Geral
Redação do Gterra, 06/10/2009 às 11h53minProvas do Enem foram roubadas em agosto
Cadernos foram retirados da esteira de impressão, na gráfica paulista. PolÃcia Federal indicia cinco pessoas, entre elas um segurança. Estudantes fazem novo protesto no Centro do Rio
Rio - O capoeirista Felipe Pradella admitiu ontem em depoimento à Polícia Federal ter levado, em agosto, uma cópia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) da gráfica Plural, em São Paulo, onde trabalhou como segurança. Ele revelou que outras duas pessoas, entre elas um conferente, o teriam ajudado a furtar os cadernos de testes da esteira de impressão. Os nomes, porém, não foram divulgados. Pradella e mais quatro pessoas foram indiciadas por violação de sigilo funcional e crime de peculato, quando a pessoa se beneficia do cargo para obter vantagem.
Felipe Pradella também confessou que teria tentado vender a cópia da prova para pelo menos três estudantes que fariam o exame. De cada um teria cobrado R$ 10 mil, mas ao perceber que o lucro seria baixo, resolveu oferecer os cadernos para veículos de comunicação por R$ 500 mil. Pradella disse que, além de procurar ‘O Estado de S. Paulo’, também teria tentado vender a prova para um site de notícias e outro jornal paulista.
No sábado, duas pessoas já haviam sido indiciadas: o publicitário e dono de pizzaria Luciano Rodrigues, 39 anos, que intermediou o contato com a imprensa, e o DJ Gregory Craid. O advogado de Rodrigues, Luiz Vicente Bezinelli, afirmou que o seu cliente foi procurado pelo DJ para ajudar a “denunciar” o vazamento da prova. O advogado afirma que o erro de Rodrigues foi pensar no furo de reportagem e não repassar o caso à polícia. O DJ também prestou depoimento ontem na PF.
De acordo com o advogado, quando procurou Rodrigues, o DJ disse que a prova do Enem tinha vazado de dentro da gráfica e mostrou o exame, que estava guardado em envelope. Rodrigues, entretanto, não teria visto a prova com atenção, apenas um pedaço de papel azul com o símbolo governo federal. O inquérito da PF deverá estar concluído até amanhã. Todos os indiciados vão responder pelos crimes em liberdade.
MINISTÉRIO ESTÁ ENTRE DUAS DATAS DE PROVAS
Força Nacional e Correios vão distribuir os exames
Com a quebra de sigilo e o cancelamento do Enem, o Ministério da Educação (MEC) estuda duas novas datas para realizar o exame nacional para 4,1 milhão de estudantes. A primeira opção é o último fim de semana de novembro, mesmo dia do vestibular da Universidade do Paraná. A segunda hipótese, no primeiro fim de semana de dezembro. Esta última data coincide com a aplicação das provas do Programa de Avaliação Seriada da Universidade de Brasília. O ministro Fernando Haddad vai propor o adiamento do vestibular dessas universidades.
A Associação dos Reitores disse que, se preciso for, o início das aulas poderá ser adiado em até 15 dias. A escolha do melhor dia para o Enem será divulgado amanhã. Correios e a Força Nacional de Segurança devem auxiliar na distribuição e aplicação da prova.
Ontem, o MEC anunciou as duas instituições que vão substituir o consórcio Connasel na impressão e aplicação das provas. O trabalho será feito pela Cespe, da Universidade de Brasília, e a Fundação Cesgranrio, do Rio.
Com nariz de palhaço, centenas de estudantes, de instituições públicas e particulares, promoveram novo apitaço no Centro do Rio, para criticar o governo federal pelo adiamento do Enem. Os jovens se concentraram em frente à Câmara dos Vereadores, na Cinelândia, e de lá seguiram em passeata pela Av. Rio Branco, até o MEC.
Estudantes ligados ao movimento Nova Organização Voluntária Estudantil entregaram manifesto cobrando organização.

Felipe Pradella também confessou que teria tentado vender a cópia da prova para pelo menos três estudantes que fariam o exame. De cada um teria cobrado R$ 10 mil, mas ao perceber que o lucro seria baixo, resolveu oferecer os cadernos para veículos de comunicação por R$ 500 mil. Pradella disse que, além de procurar ‘O Estado de S. Paulo’, também teria tentado vender a prova para um site de notícias e outro jornal paulista.
No sábado, duas pessoas já haviam sido indiciadas: o publicitário e dono de pizzaria Luciano Rodrigues, 39 anos, que intermediou o contato com a imprensa, e o DJ Gregory Craid. O advogado de Rodrigues, Luiz Vicente Bezinelli, afirmou que o seu cliente foi procurado pelo DJ para ajudar a “denunciar” o vazamento da prova. O advogado afirma que o erro de Rodrigues foi pensar no furo de reportagem e não repassar o caso à polícia. O DJ também prestou depoimento ontem na PF.
De acordo com o advogado, quando procurou Rodrigues, o DJ disse que a prova do Enem tinha vazado de dentro da gráfica e mostrou o exame, que estava guardado em envelope. Rodrigues, entretanto, não teria visto a prova com atenção, apenas um pedaço de papel azul com o símbolo governo federal. O inquérito da PF deverá estar concluído até amanhã. Todos os indiciados vão responder pelos crimes em liberdade.
MINISTÉRIO ESTÁ ENTRE DUAS DATAS DE PROVAS
Força Nacional e Correios vão distribuir os exames
Com a quebra de sigilo e o cancelamento do Enem, o Ministério da Educação (MEC) estuda duas novas datas para realizar o exame nacional para 4,1 milhão de estudantes. A primeira opção é o último fim de semana de novembro, mesmo dia do vestibular da Universidade do Paraná. A segunda hipótese, no primeiro fim de semana de dezembro. Esta última data coincide com a aplicação das provas do Programa de Avaliação Seriada da Universidade de Brasília. O ministro Fernando Haddad vai propor o adiamento do vestibular dessas universidades.
A Associação dos Reitores disse que, se preciso for, o início das aulas poderá ser adiado em até 15 dias. A escolha do melhor dia para o Enem será divulgado amanhã. Correios e a Força Nacional de Segurança devem auxiliar na distribuição e aplicação da prova.
Ontem, o MEC anunciou as duas instituições que vão substituir o consórcio Connasel na impressão e aplicação das provas. O trabalho será feito pela Cespe, da Universidade de Brasília, e a Fundação Cesgranrio, do Rio.
Com nariz de palhaço, centenas de estudantes, de instituições públicas e particulares, promoveram novo apitaço no Centro do Rio, para criticar o governo federal pelo adiamento do Enem. Os jovens se concentraram em frente à Câmara dos Vereadores, na Cinelândia, e de lá seguiram em passeata pela Av. Rio Branco, até o MEC.
Estudantes ligados ao movimento Nova Organização Voluntária Estudantil entregaram manifesto cobrando organização.


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