Espaço Contábil
Roosevelt FigueiredoRoosevelt Figueiredo, nascido em Teresina em 1981, formado em ciências contábeis pela UESPI, Pós Graduado em Auditoria e Perícia Pela CEUT, Atualmente atua como consultoria e exerce o cargo de Diretor Administrativo do FERMOJUPI, do Tribunal de Justiça do...
Governo não negocia e dá 2,5% de aumento real a aposentados
Antes de fechar acordo, ministro da Previdência anuncia que Orçamento vai reservar R$ 3 bilhões para reajuste em 2010, garantido por MP. Os 8,3 milhões que ganham acima do mínimo pediam 5,1%, mesmo índice do piso
POR LUCIENE BRAGA
Rio - O governo de ex-sindicalistas virou as costas à negociação e anunciou ontem, antes de se sentar à mesa com as representações de trabalhadores e aposentados do INSS, que o reajuste para 8,3 milhões de segurados com benefícios acima do salário mínimo (R$ 465) será concedido em janeiro com base na inflação e aumento real de 2,55% (50% da variação do Produto Interno Bruto de 2008). A informação foi divulgada pelo ministro da Previdência Social, José Pimentel. Segundo ele, o governo reservou R$ 3 bilhões do Orçamento de 2010 para conceder o aumento real e enviará medida provisória a fim de garantir a correção em janeiro.
O percentual de inflação que será adotado ainda não foi definido, mas estima-se que será de 3,6%. Com isso, enquanto o salário mínimo é corrigido em 8,7% (aumento real de 5,1%), os aposentados e pensionistas que recebem acima do piso têm aumento de 6,15% (aumento de 2,55%). Inconformados, segurados que adeririam à proposta das centrais pedindo 80% do PIB pretendem reagir.
Nelson de Miranda Osório, diretor Financeiro da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), lembrou que a MP será votada na Câmara. “Nossos deputados vão propor emendas para garantir o mesmo índice concedido ao salário mínimo”, defendeu ele, que criticou o governo por manter a proposta de 50% do PIB sem negociar. Segundo ele, seguindo a lógica, o aumento real em 2011 com base no PIB atual (estimado em, no máximo, 1%) será de zero: “Metade de zero é zero”.
Para os segurados, não se justifica a resistência do governo. São 18,5 milhões que ganham o mínimo, mas a grande maioria dos 8,3 milhões recebe até dois mínimos. Somente 299.428 recebem acima de cinco mínimos. A justificativa do governo é que, a cada 1% de reajuste, o gasto é de R$ 1 bilhão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou da reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico, convocou para hoje de manhã uma reunião com os sindicalistas da CUT, Força Sindical, CGT, UGT, Nova Central e Cobap para discutir o acordo, ainda em aberto. “O próprio presidente marcou a reunião”, assegurou o presidente do Sindicato dos Aposentados da Força Sindical, João Inocentini. Segundo a Previdência, a MP ainda não virá com as cláusulas fechadas no acordo selado em setembro e se limita ao reajuste de janeiro de 2010.
Bom só para trabalhador
Para fechar acordo e limitar o aumento real dos aposentados a 50% do PIB, o governo apelou para as causas que beneficiam trabalhadores ativos e chamou as centrais sindicais convencionais. Elas aceitaram a estabilidade do trabalhador um ano antes da aposentadoria, contagem do tempo em aviso prévio e seguro-desemprego e fixação da média para o cálculo do benefício com 70% dos melhores salários (em vez dos atuais 80%). Tudo bom, mas só para trabalhadores ativos.
Aposentados queriam correção pela inflação mais 100% do PIB — chegaram a 80% na negociação. A União fechou com 50%, manteve fator previdenciário e propôs a fórmula 85/95, que dá aposentadoria a quem soma 85 anos (mulheres) ou 95 anos (homens) em idade mais o tempo de contribuição.
Rio defende reajuste único
A presidente da Federação das Associações de Aposentados do Rio (Faaperj), Yedda Gaspar, afirmou que o estado não apoiou o acordo com as centrais por acreditar que os projetos de lei na Câmara seriam mais vantajosos ao defenderem o reajuste único. As perdas de quem ganha acima do mínimo superam 70%, por conta das diferenças. As pressões no Congresso já dão resultados. Ontem, o deputado federal Marçal Filho (PMDB) apresentou parecer favorável ao PL 4.434/08 na CCJ. O projeto prevê recuperação em 5 anos das perdas dos segurados em salários mínimos desde a data da concessão.
Piso de policial será de R$3,2 mil
POR ALESSANDRA HORTO
Rio - O Senado Federal aprovou ontem, em primeiro turno de votação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 41/08 que a cria piso salarial nacional para policiais civis, militares e bombeiros. O projeto determina que, no prazo de um ano, o governo federal deverá editar lei complementar fixando o valor do piso. O autor da proposta, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), explicou que o governo estuda o valor do novo piso. Mas diz que deve ser de R$ 3,2 mil, a exemplo do que foi aprovado recentemente em Sergipe. Renan acredita que 650 mil agentes sejam beneficiados com a proposta.
A iniciativa estipula que a União será obrigada a ajudar os estados na complementação dos recursos necessários à implantação do piso, caso seja comprovada a impossibilidade financeira. Além da ajuda do governo federal, os estados também poderão usar recursos do Programa Nacional de Segurança Pública (Pronasci) para complementar os valores do piso.
Os senadores pretendem garantir condições mínimas de trabalho e motivação profissional aos profissionais que desempenham importante papel na superação da crise de segurança que os estados do País têm enfrentado. O relator do projeto, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), acredita que o descaso do governo quanto à segurança pública pode ter como consequência “a ruptura do tecido social e da substituição do Estado de Direito pela guerra civil”. Ele também atribui o descontrole da violência no País à falta de remuneração adequada de todas as forças policiais.
A Câmara dos Deputados também analisa a criação de um piso salarial para policiais e bombeiros. A PEC 300 não contempla os policiais civis. Pela proposta, o piso nacional seria de R$ 4,5 mil. A comissão vota nos próximos dias se também haverá equiparação salarial dos policiais de todo o País aos do Distrito Federal.
