora. Faz parte. Não estou aqui pra falar mal dele porque não continuei no Vasco, muito pelo contrário. Acho que o Vasco não melhorou nada. Virou quintal pra vice-presidente, empresário. Antigamente, ‘nego’ dizia que era o Eurico que mandava em tudo, agora é Carlos Leite, Mandarino... Acho que essas coisas têm de ser noticiadas.
Por conta da rivalidade com Roberto, surgiu a notícia que você teria se filiado ao PP para concorrer com o presidente do Vasco a deputado estadual. Teremos um Edmundo candidato nas próximas eleições?
Fui meio que influenciado pelo doutor Eurico, por essa indignação com o Roberto. Eurico disse que seria benéfico para mim, mas eu não tenho pretensão política. E teria que brigar com muita gente, já que não concordo com a maneira que os políticos agem. Aí, depois disso, me encontrei em uma nova profissão, que é a de comentarista de futebol, e não quero abrir mão disso. Foi um lampejo de um dia, que passou no outro. E nunca pensei em me candidatar pra concorrer com o Roberto. Me filiei numa segunda-feira, às 16h, e, quando cheguei em casa e conversei com minha mulher, já tinha desistido.
Você, que sempre teve fama de badboy, pode responder com propriedade: acha que os problemas do Adriano fora do gramado atrapalham o desempenho em campo?
Olha, se o que estão falando for verdade, natural que seja noticiado. Se for mentira, aí eu acho exagero, não é legal. Agora, o que atrapalha realmente é você não treinar. Ficar 11 dias fora de seu trabalho, isso atrapalha. Agora, a vida pessoal, acho que não tem nada a ver, não me compete falar. Gosto dele, admiro e quero vê-lo fazendo gols, jogando bem. E foi o que fez no domingo. As questões particulares só ele pode resolver.
Acha que o Imperador pode ficar de fora da Copa?
O que definirá se ele vai ou não são os jogos que fizer pelo Flamengo nestes dias que restam para a convocação. Não vi o clássico de domingo, mas me disseram que ele não jogou bem, mas foi decisivo. Ele tem presença de área e a Seleção precisa de um jogador assim. É fácil falar: ah, tira o Adriano. Mas me diz: quem você levaria? Acho que, se ele continuar jogando bem, deve ir à Copa.
O apego de Adriano pela favela é um problema?
Ele não era problema do Flamengo, mas passou a ser quando veio. Existem outros tantos Adrianos por aí, que são um problema de ordem pública, do governador, do presidente... Estes têm de dar acesso à Educação, Saúde, Segurança. Falar do que ele faz ou deixa de fazer é passar por cima dos sentimentos do cara. Hoje ele é jogador famoso e com um monte de gente que puxa o saco, mas talvez, lá na comunidade, ele sinta a segurança de ter amigos de verdade, mesmo que esses amigos não tenham uma vida normal, bacana. A gente tem que respeitar, e não criticar.
Você teve dificuldades parecidas no início da carreira?
Sim, fui ter acesso à Saúde e Educação quando virei profissional, antes eu não tinha. Adoraria ter estudado e ter sido melhor direcionado. Só temos que cobrar dos governantes para que o moleque de hoje não vire o bandido de amanhã. E aqui no Brasil só se dá bem quem estuda, quem joga futebol ou canta samba. Dificilmente um cara sai da Vila Cruzeiro e vira advogado, médico ou tem uma boa profissão.As pessoas só querem receber do Adriano uma coisa que talvez ninguém tenha dado.
Você vai à Copa como comentarista. Espera poder analisar o Ronaldinho Gaúcho no Mundial?
Sinceramente, gostaria, mas acho que não. Acho que está bem definida essa situação, e o Dunga tem todo o direito de optar pelos jogadores que o convêm. Seleção é simples, vão os melhores. Na Itália, é fácil, só tem 20 jogadores, aqui no Brasil nós temos 300. Hoje seria injusto o Neymar não ir, e não vai. Tem o Vagner Love também e o Bruno que está jogando pra caramba. A lista é grande. Pode ser que aconteça uma surpresa, mas acho difícil que o Ronaldinho vá à Copa.
