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Redação do Gterra, 28/07/2010 às 16h31minBoa escola só se faz com bons professores
Eles deveriam ser a nata do funcionalismo, mas recebem como "barnabés"
Edição Gterra
A que ponto chegou o ensino público no Brasil, nos últimos lugares do Enem. É fato que vem agonizando há tempos. Mas não deveria ser assim. Afinal, o Brasil entrou no século XXI mais forte economicamente, mais respeitado no exterior, com instituições (com algumas exceções como o Congresso e o Judiciário) mais evoluídas. É um paradoxo que o ensino público esteja na contramão do desenvolvimento brasileiro.
Isso se deve basicamente a um fato: os baixos salários dos professores, que afastaram os bons profissionais. Os de excelência que ainda resistem estão com o estímulo minguando a cada dia. Difícil se dedicar a um sistema que não é valorizado e que acaba deixando de atrair as melhores cabeças por pagar salários bem menores que outras carreiras que exigem menos dedicação e esforço. Eles tinham que ser a nata do funcionalismo, mas estão na base da pirâmide.
Estudei em escola pública, do jardim de infância à universidade. Tudo que conquistei na vida devo à minha mãe, que deu um duro danado (e carrega no corpo as marcas físicas dessa vida difícil), e aos contribuintes brasileiros. Por isso, sempre foi doloroso, para mim, assistir à decadência da qualidade do ensino público. Na minha cidade natal, São João Del Rei, o Colégio Estadual Cônego Osvaldo Lustosa, que ficava num morro, era simplesmente o melhor e mais "apertado" da cidade. A prova de acesso era difícil. Era quase um vestibular. Os melhores professores estavam lá. Era "status" dar aula no Estadual, como era chamado. Faz tempo isso, reconheço.
Enquanto o país preferir pagar salários altos aos bucrocratas carregadores de papel e menos aos professores, continuaremos a assistir à supremacia da desigualdade e das injustiças.

A que ponto chegou o ensino público no Brasil, nos últimos lugares do Enem. É fato que vem agonizando há tempos. Mas não deveria ser assim. Afinal, o Brasil entrou no século XXI mais forte economicamente, mais respeitado no exterior, com instituições (com algumas exceções como o Congresso e o Judiciário) mais evoluídas. É um paradoxo que o ensino público esteja na contramão do desenvolvimento brasileiro.
Isso se deve basicamente a um fato: os baixos salários dos professores, que afastaram os bons profissionais. Os de excelência que ainda resistem estão com o estímulo minguando a cada dia. Difícil se dedicar a um sistema que não é valorizado e que acaba deixando de atrair as melhores cabeças por pagar salários bem menores que outras carreiras que exigem menos dedicação e esforço. Eles tinham que ser a nata do funcionalismo, mas estão na base da pirâmide.
Estudei em escola pública, do jardim de infância à universidade. Tudo que conquistei na vida devo à minha mãe, que deu um duro danado (e carrega no corpo as marcas físicas dessa vida difícil), e aos contribuintes brasileiros. Por isso, sempre foi doloroso, para mim, assistir à decadência da qualidade do ensino público. Na minha cidade natal, São João Del Rei, o Colégio Estadual Cônego Osvaldo Lustosa, que ficava num morro, era simplesmente o melhor e mais "apertado" da cidade. A prova de acesso era difícil. Era quase um vestibular. Os melhores professores estavam lá. Era "status" dar aula no Estadual, como era chamado. Faz tempo isso, reconheço.
Enquanto o país preferir pagar salários altos aos bucrocratas carregadores de papel e menos aos professores, continuaremos a assistir à supremacia da desigualdade e das injustiças.

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