Caixa propõe acordo via carta
Poupadores que perderam com os planos econômicos receberão correspondência daqui a um mês. Para titulares do FGTS, outra boa notícia é que o banco vai ser obrigado a fornecer os extratos, mesmo os anteriores a 1992
Rio - Duzentos e quarenta mil poupadores que moveram ações contra a Caixa Econômica Federal para receber as perdas provocadas por planos econômicos vão receber cartas para fazer acordo com o banco. As correspondências, que já virão com a proposta informando até o valor a ser pago, começam a chegar em janeiro de 2010. A Caixa informou que o modelo será o mesmo adotado para as conciliações em processos judiciais.
Os primeiros poupadores a serem chamados para o acordo são os correntistas de São Paulo. A convocação para os do Rio seguirá o cronograma do Tribunal Regional Federal, que estabelece o calendário das conciliações. “Com o propósito de colaborar com a Semana de Conciliação, a Caixa selecionou processos nos quais entende que é possível o acordo”, informou o banco, por meio de nota oficial.
DECISÕES PARA FGTS
Após 20 anos, os titulares prejudicados na correção durante planos econômicos são contemplados por decisões que reconhecem seus direitos. Na semana passada, a Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais decidiu que a Caixa não poderá cobrar tarifa para fornecer extratos determinados pela Justiça.
“É incumbência da própria Caixa apresentar, em um prazo razoável, os extratos que lhe são solicitados administrativamente. Descumprido esse prazo, vêm os correntistas ao Judiciário em busca de uma determinação compulsória de exibição dos mesmos, restando descabida a exigência de pagamento de tarifa ou de qualquer condicionamento para o cumprimento da decisão judicial”, conclui o juizado.
Além disso, outra decisão, dessa vez, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), atribui à Caixa a responsabilidade pelos extratos do FGTS de outros bancos, inclusive anteriores a 1992. “A responsabilidade é exclusiva da Caixa, ainda que, para adquirir os extratos, seja necessário requisitá-los aos bancos depositários, inclusive com relação aos extratos anteriores à migração das contas”, diz o acórdão.
PEC dos precatórios é aprovada em 2o turno na Câmara
BRASÍLIA (Reuters) - A proposta de emenda constitucional (PEC) que altera a forma de pagamento dos precatórios por governos estaduais e municipais foi aprovada nesta quarta-feira em segundo turno pela Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado.
Foram 338 votos favoráveis, 77 contrários e 7 abstenções. O primeiro turno foi votado em 4 de novembro.
Estima-se que a dívida de Estados e municípios com os precatórios seja da ordem de 100 bilhões de reais em todo o país.
A emenda cria um regime especial de pagamento que permite que Estados, municípios e o Distrito Federal retardem e obtenham descontos no pagamento de precatórios, que são dívidas originadas de decisões judiciais.
Entre as mudanças estão o fim do pagamento parcelado da dívida e a implementação de percentuais para Estados e municípios quitarem débitos.
As novas regras preveem ainda a realização de leilões em que o credor que oferecer o maior deságio de seu crédito recebido primeiro. Uma câmara de conciliação também está prevista.
Pelo menos 50 por cento dos recursos serão utilizados para pagamento de precatórios em ordem cronológica (com base na data em que a Justiça determinou o pagamento), dando preferência a idosos, portadores de doenças graves e dívidas de natureza alimentícia (decorrentes de processos trabalhistas, pensões e benefícios da Previdência).
Os municípios terão de alocar entre 1 e 1,5 por cento das receitas correntes líquidas para pagamentos de precatórios. Já para os Estados, o percentual varia entre 1,5 e 2 por cento das receitas líquidas.
As medidas têm o apoio de governadores e prefeitos, uma vez que dão folga no pagamento desses papéis, mas são criticadas por entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para quem as medidas significam calote.
O Estado de São Paulo é um dos líderes, com um estoque para pagamento de precatórios de 16,4 bilhões de reais. A capital paulista soma 10,7 bilhões de reais, o que levou o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), a se transformar num dos principais articuladores para a aprovação da proposta.
Da Câmara, a PEC voltará para o Senado, onde será novamente submetida a dois turnos de votação.
STJ suspende processos individuais da poupança
Ações coletivas por perdas da caderneta com planos econômicos terão prioridade
POR MAX LEONE/ O Dia RJ
Rio - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu os julgamentos de ações individuais contra perdas que titulares de cadernetas de poupança tiveram com os planos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2. O procedimento será adotado, segundo o STJ, sempre que houver ação coletiva relativa ao tema para ser apreciada. A estimativa é que existam hoje 721 ações coletivas, contra quase 700 mil processos individuais.
Os processos coletivos são iniciativas dos Ministérios Públicos e Defensorias Públicas para garantir a reposição a todos os correntistas, mesmo aos que não recorreram à Justiça. A decisão do STJ está baseada na Lei dos Recursos Repetitivos, que mantém o entendimento de que, no caso da existência de ação civil pública anterior em andamento, todos os processos individuais devem ser suspensos.
Os ministros da Segunda Seção do STJ, por maioria, seguiram o voto dado pelo relator do processo no dia 28 de outubro, ministro Sidnei Beneti, no recurso especial contra uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). A Justiça gaúcha deu sentença que suspendeu processo individual que reivindicava de um banco a reposição da correção monetária relacionada aos planos econômicos.
Segundo o STJ, os tribunais inferiores (TRFs e TJs) serão informados da decisão por ofício. A partir de então, os juízes não deverão mais encaminhar novos recursos com esse mesmo teor a Brasília, até que os coletivos que já chegaram à instância superior sejam julgados.
Consumidor prejudicado
Como não há prazo para o STJ julgar as ações coletivas, as entidades de defesa do consumidor avaliam que a decisão pode prejudicar quem tem processo individual. O presidente da Associação Nacional de Assistência ao Consumidor e ao Trabalhador (Anacont), José Roberto de Oliveira, afirma que os correntistas devem entrar com recursos no próprio tribunal contra a iniciativa.
Para a advogada da Associação Nacional de Defesa do Consumidor (Pro Teste) Polyana Carlos, mesmo julgando novas ações, os juízes de primeira instância não poderão mais “subir” recursos para o STJ, enquanto houver ações coletivas em julgamento.