Na Copa de 98, você acha que o episódio do Ronaldo foi decisivo para a derrota?
Já falei sobre isso tantas vezes. Ele teve a convulsão e depois apareceu no vestiário para jogar, bem disposto. É difícil a decisão de barrar o então melhor jogador do mundo numa final de Copa. Mas, depois do ocorrido, todo mundo fica com a ideia de que, se ele não tivesse jogado, o Brasil poderia ter ganhado. Mas faz parte, a vida é assim. Não fico remoendo as coisas que aconteceram. O que a gente fez ontem não serve de nada. O importante é o que a gente faz hoje.
Botafogo e Flamengo empatam em 2 a 2 no Engenhão
POR RICARDO MOTA
Rio - Com um gol no último minuto, Adriano garantiu o empate em 2 a 2 no clássico contra o Botafogo, no domingo, no Engenhão. Autor também do primeiro, o Imperador foi muito abraçado pelos companheiros. Pelo lado alvinegro, Herrera balançou a rede duas vezes. Agora, o Rubro-Negro, primeiro no Grupo A da Taça Rio com 13 pontos, enfrenta o Tigres na quarta-feira. Já o Botafogo, primeiro colocado no B, com 10, pega o Volta Redonda no dia seguinte..
Adriano tenta se livrar da marcação de Fahel: o Imperador fez os dois gols do Fla O Flamengo começou com mais posse de bola. No entanto, quem chegou primeiro foi o Botafogo. Herrera recebeu dentro da área, mas, como esperou pelo pênalti, chutou fraco. Aos poucos, o Alvinegro passou a se acertar, com o meio-campo forte na marcação.
Aos 14 minutos, falta de Everton Silva em Lucio Flavio fora da área. O árbitro Wágner Magalhães marcou pênalti, que Herrera cobrou: 1 a 0. O Flamengo não sentiu e foi para cima, empatando logo em seguida. Kléberson cruzou e, no rebote de Jefferson, Adriano marcou. A comemoração foi discreta, sem camisa com frase por baixo do uniforme.
O Rubro-Negro aproveitou que o Botafogo passou a dar espaços e teve duas chances, com Vagner Love e Everton Silva. O jogo ficou mais equilibrado a partir dos 30 minutos, quando Lucio Flavio acertou a trave numa falta.
O ritmo não caiu no segundo tempo. O Botafogo voltou a ficar em vantagem no início e, em uma saída de bola equivocada do Flamengo, Somália cruzou para Herrera, que, livre na área, tocou de primeira: 2 a 1. O Rubro-Negro quase empata em jogada bem trabalhada. Kléberson, cruzou para Vagner Love, que bateu de voleio acertando a trave.
O atacante teve ainda outra chance, mas Jefferson salvou, após uma indecisão com a zaga. Em um chute de Fabrício, que Jefferson deu rebote, Adriano chegou sem mobilidade e desperdiçou a oportunidade. Mas garantiu o empate com um gol de cabeça no último lance da partida, aos 48 minutos.
Ficha técnica
Botafogo: Jefferson, Antônio Carlos, Fahel (Eduardo) e Danny Morais; Somália (Fábio Ferreira), Leandro Guerreiro, Sandro Silva, Lucio Flávio (Edno) e Marcelo Cordeiro; Herrera e Caio. Técnico: Joel Santana
Flamengo: Bruno, Éverton Silva, Álvaro (Ronaldo Angelim), Fabrício e Rodrigo Alvim; Toró, Willians, Kleberson (Ramon)e Petkovic (Vinícius Pacheco); Vagner Love e Adriano. Técnico: Andrade
Botafogo vence Santa Cruz, mas não evita jogo de volta
O Botafogo saiu na frente na briga por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, ao vencer o Santa Cruz, por 1 a 0, nesta quarta-feira, no Estádio do Arruda, no Recife, no jogo de ida da segunda fase. Herrera, de cabeça, marcou o gol da vitória alvinegra, numa partida em que o goleiro Jefferson se destacou com boas defesas, pegando até pênalti. O Botafogo tem a vantagem do empate na partida de volta, dia 31, no Rio.
