Judson Barros

Judson Barros Judson Barros
Judson Barros é maranhense de Carolina, ambientalista e presidente da Fundação Águas

14/05/2010 às 09h42min

Fundação organiza Caminhada pela Natureza

Foto: Judson Barros Rio Parnaíba
Rio Parnaíba
Foto: Judson Barros Carvão e lenha liquidam o Piauí
Carvão e lenha liquidam o Piauí
Foto: Judson Barros Cerrado vira deserto
Cerrado vira deserto

A Fundação Águas do Piauí é a entidade organizadora da Caminhada pela Natureza que será realizada no dia 5 de junho de 2010 no dia mundial do meio ambiente. A mobilizaçãoa para a caminhada esstá acontecendo nas cidades de Teresina e Timon.

Segundo os organizadores a caminhada tem como objetivo alertar para as questões ambientais de modo geral, mas em particular para o rio Parnaíba que já está quase morto. O rio abastece Teresina na totalidade.

Cinco hidrelétrica e uma fábrica de celulose esstão programadas para o rio. A fábrica da Suzano Celulose está prevista para a cidade de Nazária-PI. As hidrelétricas estão previstas para os municípios de Palmerais, Amarante, Florinao, Uruçuí e Ribeiro Gonçalves.


05/04/2010 às 22h12min

Denúncia de Milícia na Fazenda Santa Clara

Foto: Judson Barros Trabalho escravo na Fazenda Santa Clara
Trabalho escravo na Fazenda Santa Clara
Foto: Judson Barros Células - similar a campo de concentração
Células - similar a campo de concentração

 Ivaldo Fontenele, advogado dos trabalhadores, denuncia: Brasil Ecodiesel organiza Milícia Armada na Fazenda Santa Clara



O advogado Ivaldo Fontenele, procurador de 800 ações dos trabalhadores da Fazenda Santa Clara que pertence à Brasil Ecodiesel, está denunciando a formação de Milícia na Fazenda. Ela diz que a organização dessa estrutura paramilitar visa constranger os trabalhadores e dificultar o andamento da ação ajuizada na Vara do Trabalho de São Raimundo Nonato-PI. O advogado esta fazendo uma representação à OAB-PI e outras entidades informando da situação na fazenda. Veja o teor do documento:





Assunto: Organização de MILÍCIA na fazenda Santa Clara da Brasil Ecodiesel com o objetivo de intimidar trabalhadores e advogados e prejudicar ação trabalhista na Vara do Trabalho de São Raimundo Nonato – Piauí.



A fazenda Santa Clara pertence à empresa Brasil Ecodiesel S/A e está localizada no município de Canto do Buriti. Foi implantada com o objetivo de produzir mamona para a produção de biodiesel na fábrica localizada em Floriano-PI.

Para a produção da mamona foram contratadas 630 famílias que seriam responsáveis pelo cultivo da oleaginosa.

Em dezembro de 2009 a empresa Brasil Ecodiesel encerrou suas atividades no Piauí fechando a fábrica de Floriano. Neste mesmo ano a empresa não mais plantou mamona na fazenda Santa Clara, pois não tinha mais interesse na produção de biodiesel no Piauí nem da permanência dos trabalhadores na fazenda.

Os trabalhadores da fazenda Santa Clara não foram informados da situação de abandono pela empresa. Inesperadamente o INCRA se apresenta como sendo o responsável pelos trabalhadores a partir da reunião que fora realizada para o fim deste comunicado. Os trabalhadores não concordaram e um impasse foi criado, pois a Brasil Ecodiesel não tendo mais interesse no projeto deseja de qualquer forma se isentar de qualquer responsabilidade frente aos trabalhadores e estes por sua vez buscam receber os seus direitos trabalhistas via Judiciário. O INCRA relutou para que os trabalhadores concordassem com a proposta, mas o pleito foi em vão.