A gerente jurídica do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Maria Elisa Novais, avalia que ficará a cargo dos juízes de instâncias inferiores analisar a realidade local para ver se vale a pena julgar o processo.
Proposta de 8% a aposentados
Aposentados e pensionistas que recebem acima do salário mínimo teriam esse percentual de aumento pelo acordo entre centrais sindicais e entidades que representam o grupo. Índice será levado ao governo e presidente Lula decidirá
POR TAMARA MENEZES
Rio - Oito centrais sindicais e sindicatos nacionais chegaram ao índice de 8% de reajuste para aposentados que ganham acima do salário mínimo. A proposta responde ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que negociaria se houvesse um pedido “razoável”. Os sindicalistas, porém, continuam descontentes com o percentual, equivalente à inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 80% do aumento registrado no PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos atrás. Para quem ganha o mínimo, o reajuste do benefício será de 9%, a soma da inflação registrada no período com o PIB.
No documento, a CTB, CUT, Força Sindical, UGT, NCST, CGTB, COBAP e Sindicato Nacional dos Aposentados defendem política permanente de reajustes que recomponha as perdas sofridas nos últimos anos. O texto sugere que as reposições considerem o INPC, do IBGE, acrescido da variação do PIB dos dois anos anteriores.
Apesar de acatarem o consenso possível, nem a Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap) nem o Sindicato Nacional dos Aposentados ficaram satisfeitos. “O governo prometeu dar aumento pouco maior que a inflação. Não sei se vai dar tanto. O percentual é pequeno, mas atinge muita gente”, aponta João Batista Inocentini, do Sindicato Nacional, ligado à Força Sindical. São 8,3 milhões de segurados nessa situação, segundo a Cobap.
O presidente da entidade, Warley Martins, critica o Planalto. “O governo quis uma posição unificada e nós fizemos.Agora eles têm dez dias para decidir. A Cobap não aceita nada abaixo do negociado”, avisa.
A entidade vai manter a defesa da PEC 01/07, do senador Paulo Paim (PT-RS), que atrela o índice de reajuste dado ao mínimo à correção das aposentadorias. “É uma garantia se o governo fizer proposta menor. O projeto já entrou e saiu de pauta várias vezes, mas estamos fazendo nossa parte”, diz Warley.
Para as centrais, é importante que o governo publique as decisões em duas medidas provisórias diferentes. “Para que o governo não coloque o reajuste igual para todos”, explica Inocentini. Principais afetadas pela desvalorização, as aposentadorias maiores que o mínimo acumulam mais de 70% de perdas frente aos reajustes dados ao piso nacional desde 2000.
“Não vai dar para recompor do dia para a noite”
“Nenhuma proposta resolve o problema dos aposentados. Os benefícios estão tão defasados que não vai dar para recompor do dia para a noite. O que vale é definir um critério para reajustar todo ano. Mesmo que seja pouco agora, se garantirmos que esse percentual seja aplicado todo ano, em 10 anos teremos outra realidade.”
JOÃO INOCENTINI, dirigente sindical
Alimentos voltam a encarecer
Após registros de deflação, preços dos produtos mais consumidos no estado subiram. Os vilões do bolso dos consumidores foram batata, banana prata e maçã, que tiveram os maiores reajustes. Leite ficou mais barato
POR TAMARA MENEZES
Rio - A inflação voltou às gôndolas dos supermercados, mas ainda não é hora de acender a luz amarela. Na segunda semana de novembro, os vilões foram a batata, a banana prata e a maçã, que tiveram os maiores reajustes de preços. Os aumentos eram esperados e estão sob controle, informa Christian Travassos, economista da Fecomércio RJ. Por motivos climáticos, a batata teve a maior alta, de 8,93%, entre os produtos mais consumidos no Estado do Rio. A banana prata ficou 8,22% mais cara na última semana e a maçã, 3,43%.
Maria Cristina Jesus, que trabalha como acompanhante de idosos, percebeu a variação: “O preço pulou muito de uma hora para outra. Prefiro abrir mão de comprar”, afirma.
Após um período de quedas nos preços dos alimentos, a alta demanda puxada pela criação de empregos, a elevação dos salários e da confiança do consumidor pressiona as vendas. A cesta de compras acompanhada pela entidade ficou mais cara pela sexta vez consecutiva. O aumento acumulado no ano é de 0,76%. Em relação ao período anterior, os preços da lista dos produtos mais consumidos subiram 0,48%.
“Tivemos deflação no mercado interno e os preços dos alimentos básicos estão em queda. Alguns, há várias semanas”, explica Christian Travassos, que destacou a redução no preço do feijão, que está custando quase a metade do preço de 2008 (ficou 43,9% mais barato), e do arroz, que custa 14,4% menos que no ano passado.
Na outra ponta, o leite foi o produto que mais ficou barato. Foi o 14º corte seguido. De acordo com a Fecomércio, o preço alcançou um patamar muito elevado em 2008 por conta da procura dentro e fora do País. Encerrado o período de entressafra, o leite baixa aos poucos. “A crise financeira reduziu a exportação para países que estavam começando a consumir mais. China e Índia pararam de comprar”, diz Christian.
A dona de casa Zélia Câmara presta atenção às oscilações. “Vou sempre ao mercado e acompanho. Aproveito e compro na promoção”, conta. O radialista Roberto Maranhão é outro frequentador assíduo e atento. “Compro muitos laticínios. Se fica muito caro, não compro até baixar o preço”, diz.
Índice do aluguel acelera
O índice que reajusta contratos de aluguel e tarifas de energia, após quedas acumuladas, subiu na segunda prévia de novembro. As prévias aferem preços para indicar em quanto ficará a taxa mensal. Medido pela Fundação Getúlio Vargas, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) passou de 0,04% em outubro para 0,09% neste mês. Na prévia anterior, a taxa indicava -0,10%.
No varejo, principais altas foram registradas no valor do tomate (mais 18,35%), da batata-inglesa (14,81%) e do álcool combustível (8,16%). A FGV também percebeu fortes quedas de preços do leite tipo longa vida (menos 7,54%), da manga (-32,42%) e do mamão papaia (-9,23%). O IGP-M acumulado de 2009 está em -1,48%.