O meia Lucio Flavio, que era dúvida por causa de uma torção no tornozelo esquerdo, foi confirmado no time titular. Loco Abreu, que havia reclamado de dores no pé, também começou a partida. Assim, Caio iniciou o jogo na reserva.
Mas o Botafogo não esteve bem no primeiro tempo, quando praticamente não chegou ao ataque. Sem uma boa marcação, o Alvinegro deu muitos espaços e o Santa Cruz aproveitou para levar perigo. Logo no início do jogo, o time da casa perdeu uma ótima chance: aos 12, Jackson recebeu belo passe de Brasão, e Jefferson fez boa defesa, salvando o Alvinegro.
O Santa Cruz voltou a levar perigo em chutes de longe de Léo e Élvis e, já no fim da etapa, numa cabeçada de Brasão.
O Botafogo voltou para o segundo tempo com o xodó Caio no lugar de Jancarlos, machucado. Sandro Silva passou a jogar na lateral direita num esquema com três atacantes.
O Botafogo abriu o placar com menos de um minuto: após cobrança de escanteio de Lucio Flavio, Herrera cabeceou e fez 1 a 0 no Arruda.
Caio passou a dar trabalho para a defesa do Santa Cruz, mas o time da casa assustou novamente numa cabeçada de Leandro Cardoso e num chute cruzado de Goiano.
Joel Santana voltou a mexer no time, tirando Lucio Flavio para a entrada de Fábio Ferreira e deslocando Fahel para o meio. Mas a situação se complicou para o Alvinegro: aos 23, Sandro Silva recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, após fazer pênalti em Élvis. O próprio Élvis cobrou, mas Jefferson defendeu. A bola ainda explodiu na trave, mas foi para fora.
Jefferson voltou a ser decisivo aos 31, ao defender chute de Léo. O Santa Cruz seguiu pressionando e Élvis chegou com perigo aos 37, mas a bola saiu à direita, para alívio dos alvinegros.
( Com informções de O Dia RJ )
Dodô: 'Quem bate pênalti aqui sou eu'
Xingado pela torcida vascaína, atacante não esconde o abatimento e revela que cobrou a segunda penalidade por ordem do treinador Vágner Mancini
Hostilizado pela torcida vascaína depois de perder dois pênaltis contra o Flamengo ontem, no Maracanã, o atacante Dodô não fugiu das críticas e assumiu a culpa pela derrota diante do maior rival.
Na saída do gramado, o jogador admitiu estar muito chateado com seu desempenho, mas disse que não poderia deixar de fazer as cobranças, já que é o batedor oficial da equipe. “Não fugi da minha responsabilidade”, afirmou.
Em seguida, Dodô explicou por que não autorizou nenhum de seus companheiros a bater o segundo pênalti.
“Quem bate pênalti aqui sou eu, é ordem do treinador”, resumiu o atacante, que perdeu três dos cinco cobrados neste ano — o outro desperdiçado foi contra o Resende. Ele acertou diante do mesmo Resende e na disputa de penalidades contra o Fluminense.
Melhor jogador do Vasco em campo, o atacante Philippe Coutinho confirmou que pediu para bater o segundo pênalti. “Pedi, pois treinei bem a semana. Mas o Dodô disse para deixar com ele, que estava confiante. Infelizmente, ele não converteu. Mas estamos vivos na competição”, disse Coutinho.
O goleiro Fernando Prass, que recebeu cartão amarelo no lance do pênalti inexistente em cima de Vinícius Pacheco, tentou explicar as cobranças perdidas pelo atacante Dodô. “O Bruno sempre vai no pênalti cruzado. Ele teve felicidade porque o Dodô bateu os dois dessa forma. Ele pensou que o Bruno mudaria o canto na segunda cobrança”, analisou.
