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Redação do Gterra, 18/11/2010 às 09h25minIgreja pede a fiéis que comuniquem milagres
Relíquias do advogado fluminense candidato a santo foram depositadas ontem em sarcófago em São Paulo. Ainda será preciso comprovar uma graça até canonização
Edição Gterra
POR FRANCISCO EDSON ALVES
Rio - O bispo da Diocese de São José dos Campos (SP), Dom Moacir Silva, convocou ontem fiéis para comunicar milagres atribuídos ao advogado Franz de Castro Holzwarth, de Barra do Piraí, no Sul Fluminense. A comprovação de uma graça será necessária para a canonização no futuro. Os restos mortais do candidato a santo — seria o 2º brasileiro, depois de Frei Galvão — foram depositados ontem em sarcófago na Igreja Matriz de São José, na cidade paulista, onde Franz morreu em defesa dos presos.
A cerimônia foi conduzida por Dom Moacir e pelo italiano Paolo Lombardo — frade do Vaticano que reúne documentos e provas de candidatos a santos mundo afora. Segundo Lombardo, Franz será proclamado venerável por Roma e, para chegar a santo, ainda é preciso um milagre. “Solicitamos aos fiéis que tenham graças alcançadas por intercessão de Franz que as comuniquem na Diocese. Elas serão analisadas para sabermos se podem ser consideradas milagre”, disse Dom Moacir, que prevê seis ou sete anos para conclusão da análise pelo Vaticano.
O bispo lembrou que, em 2 anos, foi reunida farta documentação da vida religiosa e civil de Franz, já considerado servo de Deus pela Santa Sé.
Ontem, a solenidade foi acompanhada por fiéis, pela irmã de Franz, Sônia, 66, a tia Lygia de Castro Martins, 86, e pelo advogado Mário Ottoboni, um dos melhores amigos e cofundador, com Franz, da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados. “Em breve, teremos o primeiro santo mártir dos presos”, disse Ottoboni. A frequentadora da igreja Iza Alves da Silva, 62, não escondia a emoção na cerimônia. “Nem acredito que passamos a ter um santo tão perto de nós. Ele já atende nossas preces”, garantiu Iza, que fez questão de tocar o túmulo, revelando que agradece e pede graças diariamente ao advogado.
História de martírio em rebelião
Em 14 de fevereiro de 1981, aos 38 anos, Franz foi morto em rebelião na cadeia de Jacareí (SP). Ele se ofereceu para ficar como refém no lugar de um PM e, na saída do presídio, o veículo que seria usado na fuga dos presos foi metralhado e Franz foi atingido por 30 tiros.
Como O DIA noticiou sábado, antes de Franz, único candidato do estado a santo, o Brasil terá dois novos santos nos próximos dois anos. Irmã Dulce, da Bahia, será canonizada em maio de 2011, e Nhá Chica, de Minas, um ano depois.
Começam as visitações
As relíquias (ossos) de Franz foram tratadas com produtos químicos para conservação, colocadas em urna de acrílico e depositadas no sarcófago. Desde ontem, começaram a receber visita de fiéis e curiosos.
Amigo da família de Franz, o diretor da Santa Casa de Misericórdia de Barra do Piraí, Francisco Cruz de Oliveira, 74, faz questão de registrar na Diocese de São José dos Campos, o que acredita ser um milagre de Franz: a reabertura da UTI do hospital depois de seis anos. “Só pode ser milagre. Não tínhamos verba e, depois que pedi a Franz para nos ajudar, começamos a receber e voltamos a salvar vidas”, conta.

POR FRANCISCO EDSON ALVES
Rio - O bispo da Diocese de São José dos Campos (SP), Dom Moacir Silva, convocou ontem fiéis para comunicar milagres atribuídos ao advogado Franz de Castro Holzwarth, de Barra do Piraí, no Sul Fluminense. A comprovação de uma graça será necessária para a canonização no futuro. Os restos mortais do candidato a santo — seria o 2º brasileiro, depois de Frei Galvão — foram depositados ontem em sarcófago na Igreja Matriz de São José, na cidade paulista, onde Franz morreu em defesa dos presos.
A cerimônia foi conduzida por Dom Moacir e pelo italiano Paolo Lombardo — frade do Vaticano que reúne documentos e provas de candidatos a santos mundo afora. Segundo Lombardo, Franz será proclamado venerável por Roma e, para chegar a santo, ainda é preciso um milagre. “Solicitamos aos fiéis que tenham graças alcançadas por intercessão de Franz que as comuniquem na Diocese. Elas serão analisadas para sabermos se podem ser consideradas milagre”, disse Dom Moacir, que prevê seis ou sete anos para conclusão da análise pelo Vaticano.
O bispo lembrou que, em 2 anos, foi reunida farta documentação da vida religiosa e civil de Franz, já considerado servo de Deus pela Santa Sé.
Ontem, a solenidade foi acompanhada por fiéis, pela irmã de Franz, Sônia, 66, a tia Lygia de Castro Martins, 86, e pelo advogado Mário Ottoboni, um dos melhores amigos e cofundador, com Franz, da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados. “Em breve, teremos o primeiro santo mártir dos presos”, disse Ottoboni. A frequentadora da igreja Iza Alves da Silva, 62, não escondia a emoção na cerimônia. “Nem acredito que passamos a ter um santo tão perto de nós. Ele já atende nossas preces”, garantiu Iza, que fez questão de tocar o túmulo, revelando que agradece e pede graças diariamente ao advogado.
História de martírio em rebelião
Em 14 de fevereiro de 1981, aos 38 anos, Franz foi morto em rebelião na cadeia de Jacareí (SP). Ele se ofereceu para ficar como refém no lugar de um PM e, na saída do presídio, o veículo que seria usado na fuga dos presos foi metralhado e Franz foi atingido por 30 tiros.
Como O DIA noticiou sábado, antes de Franz, único candidato do estado a santo, o Brasil terá dois novos santos nos próximos dois anos. Irmã Dulce, da Bahia, será canonizada em maio de 2011, e Nhá Chica, de Minas, um ano depois.
Começam as visitações
As relíquias (ossos) de Franz foram tratadas com produtos químicos para conservação, colocadas em urna de acrílico e depositadas no sarcófago. Desde ontem, começaram a receber visita de fiéis e curiosos.
Amigo da família de Franz, o diretor da Santa Casa de Misericórdia de Barra do Piraí, Francisco Cruz de Oliveira, 74, faz questão de registrar na Diocese de São José dos Campos, o que acredita ser um milagre de Franz: a reabertura da UTI do hospital depois de seis anos. “Só pode ser milagre. Não tínhamos verba e, depois que pedi a Franz para nos ajudar, começamos a receber e voltamos a salvar vidas”, conta.

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