Preço do feijão não cai mais
O preço do feijão deve parar de cair. De acordo com o coordenador de Cereais e Culturas Anuais do Ministério da Agricultura (Mapa), Silvio Farnese, a redução de preço dos insumos permitiu baixar custos de produção e a oferta está grande, mas o governo tem garantido a estabilidade ao comprar o produto no mercado. “Isso refletiu um cenário de otimismo entre produtores, que esperam ter lucro maior nesta colheita”, afirmou. Representantes do setor consideram o cenário favorável
JVC diz que ZPEs ajudaram o Piauí
O senador João Vicente Claudino (PTB-PI) afirmou em discurso que a criação de três novas Zonas de Processamento de Exportações ( ZPEs ), nos municípios de Floriano, Picos e Bom Jesus, pode contribuir decisivamente para ajudar no desenvolvimento do Piauí. Disse que essas áreas atraem naturalmente as empresas, levando o progresso aos municípios próximos.
Claudino informou que os projetos que apresentou criando ZPEs nesses municípios, já aprovados pelo Senado, encontram-se neste momento sob exame da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, onde contam com parecer favorável do relator. Depois, os projetos serão examinados pelas Comissões de Finanças e Tributação e Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.
O senador piauiense comunicou ao Plenário que a Vale do Rio Doce voltará a investir em sua mina de níquel no município de Capitão Gervásio Oliveira e ainda quer explorar jazidas de fosfato do estado. Ele relatou encontro de que participou, na última sexta-feira (14), acompanhando o governador Wellington Dias, na sede da empresa, com seu presidente, Roger Agneli.
No mesmo discurso, João Vicente Claudino cumprimentou a estudante Marinêz Maria de Oliveira, da escola José Alves Bezerra, da cidade de Monsenhor Hipólito (PI), uma das 27 finalistas do 2º Concurso de Redação do Senado Federal. Ele aplaudiu ainda sessão especial do Senado comemorativa dos 40 anos do Serviço Geológico do Brasil, representado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).
Da Redação / Agência Senado
Cai o diretor do Banco Central
O Banco Central confirmou na noite desta segunda-feira a saída de Mário Torós do cargo de diretor de Política Monetária e a indicação de Aldo Luis Mendes, atual presidente da seguradora Aliança do Brasil, para a função.
"O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, encaminhará ao Presidente da República a recomendação da indicação do nome de Aldo Luiz Mendes, 51, para ocupar o cargo de diretor de Política Monetária", diz o comunicado do BC, ressaltando que Torós pediu para sair do BC "por motivos pessoais" após dois anos.
A situação do diretor de Torós no cargo tornou-se "insustentável", na avaliação de uma alta fonte do governo que pediu para não ser identificada, após o diretor dar uma entrevista ao jornal "Valor Econômico" em que detalhou os bastidores da atuação do Banco Central durante o ápice da crise financeira, no final do ano passado.
Na entrevista, Torós citou que um dos principais problemas foi uma corrida bancária no país e detalhou as atuações do BC no mercado de câmbio para conter o que classificou de ataque especulativo. Já havia rumores no mercado de que Torós tinha intenção de deixar o BC.
Antes de presidir a Aliança do Brasil, Mendes passou oito anos na diretoria do Banco do Brasil. Neste período, ocupou as funções de diretor de Finanças, diretor de mercado de capitais e vice-presidente de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores. Ele também já exerceu o cargo de vice-presidente da Andima (Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro) e integrou os conselhos de administração da BM&F e da CPI (Central Interbancária de Pagamentos).
( Com informações da Folha Online )
Indústria em alta
A construção naval do Brasil chega ao fim de 2009 com quase 40 mil empregos diretos e 120 mil indiretos criados na travessia da pior crise econômica internacional. É o setor que mais cresceu e que atravessou a crise e o mar turbulento com segurança.
Os indicadores são resultado de uma política consistente de financiamento e da decisão política do governo federal e da Petrobras de construir no país equipamentos e embarcações para exploração e produção de petróleo. Chegamos ao patamar do melhor momento da indústria — no fim da década de 70, quando foram criados 40 mil empregos —, e é fundamental assegurar e ampliar a competitividade e competência para sustentar esse crescimento.
O Estado do Rio de Janeiro, berço da construção naval brasileira, que responde por mais de 50% dos empregos no setor, é o único que tem estaleiros e empresas que fabricam módulos e plataformas, dutos flexíveis e umbilicais, embarcações de apoio marítimo e grandes navios.
A revitalização do estaleiro Ishibrás, arrendado à Petrobras, a retomada do Caneco, a implantação dos polos navais de Itaguaí, Maricá e Barra do Furado e de uma base da Petrobras em Niterói consolidam a vocação marítima e naval do estado. Da mesma forma, a expansão e modernização das plantas industriais existentes em Angra dos Reis, Niterói, São Gonçalo e Rio de Janeiro.
A realização, na semana passada, da 3ª Niterói Fenashore, cuja primeira edição realizamos em 2005, debateu as perspectivas do setor e confirmou expectativas quanto à possibilidade de superarmos até a próxima década mais de 70 mil empregos diretos e 210 mil indiretos, com a maior parte dos empregos e da renda sendo gerados aqui no Estado do Rio de Janeiro.
( Rodrigo Neves- Deputado Estadual- PT - RJ )
TAM e Gol são as aéreas mais lucrativas da América no ano
Um estudo da consultoria Economatica, divulgado nesta quinta-feira, aponta que Gol e TAM foram as duas empresas de capital aberto mais lucrativas do setor de transporte aéreo regular na América Latina e Estados Unidos nos primeiros nove meses do ano. O levantamento incluiu 11 empresas, que tiveram seu lucro convertido pelo equivalente em dólar do dia 30 de setembro.
Segundo a Economatica, a TAM ficou com a primeira colocação, com um lucro acumulado de US$ 674,1 milhões entre janeiro e setembro. Já sua rival Gol teve ganho de US$ 267,1 milhões no mesmo período.
