Empresarial
Redação do Gterra, 29/05/2010 às 09h05minElétrico e com câmeras: é o carro do futuro
Para ‘abastecer’, basta ligá-lo na tomada. Modelo é veloz como qualquer superesportivo
Edição Gterra
Rio - Pegue um telefone celular, coloque-o na horizontal, instale quatro motores elétricos em cada uma das quatro rodas nas extremidades e você terá conceitualmente um carro elétrico. Assim é o Audi e-tron, superesportivo totalmente elétrico, que pode ser recarregado na tomada e tem telas no lugar dos espelhos retrovisores: elas exibem imagens gravadas por câmeras acopladas perto das portas e na placa. O carro-conceito da marca alemã foi testado pela equipe de Automania, de O DIA. Ele está no Rio de Janeiro para o Michelin Challenge Bibendum, evento que começa amanhã no Riocentro.
Esta supermáquina surpreende antes mesmo de o motorista tocá-la. A primeira novidade é a maçaneta. É necessário deslizar os dedos sob um vinco nas portas, equipadas com um sensor que faz pular a alavanca. É a licença para embarcar no futuro.
Apresentado pela primeira vez ano passado, o modelo, que só comporta duas pessoas e se destaca por ser um veículo 100% elétrico, não emite gases poluentes. Ele é equipado com uma bateria de íons de lítio, igual às dos celulares, refrigerada a água, localizada entre os bancos e o eixo traseiro, que gera a energia que vai para cada um dos quatro motores elétricos — um em cada roda. Inteligente, o carro aciona sozinho o sistema de refrigeração que abre as entradas de ar para que a bateria não esquente.
Para rodar 250 km, o Audi e-tron só precisa ser recarregado em tomada de 220 volts por tempo que varia entre seis e oito horas. Ele também conta com um recurso tecnológico da Fórmula 1: transforma a energia das freadas em eletricidade. Acelerar esse carrão impressiona, pois não há mudanças de marchas nem perda de aceleração.
O gerente de pós-vendas da Audi, Alberto Puga, afirma que ainda é muito caro construir um carro assim. Um obstáculo é o tempo de recarga, que deveria ser igual ao gasto para encher um tanque de gasolina. A empresa desenvolve modelos elétricos menores e mais leves, um esportivo e o A1, versão de entrada para quatro passageiros, que começa a ser vendido na Europa em 2012. No Brasil, eles podem chegar em 2013, mas, para a maioria, os carros do futuro continuarão na galeria dos sonhos: o preço será de pelo menos R$ 200 mil.
Rio já tem ônibus movido a hidrogênio
Lançado nesta semana, um ônibus criado pelos pesquisadores do Programa de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da UFRJ (Coppe) é outra promessa para deixar o ar mais limpo. Movido a hidrogênio e com motor elétrico, o veículo também não emite qualquer poluente no ar. De seu cano de descarga, só sai, praticamente, vapor d’água, que, caso fosse condensado, se transformaria em água limpa.
O protótipo, que é menos barulhento, vai ser testado no transporte de alunos da UFRJ na Cidade Universitária. No segundo semestre, a previsão é usá-lo em uma linha regular já existente que liga o Aeroporto Santos Dumont ao Internacional Tom Jobim. Por enquanto, ele custa cinco vezes mais que o veículo tradicional.
Mais acessível é a tecnologia com biodiesel, que também polui menos. Atualmente, 15 veículos movidos a combustível B20, com 20% de biodiesel adicionado ao diesel, são testados nas ruas do Rio. A intenção é que toda a frota fluminense seja abastecida com B20 até as Olimpíadas de 2016. Hoje, os 20 mil ônibus utilizam o B5, uma adição de 5% de biodiesel. A fórmula diminui em 9% a emissão de gases poluentes.
Esqueça chaves e espelhos: botão dá a partida e tela transmite as imagens da rua
Dono de um belo visual externo, o Audi e-tron tem interior que também impressiona. A começar pelo revestimento em couro e também pelos bancos do tipo concha, que são mais envolventes e lembram o de um Fórmula 1. Mas o que chama mesmo a atenção é o sistema de partida do motor elétrico e outros aparatos tecnológicos presentes no modelo.
Para ligar o Audi e-tron, nada de chave: basta pressionar o botão ‘start’, localizado no console central. É no console também que está outro botão, o de acionamento do freio de estacionamento, e o display que indica a autonomia do carro e a quantidade de energia da bateria.
Ao ligar o carro, salta do console central uma pequena manopla do câmbio automático. Mas não é só. Em seguida é a vez de aparecer o painel de instrumentos, uma tela de cristal líquido que surge à frente do volante. Na tela é possível ter informações do sistema de navegação, do computador de bordo, da quantidade de energia da bateria e da pressão dos pneus, entre outras.
Outra solução tecnológica adotada no Audi e-tron é a instalação de câmeras no lugar dos retrovisores externos e interno. As imagens dos retrovisores externos são projetadas em uma pequena tela localizada em cada uma das portas. Por sua vez, no lugar do retrovisor interno, outra tela para fornecer as imagens das duas câmeras traseiras.