Problemas na entrada
Já na entrada do estádio, a torcida do Vasco sofreu. No acesso pela rampa da Uerj, só cinco das 51 roletas funcionaram. A Suderj informou que vai notificar a empresa que administra a venda de ingressos e pediu que os clubes tomem medidas para melhorar os serviços.
( Com informações de O Dia RJ )
Zico: ‘Adriano é um cara do bem’
Quando o assunto em pauta é o Flamengo, a opinião de Zico sempre é tratada com peso. Nesta quinta-feira, num evento para promover um torneio de tênis no Rio, ele falou sobre a situação de Adriano, que passou a semana treinando separadamente depois da confusão com a noiva Joanna Machado, na favela da Chatuba, na semana passada.
“Quero que o Adriano faça gol, é isso que me interessa. Ele é um cara do bem. Tomara que se resolva. Queremos ele bem, porque sabemos o quanto é importante para o Flamengo. Que ele possa ficar feliz com ele mesmo e se resolva”, comentou Zico.
Zico tem bom relacionamento com Adriano, que sempre é convidado para o Jogo das Estrelas, evento promovido pelo Galinho nas férias dos jogadores em dezembro, com fundo beneficente. Ele só não quis dar pitaco sobre a convocação de Dunga para a Copa da África do Sul.
“Não sei. Isso já não é comigo”, disse Zico, personagem principal das duas maiores conquistas do Flamengo, a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes, ambos em 1981
( Com informações de O Dia RJ )
Danny Morais ganha espaço no grupo
Rio - Tímido e de fala mansa, aos poucos o zagueiro Danny Morais vai buscando seu espaço e ganhando a confiança do grupo alvinegro. O gaúcho de Porto Alegre nunca escondeu que veio para o Botafogo com o objetivo de ser titular, mas esperou calado e trabalhando pela oportunidade. E amanhã, contra o São Raimundo, é chegada a hora de o ex-colorado agarrar a chance.
Se depender do treino de ontem, deve formar a linha de três zagueiros, ao lado de Fahel e Antônio Carlos. Porém, ele mesmo disse que Joel Santana ainda não garantiu sua escalação.
“Ele não falou nada. Treinamos essa formação e estou na expectativa de jogar. Respeito os meus companheiros, mas estou louco para atuar. Entraria em momento delicado, mas estou preparado. Desde que cheguei aqui, sabia que precisava assumir minha responsabilidade”, frisou, garantindo que a falta de entrosamento não vai atrapalhar.
“Estou bem fisicamente porque participei de toda a pré-temporada pelo Inter. Meu último jogo foi pelo Gauchão, na vitória sobre o Novo Hamburgo por 3 a 1. Estamos conversando para amenizar o problema do entrosamento”, destacou o zagueiro.
Para ir bem amanhã, Danny Morais conta com a torcida de Wellington, de quem ‘roubou’ a vaga de titular. “Do mesmo jeito que torci por ele, sei que vai torcer por mim. Somos um grupo e precisamos uns dos outros”, disse o jogador de 24 anos, que tem como ídolo Mauro Galvão, zagueiro que fez muito sucesso no Botafogo.
Botafogo renova patrocínio até o fim do Carioca
O presidente Maurício Assumpção divulgou uma nota oficial nesta segunda-feira informando que o Botafogo renovou o patrocínio com o grupo Hypermarcas - utilizado pela primeira vez na final da Taça Guanabara - até o fim do Campeonato Carioca. Assim, as camisas seguem com as logomarcas da Neo Química Genéricos (peito e costas) e Bozzano (manga).
Ainda no comunicado, Assumpção valorizou a ação conjunta de várias diretorias.