Em janeiro de 2010 os trabalhadores da Fazenda Santa Clara ajuizaram ação na Justiça do Trabalho na Vara de São Raimundo Nonato – Piauí buscando o reconhecimento dos seus direitos trabalhistas. Para o feito foi contratado o escritório de advocacia Ivaldo Fontenele com sede em Teresina – Piauí. Mais de 800 trabalhadores já manifestaram interesse em recorrer ao Judiciário e autorizaram o escritório no sentido de buscar a tutela jurídica. Em trono de 400 ações já foram ajuizadas com a realização de várias audiências.

Mesmo antes dos trabalhadores ajuizarem a ação trabalhista a empresa Brasil Ecodiesel através do administrador da Fazenda, um elemento por nome de Pitu, iniciou um processo de retaliação e intimidação: “quem entrar na justiça não vai mais receber o salário nem a cesta básica, a Brasil Ecodiesel somente vai indenizar quem não entrar na Justiça, quem entrou com ação vai ter que sair da casa, as pessoas que entraram com ação vão perder a aposentadoria”. Essas ameaças subsistem até o momento. Não tendo como se esquivar do pagamento dos direitos dos trabalhadores a conduta adotada pela empresa é a de manter um clima de assombração na fazenda.

Mais recentemente a Brasil Ecodiesel lançou mão do expediente de organizar uma MILÍCIA ARMADA na fazenda Santa Clara. Em torno de 50 pessoas vigiam a fazenda ininterruptamente, uma parte levando ameaças de toda sorte aos moradores. A situação instalada na fazenda Santa Clara é de instabilidade de segurança o que acarreta grande possibilidade de risco de vida das pessoas.

Outra conduta adotada pela empresa através do administrador da fazenda tem sido abordar os trabalhadores que ajuizaram ação no sentido de suborná-los para que estes possam depor em favor da empresa. Este fato se consumou com o depoimento do senhor João DA Silva, vulgo João da Eva, morador da Célula V, tomada no dia 24 de março de 2010. Neste caso específico o administrador manteve contato com o trabalhador em sua residência no município de Alvorada do Gurguéia onde lhe ofereceu R$ 400,00 (quatrocentos reais) pelo depoimento favorável à empresa. Tal fato tem por base o depoimento do próprio trabalhador para diversos moradores da fazenda nos seguintes termos: “eu recebi o dinheiro, mas estou arrependido, pois não me prejudiquei sozinho”. O senhor João, logo que chegou da audiência em São Raimundo Nonato fechou a sua casa na fazenda e se dirigiu com toda a família para o município de Alvorada do Gurguéia. A conduta subsiste e o administrador continua oferecendo vantagens para aqueles que quiserem depor em favor da empresa.

Fato que não pode deixar de ser relatado se relaciona com a “notícia” de que os advogados do escritório Ivaldo Fontenele estariam presos por estarem exercendo a advocacia sem o cumprimento dos preceitos legais. Esta “notícia” partiu do próprio administrador da fazenda que se utilizou dos empregados da empresa para divulgar tal “informação” por todas as células onde moram os trabalhadores. Que a Brasil Ecodiesel já havia ganhado a ação e o melhor que os trabalhadores podia fazer era retirar a ação que estava a tramitar na Vara do Trabalho em São Raimundo Nonato-PI.

Nesta última sexta feira, dia 02 de abril de 2010 fato inusitado e chocante aconteceu na Fazenda Santa Clara. Dois funcionários do escritório de advocacia Ivaldo Fontenele se dirigiram à fazenda para comunicar das audiências que deveriam ser realizadas entre os dias 5 e 16 de abril, se dirigiram à rádio comunitária para fazer o informe e quando chegaram ao local foram surpreendidos por um grupo de “jagunços” armados de facão, foice, faca e porretes que invadiram a sede da rádio, causando um grande tumulto em decorrência da violência física que impuseram não permitindo que a informação fosse efetivada. No contexto até ameaça de morte foi ventilada: “vou em casa buscar um revólver para resolver essa parada”, disse um dos jagunços.

