Janio Holanda

Janio Holanda Janio Holanda
Janio Holanda é jornalista profissional, assessor de imprensa do SESI,colaborador de vário meios de comunicãção do Piaui

08/04/2012 às 21h03min

Eleições 2012: Pesquisa será a mercadoria do momento

O Ministério Público deve ficar de olho no descompasso das pesquisas no Piauí que certamente irão acontecer no período da campanhha eleitoral para as eleições municipais, principalmente em Teresina. Ao que parece-me os ímpetos dos candidatos contratantes, bem como dos proprietários desses “prestadores de serviços” e até de alguns meios de comunicação devem ser contidos e fiscalizados.

Todos sabem que com a proximidade do pleito vale tudo, com isso, o festival de pesquisas deverá novamente confundir a cabeça do eleitorado, principalmente dos mais incautos. A sede pelo poder faz os candidatos subverter as leis e as normas básicas do jogo democrático. Para eles o importante é chegar lá.

Hoje, no Piauí as pesquisas eleitorais fazem parte de uma vantajosa atividade lucrativa. Soube que uma pesquisa para as futuras eleições deverá valer no mínimo R$ 40 mil reais. Ora, não é à toa que a proliferação de institutos no Estado durante as campanhas anteriores de dois pularam para seis. E tem mais: dizem as más línguas, que para a alteração dos números alguns cobram até R$ 500 mil.

As pesquisas hoje estão mais para samba de crioulo doido do que para orientação e norteamento das campanhas dos candidatos. Para a socióloga Célia Retz, os resultados de intenção de votos divulgados por institutos de pesquisa sugerem viés ideológico. Ela compara a percepção dessa tendência de favorecer um ou outro candidato ao que acontece em jornais e veículos de imprensa que se dizem isentos, mas têm posição.

Diferenças na seleção de amostras e na confecção do questionário podem favorecer um ou outro candidato. As diferenças levam o debate para a imprensa. Assim, pessoas que entendem de amostragem e metodologia podem, então, esclarecer o eleitor. Porém, e muito estranho é saber que ninguém ver uma empresa brigando com a outra. Parece que existe até uma combinação. Isto, pois, se isso acontecesse, criaria um corpo teórico na mídia que dá um entendimento melhor também para o eleitor.

Cabe a quem acompanha avaliar se acredita ou não nos dados. É simples perceber a tendência do instituto, como se percebe no caso de um jornal ou TV. Nem sempre. É comum divulgar a confiabilidade e os erros estimados, que pouca gente sabe o que significam. Mas na hora de montar um gráfico, alguns jornais retiram os indecisos e recalculam os percentuais. Isso muda completamente a margem de erro. Com isso, reduz-se a base da amostra, é cálculo de porcentagem sobre porcentagem, o que aumentaria a margem de erro. Nas divisões por regiões, ocorre o mesmo, mas a margem de erro maior não é informada.

Portanto, comentam por aí, que as pesquisas neste imenso país contam para a armação. E é por isto que não é exagero exigir lisura neste momento. Porque enquadram um cenário e é efetivamente elemento político-comercial. Talvez a mercadoria mais cobiçada e cara deste momento da campanha

01/04/2012 às 09h05min

Os pobres têm direito à educação

Até quando vai persistir o caos na educação estadual piauiense? Entra ano, sai ano, entra governo, sai governo, e as greves se sucedem com frequência nessa área, que é de suma importância para o desenvolvimento do estado e de seu povo. A categoria, liderada pelo Sindicato, alega constantemente que durante as negociações o governador do momento não cumpre nada daquilo que havia prometido, tentando apenas empurrar a situação com a barriga, prorrogando prazos.

O problema inicia logo na abertura do período letivo e se estende até ao final do ano, repetindo-se pelo menos por três ou quatro vezes no período. Esta causa já parece que faz parte do calendário de eventos do Piauí. E o pior: ninguém está preocupado com os números negativos e vergonhosos divulgados sobre a educação brasileira.

Na primeira greve deste ano o impasse continua e sem perspectivas de resolução. Por um lado, o governo prega a falta de recursos para pagar o piso nacional; por outro, o comando do movimento paredista diz que o governo não paga porque está utilizando os recursos do Fundeb para outras finalidades. De certo é que, sem entrar no mérito das questão, o problema vem prejudicando os filhos das famílias de baixa renda, que não têm a quem recorrer para ter acesso ao conhecimento.

Afinal, os professores da rede pública estadual mantém a greve que já dura mais de 30 dias e nenhuma perspectiva de sinal verde para retornarem as atividades. Na última assembleia geral realizada, eles decidiram por unanimidade continuar a paralisação. Em protesto contra a proposta do governador Wilson Martins os professores estão fazendo manifestação quase diárias em frente ao Palácio de Karnak para ver se o comandante atende suas reinvidicações.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Piauí (Sinte-pi), o governador propôs na última terça-feira aumento de 22% somente para professores de "Classe A e B". Para os outros, o acréscimo será apenas relativo à inflação, ou seja, 6%, e deverá ocorrer a partir de maio. Perguntamos: para que somente alguns devem ser contemplados? E mais: o mês de maio está muito próximo, será se até lá o governo tem provimento para cumprir o acordo?

Pelo andar da carruagem, essa querela ainda vai render muito, afinal existe até projeto de lei que propõe retirar direitos dos educadores como a regência (pó de giz) – o governador pretende incorporar a regência de classe no vencimento. Porém, a categoria não aceita, e está dialogando com os parlamentares no sentido de evitar a aprovação do projeto.

25/03/2012 às 10h04min

Alunos prejudicados com a greve na educação

Milhares de alunos da rede pública de educação piauiense que necessitam do ensino público estão sendo prejudicados por uma greve de professores, que se estende o mês de desde fevereiro. A paralisação que está ocorrendo em quase todas as escolas estaduais demonstrou fragilidade de reação do próprio governo, refém da situação. A verdade é que o caos está instalado e ano letivo comprometido.

Sem questionar ou entrar no mérito da questão, a greve, que é um direito constitucional do trabalhador, gera prejuízos para todas as partes, pois as famílias carentes ficam impossibilitadas de matricular seus filhos em escolas particulares devido ao custo muito alto.. Com a ausência de professores nas salas de aula as escolas deixam de exercerem suas atividades regulares sobrando às consequências para os alunos.

Pelo visto os responsáveis pelo atendimento do pleito da categoria parecem passivos a problemática. Para eles, em sendo mantida a tática de não negociarem com os grevistas enquanto estiverem parados vai resolver a situação. No entanto, os dias vãos se passando e o calendário ficando cada vez mais comprometido.

Diante desse quadro demonstrativo, só quem perde são os pais dos alunos que veem seus filhos sendo prejudicados e nada podem fazer. Num momento em que as partes envolvidas deveriam refletir para avaliarem os transtornos da situação, percebemos que nenhuma delas tem procurado uma saída plausível para resolução do problema.

