Sarah concede entrevista a Folha: "O maior obstáculo é psicologico" - Esporte - Gterra

Esporte

Redação do Gterra, 08/08/2012 às 07h37min

Sarah concede entrevista a Folha: "O maior obstáculo é psicologico"

Veja matéria completa e um balanço das Olimpíadas na rede nacional.

Foto: Reprodução Sarah:  orgulho dos piauienses!
Sarah: orgulho dos piauienses!
Edição Gterra

 Mulheres não repetem homens e disputam bronze no vôlei de praia em 
Juliana e Larissa perderam para as americanas Ross e Kessy

As mulheres não conseguiram repetir o desempenho dos homens na semifinal do vôlei de praia em Londres 2012. Se Alisson e Emanuel vão brigar pela medalha de ouro, Juliana e Larissa terão de lutar pelo bronze. As brasileiras perderam nesta terça-feira (7) para Ross e Kessy por 2 sets a 1, com parciais de 21-19, 19-21 e 12-15 . A decisão será contra as também norte-americanas e campeãs olímpicas Walsh e May.

A briga pela medalha de ouro tinha tudo para ser entre a dupla número 1 do ranking mundial e as campeãs em Pequim 2008. Mas depois de sofrer um apagão no segundo set, elas terão de se contentar com a disputa do bronze, contra a dupla chinesa Chen Xue e Xi Zhang. Já Alison e Emanuel encaram na quinta-feira quem passar do duelo entre alemães e holandeses.

A dupla brasileira demorou a engrenar no primeiro set. Foi no acaso de um saque que bateu na fita e não só bagunçou a defesa, como também a cabeça das norte-americanas. Nem mesmo depois do tempo técnico, Ross e Kessy conseguiram se reencontrar em quadra.

No começo do segundo set, a tradicional chuva britânica caiu sobre a arena montada em Londres 2012. O placar seguiu apertado, sem que nenhuma das duplas conseguisse despontar no marcador. A bronca de Larissa pareceu diminuir ainda mais o ímpeto de Juliana, que não funcionou no bloqueio. A própria Larissa também cometeu erros decisivos no último set.

O tie-break foi um dos mais acirrados visto nos Jogos Olímpicos. As duas duplas defendiam muito e os pontos eram bastante disputados. Em seu jeito mais característico, Larissa reclamava bastante mesmo no intervalo dos pontos. Não deu certo e o Brasil vai enfrentar as chinesas na disputa pelo bronze.

R7


Seleção passou fácil pela Coreia do Sul nesta 3ª. Final será sábado, às 11h


A seleção brasileira de futebol está classificada para a final da Olimpíada de Londres, no sábado, às 11h, e consequentemente garantiu a medalha de prata. A equipe de Mano Menezes venceu a Coreia do Sul por 3 a 0 nesta terça-feira, em Manchester, e segue em busca do inédito título do torneio. O próximo adversário da seleção será o México, que venceu a Japão por 3 a 1 também nesta terça.

A Coreia do Sul começou assustando o Brasil, que com a zaga desorganizada e a insegurança do goleiro Gabriel quase levou o gol. O primeiro ataque brasileiro foi aos 18 minutos: Oscar tentou marcar após o goleiro rebater forte chute de Leandro Damião. Aos 37 minutos, Oscar tabelou com Neymar e tocou para Rômulo fazer o primeiro - com falha do goleiro Lee.

A Coreia do Sul voltou para o segundo tempo pressionando, mas o Brasil conseguiu segurar o resultado. Aos 11 minutos, Neymar invadiu a área pela esquerda, cruzou para Marcelo, que furou, e Leandro Damião fez o segundo gol. Sete minutos depois, a bola sobrou dentro da área no pé de Leandro Damião, que chutou de bico para fazer 3 a 0.

A seleção brasileira passou os minutos finais passando a bola, enquanto a Coreia do Sul tentava jogadas em velocidade. Mano Menezes colou Hulk, Alexandre Pato e Bruno Uvini, todos para ganhar ritmo de jogo.