É de bom alvitre esclarecer que os elementos encontravam-se embriagados e a mando do administrador da fazenda, um elemento por codinome Pitu, “que liberou o dinheiro da pinga”. No momento que ocorreu o fato o locutor que se encontrava na rádio foi brutalmente atingido por um dos jagunços que torceu o seu braço e lhe aberturou. O clima foi de grande tensão e somente não ocorreu morte porque os funcionários do escritório e o locutor da rádio saíram do local. Os jagunços continuaram no local esperando a polícia chegar, pois de acordo com o discurso adotado quem manda na fazenda Santa Clara é o elemento de nome Pitu.

Os funcionários do escritório Ivaldo Fontenele não tendo qualquer segurança para efetivar o comunicado das audiências se retiraram da fazenda em direção à cidade de Canto do Buriti – Piauí onde fizeram uma queixa crime na Delegacia de Polícia que pode ser constatado pelo Boletim de Ocorrência 185/2010.

O fato ocorrido na fazenda Santa Clara da Brasil Ecodiesel, no município de Canto do Buriti não é compatível com o estado democrático de direito adotado em nosso País. Dessa foram é de suma importância que o Estado atue de forma veemente para que a situação não se torne corriqueira e como o balizador das relações sociais. Os trabalhadores da fazenda Santa Clara têm o direito de buscar junto ao Judiciário a tutela que acreditam ter. A Brasil Ecodiesel não pode privar os trabalhadores desse direito, sobretudo com a utilização de MILÍCIA ARMADA. O Estado é quem deve decidir de que lado está o direito. É inoportuna e repugnante a conduta de intimidar o mais fraco para que uma vontade seja imposta.

Pedimos providências urgentes para que os trabalhadores do projeto Santos Clara possam viver em paz aguardando o resultado da demanda jurídica que está em curso na Vara do Trabalho em São Raimundo Nonato – Piauí. Como também para que o exercício da atividade advocatícia possa ser exercido nos ditames legais de nosso país.



Nestes termos, aguarda deferimento,

Teresina, 5 de abril de 2010.



Ivaldo Carneiro Fontenele Júnior

Advogado OAB/PI – 3160





Órgãos/Entidades que o documento foi encaminhado:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR PRESIDENTE DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – PIAUÍ

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL NO PIAUÍ

EXCELENTÍSSIMO SENHOR SUPERINTENDENTE REGIONAL DO TRABALHO E EMPREGO NO PIAUÍ

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR PROCURADOR CHEFE DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO NO PIAUÍ

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ CHEFE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO NO PIAUÍ

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR SECRETÁRIO DE SEGURANÇA DO ESTADO DO PIAUÍ

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA VARA DO TRABALHO DE SÃO RAIMUNDO NONATO-PI

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR PROMOTOR DA CIDADE DE CANTO DO BURITI-PI

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DEPUTADO PRESIDENTE DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO PIAUÍ

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DEPUTADO PRESIDENTE DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

EXCELENTÍSSIMO SENHOR SENADOR PRESIDENTE DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DO SENADO FEDERAL

EXCELENTÍSSIMO SENHOR SECRETÁRIO GERAL DA ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO – OIT NO BRASIL

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR PROCURADOR CHEFE DO MINISTÉRIO PÚBLICO NO PIAUÍ

EXCELENTÍSSIMO SENHOR COORDENADOR DA COMISSÃO PASTORAL DA TERRA NO PIAUÍ

EXCELENTÍSSIMO SENHOR COORDENAR DA CÁRITAS BRASILEIRA NO PIAUÍ

31/03/2010 às 11h05min

FUNAGUAS Ajuíza Ação Civil Pública Contra Hidrelétricas

Foto: Judson Barros Mais areia do que água no rio
Mais areia do que água no rio
Foto: Judson Barros Banco de areia no Baixo Parnaíba
Banco de areia no Baixo Parnaíba

A Fundação Águas do Piauí ajuizou ação na Justiça Federal contra o IBAMA, CHESF e as empresas privadas ENERGIMP S/A, CNEC Eng. S/A E A Construtora Queiroz Galvão, pedido liminarmente a suspensão imediata do processo de licenciamento para a construção de cinco hidrelétricas no rio Parnaíba. A Fundação busca também, no pedido principal, que o Judiciário determine pela não construção das hidrelétricas.