Enquanto o governo, através do secretário de educação vai aos meios de comunicação dizer que o estado não tem condições de arcar com o valor do piso reivindicado pela categoria, os professores reúnem-se em assembleias para decidir estratégias para fortalecer o movimento e levar para as manifestações visando convencer os demais professores que ainda não aderiram ao movimento, mas que estão em casa, além de mostrar para os pais dos alunos quem é o verdadeiro culpado pela paralisação das aulas.

De certo é que o impasse está deixando cerca de 2 mil alunos fora das salas de aula a e agreve talvez não acabe tão cedo, pois s professores não abrem mão do piso salarial de R$ 1.451,00, estabelecido por Lei Federal. Para a presidente do Sindicato dos Servidores da Educação (Sinte), a proposta apresentada pelo Governo e encaminhada para a Assembleia, não atende as reivindicações da categoria.

Portanto, do jeito que está à questão deve mesma ser resolvida na justiça do trabalho. Os trabalhadores têm direito à greve, mas não justifica milhares de alunos serem prejudicadas por causa de um impasse que o governo federal gerou ao criar um piso salarial, que apesar de pequeno, diante da importância da educação para o desenvolvimento de uma nação, não corresponde a realidade financeira de alguns estados e municípios como vem alegando os gestores.

10/03/2012 às 19h26min

Elmano versus Firmino

O povo de Teresina vai merecer o prefeito que escolher nas eleições que se avizinham. Por isso, o eleitor deve analisar com cuidado as propostas e pretensões dos principais candidatos. Se bem que este conselho é dado pelas instituições responsáveis pelo pleito diariamente nos meios de comunicação. Mesmo assim, se mensurado os números sobre quem segue essa “receita”, os indicadores dariam resultados decepcionantes.

Ainda permanece vivo o Leão que engole e atormenta os candidatos menos aquinhoados. Os poderosos, abalizados pelo capital financeiro ou por influência outras, advindas sob conquistas do poder público permanecem a comandar o destino do povo através destes componentes. Ilícitos, sim. Mas, nas sucessivas eleições que acontecem a cada dois anos neste país, a junção de fatores como estes direcionam o voto popular.

Para a sucessão municipal deste ano para o Palácio da Cidade nunca deverá acontecer mais um derrame de dinheiro se comparada a campanhas anteriores. Na luta pelo poder vale tudo. Até briga feroz de antigos aliados, que hoje botaram as roupas sujas para lavar fora de casa. Leia-se a briga entre o PTB e o antigo aliado por conta da ascensão ao cargo do atual e candidato a prefeito Elmano Férrer. O fato está indo além dos limites da fronteira.

Por um lado, o comandante municipal acusa o ex-prefeito Silvio Mendes de não ter realizado obras estruturantes na cidade. Do outro, o opositor e Firmino Filho defende seu aliado com unhas e dentes rebatendo as críticas afirmando que o atual desde que assumiu vem tratando apenas da sua campanha para a reeleição, citando como exemplo o leilão de cargos oferecidos aos petistas na prefeitura. E por aí vai. De certo é que daqui pra frente essas questões vão ficar ainda mais acirradas devido às proximidades do pleito.

Inteligentes, os dois candidatos quem ora se digladiam por esse motivo sabem que um está invadindo o terreno do outro. Nessa corrida quando começar a dança dos números das pesquisas, toda e qualquer estratégia para derrubar o inimigo é válida. O importante é vencer. Afinal, eleição é como guerra, ganha o esquadrão que utilizar durante o jogo a melhor tática.

Mas, e o povo? Esse como principal coadjuvante na história como absorve tudo isso? Será que ele se beneficia com atos dessa natureza? Claro que não. É visível que um imbróglio como esse prejudica o desenvolvimento de Teresina e consequentemente atinge a todos. Quem estaria certo ou errado nessa história não é questão para ser julgada por este humilde escriba. No entanto, percebe-se que o fato está sendo utilizado para enfraquecer um dos dois candidatos. Com a palavra, o eleitor!

03/03/2012 às 19h16min

Eleições 2012: a guerra começou

Ainda em fase de discussão sobre os nomes dos pré-candidatos às prefeituras municipais das grandes cidades piauienses, percebe-se, claramente, que em Teresina a batalha principal será entre os ex-coligados e agora inimigos PTB e PSDB. Apesar da estação ser de chuva o clima que predomina sobre as duas agremiações é bastante quente.

Afora os embates verbais travados e mostrados nos meios de comunicação com a trocas de insultos por parte dos pretensos candiatos e seus séquitos, a coisa vai muito mais além e já está chegando às barras da justiça. As repesentações começaram pelo uso de propaganda extemporânea e fora de época apresentada pelo PSDB, que obteve liminar da justiça exigindo a sua retirada.

Por outro lado, e para se vingar dessa ação, os petebistas pretendem denunciar um suposto vídeo veiculado no youtub, onde aparecem os simpatizantes do pré-candidato Firmino Filho propagando seus feitos durante o período que administrou a capital. Isso é apenas o começo, imagina quando forem homologadas as coligações nas convenções e a justiça eleitoral liberar os programas partidários no rádio e na Televisão.

Existem alguns pré-candidatos a vereador que estão usando outros meios como desculpa para se promoverem perante a população. Calendários, adesivos e outros "brindes" são distribuídos ao povo com o nome do pré-candidato, coisa que não é permitida por lei.

Propaganda eleitoral extemporânea, também denominada propaganda fora de época ou antecipada, assim, é aquela realizada antes do dia 6 de julho do ano eleitoral. Importante lembrar que a propaganda eleitoral tem em vista a divulgação de um determinado candidato a cargo eletivo, que pleiteia votos para uma eleição de fato.

Já a propaganda eleitoral, por sua vez, é aquela que tem por fim a captação de votos dos eleitores para a investidura em cargo público eletivo em uma eleição concreta. Procura convencer o público de que determinado candidato é o mais indicado para ocupar dado cargo público. Esse convencimento pode vir de diversas formas, diretas ou indiretas, com apelos explícitos ou de modo disfarçado, motivando sempre o eleitor a votar em alguém para que este obtenha vitória no pleito.

Portanto, é importante advertir, ainda, que mesmo que não fique reconhecida a propaganda eleitoral fora de época, à publicidade pode ser entendida como promoção pessoal e abuso de poder, dando azo à inelegibilidade.

25/02/2012 às 17h33min

Ficha Limpa e fidelidade partidária

Finalmente o Supremo Tribunal Federal decidiu sobre a famosa Lei ‘Ficha Limpa’. Mas meus fiéis leitores, vocês lembram da fidelidade partidária tão propagada nas eleições passadas? Será que houve punição aos infiéis? Não sei, mas, essa nova Lei, diga-se de passagem, de iniciativa popular merece aplauso, por encabrestar – daqui pra frente – os aproveitadores do erário. A decisão barra a ação dos oportunistas de plantão.

