Empresarial
Redação do Gterra, 02/02/2012 às 10h38minEletromil faz acordo para reembolsar clientes
Lojas da Eletromil interditadas pelo Procon voltam a funcionar hoje, mas o atendimento será apenas para atendimento de clientes que se sentiram lesados
Edição Gterra
São Luis- "Todas as pessoas que foram prejudicadas terão seu ressarcimento. Eu garanto", disse, enfático, o superintendente do Procon-MA, Felipe Camarão, referindo-se aos clientes lesados pela Eletromil. O anúncio foi feito durante reunião, na tarde de ontem, onde foram sanadas dúvidas de consumidores e prestadas informações sobre procedimentos judiciais. Outro anúncio feito durante o encontro trata da reabertura das lojas nos bairros São Francisco e São Cristóvão, fechadas desde a última semana. Os estabelecimentos voltam a funcionar hoje e se ocuparão em atender os clientes insatisfeitos. A reabertura é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o grupo e o Procon. Desde as denúncias contra a loja, cerca de 800 pessoas procuraram o órgão.
O funcionamento das lojas será monitorado pelo Procon para garantir o correto atendimento aos consumidores. A prioridade são aqueles que já quitaram seus contratos, seguidos dos contemplados. De acordo com o TAC, a Eletromil se comprometeu a cumprir todos os contratos. Foi determinado que as lojas vão dispor de valores mensais em caixa para estes pagamentos, que serão feitos por etapas. À loja do São Cristóvão foi definido valor mensal de R$ 25 mil, e à loja do São Cristóvão, R$ 45 mil. O calendário dos pagamentos deve ser divulgado pelo Procon dentro de 15 dias e as devoluções têm início em maio. "Se o acordo não for cumprido vamos pedir a prisão dos representantes da Eletromil, fechar definitivamente todas as lojas e bloquear todos os bens que eles tenham. Mas, os consumidores não serão prejudicados", afirmou Felipe Camarão.
Quem compareceu à reunião ontem esperava tirar todas as dúvidas sobre os procedimentos para ter de volta o dinheiro pago ou receber o bem prometido. Indignados, a maior parte dos presentes pedia a prisão dos proprietários da Eletromil e garantias da devolução de valores. A maior parte dos contratos é referente a compra de motos. Há situações de pessoas terem quitado o contrato e não ter recebido o produto. Foi o caso da comerciante Marinalva Ferreira Aguiar, 42 anos. Na última parcela de uma moto Traxx ela foi pega de surpresa com o acionamento da loja pelo Procon-MA. Ao procurar a corretora responsável pela venda não foi atendida. "Ela disse que não podia fazer nada e para eu entrar na justiça. Fiquei indignada". Marinalva pagou o equivalente a R$ 5 mil em 48 parcelas. "Quero a moto que é meu direito", disse ela.
O comerciante Genival Fonteneles, 47 anos, abriu nove ações contra a Eletromil por problemas nas operações. Todos os contratos são compras de motos. Destes, três foram ressarcidos via justiça. Genival tem a receber ainda o equivalente a R$ 21 mil da loja. "Eu parei de pagar porque vi o estouro que deu no interior. Já tenho muito dinheiro nas mãos deles e não acredito que essa intervenção desses órgãos vai fazer com que paguem os clientes prejudicados. Vou continuar na justiça", disse ele. Os contratos de Genival datam de 2005 e ele não chegou a receber nenhum dos produtos. A reportagem tentou contato com a direção da Eletromil por meio dos telefones de corretores, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
Inquérito policial
Além de ressarcir os clientes, a Eletromil pode ainda responder a inquérito aberto na Delegacia do Consumidor por Crime Contra as Relações de Consumo, previsto no artigo 7, inciso VII da Lei 8.137. A delegada Uthânia Moreira Lima explica não ser crime a modalidade de contrato da Eletromil ou a condição de quitar o débito em caso de sorteio. "O crime aí foi o não cumprimento deste contrato. Consumidores que pagaram e estão arcando com suas obrigações, não viram o retorno", explicou a delegada. O inquérito segue com o interrogatório de consumidores. Na próxima semana, representantes da empresa serão ouvidos. "Já temos subsídios para formular o inquérito, mas queremos ouvir outros clientes prejudicados e, após, acionar a empresa". Segundo a delegada, o processo deve ser concluído em 30 dias.