O valor da negociação não foi divulgado
Ânimo com o retorno do capitão
A presença de Carlos Alberto anima o Vasco a fazer uma boa partida contra o Boavista, domingo, em São Januário. Com dores no pé, o apoiador ficou fora dos últimos três jogos. Ontem, participou normalmente da atividade comandada por Vágner Mancini para os que não enfrentaram o Bangu, e confirmou o seu retorno.
Fernando foi claro ao falar sobre a importância do capitão. “Ele nos passa confiança, todo grupo precisa de um jogador como ele. Fez muita falta nos últimos jogos. O Carlos Alberto é um driblador, que desarma o esquema tático dos adversários”.
Dodô também comemora a volta do companheiro. Com o jogador em campo, o atacante acha que fica com mais chance de marcar. “Não dá para discutir a qualidade dele. Tem uma característica bem diferente da minha, é um cara explosivo, que fala muito com os companheiros durante as partidas”.
Mancini sabe que todos ganham com a entrada de Carlos Alberto. “Além de ser o jogador que é, ele liga os companheiros em campo. A presença dele também é importante por aspectos emocionais, principalmente para orientar os outros”.
Refletores em Wellington
Sensação do Flu, garoto fará mais um jogo na curta trajetória com prazo de validade no Tricolor
POR JANIR JÚNIOR
Rio - Mais um capítulo, menos um jogo. Personagem central da semana, Wellington Silva, novamente titular ao lado de Fred no jogo contra o Tigres, nesta quinta, às 19h30, no Engenhão, escreverá mais um capítulo da sua breve história que tem prazo de validade no Fluminense. Vendido para o Arsenal, clube em que se apresentará em 2011, e envolvido na polêmica da sua foto com a camisa do Flamengo espalhada na Internet, o atacante terá 10 meses para dar um gostinho à torcida tricolor. Nos bastidores, a utilização do jogador sempre foi recomendada para que o adeus não acontecesse às escuras, sem que o brilho de seu futebol fosse conhecido dos torcedores.
“A cada jogo será uma evolução. Ele parece um guri centrado e deve manter o seu futebol. A empolgação dele deve ser apenas com o jogo, mas o Wellington não é de fazer gracinhas. Ele tem que fazer o mesmo feijão com arroz, pois vai amadurecer, já que está há menos de um mês com a gente”, analisou o técnico Cuca, que ontem foi suspenso pelo TJD por dois jogos por ter entrado no gramado na disputa de pênaltis contra o Vasco e não ficará à beira do campo hoje.
Menor de idade, Wellington Silva terá de aprender a conviver com grandes responsabilidades antes de jogar futebol para inglês ver. “Basta dar uma viajada e lembrar quando tínhamos 17 anos... Não é fácil olhar para o lado e ver que seu ídolo está ao lado ou jogando contra. Antes, da arquibancada, ele olhava de cima para baixo; agora, é bem mais sério olhar de baixo para cima”, disse Cuca.
A Inglaterra já pescara do Fluminense os gêmeos Fábio e Rafael contratados pelo Manchester United. Atuando pelo Tricolor, em 2006, num amistoso em Hong Kong, os brasileiros chamaram a atenção do clube inglês. Depois de dois anos de testes, transferiram-se para Old Trafford.
Wellington Silva é um reflexo do momento atual do Fluminense: os dois buscam afirmação para poder pensar grande. No mesmo site de relacionamentos em que sua foto com a camisa do Flamengo foi exposta, uma tímida comunidade do jogador reúne apenas 23 membros. Mas o mesmo mundo virtual que condena o atacante também o exalta. Sites da Inglaterra disponibilizam vídeos e notícias do jogador. Wellington Silva escreve sua curta história em busca de um final feliz. Afinal, em janeiro, será The End.
O teste final do professor Dunga
A lealdade está em alta na Seleção de Dunga. O treinador, que comanda hoje o Brasil, às 17h (de Brasília), contra a Irlanda, no Emirates Stadium, garante que a lista definitiva para a Copa da África não será muito diferente do grupo presente na Inglaterra. Tentando motivar os jogadores para o último teste antes do Mundial, o treinador destacou o comprometimento e a cumplicidade de seus comandados durante o tempo que esteve no cargo.
