Ensaios Sensuais
Redação do Gterra, 02/06/2011 às 17h52minQuem diria que uma transexual seria o destaque de uma semana de moda brasileira?
Foi assim ontem à noite, na passagem de Lea T., que estreou no Fashion Rio desfilando — de biquÃni, detalhe — pela Blue Man.
Edição Gterra
Com status de top para Gisele Bündchen nenhuma colocar defeito, Lea, que nasceu Leandro e é filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo, teve um camarim só para ela e causou comoção em suas duas entradas na passarela. A primeira, com um shortinho pink, e a segunda com um microbiquini.
Antes do desfile, ela dava entrevista para os jornalistas internacionais que cobrem o evento— ora em inglês, italiano e até arriscando um tímido francês. Depois, foi a vez da coletiva para a press brasileira. Ah: e tudo com um maquiador particular a tiracolo. Como diria Luisa Marilac: Se isso é estar na pior, o que é que quer dizer estar bem, né?
Melhor de tudo: as amygues transex compareceram em peso, lotando a plateia, trabalhadas em muito brilho, cabelón e poses fatais. Elas aplaudiam calorosamente seu ídolo, que arrancou gritinhos histéricos dos fashionistas e estava emocionada. Sua avó, Celina, de 85 anos, estava na plateia ao lado do irmão de Lea, o empresário Gustavo Cerezo. Foi a primeira vez que a matriarca assistiu a um desfile da netinha.
A top Ana Claudia Michels levou um tombo e foi ajudada por Ana Beatriz Barros a se levantar, para palmas gerais. E a cereja do bolo: a coleção, brasileiríssima, com tucanos, florestas, araras, python multicolorida, recortes supersexy e brilhos, foi capotante. Raro caso em que o show se casou bem com a moda...
Com um verão para lá de invernoso, apostando em tons terrosos e escuros, a Espaço Fashion correu na contramão do colorido das passarelas do FR. O couro de cobra, que já vem substituindo a estampa de onça no coração das fashionistas, surgiu em bermudas e amarrações.
A coleção homenageava a natureza, com lindos maxicolares, pulseiras com insetos, e prints que lembravam folhagens. Queridinha pelas menininhas, a marca mirou uma clientela mais madura; só falta maneirar na mão e deixar os looks um pouco mais arejados. Afinal, é verão...
Em sua estreia na semana de moda do Rio, ontem à noite, a Ágatha abriu o day 3 do evento abusando do jogo entre texturas e formas. A estilista Ceiça Gioielli acertou nas modelagens diferenciadas, principalmente nos looks em off-white. A silhueta veio mais ajustada, presente nas calças skinny, nas jaquetas e nos shortinhos asa delta — em jeans e em nylon — que já nascem hit. Materiais como o crochê, matelassê, macramé e até bordados de paetê de couro tiveram vez.
Em seguida, Rique Gonçalves manteve seu DNA com a alfaiataria clássica e lotou a passarela da sua R.Groove com uma profusão de listras. Bermudas, blazers e calças ajustadas e em cores sóbrias vinham combinando — ou descombinando — com peças listradas e coloridésimas. “O shape veio alongado em cima e justo em baixo”, disse Rique à coluna.
Pelo menos uma marca chamou a atenção de Georgia Jagger, filha do stone Mick, em sua passagem pelo Brasil: a Kmun, do guapo Raphael Gandara. Na segunda-feira, ela deu um rasante na loja da grife, em Ipanema, para completar o guarda-roupa.
Uma das presenças mais festejadas das filas A do FR foi Antonia Frering, filha da diva-mor do soçaite Carmen Mayrink Veiga. A atriz tinha acabado de viver uma experiência inusitada, roubando a cena do show de Daniela Mercury semana passada, no Fórum de Comandatuba. Ela foi à Bahia visitar a família, acabou participando do evento e conheceu a cantora. A empatia foi imediata e Daniela convidou Antonia a subir no palco e fazer um dueto de ‘Quero que vá tudo pro inferno’, de Roberto Carlos, com direito a coreografia.
