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Redação do Gterra, 19/12/2011 às 09h15minJuro do crédito educativo privado é 640% mais alto
Enquanto no Fies a taxa é de 3,4% ao ano, no financiamento privado do Pravaler chega a 25,19 % no mesmo perÃodo
Edição Gterra
A diferença da taxa de juros entre o financiamento estudantil privado e o público no Brasil pode chegar a 640,88%. Entretanto, o financiamento privado pode ser a única alternativa para quem precisa de recursos para financiar os estudos na universidade e não consegue acesso ao Programa de Financiamento Estudantil (Fies), o maior do país, mantido pelo Ministério da Educação (MEC). Enquanto no Fies a taxa de juros é de 3,4% ao ano, no chamado crédito estudantil privado, mais conhecido como Pravaler, gerido pela consultoria Ideal Invest, a taxa de juros média mensal é de 1,89% ao mês ou 25,19% ao ano.
De acordo com a Secretaria de Ensino Superior do MEC, cerca de 72% dos alunos matriculados no ensino superior no país, ou seja, 3,2 milhões, estudam nas instituições privadas, mas o Fies possui apenas 431 mil contratos ativos. Desse total, 171 mil correspondem a alunos matriculados em curso de graduação. Ou seja, somente 5,3% do alunato da rede privada é atendido pelo Fies.
A estudante de Fisioterapia da Faculdade da Cidade de Santa Luzia ( Facsal), Vicentina Gonçalves, de 34 anos, é uma das que hoje contam com o Fies, conseguido há um ano e meio. Ela trabalha em como atendente de telemarketing em uma loja que vende materiais de escritório para oficinas. Com uma renda média de R$ 800 mensais, não teria como pagar a mensalidade do curso que, no último semestre, ficou em R$ 545. Vicentina conseguiu, por meio do Fies, gerido pela Caixa Econômica Federal, o financiamento de 50% do valor total de seu curso. “As taxas de juros são realmente baixas e o prazo para pagar é bem grande, o problema são as exigências e a burocracia do Fies que acabam deixando muita gente de fora”, lamenta a estudante.
De acordo com Vicentina, todo semestre é preciso fazer o chamado aditamento, ou renovação do contrato, momento em que o beneficiário tem que levar todos os documentos novamente ao banco, inclusive o fiador, que precisa assinar o novo contrato na agência. “Além de toda a papelada, é muito incômodo tirar o fiador do trabalho apenas para ele assinar o documento. Seria muito mais fácil levar o contrato para o fiador assinar e devolvê-lo ao banco”, diz. Apesar da burocracia, a aluna revela que com o crédito ela pode fazer o curso tranquila e com as contas fechando no fim do mês e sem ter que cortar o orçamento.
Criado pelo Ministério da Educação (MEC) em 1999, o Fies foi reformulado em 2010. quando o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) passou a ser o Agente Operador do Programa. O Fies permite ao universitário financiar até 100% do valor da graduação, com prazo de pagamento de até três vezes o período financiado. Os juros são de 3,4% ao ano, para todos os cursos, e o pagamento começa 18 meses após a formatura. Durante o curso, o estudante paga a cada trimestre o valor máximo de R$ 50, referente a juros incidente sobre o financiamento.
Estudantes formados em cursos de licenciatura, que atuarem como professores da rede pública de educação básica, e de medicina, que atuarem como médicos do Programa Saúde da Família, podem abater 1% da dívida para cada mês trabalhado.Além da Caixa Econômica Federal, em 2010 , o banco do Brasil também passou a oferecer o Fies. Em nota , a assessoria do Banco informa que “atingiu o montante de 40 mil operações de Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) no Brasil, o que representa volume de R$ 1,5 bilhão. Metade dessas operações foi realizada nos últimos três meses. Esse incremento permitiu o acesso a aproximadamente 20 mil alunos às instituições privadas de ensino superior no período de setembro a novembro deste ano.”