Cliente fiel
A assistente parlamentar Irene Macedo, 55 anos, era cliente da Eletromil desde 1998. Foi apresentada à loja por amigos e viu vantagem no pagamento de parcelas de baixo valor e a possibilidade em ser sorteada antes da conclusão do contrato.
A primeira aquisição de Irene foi uma moto e a sorte já lhe sorriu: na 4ª parcela foi sorteada e ganhou a moto, quitando a partir daí o débito. Em 2010, outra moto, recebida após a quitação total do plano. Quando foi divulgado o fechamento da loja, Irene estava na 18ª parcela de outra moto. "Fiquei surpresa com a notícia porque até então nunca teve nenhum problema e eu sempre comprava, familiares meus também são clientes. É difícil", disse ela. Irene espera que o caso seja resolvido e que tenha sua moto entregue. "Vou continuar pagando, pois garantiram que vão cumprir os contratos. Agora é esperar". Confiando na solução, Irene disse não ter entrado em contato com a loja. "Guardo meus carnês pagos e quero concluir o contrato para receber a moto", enfatizou.

São Luis- "Todas as pessoas que foram prejudicadas terão seu ressarcimento. Eu garanto", disse, enfático, o superintendente do Procon-MA, Felipe Camarão, referindo-se aos clientes lesados pela Eletromil. O anúncio foi feito durante reunião, na tarde de ontem, onde foram sanadas dúvidas de consumidores e prestadas informações sobre procedimentos judiciais. Outro anúncio feito durante o encontro trata da reabertura das lojas nos bairros São Francisco e São Cristóvão, fechadas desde a última semana. Os estabelecimentos voltam a funcionar hoje e se ocuparão em atender os clientes insatisfeitos. A reabertura é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o grupo e o Procon. Desde as denúncias contra a loja, cerca de 800 pessoas procuraram o órgão.
O funcionamento das lojas será monitorado pelo Procon para garantir o correto atendimento aos consumidores. A prioridade são aqueles que já quitaram seus contratos, seguidos dos contemplados. De acordo com o TAC, a Eletromil se comprometeu a cumprir todos os contratos. Foi determinado que as lojas vão dispor de valores mensais em caixa para estes pagamentos, que serão feitos por etapas. À loja do São Cristóvão foi definido valor mensal de R$ 25 mil, e à loja do São Cristóvão, R$ 45 mil. O calendário dos pagamentos deve ser divulgado pelo Procon dentro de 15 dias e as devoluções têm início em maio. "Se o acordo não for cumprido vamos pedir a prisão dos representantes da Eletromil, fechar definitivamente todas as lojas e bloquear todos os bens que eles tenham. Mas, os consumidores não serão prejudicados", afirmou Felipe Camarão.
Quem compareceu à reunião ontem esperava tirar todas as dúvidas sobre os procedimentos para ter de volta o dinheiro pago ou receber o bem prometido. Indignados, a maior parte dos presentes pedia a prisão dos proprietários da Eletromil e garantias da devolução de valores. A maior parte dos contratos é referente a compra de motos. Há situações de pessoas terem quitado o contrato e não ter recebido o produto. Foi o caso da comerciante Marinalva Ferreira Aguiar, 42 anos. Na última parcela de uma moto Traxx ela foi pega de surpresa com o acionamento da loja pelo Procon-MA. Ao procurar a corretora responsável pela venda não foi atendida. "Ela disse que não podia fazer nada e para eu entrar na justiça. Fiquei indignada". Marinalva pagou o equivalente a R$ 5 mil em 48 parcelas. "Quero a moto que é meu direito", disse ela.
