Empresarial
Redação do Gterra, 12/03/2010 às 07h52minSeca faz aumentar preços de hortifrutos
O ideal seriam de duas a três safras por ano, o que não é impossÃvel, basta que se tenha investimentos de irrigação. Temos uma terra fértil", mencionou o comerciante Bernardo.
Edição Gterra
A estiagem que vem castigando vários Estados no Nordeste prejudicou a safra agrícola de vários produtos fazendo com que os preços dos alimentos disparassem no mercado. O tomate, por exemplo, dobrou de preço em duas semanas e o consumidor vem sentido no bolso o aumento.
"No final do mês de fevereiro vendíamos a caixa do tomate a R$ 30. Hoje não sai por menos de R$ 60. Se praticamos um valor inferior a isto o prejuízo é certo", disse o comerciante Tiago Bruno, que trabalha no Central de Abastecimento do Piauí- Ceapi há dois anos.
Ele diz que seus fregueses são, em sua maioria, donos de mercadinhos e quitandas existentes nos bairros e que já sentem a redução da procura. "Como é um tipo de alimento que não deve ficar muito tempo guardado, então o consumo deve ser rápido.
O cliente prefere levar pouco porque o produto está caro. Estocar mercadoria não é recomendável se o cliente também está com o 'pé atrás'" frisou o comerciante.
Outros produtos que sofreram aumento no preço são a banana e o laranja. Ambos tiveram uma margem de acréscimo girando em torno de 30% a 40%. "Se você viesse aqui há três meses vendíamos o quilo da laranja e da banana por R$ 0,70. Agora não sai por menos de R$ 1,40", exemplificou o comerciante Bernardo Costa, que trabalha no ramo de frutas há 65 anos.
De acordo com sua avaliação, o que encarece o preço dos alimentos no Piauí são os insumos e fretes de mercadorias vindas de outros Estados, como São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Ele afirma que a produção de laranja no Piauí corresponde apenas a 3% do mercado consumidor do Piauí.
"Só temos uma safra por ano no Piauí da laranja e isso não abastece a demanda crescente, já que vejo este produto como alimento indispensável. O ideal seriam de duas a três safras por ano, o que não é impossível, basta que se tenha investimentos de irrigação. Temos uma terra fértil", mencionou o comerciante Bernardo.
MILHO - Em contra partida o milho vem rendendo bons lucros a quem se dedica a vender este produto. É o que garante o comerciante Manuel Gomes. "Tivemos uma boa safra e isso fez com que o preço reduzisse bastante apesar de que no ano passado ter sido bem melhor", comentou. Quatro espigas de milho custam R$ 1.

A estiagem que vem castigando vários Estados no Nordeste prejudicou a safra agrícola de vários produtos fazendo com que os preços dos alimentos disparassem no mercado. O tomate, por exemplo, dobrou de preço em duas semanas e o consumidor vem sentido no bolso o aumento.
"No final do mês de fevereiro vendíamos a caixa do tomate a R$ 30. Hoje não sai por menos de R$ 60. Se praticamos um valor inferior a isto o prejuízo é certo", disse o comerciante Tiago Bruno, que trabalha no Central de Abastecimento do Piauí- Ceapi há dois anos.
Ele diz que seus fregueses são, em sua maioria, donos de mercadinhos e quitandas existentes nos bairros e que já sentem a redução da procura. "Como é um tipo de alimento que não deve ficar muito tempo guardado, então o consumo deve ser rápido.
O cliente prefere levar pouco porque o produto está caro. Estocar mercadoria não é recomendável se o cliente também está com o 'pé atrás'" frisou o comerciante.
Outros produtos que sofreram aumento no preço são a banana e o laranja. Ambos tiveram uma margem de acréscimo girando em torno de 30% a 40%. "Se você viesse aqui há três meses vendíamos o quilo da laranja e da banana por R$ 0,70. Agora não sai por menos de R$ 1,40", exemplificou o comerciante Bernardo Costa, que trabalha no ramo de frutas há 65 anos.
De acordo com sua avaliação, o que encarece o preço dos alimentos no Piauí são os insumos e fretes de mercadorias vindas de outros Estados, como São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Ele afirma que a produção de laranja no Piauí corresponde apenas a 3% do mercado consumidor do Piauí.
"Só temos uma safra por ano no Piauí da laranja e isso não abastece a demanda crescente, já que vejo este produto como alimento indispensável. O ideal seriam de duas a três safras por ano, o que não é impossível, basta que se tenha investimentos de irrigação. Temos uma terra fértil", mencionou o comerciante Bernardo.
MILHO - Em contra partida o milho vem rendendo bons lucros a quem se dedica a vender este produto. É o que garante o comerciante Manuel Gomes. "Tivemos uma boa safra e isso fez com que o preço reduzisse bastante apesar de que no ano passado ter sido bem melhor", comentou. Quatro espigas de milho custam R$ 1.


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