Empresarial
Redação do Gterra, 08/02/2010 às 17h30minPetrobrás não reserva verba para investir na refinaria
No momento, as obras da Premium I se limitam à construção de uma cerca de 21 km na área de 10 hectares destinados à refinaria.
Edição Gterra
O Orçamento da Petrobrás para o exercício de 2010 não reservou um centavo sequer para investir em projetos de instalação de refinarias de petróleo no Brasil, muito menos na Refinaria Premium I do município de Bacabeira que, segundo o presidente Lula (PT) e a governadora Roseana Sarney (PMDB), entra na sua primeira fase de operação em três anos.
No momento, as obras da Premium I se limitam à construção de uma cerca de 21 km na área de 10 hectares destinados à refinaria. O serviço deve ser concluído no mês de maio. Em setembro, a empresa responsável pela obra, Fidens, promete entregar os serviços de desmatamento e terraplenagem. Não existe previsão para as obras de instalação.
Foi o que revelou hoje (quinta-feira, 4) o vereador Jefferson Calvet (PV), ao receber em Bacabeira, a visita do líder da Oposição na Assembleia Legislativa, deputado Edivaldo Holanda (PTC). Segundo Calvet, a expectativa da conclusão da refinaria, criada pelo presidente Lula e pela governadora Roseana Sarney está causando uma série de problemas em Bacabeira.
Para Jefferson, o problema maior é que o município de Bacabeira não tem estrutura suficiente para absorver um projeto desta magnitude. “Não dispomos de hospital, da duplicação da BR-135, de habitação para abrigar mais de 130 mil trabalhadores. Por isso, acreditamos que a conclusão da Premium só será daqui há pelo menos 12 anos”, disse.
O vereador lembra que durante o lançamento da pedra fundamental da refinaria, a governadora Roseana Sarney (PMDB) prometeu benefícios para Bacabeira, como o asfaltamento, a construção de um hospital de alta complexidade e duas escolas, mas não falou no problema de abastecimento d`água. A Premium precisará de 4m3/s de água e comprometerá o Rio Itapecuru.
Jefferson observa que em nenhum momento foi contra a instalação da refinaria em Bacabeira. “Para que tenhamos uma ideia, um filho de Bacabeira, que estava em Teresina (PI), iludido com a propaganda do governo do Maranhão, retornou ao município, acompanhado da mulher e três filhos e dormiu na rua, depois de saber que não havia nem refinaria muito menos emprego para sua família”, lamenta.
PACTO E ESPECULAÇÃO
O prefeito de Bacabeira, José Venâncio Corrêa Filho (DEM), o “Venancinho” está entre a cruz e a espada. Sabe de todos os problemas enumerados pelo vereador Jefferson e tenta contorná-los. Por outro, “Venancinho”, inteligentemente, minimiza certos dissabores para não “peitar” a chefe do seu grupo político, a governadora Roseana Sarney.
“Eu não posso afirmar que Bacabeira está pronto para receber a Premium I. Mas, estamos propondo um pacto com todos os órgãos estaduais e federais. Precisamos juntar as forças para discutir eventuais dificuldades que surjam durante a execução do mega projeto em nosso município”, afirmou “Venancinho”.
O prefeito reconhece que já começaram a surgir os sinais de impacto que a instalação do mega projeto trará ao município de Bacabeira. O primeiro é a especulação imobiliária. “Tenho uma casa de 60 m2. Se eu achar R$ 100 mil nela, vendo na hora”, disse eufórico um morador de Bacabeira, na ante-sala do gabinete do prefeito.
AUDIÊNCIA PÚBLICA
O líder da Oposição na Assembleia, deputado Edivaldo Holanda (PTC), esclareceu que a visita a Bacabeira foi apenas uma preliminar da audiência pública, já aprovada em plenário, para discutir, provavelmente em maio, deste ano a instalação da Refinaria Premium I da Petrobrás no município de Bacabeira.
Serão convidados para a audiência, representantes da Petrobrás, do Ministério das Minas e Energia, da UFMA, da Uema, prefeitos e vereadores dos municípios da área de abrangência da refinaria, técnicos e estudiosos do meio ambiente e pessoas preocupadas com os impactos da Premium no Maranhão.
“Não somos contra a instalação da refinaria. Ela trará benefícios para todos os estados do Norte e Nordeste. Somos contra o imediatismo que está sendo pregado na instalação da refinaria. Isto é uma forma do governo do Estado usar o projeto com fins eleitoreiros e enganar a população”, disse Holanda.
A REFINARIA
A Refinaria Premium I terá capacidade para processar 600 mil barris por dia e vai refinar o equivalente a um terço de todo o petróleo nacional atualmente produzido pela Petrobras. A expectativa é de que a nova refinaria entre em operação em duas fases — a primeira, com capacidade para 300 mil barris por dia, está prevista para setembro de 2013, e a segunda, para setembro de 2015. Ela terá faixa de dutos e terminal portuário para receber petróleo e escoar derivados.
Estimativas iniciais indicam que o empreendimento irá gerar, durante a fase de construção, 132 mil postos de trabalho em todo o Brasil. No pico das obras, previsto para 2012, a empresa estima que cerca de 26 mil pessoas estejam diretamente envolvidas nos trabalhos. Já para a operação da refinaria, o efetivo estimado é de aproximadamente 1,5 mil trabalhadores.