Reportagem de Marcellus Leitão e Luiz Almeida

Rio - Pegue um telefone celular, coloque-o na horizontal, instale quatro motores elétricos em cada uma das quatro rodas nas extremidades e você terá conceitualmente um carro elétrico. Assim é o Audi e-tron, superesportivo totalmente elétrico, que pode ser recarregado na tomada e tem telas no lugar dos espelhos retrovisores: elas exibem imagens gravadas por câmeras acopladas perto das portas e na placa. O carro-conceito da marca alemã foi testado pela equipe de Automania, de O DIA. Ele está no Rio de Janeiro para o Michelin Challenge Bibendum, evento que começa amanhã no Riocentro.
Esta supermáquina surpreende antes mesmo de o motorista tocá-la. A primeira novidade é a maçaneta. É necessário deslizar os dedos sob um vinco nas portas, equipadas com um sensor que faz pular a alavanca. É a licença para embarcar no futuro.
Apresentado pela primeira vez ano passado, o modelo, que só comporta duas pessoas e se destaca por ser um veículo 100% elétrico, não emite gases poluentes. Ele é equipado com uma bateria de íons de lítio, igual às dos celulares, refrigerada a água, localizada entre os bancos e o eixo traseiro, que gera a energia que vai para cada um dos quatro motores elétricos — um em cada roda. Inteligente, o carro aciona sozinho o sistema de refrigeração que abre as entradas de ar para que a bateria não esquente.
Para rodar 250 km, o Audi e-tron só precisa ser recarregado em tomada de 220 volts por tempo que varia entre seis e oito horas. Ele também conta com um recurso tecnológico da Fórmula 1: transforma a energia das freadas em eletricidade. Acelerar esse carrão impressiona, pois não há mudanças de marchas nem perda de aceleração.
O gerente de pós-vendas da Audi, Alberto Puga, afirma que ainda é muito caro construir um carro assim. Um obstáculo é o tempo de recarga, que deveria ser igual ao gasto para encher um tanque de gasolina. A empresa desenvolve modelos elétricos menores e mais leves, um esportivo e o A1, versão de entrada para quatro passageiros, que começa a ser vendido na Europa em 2012. No Brasil, eles podem chegar em 2013, mas, para a maioria, os carros do futuro continuarão na galeria dos sonhos: o preço será de pelo menos R$ 200 mil.
Rio já tem ônibus movido a hidrogênio
Lançado nesta semana, um ônibus criado pelos pesquisadores do Programa de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da UFRJ (Coppe) é outra promessa para deixar o ar mais limpo. Movido a hidrogênio e com motor elétrico, o veículo também não emite qualquer poluente no ar. De seu cano de descarga, só sai, praticamente, vapor d’água, que, caso fosse condensado, se transformaria em água limpa.
O protótipo, que é menos barulhento, vai ser testado no transporte de alunos da UFRJ na Cidade Universitária. No segundo semestre, a previsão é usá-lo em uma linha regular já existente que liga o Aeroporto Santos Dumont ao Internacional Tom Jobim. Por enquanto, ele custa cinco vezes mais que o veículo tradicional.
Mais acessível é a tecnologia com biodiesel, que também polui menos. Atualmente, 15 veículos movidos a combustível B20, com 20% de biodiesel adicionado ao diesel, são testados nas ruas do Rio. A intenção é que toda a frota fluminense seja abastecida com B20 até as Olimpíadas de 2016. Hoje, os 20 mil ônibus utilizam o B5, uma adição de 5% de biodiesel. A fórmula diminui em 9% a emissão de gases poluentes.
Esqueça chaves e espelhos: botão dá a partida e tela transmite as imagens da rua
Dono de um belo visual externo, o Audi e-tron tem interior que também impressiona. A começar pelo revestimento em couro e também pelos bancos do tipo concha, que são mais envolventes e lembram o de um Fórmula 1. Mas o que chama mesmo a atenção é o sistema de partida do motor elétrico e outros aparatos tecnológicos presentes no modelo.
Para ligar o Audi e-tron, nada de chave: basta pressionar o botão ‘start’, localizado no console central. É no console também que está outro botão, o de acionamento do freio de estacionamento, e o display que indica a autonomia do carro e a quantidade de energia da bateria.
Ao ligar o carro, salta do console central uma pequena manopla do câmbio automático. Mas não é só. Em seguida é a vez de aparecer o painel de instrumentos, uma tela de cristal líquido que surge à frente do volante. Na tela é possível ter informações do sistema de navegação, do computador de bordo, da quantidade de energia da bateria e da pressão dos pneus, entre outras.
Outra solução tecnológica adotada no Audi e-tron é a instalação de câmeras no lugar dos retrovisores externos e interno. As imagens dos retrovisores externos são projetadas em uma pequena tela localizada em cada uma das portas. Por sua vez, no lugar do retrovisor interno, outra tela para fornecer as imagens das duas câmeras traseiras.
Reportagem de Marcellus Leitão e Luiz Almeida


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