No entanto, vale ressaltar que nesse país para tudo predomina o chamado “jeitinho brasileiro”, uma antiga máxima utilizada quando alguém deseja algo e procura driblar as dificuldades de forma - digamos - nada convencional. Essa prática está no cotidiano, podendo ser vista no ambiente de trabalho, na repartição pública, Mas é na política que o vício aparece como se fosse regra. A malandragem histórica está intrinsecamente ligada aos casos de corrupção, ou de comportamento de políticos e partidos que buscam, a todo custo, se dar bem.

Guardadas as devidas exceções, claro. O vício parece interminável. Agora, por - mau - exemplo, fala-se que o “jeitinho brasileiro” será usado para atenuar os efeitos da Lei da ‘Ficha Limpa’, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para valer a partir das eleições municipais deste ano. Lembram-se da fidelidade partidária? Talvez o festival de mudanças de agremiações ocorridas nas últimas eleições tenha forçado o STF a dar um basta nessa farra. Mesmo assim apenas alguns parcos vereadores foram cassados.

Todo mortal sabe que no Brasil fala mais alto o poder econômico e que esses caciques ficha suja da nossa política conseguem protelar indefinidamente a conclusão dos processos que tramitam contra eles. Vide o caso do mensalão que está andando a passos de tartaruga no próprio Supremo. Portanto, essa lei vem em um ótimo momento.

Sugiro que se altere a Constituição para adequa-la à lei da ‘Ficha Limpa’. Se a nossa Carta Magna hoje protege bandidos tem que ser alterada para atender aos interesses da sociedade brasileira e não desses larápios do dinheiro público. Aqui no Piauí, por exemplo, com essa decisão do Supremo já podemos comemorar a exclusão de várias figuras bastantes conhecidas do processo eleitoral.

Portanto, não nos esqueçamos de que essa lei é fruto de uma manifestação popular. Ser contra a mesma é ser a favor desses vermes que tanto infelicitam a política do nosso país. Infelizmente, o problema maior está na morosidade da justiça. Existem casos que alguns prefeitos já deixaram o poder a mais de 10 anos e ainda não foram julgados em 1ª instância. Muda Brasil!

15/02/2012 às 17h23min

AJE-PI faz homenagem a Antônio José de Moraes Souza

A nova diretoria executiva da Associação de Jovens Empresários do Piauí (AJE-PI) – Gestão 2012/2013 será empossada nesta quarta-feira (15), no auditório Senador Fernando Bezerra, na Federação das Indústrias do Piauí (FIEPI).

O evento terá início às 19h30 e ocorre simultaneamente com a segunda edição do Prêmio Antônio José de Moraes Souza, instituído pela AJE/PI para homenagear a contribuição do empresário e político Antônio José de Moraes Sousa, dedicado ao movimento jovem empresarial piauiense.


empresária Celina da Costa Tourinho substitui Paulo André Moreira. Ela tem como vice-presidente o jovem empresário José Claudio de Macedo Claudino Evangelista.

Reconhecimento a Antônio José de Moraes Souza

O apoio do ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI), Antônio José de Moraes Souza (in memorian), à AJE/PI fez com que a entidade tenha alcançado o patamar onde se encontra hoje. Apostando na defesa da maior participação dos jovens nas discussões sobre os destinos do Piauí, Moraes Souza disponibilizou um espaço no prédio da FIEPI para seus associados.

No local, funciona a sede da AJE/PI desde a sua criação. Homem de visão, Moraes Souza via a necessidade da renovação das lideranças empresariais e ainda a maior e melhor atuação das entidades dos setores produtivos. Em vida, costumava dizer que os jovens têm um papel fundamental nesse processo e deve participar mais ativamente do debate sobre desenvolvimento do Piauí.

“A homenagem foi criada em 2010, como forma de agradecer o maior incentivador da AJE/PI, o saudoso Antônio José de Moraes Souza. A realização do evento conta com total apoio da FIEPI. É também uma forma de reconhecer o apoio dos empresários, das entidades e personalidades públicas concedido ao longo do ano que passou junto às ações promovidas pela entidade", explica Marta Vasconcelos, conselheira benemérita da AJE/PI e idealizadora da premiação.


31/01/2012 às 19h06min

O crescimento da violência e as drogas

Ultimamente a violência em Teresina e no interior do Estado tem aumentado significadamente. Isso é constatado através dos meios de comunicação, que estampam em suas manchetes diárias crimes de toda natureza envolvendo homens, mulheres, jovens e adolescentes. Apesar disso, as autoridades policiais tentam explicar (em suas entrevistas) o inexplicável.
Todos sabemos que a causa principal dos homicídios são motivados pelas drogas. Seja pela disputa dos pontos de venda ou pelo consumo excessível. Então, o que fazer para diluir essa problemática? A resposta é simples: apenas o aparelho policial intensificar o combate às drogas.
Recentemente, a Organização das Nações Unidas publicou em seu relatório anual sobre as drogas. O documento apresenta uma série de dados indicando que o combate às drogas surte efeito, ao contrário do que normalmente é dito.
Drogas ilícitas são um perigo à saúde. É por isso que elas são, e devem continuar ilícitas. A legalização não é uma varinha mágica que vá acabar com as máfias ou o vício. A política que surte efeito é o uso de inteligência e ações policiais contra os cartéis.
Em Teresina, chama a atenção o aumento no consumo de cocaína e crack. Este último é uma substância bastante agressiva, mas em termos de saúde pública, quando discutimos dependência acabamos falando do tema como um todo.
É fundamental acabar com a sensação de impunidade que ainda prevalece no país. Essa mudança de postura está diretamente vinculada a uma ação conjunta entre o governo e os municípios, independentemente de um partido que faz oposição ao governo municipal.
Para isso é necessário que se obtenha um grande reforço na luta contra o tráfico e o consumo de drogas: aquisição de equipamentos modernos e adequados para a investigação e o combate ao uso e tráfico de cocaína, maconha, crack, oxi e outros entorpecentes em todo o Estado.
O fortalecimento da Polícia Civil para combater as drogas, por exemplo, deveria fazer parte das prioridades definidas pelo governador Wilson Martins na área de segurança pública, que desempenha ações de prevenção ao uso e de combate ao tráfico de drogas no Estado. Além disso, intensificar o trabalho na prevenção ao uso e a repressão ao tráfico, através de programas e campanhas publicitárias.
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí se, de quando em vez, desenvolvesse algumas mega-operações pelas ruas da capital e de cidades do interior, utilizando dezenas de viaturas e centenas de policiais, certamente levaria muita gente para a cadeia. Isto é, pessoas ligadas a crimes de latrocínios, roubos e crimes relacionados ao tráfico e consumo de drogas.

20/01/2012 às 18h38min

Que herança!