VEJA

Sarah Menezes diz que maior obstáculo do atleta brasileiro é 'psicológico'

Surpresa com o assédio de centenas de torcedores ao desembarcar em Teresina, na segunda-feira, a judoca piauiense Sarah Menezes, 22, medalha de ouro na categoria até 48 kg nos Jogos Olímpicos de Londres, disse à Folha que pretende continuar treinando no Piauí e que o principal obstáculo do atleta brasileiro é o fator psicológico.

"Em termos de estrutura, quando se chega à seleção não há do que reclamar", afirmou.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista concedida à Folha:


Qual a sensação de se transformar numa celebridade do esporte nacional?
Sinto-me muito feliz e grata, e estou realizando um sonho não só da Sarah, mas da seleção feminina de judô. A seleção brasileira batalhou muito para conquistar uma medalha de ouro, principalmente no feminino.

O fato de se formar como atleta e continuar treinando no Piauí, até a medalha em Londres, é uma lição para o esporte brasileiro?
É uma lição de vida para todos. Se todo mundo acreditar em si mesmo, conseguirá chegar a um objetivo grande. Eu acreditei e cheguei.


Que fatores foram determinantes para essa vitória?
Foi a vontade de realizar um sonho não só da Sarah, mas de todo mundo. Foi a perseverança.

Até o momento o Brasil ganhou apenas duas medalhas de ouro. O que falta para o país se tornar uma potência olímpica?
Em minha opinião, em termos de estrutura, quando se chega à seleção, não há do que reclamar. No judô temos tudo. O que falta mesmo é no atleta --a cabeça. Eu acredito que o psicológico muda muito o resultado, em todas as modalidades.

Quais seus planos para o futuro?
Continuar estudando. Pretendo me formar em 2014 --vou fazer o quinto período em educação física-- e continuar treinando para ter mais conquistas. Minha carreira não termina aqui, está apenas começando. E quero montar um projeto social para ajudar as crianças a crescer dentro do esporte, principalmente no judô, aqui na minha cidade.

UOL

Astro chinês cai na 1ª barreira, vive novo drama e termina 110 m em um pé 

Nos Jogos de Pequim de 2008, o campeão olímpico Liu Xiang, favorito nos 110 m com barreiras, sentiu uma lesão e ficou ainda pelas eliminatórias, decepcionando a torcida local. Em Londres, Xiang voltou a falhar na tentativa de repetir o título de Atenas-2004.

Nesta terça-feira, o corredor chinês se enroscou logo com a primeira barreira e foi ao solo, dando adeus às chances de medalha. Correndo em uma perna só, ele chegou a terminar o percurso pelo lado de fora e recebeu o apoio dos outros competidores para deixar a pista e acabou saindo de cadeira de rodas.

Já outro favorito não teve dificuldades para avançar. O atual campeão olímpico Dayron Robles sobrou na quarta bateria, venceu a série e passou com o tempo de 13s33.

Porém, o drama de Xiang foi o centro dos comentários dos competidores ao final da prova. O norte-americano Aries Merritt descreveu o episódio como uma "tragédia".

"Foi simplesmente terrível. É um dos melhores da história, é uma tragédia. É uma pena que tenha acontecido com Liu porque estava ansioso para competir com ele", afirmou.

UOL

Brasil salva 6 match points, bate a Rússia e está na semifinal do vôlei 



A seleção feminina de vôlei finalmente espantou o velho fantasma da Rússia. Em sua melhor partida no torneio até agora, o Brasil, atual campeão olímpico, venceu por 3 sets a 2, eliminou sua velha carrasca e está na semifinal em Londres, por 24-26, 25-22, 19-25, 25-22, 21-19, depois de salvar seis match points.

A vitória em Londres espanta a lembrança dos fracassos contra a Rússia de Sokolova e Gamova em 2004, na semifinal dos Jogos de Atenas, e nos Mundiais de 2006 e 2010, quando as brasileiras perderam para as europeias na final. Agora, o sonho do bi olímpico segue vivo, e o vôlei feminino vai disputar uma vaga na final mais uma vez, como tem acontecido desde 1988.

