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Redação do Gterra, 13/05/2011 às 16h05min

Deficientes auditivos intensificam treinos para a 1ª Paraolimpíada Estadual

Os treinos, normalmente puxados, intensificaram-se ainda mais com a proximidade da 1ª Paraolimpíada do Estado do Piauí

Foto: Francisco Leal Preparativos para paraolimpíada do Piauí
Preparativos para paraolimpíada do Piauí
Edição Gterra



A bola estoura forte contra a parede e gritos de euforia ecoam além dos muros da quadra. É assim em todos os treinos de futebol de salão dos alunos da Escola de Educação Especial Professora Consuelo Pinheiro, especializada em deficiência auditiva e membro da Associação de Pais e Amigos de Excepcionais do Piauí (APAE-PI). Os jogadores não escutam, mas sentem como poucos a vibração do momento mais especial do futebol.

Os treinos, normalmente puxados, intensificaram-se ainda mais com a proximidade da 1ª Paraolimpíada do Estado do Piauí, que acontece de 30 de maio a 9 de junho, e na qual 23 alunos da instituição participarão em várias modalidades. A turma, formada exclusivamente por deficientes auditivos com faixa etária entre 15 e 28 anos, treina duro com o olhar mais adiante, os jogos Paraolímpicos do Rio, em 2016.

“Muitos brincam que, para a Paraolimpíada estadual, eles estão em forma, mas, que para os jogos do Rio, eles já estarão de bengalas”, brinca Gualberto da Silva, treinador e professor da instituição há mais de 25 anos. Brincadeiras à parte, o treinador afirma que a realização dos Jogos Paraolímpicos de 2016 no Brasil serviu como um incentivo a mais. “Quando os jogos aconteciam fora do país, os alunos não acreditavam que podiam participar, era uma realidade muito distante. Com os jogos do Rio de Janeiro esse cenário mudou, parece menos impossível”.

Para a 1ª Paraolimpíada do Estado do Piauí, a ideia da instituição é que os alunos participem em várias modalidades para que possam descobrir em qual delas há, de fato, uma maior aptidão, servindo como uma triagem para as próximas competições. “Treinamos não somente aqui na quadra da escola, mas também em outras instituições parceiras, como Uespi, Círculo Militar e UFPI, a fim de que eles possam ter boas condições de competir e possamos identificar em qual modalidade cada um se sai melhor”, explica Gualberto.

Esporte como forma de inclusão social

Os 110 km que separam o município de Miguel Alves da capital piauiense não são um empecilho para o estudante Aderlan Soares, que toda sexta-feira sai de sua cidade natal quando o sol ainda nem raiou e chega pontualmente ao treino de futsal, que começa às 7h30. Empolgado com a paraolimpíada, o jovem não se importa com as viagens semanais. “Tenho amigos aqui no time e já estou acostumado a acordar cedo, especialmente agora que a competição está tão perto. Quero voltar com uma medalha para Miguel Alves”, revela o garoto.

Com 28 anos, Hércules do Nascimento compartilha com Aderlan a empolgação pelo esporte. O mais velho do grupo não se importa com comparações relativas à idade e demonstra em quadra que possui fôlego para deixar muito adolescente para trás. “Já fiz as contas e sei que terei 33 anos na época dos jogos do Rio, mas isso não me impedirá de treinar cada vez mais, pelo contrário, é um estímulo”, afirma o rapaz que, na competição estadual, competirá nos jogos de futebol de salão, basquetebol e vôlei de quadra e areia, nas modalidades esportivas, além de apresentar-se no judô, como modalidade de exibição.

Para a 1ª Paraolimpíada Estadual do Piauí estão sendo esperados em torno de 1.500 atletas de, pelos menos, 20 municípios do Estado e da cidade vizinha de Timon, que durante nove dias competirão para provar serem os melhores em 11 modalidades esportivas.







Fonte: Ccom

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