Prestes a completar o seu 1º ano de administração como governador eleito, Wilson Martins vem administrando o Estado com mais tranquilidade. Se compararmos os modelos entre o governo dele e o de Wellington Dias podemos admitir que exista certo paradoxo entre eles. Mais experiente, o governador, além de contar com o apoio de quase todas as matizes partidárias é detentor da maioria parlamentar na Assembleia Legislativa.

No atual governo, percebe-se também a indiferença do governador Wilson Martins
com o PT. O PT, sim, o mesmo que ditava as regras no governo de Wellington Dias, fazendo do mesmo um verdadeiro descompasso. Naquele período, foi iniciativa do PT em trazer uma empresa de fora para fazer a primeira reforma do governo Wellington Dias. Por sinal, um desastre. A gora a coisa mudou: Wilson fala, o PT escuta.

É até compreensível que em quase um ano de administração Wilson Martins ainda não ter feito grandes realizações, simplesmente por causa do buraco que o governo do PT deixou. Das obras iniciadas no governo petista a maioria não foram concluídas e que foram inauguradas já se derreteram como sonrisal e têm que serem reparadas pelo atual. Leia-se as dezenas de estradas interligando alguns municípios, que foram feitas com menos de três centímetros de asfalto.

Todos sabem que o Estado está quebrado, os investimentos do governo federal para o Piauí têm sido poucos e ainda existem algumas desorganizações no funcionamento da máquina administrativa deixada de herança do governo petista. Tudo isso, ora aqui e acolá, faz com que o governador Wilson Martins deixe escapar em palavras o porquê das dificuldades que vem encontrando para arrumar a casa.

Eis aí a questão do estremecimento entre do PT com o governador. Acostumado com as benesses do poder alguns petistas estão engolindo a saliva para permanecerem atrelado aos cargos no Estado. Nem mesmo o ímpeto do deputado Cícero Magalhães em desafiar o governador encorajou os demais para um possível rompimento. Portanto, percebe-se que as amarras do governo Wilson Martins ao PT estão sendo desatadas na diplomacia.

Sobre as eleições na capital, Wilson Martins diz que o PSB e PSDB vêm conversando e se aproximando, dando a entender que unirão forças contra a aliança que está sendo costurada entre o PT e o PTB. Descontentes, as duas siglas podem marchar juntas nas eleições municipais do próximo ano.
A sintonia entre socialistas e tucanos começa a ser percebida na Câmara Municipal e na Assembleia. Posicionamentos em comuns em relação á matérias e também com a redução das investidas oposicionistas na Assembleia dão demonstrações de que as conversas entre os dois partidos seguem avançadas.
Para um bom entendedor, é público e notório que o governador, com isso, deseja escantear o Partido do Trabalhador que já declarou a preferência em Teresina por uma coligação com o PTB nas próximas eleições. Por sinal, já está com os pés, corpo e alma na Prefeitura da capital, ocupando cargos em áreas importantíssimos.



10/01/2012 às 18h41min

Manifestação violenta

O rumo que tomou a manifestação promovida pelos “estudantes” parece-me que caminha para uma direção perigosa. Por um lado, os manifestantes estão utilizando métodos poucos recomendáveis para quem almeja alcançar o objetivo das reivindicações. Por outro, a polícia não consegue reprimir a ação dos manifestantes na base do diálogo e termina usando a força para acalmar os ânimos dos provocadores da situação.

Árvore de Natal queimada, ônibus incendiados, depredados e pneus furados foi o saldo da semana. Enquanto isso a população passou por momentos de ansiedade nos terminais na esperança de conseguir locomoção para voltar para casa. Embora os empresários exagerem no preço da passagem a situação deveria ser contornada através de entendimentos. No entanto, a prefeitura que é responsável pelos transportes municipais não demonstrou nenhum entusiasmo em sanar a problemática.

De certo é que há cunho político nesta história, tanto por parte dos manifestantes como pelas autoridasdes públicas do município. Os meios de comunicação mostraram pessoas político-partidárias infiltradas nos atos ocorridos na Avenida Frei Serafim, inclusive com bandeiras ou camisas ilustradas com o símbolo da agremiação política as quais pertencem. Neste sentido, a mesma coisa acontece com pretensos candidatos nas eleições vindouras aproveitando o momento para divulgação do nome.

Numa questão que já tomou parte o vandalismo como o principal protagonista para as manchetes da imprensa, resta agora uma ação mais planejada das autoridades competentes para por fim em futuras situações como esta. O que vimos foram badernas que poderiam causar conseqüências muito além. A falta de controle por parte da segurança foi vista por todos e a ordem pública não foi mantida durante as manifestações.

Mas são fatos que a “democracia” permite, por isso que o país vive um caos de insegurança. Antes, atos dessa natureza eram comuns em cidades metropolitanas como o Rio de Janeiro e São Paulo. Agora acontece numa cidade como Teresina, extremamente menor que as duas. Lá esses acontecimentos são reprimidos à altura e não são prolongados. Enquanto aqui as autoridades não conseguem sequer debelar. Ou falta interesse político, por causa das eleições que se aproximam ou não existe competência para isso. Muda Piauí!

13/12/2011 às 20h26min

Eleições 2012: sucessão de Teresina

Na minha humilde concepção, o panorama político de Teresina para as eleições que se aproximam já está desenhado. Os conchavos entre as lideranças dos partidos permanecem o mesmo. A única mudança que podemos observar, de fato, foi à separação entre petebistas e psdebistas, antes atrelados umbilicalmente há muito tempo quando o comando do poder municipal pertencia ao PSDB. Porém, com o revezamento as coisas tomaram novo rumo. Agora com o Palácio da Cidade nas mãos o PTB enamora o PT visando substituir ao PSDB.

Líder nas pesquisas, o ex-prefeito Firmino Filho e pré-candidato pelo PSDB busca o apoio do PSB, do governador Wilson Martins, enquanto o PMDB já tem consolidada a pré-candidatura do deputado Marllos Sampaio. Na época do PSDB, as oposições da capital mantinham o mesmo discurso sobre as sucessivas administrações do partido na capital, focando sempre a falta de obras estruturantes e a questão do sistema de transporte coletivo.

No entanto, esses pronuciamentos não conseguiam convencer os eleitores, por não apresentarem nenhum projeto viável para estes setores. De certo é que a prefeitura, sob o comando do PTB ainda não implantou um modelo administrativo convincente. As obras que vem realizando em vários pontos do município são apenas uma extensão da administração anterior. Podemos dizer que elas, apesar de não resolverem os mais graves problemas da capital, vêm amenizando algumas situações.

Diferentemente da tática utilizada pelo PSDB durante a administração da capital, que deixava o plano político para segundo plano, Elmano Férrer já vem costurando acordos desde já. À época do PSDB, o ex-prefeito Sílvio Mendes adotou essa postura desde a sua posse no primeiro mandato, mesmo a contragosto de alguns correligionários que às vezes exigiam do prefeito respostas duras para certas acusações advindas de adversários políticos.