“Não vai ter surpresas. Foram três anos e meio de trabalho duro. Quem conquistou os resultados, aproveitou as oportunidades e deu a resposta sabe que tem condições de ir à Copa do Mundo”, enfatizou Dunga, que ainda mencionou as conquistas da Copa América de 2007 e da Copa das Confederações, em 2009.
“Foi comprometimento, empenho, sacrifício, atitude. Tudo o que vocês falavam que faltou na Copa de 2006. Mas não é só isso. Esse grupo também ganhou”, emendou o treinador, que comandou ontem um trabalho técnico-tático, ensaiando o posicionamento de seus defensores e atacantes em bolas cruzadas.
No trabalho, Dunga confirmou que Michel Bastos continua na lateral-esquerda, a exemplo dos dois últimos amistosos da Seleção (contra Inglaterra e Omã). As novidades seriam as entradas de Ramires, no meio, e o Imperador Adriano, no ataque.
Ramires, inclusive, ganhou a confiança do treinador e deixou Elano no banco, já que o apoiador se apresentou em Londres reclamando de dores no tornozelo esquerdo. Porém, o ex-santista treinou com desenvoltura ontem, mas não deve começar jogando.
Por fim, a vaga que na teoria pertence a Luís Fabiano foi ocupada por Adriano. Goleador da equipe nas Eliminatórias, o jogador do Sevilla foi cortado do amistoso com a Irlanda em razão de uma contusão sofrida na última semana.
A partida de hoje será a quinta da Seleção no Emirates Stadium desde o início do trabalho do técnico Dunga. No estádio de Londres, o time brasileiro venceu Argentina, Suécia e Itália, além de uma derrota para Portugal.
Apresentado no Alvinegro, Edno quer recuperar seu bom futebo
Rio - O meia Edno foi apresentado nesta segunda-feira na sede de General Severiano. Contratado com a grande responsabilidade de dar mais qualidade na chegada ao ataque, o jogador espera recuperar o espaço perdido no Corinthians, quando foi pouco utilizado e ficou fora lista de Mano Menezes para a Libertadores.
"O Botafogo é a minha nova casa, pretendo voltar a ter alegria. O ambiente aqui é bom. No Corinthians também era, mas não me sentia feliz pelos critérios utilizados comigo. Espero ser feliz aqui. Estava treinando normalmente, a qualquer momento que o Joel precisar vou estar à disposição", disse Edno.
Sem preferência por ser meia ou atacante, posições nas quais se destacou principalmente na Portuguesa, o jogador sabe que terá pela frente uma forte concorrência.
"Sempre tive paciência, como foi no Corinthians. Mas não tive uma sequência, não joguei nem 90 minutos. Aqui vou também trabalhar e mostrar que tenho condições de ter uma sequência. A autoestima etá muito elevada. O importante para o atleta é estar de bem com a família e com o clube. Já me senti solto aqui", explicou.
Vasco decepciona e fica no 0 a 0 com o Sousa-PB
POR RAFAEL CAVALIERI
Rio - A chuva deu o tom da melancolia em São Januário, nesta quarta à noite. Os 593 pagantes que acompanharam o empate do Vasco com o Sousa, em 0 a 0, pela Copa do Brasil, ainda mostravam tristeza pela derrota para o Botafogo, na final da Taça Guanabara. O resultado só aumentou a ira dos torcedores, que, com gritos de revolta, protestaram contra os sete anos sem títulos na Primeira Divisão.
Mesmo com o empate, o Vasco se classificou à segunda fase, já que venceu o primeiro jogo por 2 a 1. O time pegará Nacional-AM ou ASA-AL, que empataram, na quarta-feira, em 0 a 0 na primeira partida.