Desde então, as meninas do vôlei ficaram em quarto lugar duas vezes (1992 e 2004), foram bronze outras duas (1996 e 2000) e levaram o ouro em Pequim. Agora, brigarão por uma vaga na decisão com o Japão, que eliminou a China no jogo anterior. Além da conquista da vaga, o Brasil sai empolgado por ter eliminado uma rival de peso com sua melhor atuação dos últimos meses, apagando o péssimo começo de Olimpíadas.

Depois de uma primeira fase turbulenta, em que quase foi eliminado, o Brasil jogou de igual para igual com a Rússia na maior parte do jogo. Bem no bloqueio e na defesa, o time segurou relativamente bem as gigantes Goncharova e Gamova, foi preciso no ataque se manteve ligado em quase todo o jogo.

O primeiro set foi muito disputado, com os dois times se apresentando bem. O Brasil acertava no ataque como nunca, com Dani Lins distribuindo muito bem o jogo entre suas atacantes, sem que nenhuma ficasse sobrecarregada. Quando era Rússia que pressionava, o sistema de bloqueio de defesa reagiu bem às gigantes rivais, amortecendo bem e se esforçando demais na recepção.

Mesmo assim, deu Rússia. Ponto a ponto, as europeias chegaram à frente no fim da parcial. No 23 a 23, uma furada de Thaisa deu a vantagem para as russas, que suaram, mas fizeram 26 a 24 em um ataque de Sheila para fora.

O revés momentâneo não abalou o Brasil, que mostrou uma forçam mental inédita até então em Londres. De novo com o bloqueio e a defesa funcionando bem, a equipe abriu 12 a 7 no começo do segundo set e levou a vantagem adiante, com alguns momentos de instabilidade nos pontos finais, mas que não impediram a vitória por 25 a 22.

No terceiro set, no entanto, a coisa desandou. As russas cresceram, o bloqueio parou de funcionar tão bem e o ataque deixou de ser tão preciso. No saque de Gamova, a Rússia abriu 14 a 11 e administrou a vantagem contra uma equipe já um pouco desconcentrada. Com Paula Pequeno em quadra no lugar de Fernanda Garay e errando bastante, o Brasil perdeu por 25 a 19 e a pressão tornou-se ainda maior.

Experiente, a Rússia começou o quarto set com tudo e ameaçou abrir vantagem. Foi aí que a torcida, que nem lotou o ginásio em Earl’s Court, sede do vôlei em Londres, acordou. Ao som do coro de que “o campeão voltou”, orquestrado pelas jogadoras que estavam no banco de reservas, o time levantou junto, recuperou-se e passou à frente no marcador.

Sempre com o apoio das arquibancadas, a seleção seguiu bem, aproveitou-se dos poucos erros da europeia e chegou a abrir 19 a 16, mas um erro de saque de Fabiana e a insistência com Sheilla do fundo da quadra deixaram a Rússia encostar. Só que o Brasil mostrou, de novo, controle emocional, voltou a jogar e fechou em 25 a 22.

No tie-break, sob tensão total, o Brasil começou na frente. Os dois pontos de vantagem logo de cara deram segurança às jogadoras, que se não foram brilhantes também não vacilaram. Com Sheilla especialmente inspirada, a seleção trocou pontos até a decisão do set, quando venceu de forma emocionante.

Um erro de arbitragem claro em um ataque de Sheilla mexeu com o time. A Rússia encostou, passou e teve seis match points, até que o Brasil reagiu e venceu por 21 a 19, após um belo saque de Fernanda Garay e a confirmação da vitória em ataque de Fabiana.

UOL



Fonte: Folha

Comentários (0)


Formulário Comentário  

Deixe seu comentário




 


 


 





OBS: Todos os campos marcados com * (asterisco) são de preenchimento obrigatório!