Em terceiro lugar está a chilena LAN, com resultado positivo de US$ 122,292 milhões, seguida por Skywest, dos EUA, com US$ 64,158 milhões e JetBlue Airways, também dos EUA, com lucro de US$ 47 milhões.
As demais companhias pesquisadas tiveram prejuízo, com destaque para as duas últimas colocadas: Delta Airlines (EUA), com perdas acumuladas de US$ 1,212 bilhão e a AMR (controladora da americana American Airlines), que teve prejuízo de US$ 1,124 bilhão.
As informações são do Terra
Setor têxtil redescoberto
Prefeitos devem apoiar projeto para qualificar trabalhadores do setor têxtil
( Moreira Franco )Vice-presidente de Fundos do Governo da Caixa Econômica Federal
Rio - O setor têxtil é um dos grandes empregadores no Brasil. Responde por mais de 17% dos postos de trabalho, com mais de 1,5 milhão de trabalhadores, 70% mulheres.
De acordo com as estatísticas de órgãos oficiais, como o Sebrae, é o segundo maior empregador, depois da construção civil. A predominância nessa área é a das pequenas e médias empresas. E o Rio de Janeiro participa com boa parte da produção e exportação de têxteis.
Assim, nada mais acertado do que as discussões e os esforços envolvendo lideranças empresariais da área, como o Sindicato da Indústria Têxtil do Rio de Janeiro, e o governo federal para aumentar o apoio ao setor no estado. Discutem-se programas específicos de treinamento para melhorar a qualificação dos profissionais.
O objetivo seria melhorar a qualificação dos trabalhadores em todos os segmentos da profissão. E esse ramo tem grande número de atividades específicas, como costureiras, modelistas, cortadores, tecelões, desenhistas de moda, vitrinistas, vendedores e balconistas.
Ainda sobre o significado dessa indústria para o Rio de Janeiro, esse segmento é importante para a economia de mais da metade dos nossos municípios. Em algumas cidades, é o setor que mais emprega e recolhe impostos.
Nesse cenário, cabe aos prefeitos e aos empresários, por meio de suas associações e sindicatos, lutarem para que seus municípios sejam incluídos nesses programas. Com treinamento e melhor qualificação, no princípio, os trabalhadores dessa área serão os mais beneficiados. Mas rapidamente isso será traduzido em novos empregos e no fortalecimento da economia do município.
Receita libera consulta a lote de restituição do IR 2009
A Receita Federal libera nesta segunda-feira para consulta o sexto lote de restituições do Imposto de Renda 2009 (ano-base 2008). A relação dos contribuintes beneficiados estará disponível na página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br) a partir das 9h. Também é possível fazer a consulta pelo telefone 146.
No total, serão beneficiados 2.125.588 contribuintes, que receberão R$ 1,967 bilhão. O lote é o maior do ano e quase o dobro do liberado em outubro (R$ 1,119 bilhão).
O dinheiro terá correção de 5,39%. O acréscimo correspondente à variação da taxa Selic entre maio e novembro.
A restituição poderá ser sacada a partir do dia 16. Se o valor não for creditado, o contribuinte deverá ir a qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para os seguintes números: 4004-0001 (capitais) ou 0800-729-0001(demais localidades). Nesse caso, ele terá de agendar o crédito em qualquer conta corrente ou poupança em seu nome.
No mês passado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que a Receita Federal estava segurando as restituições do Imposto de Renda neste ano por causa da queda de arrecadação provocada pela crise econômica. Inicialmente, ele disse que o governo poderia liberar parte das restituições apenas em 2010, mas posteriormente assegurou que todos os pagamentos serão feitos neste ano.
As informações são da Agência Brasil
Segundo IBGE, produção industrial subiu em 12 de 14 regiões
A produção industrial subiu em 12 das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em setembro ante agosto, informou hoje o instituto. Os locais que registraram crescimento acima da média nacional, de 0,8% nesta base de comparação, foram: Espírito Santo (3,3%), Goiás (2,4%), Ceará (2,1%), Região Nordeste (1,8%), Santa Catarina (1,7%), Minas Gerais (1,4%) e Amazonas (1,2%).
Já os Estados do Rio de Janeiro (0,7%), São Paulo (0,6%), Rio Grande do Sul (0,4%), Bahia (0,2%) e Pernambuco (0,1%) também registraram aumento na produção, mas abaixo da média nacional. Por sua vez, a produção do Pará ficou estável (0,0%), enquanto a do Paraná (-2,9%) registrou queda ante o mês anterior.
Ainda na série ajustada sazonalmente, 13 dos 14 locais pesquisados registraram resultados positivos no terceiro trimestre deste ano ante o trimestre imediatamente anterior, com Espírito Santo (13,4%) e Amazonas (8,3%) alcançando as taxas mais elevadas, enquanto Ceará (-1,4%) foi o único local que recuou em relação ao segundo trimestre.
Na comparação com setembro do ano passado, período no qual a produção nacional caiu 7,8%, o IBGE apontou queda em 13 das 14 regiões investigadas, sendo que o único aumento nessa comparação ocorreu em Goiás (7,3%). Houve retração de dois dígitos em Minas Gerais (-12,6%) e Paraná (-10,3%).
Outras reduções mais intensas que a média da indústria brasileira foram observadas no Pará (-9,4%), Rio Grande do Sul (-9,2%), Santa Catarina (-8,1%) e São Paulo (-7,9%). Com quedas inferiores à média figuram Pernambuco (-1,4%), Região Nordeste (-4,3%), Rio de Janeiro (-4,5%), Ceará (-4,7%), Bahia (-4,8%), Espírito Santo (-6,9%) e Amazonas (-7,0%).
No período entre julho e setembro de 2009, ante igual trimestre de 2008, apenas Goiás registrou aumento (4,9%) na produção industrial.
AE
Lugar de mulher é na construção
Projeto ‘Mão na massa’ oferece 60 vagas em cursos gratuitos de pedreira e carpinteira de forma para mulheres de 18 a 45 anos
Aline Salgado
Rio - Persistentes, caprichosas e dedicadas. Essas são algumas das qualidades femininas que vêm conquistando a confiança de grandes empreiteiras e abrindo espaço para as mulheres na construção civil. Se antes lugar de mulher era na cozinha, agora elas mostram que também são boas manejando cimento, pá e tijolos.