Talvez, por isso, até opositores radicais como Nazareno Fontelles, concorrente principal do prefeito na corrida pelo cargo de gestor municipal na eleição anterior, não tenha disparado a sua metralhadora contra ele. E por falar em Nazareno, o petista é tido por seus pares como encrenqueiro por ter criticado veementemente as administrações tanto do presidente Lula como de Wellington Dias. Agora, ele quer que o PT tenha candidatura própria, mesmo contrariando o diretório municipal de Teresina.

Com relação à Câmara Municipal, os atuais partidos que a compõem deverão manter o assento dos mesmos números de vereadores. O que poderia acontecer seria apenas a substituição de alguns nomes. O PSDB deverá manter a hegemonia e até aumentar as cadeiras devido à forte candidatura de Firmino Filho, bem como o aumento do número de vagas. Quanto aos demais partidos eles deverão continuar com as vagas que já possuem. Este é o quadro do momento!

29/11/2011 às 19h14min

Consulesa norte-americana visita a FIEPI e o projeto Vira Vi

Foto: Divulgação Freitas Neto recebeu a consulesa
Freitas Neto recebeu a consulesa

A Consulesa dos Estados Unidos no Nordeste, Usha Pitts, na manhã desta terça-feira, 29, veio ao Piauí. Dentre os seus compromissos oficiais no estado, ela visitou o Projeto Vira Vida. Recepcionada pelas jovens e adolescentes atendidas na Unidade Operacional Integrada Jair Meneguelli, ligada ao Serviço Social da Indústria (SESI), a consulesa pôde conhecer o funcionamento e entender um pouco mais como é desenvolvido o Projeto.


Com uma proposta voltada para a formação profissional de pessoas em situação de vulnerabilidade social, o Vira Vida, hoje atende cerca de 73 jovens e adolescentes que recebem educação básica e profissionalizante. De acordo com a coordenadora estratégica do Projeto, Kátia Luz, a iniciativa é voltada para viés educacional pedagógico e também a empregabilidade.
“São oferecidos aos nossos jovens o ensino básico e o ensino profissionalizante, simultaneamente. A construção do conhecimento na Unidade é diária e uma das nossas principais parcerias é com o jovem acolhido em situação de vulnerabilidade. Ter uma consulesa conhecendo o Projeto é gratificante. È uma prova que o Vira Vida está no caminho certo”, destaca. Na ocasião, a consulesa teve a oportunidade de conhecer todas as estações físicas do Projeto Vira Vida, incluindo o laboratório de modelagem e a oficina de costura.
Segundo Usha Pitts projetos sociais como o que ela teve oportunidade de conhecer no Piauí é importante para o desenvolvimento social do Nordeste brasileiro. “Estou há três meses a frente do consulado dos Estados Unidos no Nordeste e chego aqui no Piauí para conhecer. Fiquei muito encantada com o trabalho social realizado pelo SESI e esse é um exemplo a ser seguindo”, ressalta.
“Uma virada na vida de meninos e meninas do Brasil” é com esse slogan que o "Vira Vida'' vem sendo desenvolvido no Piauí pela Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI), por meio do Departamento Regional do SESI, em parceria com as entidades do Sistema 'S': Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI); Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC); Serviço Social do Comércio (SESC); Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP).
O Vira Vida atende jovens com os cursos de Costureiro Industrial e Auxiliar Administrativo. Destes, 11 encerra ainda neste mês de dezembro o curso de Costureiro Industrial. Desde a implantação do projeto no Piauí, 115 jovens já foram beneficiados.
Além da visita ao Projeto Vira Vida, a consulesa esteve na sede da FIEPI onde foi recebida pelo vice-presidente Felix Raposo e pelos diretores Freitas Neto, Mardônio Souza de Neiva e Maria Luiza Fortes. O objetivo foi estreitar laços e mostrar as potencialidades de investimento no estado.


PROJETO VIRA VIDA

O Projeto Vira Vida foi criado pelo Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI). O programa é voltado para a formação profissional de jovens e adolescentes entre 16 e 21 anos em situação de vulnerabilidade social.
O "Vira Vida'' vem sendo desenvolvido no Piauí pelo Departamento Regional do SESI, em parceria com as entidades do Sistema 'S': Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI); Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC); Serviço Social do Comércio (SESC); Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP).
O Projeto foi apresentado em Teresina, no mês de setembro de 2009, pelo presidente do Conselho Nacional do SESI, Jair Meneguelli. Inicialmente, foram matriculados 50 jovens em situação de risco e com idade entre 16 e 21 anos, em dois cursos de qualificação profissional ministrados pelo SENAI. Costureiro Industrial, voltado para o setor Vestuário, e Auxiliar Administrativo, que abrange vários segmentos de serviços. As aulas dos cursos profissionalizantes começaram em abril de 2010.
No dia 24 de março de 2011 aconteceu a formatura da 1ª turma do Vira Vida formada por 29 alunos participantes do curso Auxiliar Administrativo.
Hoje, o Vira Vida atende 73 alunos, divididos entre os cursos de Costureiro Industrial e Auxiliar Administrativo. Destes, 11 concluem ainda neste mês de dezembro o curso de Costureiro Industrial. Desde a implantação do projeto no Piauí, 115 jovens já foram beneficiados. 17 estão já estão inseridos no mercado de trabalho, outros em processo de seleção e alguns já montaram seus próprios negócios.


( Texto de  Irina Coelho e Janio Holanda )

08/11/2011 às 20h33min

FIEPI: Piauí industrializado

A ausência de grandes indústrias no Piauí reflete diretamente no desenvolvimento estadual. Porém, havemos de convir, que existem esforços conjuntos por parte do atual governo e da direção da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI), no sentido de reverter essa situação, que ao longo dos anos persegue esse Estado rico e fabuloso.

Anteriormente, apenas os governantes locais ocupantes do Palácio de Karnak tomavam iniciativas para trazer grandes empreendedores para o Piauí, através de incentivos fiscais que, apesar de serem um atrativo, são sempre barrados por falta de estruturas condizentes para a instalação de indústrias de grande porte, tais como energia, estradas pavimentadas, portos, aeroportos. Enfim, uma série de fatores que contribuem para o escoamento das produções dos grandes segmentos produtivos nacionais.

Recentemente, o presidente da FIEPI, Zé Filho, esteve participando do 6º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e que reúne grandes empresários de diversos segmentos produtivos da indústria nacional, onde são debatidos temas sobre o crescimento do país.

Na ocasião, Zé Filho repassou ao presidente da CNI, Robson Braga, informações sobre a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba e outros projetos como o porto e exploração de energia eólica. Zé Filho disse que o Piauí precisa ser incluído em amplos projetos que possam alavancar o setor da indústria, pois o país só será de fato desenvolvido quando todos os estados alcançarem as mesmas condições de desenvolvimento.

