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Redação do Gterra, 06/03/2010 às 07h23minA seca já comprometeu a safra em quase duzentos municipios no PiauÃ
A estiagem vem castigando dezenas de municÃpios no PiauÃ. Não chove forte há 70 dias e os açudes estão secando.
Edição Gterra
A safra de produção agrícola de pelo menos 180 municípios do Piauí está perdida. Alguns prefeitos das cidades do interior mencionam que cerca de 90% do que foi produzido entre o 2009 e o início deste ano não trará nenhum rendimento para os agricultores. Segundo o presidente da Fetag-PI (Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Piauí), Evandro Luz, se não chover nos próximos 20 dias a situação vai se agravar e a solução encontrada pelo gestores municipais será a decretação do estado de calamidade. '"Em 50 anos nunca vi uma seca nestas proporções", comentou Evandro.
Dentre os municípios mais preocupantes estão Pio IX, São Raimundo Nonato, Simplício Mendes, Jaicós, Picos, Valença e Canto do Buriti. Nessas localidades não choveu 5% da média anual. Em todo o Piauí, já não chove há 70 dias.
Faltam água e alimentos, e, por conta disso, o rebanho também vem sendo castigado pela escassez de chuva. Para piorar ainda mais o problema, nos locais onde atuava a Operação Carros-pipa, onde o exército vinha abastecendo com água tratada, foi suspensa na última quarta-feira.
O cultivo de alguns principais produtos para a economia do Piauí, como mel, caju, milho, feijão e mandioca estão prejudicados com a estiagem. "Nada do que foi plantado é possível colher. A falta de chuva vem atormentando os agricultores e, se nada for feito, vai ficar mais difícil reverter o quadro negativo que estamos passando", disse o presidente da Fetag. "As poucas chuvas que vêm caindo não resolvem o estado de calamidade.
Os agricultores já estão pedindo cestas básicas, mas estamos aguardando o envio de relatório dos gestores para que seja feita a solicitação da ajuda a Defesa Civil", comentou Evandro Luz.
Segundo ele, é necessário visualizar a situação não apenas como emergencial, mas que ações de trabalho sejam feitas, principalmente para atender pessoas não cadastradas em programas sociais ou de auxílio agricultura. Ela ainda afirma que políticas públicas são importantes, além da capacitação de tecnologias e medidas alternativas que possam ajudar os agricultores a médio e curto prazo.
"Com a seca, existe um êxodo muito grande de pessoas e de mão de obra que vão procurar melhores condições de vida em outros Estados. Isto não é bom para o Piauí", frisou Evandro Luz.
Teresina também vem sendo castigada com a falta de chuvas. As produções de legumes e verduras na zona rural da capital estão comprometidas. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Teresina, Antônio Romão, diz que há pequenos agricultores que já pedem por cestas básicas. "Vamos aguardar para ver se nos próximos dias chove ou não. Caso ela [chuva] não venha, o jeito é pedir para o município que dê assistência a estas famílias", destacou.
A Defesa Civil do Piauí é responsável pela solicitação de ajuda junto ao governo Estadual e Federal para que seja viabilizado o repasse de recursos para os municípios castigados pela seca. A visita dos carros-pipa pelos municípios é de responsabilidade do Comando de Operações Terrestres do Exército, através de dois comandos, representados pelo 25º BC (Batalhão de Caçadores), que tem sede em Teresina e o 40 BI (Batalhão de Infantaria) localizado na cidade de Crateús, no Ceará. É por meio destes exércitos que é feita a vistoria das áreas informadas e define a contratação da frota de carros-pipa e rota que os veículos vão percorrer.
Centro e Sul do Estado devem ter pancadas de chuvas
O Instituto Nacional de Meteorologia, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou, ontem, a seguinte previsão para as próximas 72 horas no Piauí: Nublado a parcialmente nublado. Pancadas de chuvas e trovoadas isoladas no Centro e Sul. Em Teresina, o tempo está nublado a parcialmente nublado com possibilidade de pancadas de chuva isoladas.
O fenômeno El Ñino está em atividade com intensidade moderada o qual deixam ou provocam nos índices pluviométricos reduções, além do mais os sistemas locais registram movimentos verticais descendentes (descida do ar), Zona de Convergência Intertropical, formações de aglomerados convectivos e linhas de instabilidade, baixo transporte de vapor e umidade inibindo desta forma as condições de condensação e as ausências das chuvas.

