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Redação do Gterra, 10/07/2009 às 08h20minMotoboy e mototáxi: Profissão dentro das regras
lei aprovada no Senado exige idade mÃnima de 21 anos, curso de especialização e colete refletor
Edição Gterra
POR DANIELA DARIANO, RIO DE JANEIRO
Rio - Ter pelo menos 21 anos, dois como condutor de motocicleta, habilitação em curso especializado a ser criado pelo Conselho Nacional de Trânsito, usar colete com refletores e dirigir veículo com equipamentos de segurança, como protetor de motor mata-cachorro e antenas corta-pipas. Essas são algumas das regras mínimas que mototaxistas, motoboys e motovigias deverão seguir se não quiserem sentir o peso de cinco pontos na carteira e R$ 127,69 a menos no bolso a cada infração, considerada grave.
O mototaxista Wayne crê que as regras vão ajudar também a diminuir o preconceito contra a categoriaAs normas estão em projeto de lei aprovado no Senado quarta-feira à noite. O texto foi apresentado há oito anos pelo então senador Mauro Miranda (PMDB-GO). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 15 dias para sancioná-las. Nesse caso, as Câmaras de Vereadores terão que aprovar lei formalizando a regulação dos serviços em cada município, no que se refere à segurança de condutores e passageiros.
Mototaxistas comemoraram a medida, que promete livrá-los do preconceito do qual muitos se consideram vítimas. “Vai ser muito bom, porque fará com que só pessoas íntegras transportem passageiros”, disse Wayne José Alves de Oliveira, 38 anos, no ramo há 9. “A regulamentação é muito importante, pois somos discriminados. As pessoas acham que todo mototaxista é criminoso”, concordou o colega Antonio Carlos de Almeida, 38.
No País, estima-se que haja 2,8 milhões profissionais da moto. Só de motoboys, seriam 40 mil no estado do Rio, o que representa aumento de 40% em dois anos, segundo o Sindicato dos Empregados Motociclistas do Estado.
Já existem, na Câmara Municipal do Rio, pelo menos quatro projetos de lei que tratam da regulamentação do transporte em motos. Até ano passado, os textos vinham sendo vetados pelo Executivo por tratarem de assunto de competência federal. A Secretaria Municipal de Transportes não quis comentar a nova lei.
Mata-cachorro polêmico
Na contramão dos benefícios da lei 203/2001, motoboys têm opiniões diferentes quando o assunto é o protetor mata-cachorro.
“Há 12 anos, sofri um acidente e, se não fosse o mata-cachorro, teria quebrado a perna”, conta Antônio de Souza Alves, 33 anos, entregador há 11.
“Ele só evita ralar o tanque, mas se a gente cai com a perna embaixo é mais perigoso”, explica Francisco Carlos, 31, motoboy há dois.

POR DANIELA DARIANO, RIO DE JANEIRO
Rio - Ter pelo menos 21 anos, dois como condutor de motocicleta, habilitação em curso especializado a ser criado pelo Conselho Nacional de Trânsito, usar colete com refletores e dirigir veículo com equipamentos de segurança, como protetor de motor mata-cachorro e antenas corta-pipas. Essas são algumas das regras mínimas que mototaxistas, motoboys e motovigias deverão seguir se não quiserem sentir o peso de cinco pontos na carteira e R$ 127,69 a menos no bolso a cada infração, considerada grave.
O mototaxista Wayne crê que as regras vão ajudar também a diminuir o preconceito contra a categoriaAs normas estão em projeto de lei aprovado no Senado quarta-feira à noite. O texto foi apresentado há oito anos pelo então senador Mauro Miranda (PMDB-GO). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 15 dias para sancioná-las. Nesse caso, as Câmaras de Vereadores terão que aprovar lei formalizando a regulação dos serviços em cada município, no que se refere à segurança de condutores e passageiros.
Mototaxistas comemoraram a medida, que promete livrá-los do preconceito do qual muitos se consideram vítimas. “Vai ser muito bom, porque fará com que só pessoas íntegras transportem passageiros”, disse Wayne José Alves de Oliveira, 38 anos, no ramo há 9. “A regulamentação é muito importante, pois somos discriminados. As pessoas acham que todo mototaxista é criminoso”, concordou o colega Antonio Carlos de Almeida, 38.
No País, estima-se que haja 2,8 milhões profissionais da moto. Só de motoboys, seriam 40 mil no estado do Rio, o que representa aumento de 40% em dois anos, segundo o Sindicato dos Empregados Motociclistas do Estado.
Já existem, na Câmara Municipal do Rio, pelo menos quatro projetos de lei que tratam da regulamentação do transporte em motos. Até ano passado, os textos vinham sendo vetados pelo Executivo por tratarem de assunto de competência federal. A Secretaria Municipal de Transportes não quis comentar a nova lei.
Mata-cachorro polêmico
Na contramão dos benefícios da lei 203/2001, motoboys têm opiniões diferentes quando o assunto é o protetor mata-cachorro.
“Há 12 anos, sofri um acidente e, se não fosse o mata-cachorro, teria quebrado a perna”, conta Antônio de Souza Alves, 33 anos, entregador há 11.
“Ele só evita ralar o tanque, mas se a gente cai com a perna embaixo é mais perigoso”, explica Francisco Carlos, 31, motoboy há dois.

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Comentários (2)
- a lei foi aprovada ou nao carlos roberto ferreira, Rio de Janeiro-RJ - 08/10/2009 às 19h53min
- sou moto taxista ha 05 anos ja indo para 06 nao podia ter aconteçido coisa melhor pois enfrentei todos os preconçeitos sozinho arumei 1 equipe de pesoas abilitadas tem muitas concorrençia fazendo bandalha e de forma irresponsavel denigrindo ainda nosa profiçao agora ja poso falar assim abrasos do padroeiro dos mototaxista de sao gonçalo alexandre martins, São Gonçalo-RJ - 13/09/2009 às 20h47min
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