Zé Filho ressaltou ainda que para o Piauí o ENAI tem que servir como o divisor de águas como motivador para os diversos setores com representatividade junto à FIEPI. “Acredito que a nossa delegação com nove presidentes de sindicatos saiu motivada e com a certeza de que não podemos mais esperar, temos que escrever um novo capitulo na história da indústria do Piauí”.

O Piauí precisa ser visto lá fora e esse esforço o governador Wilson Martins vem empreendendo desde quando assumiu o comando do governo, através da sua própria participação ou de representantes do Estado em eventos ou rodadas de negócios em níveis local, nacional e internacional. Por isso, alguns setores das potencialidades piauienses já estão sendo explorados.

No setor de mineração, a Vale do Rio Doce já se encontra em operação no município de Capitão Gervásio Oliveira, onde foi encontrada a segunda maior reserva de níquel dopais, e que serve de pesquisa para verificar a viabilidade de exploração de petróleo e gás natural ao longo do Rio Parnaíba, provavelmente em Floriano.

No tocante à industrialização, ressalta-se a multinacional Bunge, instalada em Uruçuí, para exploração da soja, e da empresa de cimento Nassau, em Fronteiras, onde se obtém matéria-prima para sua produção. Portanto, o Piauí precisa tirar lucro daquilo que possui para aliviar os cofres estaduais, já que o Estado é o maior empregador, por conseguinte diminuir o peso do setor estatal na formação da renda.

18/10/2011 às 10h22min

Wilsão: governo a seu modo

Somente para refrescar as memórias de alguns que, talvez, por força da ação do tempo, costumam esquecer rapidamente de fatos ocorridos num passado não tanto distante. O assunto ao qual vou discorrer merece atenção de todos que acompanharam e/ou se envolveram direta ou indiretamente na campanha do então candidato Wilson Martins, hoje governador do Piauí, eleito pelo povo, porém escolhido por força da sua própria obstinação.

No decorrer da campanha eleitoral pelos municípios do Estado, Wilson Martins, durante seus pronunciamentos e entrevistas, afirmava que iria dá continuidade a mesma trajetória do governo de Wellington Dias. Hábil na política, Wilson sabia que naquele momento não poderia zangar a cúpula petista. Todos sabem que o PT foi um calo de sapato no período da escolha do então candidato da base.

Na ocasião os manda-chuvas do partido somente vieram a decidir por Wilson, após impor várias exigências. Entre elas, as duas vagas na suplência da candidatura de Wellington Dias ao senado e ainda marchar sozinho (sem coligação) para eleição de deputado estadual. Wilson não poderia contrariá-los, até porquê o nome de Wellington era aclamado em todo o Piauí. Significava dizer que aquele que ele apoiava venceria as eleições como realmente se confirmou.

Feito governador por conta do afastamento do titular, Wilson aceitou deixar quase todos os petistas nos cargos que ainda eram do governo de Wellington para não causar mais calundu na esfera do partido da estrela vermelha. Assim Wilson não estava se comprometendo com qualquer mudança drástica. Porém, os experts no assunto da política sabiam que Wilson estava engolindo aquele sapo apenas temporariamente, pois bastou à confirmação da vitória para ele refletir que agora o governo é dele.

Provou isso na primeira entrevista coletiva que concedeu aos jornalistas locais ao avisar que iria fazer o enxugamento da máquina administrativa e que pretendia fundir ou extinguir órgãos que serviam apenas para cabide de empregos. É natural que todo mandatário queira imprimir seu modelo de administrar. Por isso, na história política democrata brasileira, na grande maioria das vezes, sempre acontece brigas entre o prefeito/governador antecessor e o sucessor quando aliados.

Nessa história, o antecessor quer dá pitaco na administração daquele que ele acha que elegeu e o outro, com toda razão, não aceita por ter os direitos adquiridos nas urnas e assim termina em rompimento. Isso acontece porque todo gestor quer fazer muito mais do que o seu antecessor. Portanto, se o governador Wilson Martins garantir e realizar o que vem apregoando nos meios de comunicação, correrá o risco de desagradar muito peixe que se achavam graúdos nos dois governos de Wellington.

Repetindo o que meu amigo Zózimo escreveu em um dos seus bem elaborados textos, acho que, “Wilson seguramente fará jus à fama de "Trator", que adquiriu nos meios políticos. Não propriamente por ser um truculento, mas porque é determinado e tem arrojo. Nada o afasta do caminho de seus objetivos. Se fez concessões até aqui, foi porque estava enfiado até o gogó numa campanha eleitoral”.

E isso tem cabimento. O Estado está quebrado, a maioria das obras que começaram na administração do ex-governador Wellington Dias está inacabada, os investimentos do governo federal para o Piauí têm sido poucas e algumas desorganizações no funcionamento da máquina administrativa. Tudo isso, ora aqui e acolá, faz com que o governador Wilson Martins deixe escapar em palavras o porquê das dificuldades que vem encontrando para arrumar a casa.

Eis aí a questão do estremecimento entre do PT com o governador. Acostumado com as benesses do poder alguns petistas estão engolindo a saliva para permanecerem atrelado aos cargos no Estado. Nem mesmo o ímpeto do deputado Cícero Magalhães em desafiar o governador encorajou os demais para um possível rompimento. Portanto, percebe-se que as amarras do governo Wilson Martins ao PT estão sendo desatadas na diplomacia.



27/09/2011 às 18h02min

Para VC Guerreira

Às vezes, nossa vida é colocada de cabeça para baixo, para que possamos aprender a viver de cabeça para cima."




Gosto da presença dele aqui em meu trabalho ... mas ele insiste em te visitar também!
Cuide dele com carinho por favor !!!

Que Ele chegue em sua residência/trabalho,
levando tudo aquilo que você está querendo e precisando.
São os meus votos.
Ele chegou agorinha aqui...
Estivemos algum tempo falando e Ele seguiu para se encontrar com você.
Quando Ele chegar aí, por favor,
O encaminhe para a próxima parada. Não O deixe parado.
A mensagem que Ele leva é muito importante e tem que dar a volta ao mundo.

Que Deus te abençoe por transmitir a mensagem.
Caminhando por Jesus.
Diga uma oração e passe a outros.
A nossa missão é amar e espalhar amor pelo mundo.
Desejo ricas bênçãos pra você. Faça a diferença na vida de alguém.

Ore assim:

Senhor!
Esteja sempre à minha frente para iluminar os meus caminhos!
Esteja sempre atrás de mim para me proteger!
Esteja sempre ao meu lado para me acompanhar! Amém!
Quando repassar ponha em "assunto " o local de onde Ele está partindo.
Deus tem visto suas Lutas e diz que elas estão chegando ao fim. Uma benção está vindo em sua direção.
Se você crê em Deus, por favor envie esta mensagem para 20 amigos. Não ignore, você está sendo testado.
Se rejeitar lembre-se disso:
" se me negas entre os homens, te negarei diante do pai "
Dentro de 4 minutos te darão uma notícia boa.