Coordenadora do projeto ‘Mão na Massa’, que já qualificou cerca de 150 mulheres, Norma Sá conta que 70% das alunas conseguem colocação no mercado de trabalho. “O aproveitamento é alto. No início do projeto nem pensávamos que teríamos uma resposta tão boa assim. Um Mestre de Obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)me contou que não há preconceitos. Segundo ele, a recepção dos outros peões é boa e algumas têm produtividade até maior que a dos homens”, aponta a coordenadora.
Este ano o Projeto ‘Mão na Massa’ entra na quarta edição e oferece 60 oportunidades em cursos gratuitos de pedreira e carpinteira de forma. As inscrições acontecem amanhã, das 8h às 12h30, na sede do projeto, no bairro do Rocha.
Para se candidatar as mulheres devem ter de 18 a 45 anos, e no mínimo a 5ª série do Ensino Fundamental. A duração do curso é de seis meses de aulas práticas e teóricas, ministradas na sede do projeto e no Senai, da Tijuca e de Bonsucesso.
As participantes recebem vestuário profissional e lanche no período das aulas. É oferecido ainda vale-transporte e ajuda de custo por dois meses.
Ao final do curso, as alunas recebem kit de ferramentas para aumentar a chance de emprego. Depois de formadas, elas poderão trabalhar em canteiros de obras na função de meio-oficial. Os currículos das estudantes são arquivados no banco de empregos da Seconci (Serviços dos Construtores da Indústria da Construção Civil) e encaminhados a empresas.
Inscrições apenas amanhã
As inscrições para o ‘Mão na Massa — mulheres na construção civil’ acontecem só amanhã, das 8h às 12h30. As interessadas devem comparecer à sede do projeto, que fica no Abrigo Maria Imaculada, na Rua Ana Néri 1.422, no bairro do Rocha, Zona Norte do Rio.
Para chegar lá de metrô basta descer na Estação de Triagem. De trem, a estação é a São Francisco Xavier.
Podem participar do projeto mulheres de 18 a 45 anos que tenham cursado até a 5ª série do Ensino Fundamental. Para a inscrição é preciso levar carteira de identidade, CPF, título de eleitor e comprovante de residência, originais e cópias.Informações no 3147-5100.
Senado aprova desconto na conta telefônica de população care
Brasília - A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou projeto que pode reduzir o valor das contas de telefone fixo de consumidores de baixa renda. A redução poderá ser feita por meio de subsídios financiados com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).
A ideia é estender aos consumidores de baixa renda os mesmos benefícios concedidos com o serviço de energia elétrica. Pela proposta, fica incluído no Fust o subsídio direto ao consumo de serviços explorados em regime público. "O projeto cria uma tarifa social", disse o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), autor do projeto.
A proposta é terminativa, por isso, segue para análise na Câmara dos Deputados.
As informações são da Agência Brasil
'dança das cadeiras’ faz parte do mundo dos negócios
Se você está empregado e recebeu proposta de outra empresa não tenha receio ou constrangimento em falar com seu chefe sobre o convite. A ‘dança das cadeiras’ faz parte do mundo dos negócios.
PERGUNTA E RESPOSTA
Recebi uma proposta de emprego de uma outra empresa. Como devo avisar ao meu chefe imediato? Não quero que ele fique chateado comigo, já que sempre primei por um bom relacionamento com todos. Robson Silva, por e-mail
Receber proposta de emprego é sinal que você está sendo observado e que é cobiçado pelo mundo dos negócios.
Vários especialistas dizem que se conhece um bom profissional, quando ele está recebendo constantemente convites das áreas de recursos humanos.
Sempre perguntam: quando foi a última vez que você foi convidado para uma vaga de emprego? Dizem que este é o melhor termômetro. Portanto, não tenha qualquer receio de falar com o seu chefe sobre este convite. Isto faz parte do dia a dia do mundo dos negócios. É a chamada ‘dança das cadeiras’.
Como você menciona que tem um bom relacionamento com seu chefe, mais um motivo para ser verdadeiro e coerente com a sua postura e comunicar a ele sobre a sua nova proposta de trabalho.
Marque uma reunião com ele, e se é realmente uma boa oportunidade de emprego e atende às suas expectativas, não perca tempo. As oportunidades surgem e desaparecem.
Leyla Nascimento é presidente da ABRH e do Instituto Capacitare
Amanhã: Sucesso nas Finanças
Servidor pena para garantir direitos
ALINE BRELAZ
Da Redação ORM- Belém - Pará
Joana Guedes, 66 anos, é professora aposentada e aguarda desde 1994 o pagamento do valor de gratificações que eram negadas pelo Estado e que desde 1998 foram concedidas por decisão judicial, mas que nunca foram cumpridas na totalidade.
Ana Cleide Cardoso, professora efetiva da rede pública municipal de ensino de Marituba, também teve que recorrer à Justiça para manutenção de sua lotação na Escola Municipal Padre Marcus, no bairro da Pedreirinha, onde sua família reside, já que, sem justificativa, a administração municipal a remanejou para trabalhar em uma escola em bairro bem distante de sua casa. Esta semana, ela foi beneficiada com uma liminar judicial e desde a quinta-feira, 22, retornou ao órgão de origem, onde trabalha com satisfação.
Estes são apenas dois casos de descumprimento da legislação que o Poder Público pratica contra servidores públicos. Nos últimos anos, o Judiciário paraense tem agido com rigor contra atos ilegais praticadas por administradores públicos contra os servidores, mais especificamente contra professores municipais e estaduais. Mesmo assim, a prática perdura, apesar das sucessivas derrotas dos maus administradores.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) divulgou levantamento da assessoria jurídica, apontando inúmeros processos contra prefeitos e a Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Isso demonstra o quanto o Poder Público descumpre a Constituição Federal e Estadual em todas as esferas de poder. No geral, o Sintepp mantém mais de mil ações contra as administrações públicas no Pará, todas contestando atos ilegais contra servidores.
