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Redação do Gterra, 02/07/2010 às 08h23min

Uso de plantas e raízes precisa de cautela

Teresina tem uma forte tradição de comércio de plantas e ervas medicinais. Porém, é preciso que elas estejam bem acondicionadas e que sejam ingeridas em uma dose correta.

Foto: Divulgação O comércio de plantas e ervas medicinais em Teresina é muito tradicional, mas o uso deve ser orientado
O comércio de plantas e ervas medicinais em Teresina é muito tradicional, mas o uso deve ser orientado
Edição Gterra



A Vigilância Sanitária faz um alerta de que os produtos mal conservados podem trazer malefícios à saúde, por isso é importante saber de onde vêm e como são guardados.
Seja qual for o problema de saúde, quem vende plantas medicinais sempre tem uma boa indicação. No Mercado Central de Teresina a tradição se mantém e a procura por esses remédios naturais resiste ao passar dos anos. O comerciante Aderbal da Silva, de 67 anos, está no ramo há somente cinco anos, mas conta que já deu para aprender muita coisa e já sabe explicar para que serve cada raiz, semente ou óleo extraído de alguma planta local. "Para a gripe, temos o lambedor. A casca da imburana é indicada para banho e ajuda a curar uma série de doenças. A farinha de batata de purga é indicada para limpar o intestino", disse.
A infinidade de produtos não para por aí. Aderbal diz que na maioria das vezes o cliente já sabe o que quer. Entre os itens mais procurados está o óleo da copaíba, vendido a R$ 10, a garrafa maior. O comerciante diz que compra um litro do óleo por R$ 70 e ainda tem uma história de sucesso para contar sobre o produto. "Fiz uma operação de úlcera e depois tive uma gastrite. Comecei a tomar o óleo todos os dias, no café da manhã, e não sinto mais nada", completa.
No caso de Aderbal, a venda das plantas medicinais foi um acaso. "Sempre vendi doces aqui e um vizinho da minha banca faleceu e eu resolvi comprar a banca dele. Ele já trabalhava com raízes há mais de 20 anos", relata. O mesmo não pode ser dito da dona Josefa Maria da Silva, de 59 anos, que trabalha há mais de 35 anos no ramo. A experiência fez com que Josefa entendesse como ninguém de todos os produtos comercializados e a indicação de cada um deles.
Entre os itens da banca, ela aponta a casca da ameixa, da aroeira, a unha de gato (para gastrite e inflamação do ovário), leite de janatuba (indicado até para câncer), açoita cavalo (para problemas de intestino e anemia), caroba e alecrim. A comerciante diz que todos os produtos vêm de fora e que o fornecedor vai direto à banca. A venda dos medicamentos naturais também é uma herança passada de pais para filhos.
No caso de Maria do Socorro Rodrigues, de 26 anos, a avó foi a grande influência. Ela compra os produtos na banca da dona Josefa para revendê-los no mercado do São Joaquim, na zona Norte. "Trabalho há cinco anos com isso, minha avó já vende há mais de 20 anos. Em casa também consumo alguns dos produtos que vendo, como a casca da aroeira e a ameixa", disse.
O uso de planta medicinal é uma alternativa barata e de fácil obtenção, porque as plantas podem ser encontradas até mesmo nas vizinhanças de casas. Além disso, muitas plantas já tiveram sua eficácia comprovada pelos cientistas.
Dependendo da doença é necessário acompanhamento médico, pois a doença pode ser mais grave do que se pensa e o estado do doente pode se agravar. É preciso evitar usar plantas medicinais no tratamento de doenças graves. Ele só é indicado se o médico ou terapêuta tiver conhecimento. A orientação de profissionais é essencial.




Fonte: Juliana Nogueira/DP

Comentários (1)

  • gostei muito de saber sobre esse comentarios, fiquei bem informada,gostaria de lhe pedir uma diga pro meu caso fiz um exame de prevenção deu que eu tava com uma macha no meu utero ,quero uma receita cseira Francisca Telma Freitas Pereir telma, Cascavel-CE - 16/10/2010 às 22h36min

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