Geral
Redação do Gterra, 18/03/2010 às 07h43minVenderam os clubes e não pagaram os sócios
O mais recente é o caso das Classes Produtoras, Piauà Esporte Clube e do River Atlético Clube.
Edição Gterra
CÍNTIA LUCAS
A questão da venda dos patrimônios dos clubes de Teresina vai bater às portas do Judiciário. Após enfrentar anos de problemas financeiros, a maioria dos clubes da capital está fechada ou funciona de forma precária, dividindo espaço até mesmo com oficinas mecânicas.
Diversas ações judiciais estão sendo movidas por sócios proprietários do Piauí Esporte Clube, Classes Produtoras, Ríver Atlético Clube, Flamengo e até mesmo do Clube dos Diários.
O advogado Macário Oliveira explica que com relação ao Clube dos Diários, sua sede não foi vendida, mas sim, declarada Patrimônio Histórico do Estado do Piauí e os sócios ainda hoje estão no prejuízo.
A Sede Campestre começou a ser construída na zona Leste e, posteriormente, foi vendida, hoje em dia existem apenas alguns casarões no local.
O mais recente é o caso das Classes Produtoras, Piauí Esporte Clube e do River Atlético Clube. Nenhum sócio proprietário recebeu qualquer explicação acerca do destino dado ao dinheiro recebido pelas atuais diretorias. E mais do que isso, os títulos de proprietários que os cidadãos têm, não foram levados em consideração.
Nestas circunstâncias, os que se sentirem prejudicados devem procurar no Poder Judiciário uma solução para os calotes.
As atuais diretorias deverão ser obrigadas pela Justiça a convocar os sócios proprietários para uma assembléia geral, visando uma prestação de contas, e se for o caso, pagamento imediato dos direitos de todos.
FALÊNCIAS - A quebradeira dos clubes sociais pode ser explicada pela existência de outras opções de lazer e também porque eles não conseguiram agregar outros serviços como academias de ginástica, por exemplo.
Com a abertura de dois Shop-pings Centers, que atendem as expectativas de um público ávido por consumir, os frequentadores dos clubes reduziram ainda mais.
Um exemplo é o Clube Tabajara, que ficava localizado na saída de Teresina para o município de União, e que hoje só existe na lembrança de seus assíduos freqüentadores.
Há apenas duas semana, a área que abrigava o Clube das Classes Produtoras do Piauí, localizada na avenida Jockey Clube, zona Leste de Teresina, hoje não possui mis nenhum resquício de um clube social. Tudo foi demolido após a venda para a rede de supermercados do Grupo Pão de Açúcar.
O Piauí Esporte Clube, também localizado na zona Leste, está em completo abandono. Não há fachada de identificação e as gerações que não puderam usufruir deste espaço de lazer passam pelo local sem saber que ali funcionou um dos clubes mais tradicionais do Piauí, fundado em 1948.
Os associados do Camping Clube do Piauí, localizado nas proximidades do Parque Zoo-botânico, encontraram, logo na entrada, o funcionamento de uma oficina de carros, que, segundo a secretária Socorro, não impede que os sócios utilizem a área nos finais de semana. "Já tivemos em nosso quadro mais de mil associados.
Tivemos muitos problemas com inadim-plência. Atualmente, se tivermos 170 sócios é muito", afirmou a secretária do Campi Clube, fundado a 15 anos.
Mas alguns clubes ainda resistem como é o caso do Iate Clube, a Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcef) e a Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), estes últimos vinculados a rede bancária privada e o Jockey Club de Teresina.

CÍNTIA LUCAS
A questão da venda dos patrimônios dos clubes de Teresina vai bater às portas do Judiciário. Após enfrentar anos de problemas financeiros, a maioria dos clubes da capital está fechada ou funciona de forma precária, dividindo espaço até mesmo com oficinas mecânicas.
Diversas ações judiciais estão sendo movidas por sócios proprietários do Piauí Esporte Clube, Classes Produtoras, Ríver Atlético Clube, Flamengo e até mesmo do Clube dos Diários.
O advogado Macário Oliveira explica que com relação ao Clube dos Diários, sua sede não foi vendida, mas sim, declarada Patrimônio Histórico do Estado do Piauí e os sócios ainda hoje estão no prejuízo.
A Sede Campestre começou a ser construída na zona Leste e, posteriormente, foi vendida, hoje em dia existem apenas alguns casarões no local.
O mais recente é o caso das Classes Produtoras, Piauí Esporte Clube e do River Atlético Clube. Nenhum sócio proprietário recebeu qualquer explicação acerca do destino dado ao dinheiro recebido pelas atuais diretorias. E mais do que isso, os títulos de proprietários que os cidadãos têm, não foram levados em consideração.
Nestas circunstâncias, os que se sentirem prejudicados devem procurar no Poder Judiciário uma solução para os calotes.
As atuais diretorias deverão ser obrigadas pela Justiça a convocar os sócios proprietários para uma assembléia geral, visando uma prestação de contas, e se for o caso, pagamento imediato dos direitos de todos.
FALÊNCIAS - A quebradeira dos clubes sociais pode ser explicada pela existência de outras opções de lazer e também porque eles não conseguiram agregar outros serviços como academias de ginástica, por exemplo.
Com a abertura de dois Shop-pings Centers, que atendem as expectativas de um público ávido por consumir, os frequentadores dos clubes reduziram ainda mais.
Um exemplo é o Clube Tabajara, que ficava localizado na saída de Teresina para o município de União, e que hoje só existe na lembrança de seus assíduos freqüentadores.
Há apenas duas semana, a área que abrigava o Clube das Classes Produtoras do Piauí, localizada na avenida Jockey Clube, zona Leste de Teresina, hoje não possui mis nenhum resquício de um clube social. Tudo foi demolido após a venda para a rede de supermercados do Grupo Pão de Açúcar.
O Piauí Esporte Clube, também localizado na zona Leste, está em completo abandono. Não há fachada de identificação e as gerações que não puderam usufruir deste espaço de lazer passam pelo local sem saber que ali funcionou um dos clubes mais tradicionais do Piauí, fundado em 1948.
Os associados do Camping Clube do Piauí, localizado nas proximidades do Parque Zoo-botânico, encontraram, logo na entrada, o funcionamento de uma oficina de carros, que, segundo a secretária Socorro, não impede que os sócios utilizem a área nos finais de semana. "Já tivemos em nosso quadro mais de mil associados.
Tivemos muitos problemas com inadim-plência. Atualmente, se tivermos 170 sócios é muito", afirmou a secretária do Campi Clube, fundado a 15 anos.
Mas alguns clubes ainda resistem como é o caso do Iate Clube, a Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcef) e a Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), estes últimos vinculados a rede bancária privada e o Jockey Club de Teresina.


Comentar
Imprimir
RSS