22/09/2011 às 19h01min

FIEPI presente na ‘Semana da Moda’

A Federação das Indústrias do Estado Piauí e suas entidades: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Piauí (SENAI-PI) e o Serviço Social da Indústria do Piauí (SESI-PI) estão presentes na Semana da Moda de Teresina 2011, que acontece a partir desta quarta-feira (21) e vai até sábado (24). O evento será realizado no Piauí Center Moda, polo comercial localizado na zona sudeste da capital. De acordo com a programação, a solenidade de abertura inicia às 18h30 e logo em seguida haverá uma seqüência de desfiles.

O SENAI-PI, que desenvolve diversas ações em prol do desenvolvimento da moda piauiense conta com um stand montado no local e durante a realização do evento estará apresentando ao público presente produtos e serviços voltados ao setor oferecidos pela entidade. Na ocasião o SESI-PI mostrará em desfile as peças fabricadas pelas alunas do curso de Costura Industrial do Projeto Via Vida, desenvolvido pela instituição em parceria com entidades do Sistema ‘S’ na cidade de Teresina.

Segundo o presidente do Sindvest, Francisco Marques, os desfiles terão participação exclusiva de modelos piauienses. “O evento está sendo bastante divulgado no Piauí e em outros Estados”, afirmou. A expectativa de Marque é que cerca de quinze mil visitantes, tanto de cidade piauienses como estados vizinhos.

“A Semana da Moda é um evento que congrega instituições, empresários e empreendedores, que buscam a cada dia melhores resultados para a indústria têxtil piauiense. É importante apoiarmos iniciativas como essa. Por causa desse evento, o Piauí Center Moda vem ganhando visibilidade como centro comercial, onde é possível realizar bons negócios”, comentou o diretor regional do SENAI-PI, Ewerton Negri Pinheiro.

Realizada pelo Sindvest, a Semana da Moda de Teresina conta com patrocínio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae no Piauí; Prefeitura Municipal de Teresina, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Semdec; Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI); SENAI e Governo do Estado; além de apoio do Ecomoda Piauí 2011.

29/08/2011 às 17h33min

Trajetória de um vencedor

O empresário e vice-governador do Piauí Moraes Souza Filho assume, no próximo dia 1º de setembro, a presidência da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI). Eleito numa chapa formada através de consenso, este jovem obstinado parnaibano, apesar da pouca idade vem galgando reputação por meio de muita luta e trabalho.

Acompanhando o pai, Antônio José de Moraes Souza, por todo o Piauí que ao longo dos anos expandia seus negócios no ramo moveleiro pelo Estado, Zé Filho como é carinhosamente chamado pelos familiares, logo adquiriu experiência de vida e de trabalho nestas andanças. De Inicio, optou pela carreira política sabendo que por aquele caminho poderia ajudar Parnaíba a progredir e desenvolver suas potencialidades. Em 1992 elegeu-se vereador do município.

Com um trabalho voltado paralelamente para as camadas mais carentes da sociedade local e para o desenvolvimento dos segmentos produtivos municipal, teve o reconhecimento nas urnas em 1996, elegendo-se prefeito municipal daquela cidade praiana. À época, então filiado ao PFL, teve a passagem pelo executivo marcada pela oposição dos “caciques” do partido.

Sua eleição ocorreu sob uma dissidência partidária que apoiava seu tio, o então governador Mão Santa ora filiado PMDB. Isso, talvez, tenha contribuído para não conseguir a reeleição quando foi candidato pelo PSDB. No entanto, a recompensa veio dois anos depois com a eleição para deputado estadual em 2002, sendo reeleito em 2006.

Autêntico, já assessorava o pai na presidência da FIEPI, na elaboração de projetos na Assembléia Legislativa de interesses das classes empresariais e dos trabalhadores. Moderado, foi escolhido em consenso pelo seu partido (PMDB) a concorrer o cargo de vice-governador na chapa da situação. Sem esquecer a cidade natal e região, contribuiu para a eleição da esposa Juliana para representá-lo na Assembléia Legislativa.

Eleito vice-governador, e com o aval do governador Wilson Martins, vem desenvolvendo um trabalho que busca desenvolver o Piauí nos seus diversos segmentos, através da criação de câmaras setoriais. Este trabalho vem sendo realizado através de reuniões com todas as categorias empresariais, entidades de classe, órgãos e instituições representativas do Piauí.

O fruto disso já pode começar a ser colhido com o prosseguimento das obras do porto de Luis Correia, a implantação da ZPE de Parnaíba, a criação da câmara do agronegócio, as obras da transnordestina no estado, enfim, são inúmeras ações que futuramente mostrarão o Piauí para o mundo com todas as suas potencialidades.

Fatores como estes - de impactos positivos - e a seriedade com o trato sobre as questões públicas e privadas credenciaram o jovem vice-governador Moraes Souza Filho a dirigir o Sistema Federativo Industrial piauiense para o quadriênio 2012/2015. Contando com o apoio da classe empresarial e dos trabalhadores, hoje parceiros do Sistema, Moraes Souza Filho certamente fará uma administração condizente com a grandiosidade da instituição.

19/08/2011 às 19h53min

Sobre as greves no governo Wilsão

Por incrível que pareça, mas, parece-me, que nunca tinha visto um movimento paredista ter sido tão bem sucedido como este da Polícia Militar, recentemente acontecido. De pronto foram contemplados nas suas reivindicações sem nenhuma punição e até receberam elogios por parte dos superiores, que reconheceram os direitos da greve, entre os quais, leiam-se o próprio governador do Estado e o comandante da guarnição.

Agora muita gente ficou encafifada com isso, ainda não entenderam porque os militares foram atendidos rapidamente enquanto os civis amargaram dias e mais dias uma greve que parecia sem fim. Nesta greve, o saldo para a categoria dos policiais civis foi negativo. O que aconteceu entre “patrões e empregados”, não passou de muito bla-bla-bla. Isto é, muito conversa e pouco proveito. Será que uns são melhores que os outros?

De certo é que a greve dos policiais civis a abertura de um canal de negociação por parte do Governo do Estado do Piauí, veio acontecer apenas 29 dias, após o início do movimento. Apesar de a Assembléia Legislativa do Piauí, intermediar as negociações entre o Governo e os diretores do Sindicato dos Policiais Civis do Piauí e da Associação dos Policiais Civis do Estado, não se viu falar em nenhum progresso e os mesmos retornaram suas atividades contentadas apenas com promessas futuras.

O governador Wilson Martins pode se vangloriar, ou melhor, se lastimar por ter sido, talvez, o governo que bateu o recorde em número de greves no Piauí, proporcionalmente ao tempo de poder. Salvo engano, num curto período quase uma dezena de categorias de trabalhadores cruzou os braços, cobrando direitos adquiridos em planos de cargos e carreiras prometidos pelo governo de Wellington Dias.