A noite promete ser agitada fora do Píer Mauá com a festa de inauguração da Loungerie, grife de lingeries de Paula Barcellos, no Leblon. Uma megatenda será montada na pracinha em frente ao edifício onde está a loja — o prédio é do marido, Jonas — para o agito de três mil convidados.
Paula, que trouxe a marca de cosméticos MAC para o Brasil, quer fazer da Loungerie a Victoria’s Secret brasileira, com preços acessíveis e modelagem perfeita. O grande hit das três lojas paulistanas são os sutiãs que harmonizam os tamanhos de taça e formato de busto. E tudo entre R$ 23 e R$ 60, uma pe-chin-cha.
A Bienal de Veneza, a mais antiga — desde 1893 — e mais hype mostra de arte do mundo, só abre as portas ao público sábado, mas um pombinho da Piazza di San Marco me trouxe uma mensagem e adiantou as últimas novidades para vocês.
Ao contrário das outras feiras, nessa ninguém pode comprar ou vender nada, o que é terrível para os amantes das artes, que terão 87 pavilhões para visitar — a Arábia Saudita, pela primeira vez, tem o seu, com a arte das irmãs Raja e Shadia Alem, que refletem a condição da mulher no mundo muçulmano. Bem pertinho, está a área de Israel, com a artista-sensação Sigalit Landau. O Brasil ficou de fora da seleção da curadora Bice Curiger, a não ser pela participação única do artista Artur Barrio — pela primeira vez, em 61 anos, o País só tem um representante no evento.
As festas já começam a bombar: no domingo, rolou um coquetel no Museu Guggenheim; ontem à noite, o agito do empresário francês François Pinault em seu Palazzo Grassi, com a exposição ‘O mundo vos pertence’; hoje tem outro na Scuola di San Rocco, e a grande sensação é a abertura da nova sede da Fundação Prada, no palácio do século 18 Ca’ Corner dela Regina, restaurado por Miuccia para abrigar exposições temporárias.
Nos canais, já se veem as movimentações das gôndolas e, nos arredores, os iates dos zilionários colecionadores Roman Abramovitch, Paul Allen e Jean Pigozzi. Impossível conseguir um lugar para tomar um Bellini no Harry’s Bar ou beliscar as delicinhas das varandas dos hotéis Cipriani e Bauer.

Com status de top para Gisele Bündchen nenhuma colocar defeito, Lea, que nasceu Leandro e é filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo, teve um camarim só para ela e causou comoção em suas duas entradas na passarela. A primeira, com um shortinho pink, e a segunda com um microbiquini.
Antes do desfile, ela dava entrevista para os jornalistas internacionais que cobrem o evento— ora em inglês, italiano e até arriscando um tímido francês. Depois, foi a vez da coletiva para a press brasileira. Ah: e tudo com um maquiador particular a tiracolo. Como diria Luisa Marilac: Se isso é estar na pior, o que é que quer dizer estar bem, né?
Melhor de tudo: as amygues transex compareceram em peso, lotando a plateia, trabalhadas em muito brilho, cabelón e poses fatais. Elas aplaudiam calorosamente seu ídolo, que arrancou gritinhos histéricos dos fashionistas e estava emocionada. Sua avó, Celina, de 85 anos, estava na plateia ao lado do irmão de Lea, o empresário Gustavo Cerezo. Foi a primeira vez que a matriarca assistiu a um desfile da netinha.
A top Ana Claudia Michels levou um tombo e foi ajudada por Ana Beatriz Barros a se levantar, para palmas gerais. E a cereja do bolo: a coleção, brasileiríssima, com tucanos, florestas, araras, python multicolorida, recortes supersexy e brilhos, foi capotante. Raro caso em que o show se casou bem com a moda...
Com um verão para lá de invernoso, apostando em tons terrosos e escuros, a Espaço Fashion correu na contramão do colorido das passarelas do FR. O couro de cobra, que já vem substituindo a estampa de onça no coração das fashionistas, surgiu em bermudas e amarrações.
A coleção homenageava a natureza, com lindos maxicolares, pulseiras com insetos, e prints que lembravam folhagens. Queridinha pelas menininhas, a marca mirou uma clientela mais madura; só falta maneirar na mão e deixar os looks um pouco mais arejados. Afinal, é verão...