Ainda é muito comum os prefeitos municipais, quando assumem a gestão, demitirem concursados na administração anterior, sob a alegação de que o concurso fora realizado de forma irregular. Mas os juízes têm se mostrado rigorosos na apreciação dos processos impetrados pelos demitidos.
No final de setembro, o juiz da comarca de Curuçá, Prócion Klautau Filho, determinou a reintegração de 11 concursados que foram demitidos pelo atual prefeito municipal, sem qualquer procedimento legal, como determina a legislação. A demissão em massa atingiu mais de 100 servidores em estágio probatório, sem que o devido processo administrativo, que necessariamente deve precer qualquer demissão de servidor, tenha sido instaurado.
Outro problema que já se tornou comum são prefeitos municipais que não conseguem se reeleger ou a seus aliados e resolvem ignorar os compromissos que ainda têm que cumprir até o último dia de mandato. Em Bujaru, Igarapé-Açu, São Domingos do Capim, Acará, Igarapé-Miri, Quatipuru e Viseu, segundo aponta o levantamento do Sintepp, os atuais prefeitos se tornaram réus em ações judiciais em decorrência causa da irresponsabilidade dos antecessores.
Os perdedores saem dos cargos e deixam uma lista de dívidas, começando pelo calote nos salários do funcionalismo municipal, incluindo o 13º salário. Para conseguirem receber os atrasados, os funcionários também tiveram que recorrer à Justiça e muitos ainda estão em processo de homologação de acordo extrajudicial.
ILEGALIDADE
A gratificação de nível superior, direito garantido na Constituição, é outro benefício que tem sido negado a servidores da educação em muitos municípios. Em Aurora do Pará, um grupo de 15 professores municipais ajuizou mandado de segurança contra a administração municipal, que em março de 2008 suprimiu o benefício, um direito dos trabalhadores. O Plano de Carreira e Remuneração dos Servidores do Magistério Público Municipal de Aurora do Pará prevê este benefício para professores, diretores de escola pública, especialista e vice-diretor, que possuem licenciatura plena. Todos têm direito a gratificação de 80% sobre o valor do respectivo vencimento-base do cargo.
O juiz da comarca local, Francisco Gemaque Coimbra, concedeu liminar este mês aos servidores que recorrem à Justiça, determinando que a prefeitura mande imediatamente incluir definitivamente a gratificação de nível superior nos vencimentos dos professores. O prefeito também está obrigado a pagar os valores retroativos devidos a partir do ajuizamento da ação. O juiz entendeu que a gestão municipal feriu direito líquido e certo assegurado aos servidores pela legislação.
Em Barcarena, idosa de 72 anos não tinha permissão para se aposentar
Em Barcarena, município próximo a Belém, a situação de uma servidora idosa que, aos 72 anos, não conseguia se aposentar por falta de consentimento da administração municipal, serve de alerta sobre o descaso do Poder Público com a legislação que norteia o serviço público no Brasil. Em agosto, o juiz da comarca, Raimundo Rodrigues Santana, condenou o município a afastar e pagar a aposentadoria da servidora, que estava sendo impedida pela Secretaria Municipal de Educação de encerrar suas atividades funcionais, ameaçando que se parasse ela ficaria sem salário.
Em 2007, a funcionária protocolou no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pedido de aposentadoria por idade, como prevê a legislação, mas o órgão indeferiu o pedido, sob o fundamento de que a responsabilidade sobre o benefício seria da Prefeitura Municipal, uma vez que no ano em que a servidora implementou as condições legais para se aposentar por idade (60 anos para a mulher) estava vigente o Regime Próprio de Previdência do Município. No entanto, a administração municipal não concordou com a decisão e deixou de arcar com a aposentadoria, determinando a sua manutenção no cargo.
Comum também já se tornou o desrespeito das administrações públicas em relação concursados que amargam anos sem conseguir a nomeação para assumir a função. Na sexta-feira, 23, a Defensoria Pública de Vigia obteve liminar para beneficiar um grupo de servidores municipais, aprovados no concurso público realizado e homologado em 2008. Até agora, no entanto, eles ainda não foram empossados. O defensor público Bruno Silva Nunes de Moraes impetrou 70 mandados de segurança, alegando que a situação gerou omissão, caracterizadora de ato ilegal e abusivo. O juiz determinou ao município a imediata posse dos concursados.
'O concurso público representa instrumento de democratização do acesso ao serviço público. Hoje, a doutrina e jurisprudência pátrias são pacíficas no sentido de que candidato aprovado dentro do número de vagas tem direito subjetivo à nomeação ao cargo público,' argumenta o defensor, que ainda pretende ajuizar outros mandados de segurança para atender outras denúncias sobre os mesmos moldes.
EXPECTATIVA
No caso de Ana Cleide Cardoso, ela conseguiu o socorro judicial em pouco tempo, mas situações como a de Joana Guedes assustam os servidores. Aos 66 anos, ela aguarda ansiosa o pagamento do valor retroativo da gratificação do ensino especial, garantida nas sucessivas decisões judiciais no primeiro grau, confirmada pelos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado e por ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A história começou com um grupo de 25 professores que ingressou com a ação, mas infelizmente três já morreram sem ter desfrutado do benefício, apesar de terem vencido na Justiça. A última decisão desse caso ocorreu em 2008, no STJ. Durante a votação do orçamento, a administração estadual incluiu o pagamento dos precatórios para ser assegurado durante este ano.
O valor geral que vai beneficiar todo o grupo não chega a R$ 200 mil, mas já está no fim do ano e até agora o pagamento não foi efetuado. 'Eu trabalhei 30 anos como professora, sendo 26 com educação especial, e me sinto mal com esta situação. Sinto uma angústia no coração porque, apesar da Justiça dizer que temos razão, o Estado não respeita', lamenta Joana. (A. B.)
Novo velho cliente
POR TAMARA MENEZES, RIO DE JANEIRO
Rio - O Brasil do futuro será dos adultos de hoje. Segundo dados do IBGE, o número de idosos vai dobrar em 20 anos no País. Mais exigentes, os integrantes da terceira idade se adaptam menos a ambientes desconfortáveis e atendimento hostil. Mas têm renda e disposição para consumir. E estão cada vez mais ativos.
