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Redação do Gterra, 04/03/2010 às 07h53minDejetos são lançados por 200 bocas de esgoto
No rio ParnaÃba há locais com 15 mil coliformes fecais e no rio Poti não é diferente", afirmou
Edição Gterra
Teresina é cercada por dois rios e os dois são poluídos. Juntos, eles possuem quase 200 bocas de esgoto que lançam dejetos diretamente na água todos os dias. O esgotamento sanitário só atende 15% da população, enquanto o necessário para manter a "vida" desses rios seria de pelo menos 80%.
De acordo com o ambientalista Francisco Soares, da Fundação Rio Parnaíba (Furpa), o número de coliformes fecais encontrados nos rios Poti e Parnaíba é preocupante. "A cada 100 ml de água deveria ter no máximo mil coliformes fecais. No rio Parnaíba há locais com 15 mil coliformes fecais e no rio Poti não é diferente", afirmou.
No rio Parnaíba há mais de 120 bocas de esgoto, que se estendem do distrito industrial ao encontro dos rios. "Com as obras que vem sendo executadas a cobertura do esgotamento sanitário deve aumentar para no máximo 20%, muito abaixo do ideal", completa. Próximo à ponte da amizade, que liga Teresina a Timon, a contaminação é ainda maior, de acordo com o ambientalista. "No local é possível visualizar as fezes boiando. Ali já se transformou numa fossa", diz.
No rio Poti o nível de poluição fica evidente quando todos os anos reaparecem os aguapés. No rio há quase 100 bocas de esgoto. "O problema só vai resolver com ampliação da cobertura de esgotamento. A água do rio fica poluída e é canal de transmissão de várias doenças, prejudicando quem bebe ou toma banho com a água do rio", afirma.
Além disso, os peixes são atraídos pelos esgotos, em busca de alimento, e depois são pescados e levados para a mesa do consumidor.
Francisco Soares diz ainda que a presença dos lavadores de carros nas margens do rio Parnaíba colabora para o aumento da poluição. "São mais de 400 lavadores de carros que todos os dias poluem o rio.
Só há dois ou três filtros para tratar a água usada, o que não resolve o problema", diz. O ideal, segundo ele, seria criar uma lagoa de tratamento para esta água utilizada na atividade.
O ambientalista cita ainda a presença de uma galeria que sai do bairro Promorar, na zona sul da cidade, que também lança esgoto no rio Parnaíba.
BACTÉRIAS - Uma pesquisa realizada pela pós-doutora em microbiologia da Uespi, Francisca Lúcia Lima, apontou a existência de uma grande quantidade de bactérias ao longo do rio Parnaíba. Segundo ela, essas bactérias são mais resistentes e são as principais causadoras de infecções hospitales.
A informação foi divulgada no site Cidadeverde.com. O presidente da Agespisa, Merlong Solano, afirmou que desconhece a pesquisa, mas que o órgão toma todas as medidas cabíveis para garantir a distribuição de água de qualidade à população.

Teresina é cercada por dois rios e os dois são poluídos. Juntos, eles possuem quase 200 bocas de esgoto que lançam dejetos diretamente na água todos os dias. O esgotamento sanitário só atende 15% da população, enquanto o necessário para manter a "vida" desses rios seria de pelo menos 80%.
De acordo com o ambientalista Francisco Soares, da Fundação Rio Parnaíba (Furpa), o número de coliformes fecais encontrados nos rios Poti e Parnaíba é preocupante. "A cada 100 ml de água deveria ter no máximo mil coliformes fecais. No rio Parnaíba há locais com 15 mil coliformes fecais e no rio Poti não é diferente", afirmou.
No rio Parnaíba há mais de 120 bocas de esgoto, que se estendem do distrito industrial ao encontro dos rios. "Com as obras que vem sendo executadas a cobertura do esgotamento sanitário deve aumentar para no máximo 20%, muito abaixo do ideal", completa. Próximo à ponte da amizade, que liga Teresina a Timon, a contaminação é ainda maior, de acordo com o ambientalista. "No local é possível visualizar as fezes boiando. Ali já se transformou numa fossa", diz.
No rio Poti o nível de poluição fica evidente quando todos os anos reaparecem os aguapés. No rio há quase 100 bocas de esgoto. "O problema só vai resolver com ampliação da cobertura de esgotamento. A água do rio fica poluída e é canal de transmissão de várias doenças, prejudicando quem bebe ou toma banho com a água do rio", afirma.
Além disso, os peixes são atraídos pelos esgotos, em busca de alimento, e depois são pescados e levados para a mesa do consumidor.
Francisco Soares diz ainda que a presença dos lavadores de carros nas margens do rio Parnaíba colabora para o aumento da poluição. "São mais de 400 lavadores de carros que todos os dias poluem o rio.
Só há dois ou três filtros para tratar a água usada, o que não resolve o problema", diz. O ideal, segundo ele, seria criar uma lagoa de tratamento para esta água utilizada na atividade.
O ambientalista cita ainda a presença de uma galeria que sai do bairro Promorar, na zona sul da cidade, que também lança esgoto no rio Parnaíba.
BACTÉRIAS - Uma pesquisa realizada pela pós-doutora em microbiologia da Uespi, Francisca Lúcia Lima, apontou a existência de uma grande quantidade de bactérias ao longo do rio Parnaíba. Segundo ela, essas bactérias são mais resistentes e são as principais causadoras de infecções hospitales.
A informação foi divulgada no site Cidadeverde.com. O presidente da Agespisa, Merlong Solano, afirmou que desconhece a pesquisa, mas que o órgão toma todas as medidas cabíveis para garantir a distribuição de água de qualidade à população.


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