Em sua estreia na semana de moda do Rio, ontem à noite, a Ágatha abriu o day 3 do evento abusando do jogo entre texturas e formas. A estilista Ceiça Gioielli acertou nas modelagens diferenciadas, principalmente nos looks em off-white. A silhueta veio mais ajustada, presente nas calças skinny, nas jaquetas e nos shortinhos asa delta — em jeans e em nylon — que já nascem hit. Materiais como o crochê, matelassê, macramé e até bordados de paetê de couro tiveram vez.
Em seguida, Rique Gonçalves manteve seu DNA com a alfaiataria clássica e lotou a passarela da sua R.Groove com uma profusão de listras. Bermudas, blazers e calças ajustadas e em cores sóbrias vinham combinando — ou descombinando — com peças listradas e coloridésimas. “O shape veio alongado em cima e justo em baixo”, disse Rique à coluna.
Pelo menos uma marca chamou a atenção de Georgia Jagger, filha do stone Mick, em sua passagem pelo Brasil: a Kmun, do guapo Raphael Gandara. Na segunda-feira, ela deu um rasante na loja da grife, em Ipanema, para completar o guarda-roupa.
Uma das presenças mais festejadas das filas A do FR foi Antonia Frering, filha da diva-mor do soçaite Carmen Mayrink Veiga. A atriz tinha acabado de viver uma experiência inusitada, roubando a cena do show de Daniela Mercury semana passada, no Fórum de Comandatuba. Ela foi à Bahia visitar a família, acabou participando do evento e conheceu a cantora. A empatia foi imediata e Daniela convidou Antonia a subir no palco e fazer um dueto de ‘Quero que vá tudo pro inferno’, de Roberto Carlos, com direito a coreografia.
A noite promete ser agitada fora do Píer Mauá com a festa de inauguração da Loungerie, grife de lingeries de Paula Barcellos, no Leblon. Uma megatenda será montada na pracinha em frente ao edifício onde está a loja — o prédio é do marido, Jonas — para o agito de três mil convidados.
Paula, que trouxe a marca de cosméticos MAC para o Brasil, quer fazer da Loungerie a Victoria’s Secret brasileira, com preços acessíveis e modelagem perfeita. O grande hit das três lojas paulistanas são os sutiãs que harmonizam os tamanhos de taça e formato de busto. E tudo entre R$ 23 e R$ 60, uma pe-chin-cha.
A Bienal de Veneza, a mais antiga — desde 1893 — e mais hype mostra de arte do mundo, só abre as portas ao público sábado, mas um pombinho da Piazza di San Marco me trouxe uma mensagem e adiantou as últimas novidades para vocês.
Ao contrário das outras feiras, nessa ninguém pode comprar ou vender nada, o que é terrível para os amantes das artes, que terão 87 pavilhões para visitar — a Arábia Saudita, pela primeira vez, tem o seu, com a arte das irmãs Raja e Shadia Alem, que refletem a condição da mulher no mundo muçulmano. Bem pertinho, está a área de Israel, com a artista-sensação Sigalit Landau. O Brasil ficou de fora da seleção da curadora Bice Curiger, a não ser pela participação única do artista Artur Barrio — pela primeira vez, em 61 anos, o País só tem um representante no evento.
As festas já começam a bombar: no domingo, rolou um coquetel no Museu Guggenheim; ontem à noite, o agito do empresário francês François Pinault em seu Palazzo Grassi, com a exposição ‘O mundo vos pertence’; hoje tem outro na Scuola di San Rocco, e a grande sensação é a abertura da nova sede da Fundação Prada, no palácio do século 18 Ca’ Corner dela Regina, restaurado por Miuccia para abrigar exposições temporárias.
Nos canais, já se veem as movimentações das gôndolas e, nos arredores, os iates dos zilionários colecionadores Roman Abramovitch, Paul Allen e Jean Pigozzi. Impossível conseguir um lugar para tomar um Bellini no Harry’s Bar ou beliscar as delicinhas das varandas dos hotéis Cipriani e Bauer.


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