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Redação do Gterra, 20/09/2009 às 10h54min

Levei um fora: o que faço agora?

Para muitas mulheres, os minutos, horas, dias pós-término carregam lembranças do que foi e lamentações do que poderia ter sido. A secretária Marcia valença viu seu namoro de quatro anos chegar ao fim por iniciativa dele. 'Ainda está doendo muito.

Foto: PORTAL ORM Levei um fora: o que faço agora?
Levei um fora: o que faço agora?
Contra a sua vontade e depois de ampla exposição dos seus argumentos e algumas lágrimas, não teve jeito: ele desmanchou o namoro. Na hora de contar para as amigas, umas falam o básico: 'Ele terminou comigo'. Há quem prefira uma brincadeira como: 'Tomei um pé na bunda'. E outras: 'Levei um fora'. Não importa o modo como se diz, os sentimentos são os mesmos: dor no peito, sensação de fracasso e medo do que vai acontecer dali por diante.

Para muitas mulheres, os minutos, horas, dias pós-término carregam lembranças do que foi e lamentações do que poderia ter sido. A secretária Marcia valença viu seu namoro de quatro anos chegar ao fim por iniciativa dele. 'Ainda está doendo muito. No fundo sei que valeu. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, já dizia o poeta', tenta se animar Dada.

Ela está certa de que, quando o ressentimento passa, a razão prevalece. 'É possível enxergar o quanto foi positivo e aprendermos tanto com o amor quanto com a dor', opina. Marcia acredita que nada acontece por acaso, que ninguém passa em nossas vidas sem deixar um pouco de si e levar um pouco de nós. 'Acabou? Que pena! Mas nada é para sempre, nem o próprio fim!', diz.

Todo mundo já levou um cartão vermelho no jogo do amor. Mas ninguém se acostuma com a dor de ser jogada para escanteio. Para a jornalista Fatima Macedo, ser dispensada não é fácil: 'Nem sempre a gente consegue reagir como um adulto e não como uma criança mimada'. Ela defende que, diante de uma ruptura, o jeito é tentar superar. 'Tem que deixar o outro ir, ele tem o direito de não querer ficar comigo e de não gostar de mim', resume Fátima, como quem dá a receita para desafazer o gosto amargo que todo mundo experimenta quando termina um namoro.

A fila anda


A estudante Mônica Alvarenga acha que é preferível que ele termine logo o relacionamento do que se envolva com outra pessoa durante o namoro. 'A partir do momento em que terminamos uma relação, estamos abertos para outra. Não existe essa de dar tempo', opina, certa de que a fila tem que andar. 'E como anda! Uma dica: não procure saber nada da vida do ex. Ex é ex, passou. Vá viver a sua vida e ser feliz', aconselha.

Para Carla Cabral o fim de um relacionamento não significa o fim do mundo. 'É o começo de uma nova vida', afirma, olhando para o futuro. 'Se ele não te quer mais, pode ter certeza que alguém vai te querer! Toda fila anda e o ex vai perceber que a sua também', diz decidida.

Os psicólogos lembram que levar e dar foras são acontecimentos comuns entre os que buscam um relacionamento. Eles afirmam que quem tem muito medo de foras corre o risco de ficar só. É explicado que a duração e a intensidade do relacionamento, a integração de vida com o parceiro e a incompreensão dos motivos do fora aumentam os problemas causados por um término contra a nossa vontade. Se quem recebe o fora está muito apaixonado, a sensação de perda é maior. A falta de reciprocidade é como estar com sede e não ter água para beber. Para os psicólogos, o apaixonado que deixa de ser correspondido apresenta reações semelhantes àquelas exibidas por um drogado que parou recentemente de usar a droga: sofrimento intenso, alterações fisiológicas e alterações de sono.








Fonte: PORTAL ORM

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