De olho na sua eleição ao senado e do próprio sucessor, o então governador não mediu conseqüências e passou a canetada concedendo “benefícios” aos trabalhadores estaduais. Astuto, ele ensaiou algumas estratégias que previa sua ascensão ao poder político e a implantação destes planos foi uma delas. No entanto, a maioria dos processos em andamento se concretizaria apenas no governo do sucessor.

Daí os motivos dos excessivos movimentos grevistas do governo Wilson Martins. Quebrado, o Estado está recorrendo às suplementações no orçamento e empréstimos junto às instituições financeiras. Estes empréstimos, segundo o próprio governador, serão a tábua de salvação para o ajuste das contas e dos investimentos estaduais.

Por enquanto, o governo vem tocando com certo equilíbrio o Estado por meio da arrecadação própria, mas sem grandes iniciativas. As questões principais como o melhoramento das estradas existem apenas nos anúncios e nas falas de representantes do governo nos canais de televisão. Na prática trechos de rodovias em vários cantos do Piauí estão intrafegáveis e sem perspectivas de melhorias.

Nesta greve onde os policiais civis conseguiram um reajuste, apesar de escalonado, o Estado vai ter que suar a camisa para desembolsar cerca de 17 milhões que serão repassados aos PMS. De acordo com próprias informações do governo é um aumento substancial e provalvelmente será retirado de algum investimento. Infelizmente o nosso Piauí vive apenas das expectativas de sucessivas eleições.

03/08/2011 às 10h20min

FIEPI promove capacitação para agilizar processo de exporta-

O CIN (Centro Internacional de Negócios) da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI) realiza, entre os dias 28 e 29 de julho, em Teresina, a capacitação da equipe do CIN-PI na utilização do Certificado de Origem Digital (COD), que tem o objetivo de oferecer aos exportadores a emissão on line do Certificado de Origem. Conforme a programação, no primeiro dia acontece o esclarecimento de dúvidas quanto às regras de origem e o alinhamento da estratégia para a implantação do COD. No segundo dia haverá a capacitação das principais empresas e clientes do CIN/PI e os últimos ajustes para utilização dos resultados, além dos próximos passos para a coordenação da Federação. A capacitação está sendo ministrada pelo consultor do CIN/COMEX Ronie Pimentel.

“Com o serviço informatizado, que estará disponível nas federações de indústrias dos estados e do Distrito Federal, o tempo médio de emissão do documento cairá de dois dias desde o momento em que a empresa começava a preencher as informações até receber a aprovação para apenas 15 minutos em média. Além disso, o novo sistema evita erros, reduz os custos com a burocracia e dá maior segurança ao exportador”, afirmou o consultor.

Para a gerente do CIN na FIEPI, Lauriane Costa, A nova ferramenta vai garantir mais rapidez, segurança e menos custos na emissão de certificados de origem, facilitando o processo de exportação no estado e elevando a competitividade dos produtos piauienses.

O Certificado de Origem, documento que comprova a nacionalidade do produto, é necessário para o exportador obter os benefícios alfandegários previstos nos acordos comerciais do Brasil com outros países. As federações de indústrias estão entre as instituições que têm a autorização do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para emitir os certificados. Atualmente, o Sistema Indústria é o maior emissor do país, com o equivalente a cerca de 75% do total de certificados no país.

16/07/2011 às 11h38min

Maldita reforma do Aeroporto II

Começando este artigo, abro este tópico sobre as manifestações públicas, as quais considero como "ponto de partida" a esse exercício de rememoração coletiva. Penso que, talvez partindo da recuperação da memória daquelas primeiras experiências de enfrentamento da representação destruidora de reputações, de decidir-se superar os temores por todos os riscos implicados e ocupar o espaço público reivindicando o direito a não discriminação.

No entanto interesses superiores movidos por força maiores as deixam enfraquecidas. Neste sentido faço referência aos manifestantes contrários à badalada e propalada reforma de ampliação do Aeroporto Petrônio Portela. Parece-me, que agora é pra valer, depois da presença do comandante da Infraero em Teresina para assinatura da Ordem de serviço que dá o ponta pé inicial da obra. De certo é que dos inúmeros projetos anunciados pela imprensa local o que deve prevalecer neste momento é que vai remover mais de 400 famílias do entorno da área.

Falta de manifestação de representantes desses moradores que são contrários à realização das obras até o momento não se viu. Seja através da Associação dos Moradores do Bairro Aeroporto ou mesmo advinda das próprias pessoas que dizem serem prejudicadas com reforma. Até uma audiência pública promovida pela Câmara dos Vereadores, que contou também com a presença de representantes da Prefeitura Municipal de Teresina e da Infraero aconteceu.

E mais: o presidente da Associação de Moradores do Bairro Aeroporto, Raimundo Nonato de Oliveira foi convocado por alunos do curso de Serviço Social da UFPI para dar uma palestra sobre o assunto. Na ocasião, disse-me uma aluna, durante a palestra ele afirmou que teme que aconteçam injustiças nas indenizações com o pagamento de valores insuficientes. Com justa razão, entre os imóveis que deverão ser esvaziados inclui casas, prédios públicos e privados, assim como terrenos vazios.

Pois bem, todos sabemos que o processo que envolve as desapropriações, talvez com a intermediação da Caixa Econômica Federal é longo e burocrático e as pessoas ainda não foram notificadas a respeito do esvaziamento dos imóveis porque os recursos não foram liberados. Além disso, muitas famílias moram na região de forma irregular em casas sem documentação. Perguntamos: Será que estas pessoas vão ficar no olho da rua com um pé na frente e outro atrás?

Pois é. Mas voltando ao tema inicial, vamos tratar da visita do chefe da Infraero no Aeroporto no dia da assinatura da Ordem de Serviço. Na ocasião, encontrava nas proximidades da solenidade um carrinho de som com uma locutora cercada por meia dúzia de gatos pingados se esguelhando na tentativa de repassar ao público que se dirigia ao Aeroporto sobre os malefícios que a reforma traria para a população da cercania do aeroporto se fosse concretizada.

Ao passar pelo local pude observar a movimentação daquela manifestação e isso me inspirou a escrever e dar o meu pitaco sobre o assunto. Não obstante, é claro, a fazer qualquer julgamento precipitado. Porém, pensei cá com meus botões. - Se essa manifestação envolvesse “gente rica e poderosa” da nossa capital a maldita reforma iria parar nas cucuias. Aliás, nem manifestação aconteceria.

Porém, vamos aguardar o desenrolar dos fatos, pois o prefeito de Teresina, Elmano Férrer, salvo engano, está meio reticente. Parece-me que se arrependeu de ter assinado o tal decreto que justifica a desapropriação dos imóveis e a retirada das famílias da área. Será que na hora da canetada ele não lembrava que as demolições vão acontecer justamente na reta final da campanha para sua reeleição. Hummm!