O Vasco entrou com cinco modificações em relação à equipe que perdeu para o Botafogo. Vagner Mancini barrou Léo Gago e Élder Granja, poupou Titi e Nilton para estreia na Taça Rio, domingo, contra o Volta Redonda, e não contou com Carlos Alberto, suspenso.
A apatia de domingo continuou nesta quinta. O Sousa começou no ataque, com Evandro, que cabeceou para boa defesa de Fernando Prass, aos três minutos. Logo em seguida, também de cabeça, Élton assustou.
Com muitos erros de passes, o Vasco não criava chances de perigo e ainda sofria uma certa pressão dos paraibanos. Dodô foi chamado de pipoqueiro e nem voltou para o segundo tempo. Com frequência, os jogadores escutaram o coro de ‘time sem vergonha’.
Rodrigo Pimpão entrou no lugar do atacante, mas nada fez. Em seu primeiro lance, matou uma bola na canela. A torcida não demorou cinco minutos para voltar a protestar.
Somente quando a bola caía nos pés de Philippe Coutinho, o Vasco chegava com certo perigo. Aos 13min, ele cruzou bem e o goleiro Ricardo espalmou para escanteio. Pelo lado do Sousa, muita luta e dedicação.
Aos 15, Mancini colocou Magno e Élder Granja nos lugares de Robinho e Fágner, respectivamente. A equipe pouco mudou, continuou a errar passes e a não incomodar. Revoltados, os torcedores ficaram de costas para o campo e passaram a cantar o hino.
No fim, o empate foi um prêmio para o Sousa, que com muita disposição, apesar de pouca técnica, voltou para Paraíba com o brio intacto
Leandro Guerreiro festeja a reação do grupo
Um dos ídolos da torcida do Botafogo, volante destaca a superação dos jogadores durante a Taça Guanabara: ‘Foi a vitória do respeito, da humildade’
POR MARCIA VIEIRA
Rio - A adrenalina pela conquista da Taça Guanabara foi tão grande que o volante Leandro Guerreiro quase não conseguiu dormir após a decisão. Depois de duas horas minguadas de sono, o jogador acordou ligado, querendo ver os jornais do dia e falar com os pais, que moram em São Sebastião do Caí, perto de Porto Alegre.
“Eles ficaram muito emocionados em ver o filho na TV comemorando mais um título. Lá, o churrasco da comemoração começou cedo”, contou o volante, que só vai fazer o seu churrasco depois que terminar a mudança para o novo apartamento. “Troquei Botafogo pela Barra por causa da minha filha. Aqui é bem menos tumultuado do que lá”.
Enquanto tomava um chimarrão com a filha, Manuela, Guerreiro não parava de pensar na partida que deu o título ao Glorioso. “Cada vez que vem um lance na minha cabeça é um momento de felicidade. Foi a vitória do respeito, da humildade, de um grupo que mostrou ter vergonha na cara. Aqui no Botafogo há um grupo de homens, e conseguimos apagar aquela mancha”, desabafou.
A importância da conquista do turno teve um significado ainda maior pelo sofrimento vivido pela torcida nos últimos meses. Do risco iminente de rebaixamento no Campeonato Brasileiro ao rótulo de azarão no Carioca. Situações que incomodaram demais o volante, por causa da sua forte ligação com o Glorioso.
“É o meu quarto ano aqui e isso significa muito para mim.Sempre digo que devo muito ao Botafogo. Foi o clube que abriu as portas para mim, foi onde me firmei definitivamente no futebol brasileiro. Quando entro em campo, sempre penso em recompensar a torcida por isso”.
PRELEÇÃO EMOCIONANTE
Mas, domingo, quando pisou no gramado do Maracanã. Leandro pensou também em Joel Santana. A preleção do técnico antes do jogo ficou bem viva na cabeça do jogador.
“Ele lembrou a época em que jogou no Olaria. Nos contou que também já foi vaiado, isso nos emocionou bastante e nos deu ainda mais vontade de vencer. Nós devemos muito a ele também”, reconheceu.
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