O comerciante Genival Fonteneles, 47 anos, abriu nove ações contra a Eletromil por problemas nas operações. Todos os contratos são compras de motos. Destes, três foram ressarcidos via justiça. Genival tem a receber ainda o equivalente a R$ 21 mil da loja. "Eu parei de pagar porque vi o estouro que deu no interior. Já tenho muito dinheiro nas mãos deles e não acredito que essa intervenção desses órgãos vai fazer com que paguem os clientes prejudicados. Vou continuar na justiça", disse ele. Os contratos de Genival datam de 2005 e ele não chegou a receber nenhum dos produtos. A reportagem tentou contato com a direção da Eletromil por meio dos telefones de corretores, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
Inquérito policial
Além de ressarcir os clientes, a Eletromil pode ainda responder a inquérito aberto na Delegacia do Consumidor por Crime Contra as Relações de Consumo, previsto no artigo 7, inciso VII da Lei 8.137. A delegada Uthânia Moreira Lima explica não ser crime a modalidade de contrato da Eletromil ou a condição de quitar o débito em caso de sorteio. "O crime aí foi o não cumprimento deste contrato. Consumidores que pagaram e estão arcando com suas obrigações, não viram o retorno", explicou a delegada. O inquérito segue com o interrogatório de consumidores. Na próxima semana, representantes da empresa serão ouvidos. "Já temos subsídios para formular o inquérito, mas queremos ouvir outros clientes prejudicados e, após, acionar a empresa". Segundo a delegada, o processo deve ser concluído em 30 dias.
Cliente fiel
A assistente parlamentar Irene Macedo, 55 anos, era cliente da Eletromil desde 1998. Foi apresentada à loja por amigos e viu vantagem no pagamento de parcelas de baixo valor e a possibilidade em ser sorteada antes da conclusão do contrato.
A primeira aquisição de Irene foi uma moto e a sorte já lhe sorriu: na 4ª parcela foi sorteada e ganhou a moto, quitando a partir daí o débito. Em 2010, outra moto, recebida após a quitação total do plano. Quando foi divulgado o fechamento da loja, Irene estava na 18ª parcela de outra moto. "Fiquei surpresa com a notícia porque até então nunca teve nenhum problema e eu sempre comprava, familiares meus também são clientes. É difícil", disse ela. Irene espera que o caso seja resolvido e que tenha sua moto entregue. "Vou continuar pagando, pois garantiram que vão cumprir os contratos. Agora é esperar". Confiando na solução, Irene disse não ter entrado em contato com a loja. "Guardo meus carnês pagos e quero concluir o contrato para receber a moto", enfatizou.

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Comentários (1)
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PROCON/ELETROMIL, Acordo sem ter dinheiro para pagar os clientes.
No dia 3 de setembro de 2011, fui contemplada com uma moto no valor de R$ 2.986,00 (dois mil novecentos e oitenta e seis reais) no qual paguei mais de setenta por cento, fui até à loja do São Francisco e disseram que tinham até noventa dias para pagar, mesmo sem estar no contrato.
No dia 3 de dezembro de 2011 dia do vencimento do prazo fui até a loja e impuseram dia 22 de fevereiro de 2012 mediante acordo assinado entre eu e a eletromil do São Francisco, acontece que no dia 23 de fevereiro de 2012 retornei à loja e ironicamente a Sra. Ducarmo depois de quase uma hora de espera, disse no momento não temos como pagar, este acordo não tem validade o que está valendo é o acordo que temos com o PROCON o Sr. Felipe Camarão, podemos agendar o seu pagamento para o ano que vem ou seja em 2013, á medida que for entrando dinheiro e que vamos pagando, para maiores informações vá ao Procon que eles lhe explicarão, pois o procon fez um acordo com a eletromil, ou voce procure a justiça.
Que belo acordo a loja Eletromil do São Francisco faliu, porque não o fechamento da loja e a prisão dos proprietários conforme o CDC.
Eliane A. da Silva Silva, São Luís-MA - 28/02/2012 às 23h47min
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