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Redação do Gterra, 12/04/2011 às 07h47minLinha da pobreza empurra paraense mais para baixo
“O meu maior sonho é ter uma casa digna, porque essa aqui não é uma casa como eu merecia”.
Edição Gterra
Apesar das tentativas da aposentada Ana Isabel Fernandes de tornar a sua casa mais confortável, sua condição financeira lhe impede de melhorar de vida. Com 67 anos e após muitos anos de trabalho, ela é obrigada a usar sua aposentaria e o salário de diarista da filha para sustentar cinco pessoas que moram com ela, incluindo quatro crianças.
Sem saneamento básico e com dificuldades de acesso à saúde, ela, que mora no bairro do Parque Verde, em Belém, destina grande parte do dinheiro à compra de comida. “Às vezes, deixo de comprar remédio para mim para comprar comida, porque temos que comer”, esclarece. “Tudo é muito difícil. O dinheiro mal dá pra sobreviver”.
Assim como Ana Isabel, o Estado do Pará abriga milhares de pessoas que vivem em condições de extrema pobreza. Segundo informe divulgado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), no ano de 2009, o Pará teve um aumento na população que vive abaixo da linha da pobreza de 10,88%. O índice aponta que no ano de 2009, o Estado teve 237 mil pobres a mais do que em 2008.
As informações fazem parte do Mapa da Exclusão Social produzido pelo Idesp e que deve ser divulgado na próxima quinta-feira (14). De acordo com a assessoria do instituto, o estudo levou em consideração estatísticas de fontes oficiais, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE; dados dos Ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego; da Polícia Civil do Pará e da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof).
No ano de 2009, de acordo com a PNAD, 4.543 pessoas não tinham rendimento mensal em toda a região Norte, o que corresponde a 36,6% da população. De acordo com o IBGE, o segundo maior índice diz respeito às 3.611 pessoas que tinham rendimento de até um salário mínimo, correspondente a 29,1%. Ainda segundo o IBGE, em 2008, 49.933 pessoas não tinham rendimento em todo o Brasil. Já em 2009, esse número aumentou para 50.62.
Saneamento básico virou apenas sonho
Dentre os indicadores apontados no estudo que interferem no planejamento de políticas públicas para o Estado – como desigualdade social, saneamento básico, saúde e segurança -, o que mais atinge a aposentada Ana Isabel é a falta de saneamento básico na rua Andorinhas, onde vive. O que deveria ser um direito básico de todo cidadão para ela é um sonho. “Não temos um banheiro decente, não temos sistema de esgoto nem saneamento”, desabafa. “Quando chove aqui na rua, vira tudo lama. A gente fica com o coração na mão com medo de que aconteça alguma coisa”.
Quem também sofre com a precariedade de um serviço básico é a vizinha de Ana, Ivanete Moraes, de 22 anos. Tendo que alimentar quatro pessoas com salário mínimo que o marido ganha, sobra pouco para atender as outras necessidades da família. “A saúde aqui é muito precária. A gente tem que madrugar na fila pra pegar uma ficha, é difícil”.
Com um filho de apenas três meses, Paulo Rafael Soares, a situação fica ainda mais complicada. “O preço da alimentação tá muito alto. Vai tudo embora em comida”.

Apesar das tentativas da aposentada Ana Isabel Fernandes de tornar a sua casa mais confortável, sua condição financeira lhe impede de melhorar de vida. Com 67 anos e após muitos anos de trabalho, ela é obrigada a usar sua aposentaria e o salário de diarista da filha para sustentar cinco pessoas que moram com ela, incluindo quatro crianças.
Sem saneamento básico e com dificuldades de acesso à saúde, ela, que mora no bairro do Parque Verde, em Belém, destina grande parte do dinheiro à compra de comida. “Às vezes, deixo de comprar remédio para mim para comprar comida, porque temos que comer”, esclarece. “Tudo é muito difícil. O dinheiro mal dá pra sobreviver”.
Assim como Ana Isabel, o Estado do Pará abriga milhares de pessoas que vivem em condições de extrema pobreza. Segundo informe divulgado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), no ano de 2009, o Pará teve um aumento na população que vive abaixo da linha da pobreza de 10,88%. O índice aponta que no ano de 2009, o Estado teve 237 mil pobres a mais do que em 2008.
As informações fazem parte do Mapa da Exclusão Social produzido pelo Idesp e que deve ser divulgado na próxima quinta-feira (14). De acordo com a assessoria do instituto, o estudo levou em consideração estatísticas de fontes oficiais, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE; dados dos Ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego; da Polícia Civil do Pará e da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof).
No ano de 2009, de acordo com a PNAD, 4.543 pessoas não tinham rendimento mensal em toda a região Norte, o que corresponde a 36,6% da população. De acordo com o IBGE, o segundo maior índice diz respeito às 3.611 pessoas que tinham rendimento de até um salário mínimo, correspondente a 29,1%. Ainda segundo o IBGE, em 2008, 49.933 pessoas não tinham rendimento em todo o Brasil. Já em 2009, esse número aumentou para 50.62.
Saneamento básico virou apenas sonho
Dentre os indicadores apontados no estudo que interferem no planejamento de políticas públicas para o Estado – como desigualdade social, saneamento básico, saúde e segurança -, o que mais atinge a aposentada Ana Isabel é a falta de saneamento básico na rua Andorinhas, onde vive. O que deveria ser um direito básico de todo cidadão para ela é um sonho. “Não temos um banheiro decente, não temos sistema de esgoto nem saneamento”, desabafa. “Quando chove aqui na rua, vira tudo lama. A gente fica com o coração na mão com medo de que aconteça alguma coisa”.
Quem também sofre com a precariedade de um serviço básico é a vizinha de Ana, Ivanete Moraes, de 22 anos. Tendo que alimentar quatro pessoas com salário mínimo que o marido ganha, sobra pouco para atender as outras necessidades da família. “A saúde aqui é muito precária. A gente tem que madrugar na fila pra pegar uma ficha, é difícil”.
Com um filho de apenas três meses, Paulo Rafael Soares, a situação fica ainda mais complicada. “O preço da alimentação tá muito alto. Vai tudo embora em comida”.

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