Para o comércio, o desafio envolve investimentos em pisos antiderrapantes, rampas com corrimãos, sinalização e banheiros adaptados. Quando apenas as lojas de Copacabana acabarem com os degraus na porta, o gasto passará de R$ 2 milhões. E este é só o começo.
Envelhecer com autonomia é um desafio de milhões de reais. Tanto o setor público quanto o privado estão despreparados para a nova distribuição social, dizem especialistas. A adequação de estabelecimentos bancários e comerciais é uma exigência desse público que, cada vez mais, ajuda a mover a economia.
O Rio, capital nacional da terceira idade com 14,9% de idosos — contra 11,1% da média nacional —, tem à sua frente a chance de virar a Flórida brasileira. A cidade americana atrai aposentados de todo os EUA por reunir instalações adequadas para o público com mais de 60 anos, boas condições climáticas e de lazer.
“O Rio é a cidade com idosos de maior renda. Eles são um público exigente que deixa de consumir ou visitar a loja se não encontrar bom atendimento”, explica o professor de Marketing de Varejo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Daniel Plá.
Aposentado João Faria Botelho, de 89 anos, atesta: “Não dá para frequentar mercado sem banheiro, rampa. Venho toda semana e descanso no banco da fila”.
Comércio carioca já se prepara para lidar com a crescente população de idosos
O perfil do idoso está em mutação e a cidade à sua volta também precisar evoluir. Preparar estabelecimentos comerciais para receber esse público, que alcança até um terço do total em alguns casos, é urgente. Atendimento atencioso é o primeiro passo. Na Sendas do Leblon, uma consultora recebe clientes e socorre acidentados. “Temos toda proteção, mas podem acontecer problemas como crise de hipertensão ou mal súbito”, lembra Aurora Martins, de 59 anos. Entre as precauções estão cadeira de rodas à disposição, rampas e elevadores, preços com letras grandes e banheiros.
“Os consumidores da terceira idade representam parcela significativa e são clientes fiéis e insubstituíveis. Por isso, todos os detalhes são importantes para que os idosos se sintam seguros e bem atendidos em nossas lojas”, observa Christiane Fernandes, gerente de marketing da rede.
Para o engenheiro aposentado João Natal, de 87 anos, esse cuidado faz diferença. “Venho de Copacabana por causa do atendimento. Lá, as lojas são apertadas, tem perigo na rua, apesar do preço ser mais baixo”, avalia o morador de Copacabana.
Sua filha Beth lembra que, com espaço para circular, o carrinho de compras se torna um apoio. “Ele quer carregar sozinho, pegar os produtos e o carrinho alto ajuda”, diz.
O investimento é obrigação das lojas. Não faltam leis regulando o mobiliário urbano e regras para adequar estabelecimentos comerciais. “O Estatuto do Idoso e a legislação de acessibilidade preservam os direitos dos idosos. Há até sanções para quem não respeita”, explica o defensor público Valmery Guimarães. José Roberto Soares de Oliveira, da Associação Nacional de Assistência ao Consumidor e ao Trabalhador (Anacont), indica que a Justiça é o caminho para quem é prejudicado pelo descumprimento das normas. “Quem se machuca tem direito a indenização por danos materiais”, esclarece. Ações levam até dois anos para serem concluídas e as indenizações ficam, em média, entre R$ 6 mil e R$ 20 mil.
Para a especialista Marcia Morgado, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, o maior risco para os idosos são as quedas, que podem ser fatais por levar muitas vezes à perda da mobilidade. “A fratura gera problemas como a trombose e a imobilidade pode abrir espaço para infecções. O idoso também fica com medo de cair de novo e se torna dependente”, alerta a médica, que lembra os custos financeiros dos acidentes.
“Quando um idoso perde autonomia, a família arca com gastos com cuidador, médico, exames e remédio em si”, acrescenta.
A queda também dá prejuízo para os estabelecimentos, que podem até responder criminalmente. O risco tende a aumentar com o acréscimo no número de idosos. “A população com mais de 60 anos cresce bem acima da média populacional”, aponta a demógrafa do IBGE Lucia Maria Cunha. A explicação vem da explosão de nascimentos nos anos 60, de benefícios da medicina e melhoria da qualidade de vida.
As empresas aéreas Gol e TAM abrem guerra por mercado
A disputa pela liderança do mercado doméstico fez a TAM e a Gol, as duas principais empresas aéreas do país, abrirem uma guerra de preços nos últimos meses. Para recompor o caixa, as duas lançaram ações e títulos esta semana e levantaram R$ 1 bilhão, mostra reportagem de Erica Ribeiro, publicada neste sábado pelo GLOBO.
A disputa - a TAM tem 44,15% de participação de mercado e a Gol, 41,85%, segundo dados de setembro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) - fez com que as companhias "queimassem dinheiro" ao longo deste ano, segundo especialistas do setor. A estratégia, agora, além de reforçar o caixa, é voltar o foco para as classes C e D. O duelo das maiores acaba respingando nas companhias médias, afetadas pelas tarifas muito baixas e estratégias agressivas.
TAM e Gol confirmam o objetivo de usar os recursos captados para reforço do caixa. Mas evitam falar sobre a existência de uma guerra. Em um ano, a participação da TAM caiu de 52,8% para 44%. A Gol, agora, está a três pontos percentuais da concorrente. Os vice-presidentes da TAM, Paulo Castello Branco, e da Gol, Tarcísio Gargioni, afirmam que a liderança é o que menos importa.
Avião da Gol
Quem viaja, porém, sente no bolso o esforço das empresas para ganhar passageiros. O ringue principal da guerra aérea é Congonhas, em São Paulo, onde TAM e Gol têm seu centro de distribuição de voos para o país. Em setembro, em promoções, bilhetes chegaram a ser vendidos por R$ 120, caso da ligação entre São Paulo e Porto Alegre. Este mês, a tarifa mais baixa para o trecho sai por R$ 257 na Gol e R$ 283 na TAM, sem taxas. A briga por consumidores se reflete também na inflação. Dados do IPCA mostram que, no acumulado do ano, o item viagem de avião recuou 9,23%.
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