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Redação do Gterra, 10/07/2012 às 08h05min

UE tenta acalmar mercados com pacote a bancos da Espanha

"Os mercados têm que perceber que o dinheiro está lá, mais dinheiro do que o necessário."

 Edição: Gterra

Ministros da zona do euro lutaram para garantir aos mercados financeiros nesta terça-feira que um pacote de ajuda para a Espanha, esboçado durante a noite, ajudará a estabilizar o bloco monetário -tarefa dificultada por uma questão legal na Alemanha em relação às ferramentas contra a crise.

Os ministros concordaram nesta terça-feira em garantir a Madri um ano extra até 2014 para alcançar suas metas de redução de déficit em troca de mais economias orçamentárias. Eles também determinaram os parâmetros de um pacote de ajuda para bancos espanhóis problemáticos.

O objetivo é impedir que a quarta maior economia do bloco monetário precise de um resgate estatal completo, que testaria os limites do fundo de resgate da Europa e aprofundaria ainda mais a crise de dívida.

"Não há emergência aqui, existe um claro caminho na direção da estabilização", disse o ministro das Finanças de Luxemburgo, Luc Frieden, sobre as medidas acordadas para a Espanha. "Os mercados têm que perceber que o dinheiro está lá, mais dinheiro do que o necessário."

Mas os mercados mostraram-se decepcionados por a reunião não ter oferecido mais. O euro inicialmente se enfraqueceu em relação ao dólar e atingiu a mínima em cinco semanas contra o ien, com o sentimento abalado uma vez que o foco se volta para uma audiência em uma corte alemã.

A principal corte da Alemanha tratará nesta terça-feira se o novo fundo de resgate da Europa e as regras orçamentárias são compatíveis com a lei nacional em um processo que influencia não apenas a maneira de lidar com a crise da zona do euro, mas até onde a integração europeia pode se aprofundar.
A audiência sobre reclamações em relação ao fundo, o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (ESM), e o pacto fiscal pode indicar por quanto tempo a corte manterá a Europa sob tensão.

Qualquer prazo além de algumas semanas pode significar um sério atraso à implementação do ESM, cuja data inicial era 1o de julho, e levantará sérias dúvidas sobre se a Europa realmente conseguirá o poder de fogo extra que precisa para combater a crise.

(Reportagem de John O'Donnell e Claire Davenport)






Fonte: G1

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