A diferença da taxa de juros entre o financiamento estudantil privado e o público no Brasil pode chegar a 640,88%. Entretanto, o financiamento privado pode ser a única alternativa para quem precisa de recursos para financiar os estudos na universidade e não consegue acesso ao Programa de Financiamento Estudantil (Fies), o maior do país, mantido pelo Ministério da Educação (MEC). Enquanto no Fies a taxa de juros é de 3,4% ao ano, no chamado crédito estudantil privado, mais conhecido como Pravaler, gerido pela consultoria Ideal Invest, a taxa de juros média mensal é de 1,89% ao mês ou 25,19% ao ano.
De acordo com a Secretaria de Ensino Superior do MEC, cerca de 72% dos alunos matriculados no ensino superior no país, ou seja, 3,2 milhões, estudam nas instituições privadas, mas o Fies possui apenas 431 mil contratos ativos. Desse total, 171 mil correspondem a alunos matriculados em curso de graduação. Ou seja, somente 5,3% do alunato da rede privada é atendido pelo Fies.
A estudante de Fisioterapia da Faculdade da Cidade de Santa Luzia ( Facsal), Vicentina Gonçalves, de 34 anos, é uma das que hoje contam com o Fies, conseguido há um ano e meio. Ela trabalha em como atendente de telemarketing em uma loja que vende materiais de escritório para oficinas. Com uma renda média de R$ 800 mensais, não teria como pagar a mensalidade do curso que, no último semestre, ficou em R$ 545. Vicentina conseguiu, por meio do Fies, gerido pela Caixa Econômica Federal, o financiamento de 50% do valor total de seu curso. “As taxas de juros são realmente baixas e o prazo para pagar é bem grande, o problema são as exigências e a burocracia do Fies que acabam deixando muita gente de fora”, lamenta a estudante.
De acordo com Vicentina, todo semestre é preciso fazer o chamado aditamento, ou renovação do contrato, momento em que o beneficiário tem que levar todos os documentos novamente ao banco, inclusive o fiador, que precisa assinar o novo contrato na agência. “Além de toda a papelada, é muito incômodo tirar o fiador do trabalho apenas para ele assinar o documento. Seria muito mais fácil levar o contrato para o fiador assinar e devolvê-lo ao banco”, diz. Apesar da burocracia, a aluna revela que com o crédito ela pode fazer o curso tranquila e com as contas fechando no fim do mês e sem ter que cortar o orçamento.
Criado pelo Ministério da Educação (MEC) em 1999, o Fies foi reformulado em 2010. quando o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) passou a ser o Agente Operador do Programa. O Fies permite ao universitário financiar até 100% do valor da graduação, com prazo de pagamento de até três vezes o período financiado. Os juros são de 3,4% ao ano, para todos os cursos, e o pagamento começa 18 meses após a formatura. Durante o curso, o estudante paga a cada trimestre o valor máximo de R$ 50, referente a juros incidente sobre o financiamento.
Estudantes formados em cursos de licenciatura, que atuarem como professores da rede pública de educação básica, e de medicina, que atuarem como médicos do Programa Saúde da Família, podem abater 1% da dívida para cada mês trabalhado.Além da Caixa Econômica Federal, em 2010 , o banco do Brasil também passou a oferecer o Fies. Em nota , a assessoria do Banco informa que “atingiu o montante de 40 mil operações de Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) no Brasil, o que representa volume de R$ 1,5 bilhão. Metade dessas operações foi realizada nos últimos três meses. Esse incremento permitiu o acesso a aproximadamente 20 mil alunos às instituições privadas de ensino superior no período de setembro a novembro deste ano.”

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Comentários (1)
- Gostaria de dizer que o pravaler te me ajudado muito, por três motivos: 1 Não é nem um pouco burocrático, 2 facilita o pagamento, pois você para 50% durante o curso e 3 não irei ficar com uma divida e renda comprometida até os 40 anos de idade, quando penso em ter minha casa própria, meu carro e pagar os estudos do meu filho... Eduardo Ramos, São Paulo-SP - 21/12/2011 às 15h25min
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