A safra de produção agrícola de pelo menos 180 municípios do Piauí está perdida. Alguns prefeitos das cidades do interior mencionam que cerca de 90% do que foi produzido entre o 2009 e o início deste ano não trará nenhum rendimento para os agricultores. Segundo o presidente da Fetag-PI (Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Piauí), Evandro Luz, se não chover nos próximos 20 dias a situação vai se agravar e a solução encontrada pelo gestores municipais será a decretação do estado de calamidade. '"Em 50 anos nunca vi uma seca nestas proporções", comentou Evandro.
Dentre os municípios mais preocupantes estão Pio IX, São Raimundo Nonato, Simplício Mendes, Jaicós, Picos, Valença e Canto do Buriti. Nessas localidades não choveu 5% da média anual. Em todo o Piauí, já não chove há 70 dias.
Faltam água e alimentos, e, por conta disso, o rebanho também vem sendo castigado pela escassez de chuva. Para piorar ainda mais o problema, nos locais onde atuava a Operação Carros-pipa, onde o exército vinha abastecendo com água tratada, foi suspensa na última quarta-feira.
O cultivo de alguns principais produtos para a economia do Piauí, como mel, caju, milho, feijão e mandioca estão prejudicados com a estiagem. "Nada do que foi plantado é possível colher. A falta de chuva vem atormentando os agricultores e, se nada for feito, vai ficar mais difícil reverter o quadro negativo que estamos passando", disse o presidente da Fetag. "As poucas chuvas que vêm caindo não resolvem o estado de calamidade.
Os agricultores já estão pedindo cestas básicas, mas estamos aguardando o envio de relatório dos gestores para que seja feita a solicitação da ajuda a Defesa Civil", comentou Evandro Luz.
Segundo ele, é necessário visualizar a situação não apenas como emergencial, mas que ações de trabalho sejam feitas, principalmente para atender pessoas não cadastradas em programas sociais ou de auxílio agricultura. Ela ainda afirma que políticas públicas são importantes, além da capacitação de tecnologias e medidas alternativas que possam ajudar os agricultores a médio e curto prazo.
"Com a seca, existe um êxodo muito grande de pessoas e de mão de obra que vão procurar melhores condições de vida em outros Estados. Isto não é bom para o Piauí", frisou Evandro Luz.
Teresina também vem sendo castigada com a falta de chuvas. As produções de legumes e verduras na zona rural da capital estão comprometidas. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Teresina, Antônio Romão, diz que há pequenos agricultores que já pedem por cestas básicas. "Vamos aguardar para ver se nos próximos dias chove ou não. Caso ela [chuva] não venha, o jeito é pedir para o município que dê assistência a estas famílias", destacou.
A Defesa Civil do Piauí é responsável pela solicitação de ajuda junto ao governo Estadual e Federal para que seja viabilizado o repasse de recursos para os municípios castigados pela seca. A visita dos carros-pipa pelos municípios é de responsabilidade do Comando de Operações Terrestres do Exército, através de dois comandos, representados pelo 25º BC (Batalhão de Caçadores), que tem sede em Teresina e o 40 BI (Batalhão de Infantaria) localizado na cidade de Crateús, no Ceará. É por meio destes exércitos que é feita a vistoria das áreas informadas e define a contratação da frota de carros-pipa e rota que os veículos vão percorrer.
Centro e Sul do Estado devem ter pancadas de chuvas
O Instituto Nacional de Meteorologia, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou, ontem, a seguinte previsão para as próximas 72 horas no Piauí: Nublado a parcialmente nublado. Pancadas de chuvas e trovoadas isoladas no Centro e Sul. Em Teresina, o tempo está nublado a parcialmente nublado com possibilidade de pancadas de chuva isoladas.
O fenômeno El Ñino está em atividade com intensidade moderada o qual deixam ou provocam nos índices pluviométricos reduções, além do mais os sistemas locais registram movimentos verticais descendentes (descida do ar), Zona de Convergência Intertropical, formações de aglomerados convectivos e linhas de instabilidade, baixo transporte de vapor e umidade inibindo desta forma as condições de condensação e as ausências das chuvas.


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