Empresarial

Redação do Gterra, 06/08/2010 às 16h21min

Nota de R$ 50 modificada começa a sair da fábrica

O Ministro Guido Mantega participou da inauguração da linha de produção da Casa da Moeda, no Rio de Janeiro; a mudança pretende garantir mais segurança e evitar falsificações

Foto: Divulgação Nova nota
Nova nota
Edição Gterra


A nova nota de R$ 50 deve começar a circular. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, participou nesta sexta-feira (6) da inauguração da linha de produção da Casa da Moeda de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, para fazer as cédulas. Desde 20 de maio o real de cara renovada está sendo produzido.



Primeiro foi a nota de R$ 100, que tinha previsão de chegar entre o fim de maio e o começo de julho. Pela programação do Banco Central, divulgada no início de fevereiro, as novas notas de R$ 20 e R$ 10 devem aparecer agora no segundo semestre deste ano; as de R$ 5 e de R$ 2, só em 2012.



Esta é a primeira modificação das notas do Plano Real desde 1994, quando ele foi lançado. O dinheiro continua o mesmo, sendo apenas uma troca “de moeda”, e não “da moeda”.



Segundo o governo, as novas notas de real também vão ser mais seguras, porque terão tamanhos, cores e figuras diferentes. A ideia é dificultar a falsificação.



Durante o evento na Casa da Moeda, Mantega voltou a dizer que o governo trabalha para evitar uma valorização mais forte do real em relação ao dólar, mas não elaborou sobre o tema. "Às vezes dizem que a nossa moeda valoriza mais que outras moedas. Nos preocupamos com isso e o Banco Central e o Ministério da Fazenda não querem que [o real] valorize mais. Muitas pessoas não prestam atenção para isso [valorização do real]. A moeda expressa o fortalecimento da economia brasileira".



Quando o dólar cai, a diferença entre a moeda americana diminui e faz com que ocorra uma valorização do real. Empresas nacionais que vendem produtos para o mercado externo reclamam disso, porque quanto mais valorizado o real, mais caro ficam os artigos brasileiros para os estrangeiros, que acabam preferindo comprar de outros países que vendem mais barato, como a China.


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Fonte: R7

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