A intenção da estatal brasileira do petróleo é de, por intermédio do Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo e Gás Natural (Prominp), promover a qualificação da mão de obra necessária à implementação da refinaria. Até 2013, devem ser 22,7 mil pessoas capacitadas, de acordo com a estatal

O Orçamento da Petrobrás para o exercício de 2010 não reservou um centavo sequer para investir em projetos de instalação de refinarias de petróleo no Brasil, muito menos na Refinaria Premium I do município de Bacabeira que, segundo o presidente Lula (PT) e a governadora Roseana Sarney (PMDB), entra na sua primeira fase de operação em três anos.
No momento, as obras da Premium I se limitam à construção de uma cerca de 21 km na área de 10 hectares destinados à refinaria. O serviço deve ser concluído no mês de maio. Em setembro, a empresa responsável pela obra, Fidens, promete entregar os serviços de desmatamento e terraplenagem. Não existe previsão para as obras de instalação.
Foi o que revelou hoje (quinta-feira, 4) o vereador Jefferson Calvet (PV), ao receber em Bacabeira, a visita do líder da Oposição na Assembleia Legislativa, deputado Edivaldo Holanda (PTC). Segundo Calvet, a expectativa da conclusão da refinaria, criada pelo presidente Lula e pela governadora Roseana Sarney está causando uma série de problemas em Bacabeira.
Para Jefferson, o problema maior é que o município de Bacabeira não tem estrutura suficiente para absorver um projeto desta magnitude. “Não dispomos de hospital, da duplicação da BR-135, de habitação para abrigar mais de 130 mil trabalhadores. Por isso, acreditamos que a conclusão da Premium só será daqui há pelo menos 12 anos”, disse.
O vereador lembra que durante o lançamento da pedra fundamental da refinaria, a governadora Roseana Sarney (PMDB) prometeu benefícios para Bacabeira, como o asfaltamento, a construção de um hospital de alta complexidade e duas escolas, mas não falou no problema de abastecimento d`água. A Premium precisará de 4m3/s de água e comprometerá o Rio Itapecuru.
Jefferson observa que em nenhum momento foi contra a instalação da refinaria em Bacabeira. “Para que tenhamos uma ideia, um filho de Bacabeira, que estava em Teresina (PI), iludido com a propaganda do governo do Maranhão, retornou ao município, acompanhado da mulher e três filhos e dormiu na rua, depois de saber que não havia nem refinaria muito menos emprego para sua família”, lamenta.
PACTO E ESPECULAÇÃO
O prefeito de Bacabeira, José Venâncio Corrêa Filho (DEM), o “Venancinho” está entre a cruz e a espada. Sabe de todos os problemas enumerados pelo vereador Jefferson e tenta contorná-los. Por outro, “Venancinho”, inteligentemente, minimiza certos dissabores para não “peitar” a chefe do seu grupo político, a governadora Roseana Sarney.
“Eu não posso afirmar que Bacabeira está pronto para receber a Premium I. Mas, estamos propondo um pacto com todos os órgãos estaduais e federais. Precisamos juntar as forças para discutir eventuais dificuldades que surjam durante a execução do mega projeto em nosso município”, afirmou “Venancinho”.
O prefeito reconhece que já começaram a surgir os sinais de impacto que a instalação do mega projeto trará ao município de Bacabeira. O primeiro é a especulação imobiliária. “Tenho uma casa de 60 m2. Se eu achar R$ 100 mil nela, vendo na hora”, disse eufórico um morador de Bacabeira, na ante-sala do gabinete do prefeito.
AUDIÊNCIA PÚBLICA
O líder da Oposição na Assembleia, deputado Edivaldo Holanda (PTC), esclareceu que a visita a Bacabeira foi apenas uma preliminar da audiência pública, já aprovada em plenário, para discutir, provavelmente em maio, deste ano a instalação da Refinaria Premium I da Petrobrás no município de Bacabeira.
Serão convidados para a audiência, representantes da Petrobrás, do Ministério das Minas e Energia, da UFMA, da Uema, prefeitos e vereadores dos municípios da área de abrangência da refinaria, técnicos e estudiosos do meio ambiente e pessoas preocupadas com os impactos da Premium no Maranhão.
“Não somos contra a instalação da refinaria. Ela trará benefícios para todos os estados do Norte e Nordeste. Somos contra o imediatismo que está sendo pregado na instalação da refinaria. Isto é uma forma do governo do Estado usar o projeto com fins eleitoreiros e enganar a população”, disse Holanda.
A REFINARIA
A Refinaria Premium I terá capacidade para processar 600 mil barris por dia e vai refinar o equivalente a um terço de todo o petróleo nacional atualmente produzido pela Petrobras. A expectativa é de que a nova refinaria entre em operação em duas fases — a primeira, com capacidade para 300 mil barris por dia, está prevista para setembro de 2013, e a segunda, para setembro de 2015. Ela terá faixa de dutos e terminal portuário para receber petróleo e escoar derivados.
Estimativas iniciais indicam que o empreendimento irá gerar, durante a fase de construção, 132 mil postos de trabalho em todo o Brasil. No pico das obras, previsto para 2012, a empresa estima que cerca de 26 mil pessoas estejam diretamente envolvidas nos trabalhos. Já para a operação da refinaria, o efetivo estimado é de aproximadamente 1,5 mil trabalhadores.
A intenção da estatal brasileira do petróleo é de, por intermédio do Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo e Gás Natural (Prominp), promover a qualificação da mão de obra necessária à implementação da refinaria. Até 2013, devem ser 22,7 mil pessoas capacitadas, de acordo com a estatal

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