O IBAMA é órgão da Administração Pública responsável pela liberação do licenciamento. A CHESF juntamente com as empresas formam o grupo de empreendedores responsáveis pelo Estudo de Impacto Ambiental e pela construção do complexo hidrelétrico.

As usinas serão construídas nos seguintes locais: Ribeiro Gonçalves, Uruçuí, Floriano (Cachoeira), Amarante (Estreito), Palmeirais (Castelhano) e produzirão por volta de 400 MW de energia elétrica.

De acordo com o advogado da Fundação Águas, Ivaldo Fontenele, o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório é superficial e apresenta grande inconsistência jurídica, está eivado de vícios e ilegalidades. Com base no EIA/RIMA é que a Fundação Águas – FUNAGUAS ajuizou a ação. “A obra não se justifica nem ambientalmente, nem socialmente, nem economicamente, diz o advogado.

Veja alguns aspectos ilegais e imorais levantados pela Fundação na Ação Civil Pública:

“A mobilização para as audiência foi executada com tanta negligência que podemos dizer que a população não foi consultada para tomar uma decisão tão importante que diz respeito à vida de milhões de pessoas”.

“As medidas mitigadoras explicitadas no EIA/RIMA é “coisa para inglês ver”.

“A inundação provocada pelo Complexo de Hidrelétrica do Rio Parnaíba terá uma extensão de aproximadamente 800 km (Teresina a Ribeiro Gonçalves)”.

“Consta do RIMA, na página 44; “a bacia hidrográfica do rio Parnaíba é relativamente pobre em peixes”; e continua: “as condições ambientais do rio não são boas para o desenvolvimento de peixes”; e mais: as águas turbulentas e barrentas do rio Parnaíba colabora para que haja menor quantidade de tipos e de número de peixes”. É tanta informação absurda e desordenada, que se pode imaginar até mesmo que esse EIA/RIMA talvez não tenha sido realizado no rio Parnaíba”.

“O abastecimento de água de vários municípios que se localizam na margem do rio é feito através do rio Parnaíba. Em Teresina, por exemplo, quase a totalidade da água consumida provém deste curso d’água. No estudo não consta desse aspecto de extrema importância para as populações que se vivem dessa água”.

De acordo com o Presidente da ONG FUNAGUAS a obra tem meramente cunho eleitoreiro, pois justamente neste ano o Governo inventa de fazer cinco usinas hidrelétricas no rio Parnaíba. O Presidente afirma que com a metade do orçamento inicial, de 2,2 bilhões, que está previsto para as obra é possível construir um parque eólico com a mesma capacidade de geração de energia, causando muito menos impactos ambientais. “Essa obra tem finalidade de desviar dinheiro público para financiar a campanha de 2010”. Conclui Judson Barros.

Vídeo sobre HE no rio Parnaíba: http://www.youtube.com/watch?v=yuAZoy1ymkI





29/03/2010 às 14h47min

Os Doidos de Uruçuí e a Isenção Fiscal do Governador WD

Quando morei em Uruçuí convivi com muitos doidos, a Maria Laura que perdeu o juízo numa “taca”, o Lourenço que caminhava de Uruçuí a Floriano, o Zé da Malara com a sua esposa Severa que não gostavam nem de banhar nem de tirar foto, ainda tinha o Zé Bernardino que só falava em bilhão e trilhão. Este último se aproximava do que é a Máfia da Isenção Fiscal no Piauí encabeçada pelo chefe do Executivo do Estado.

O esquema tem como fim único o financiamento da política eleitoreira de compara voto implantada pelo atual governo (do PT para não haver dúvidas de quem estamos falando). E agora vai ser nesse tom. Se o João Claudino chamou o Governador de “moleque sem palavra” e este nada respondeu enfiando a viola no saco e se calando eu também posso ter o gostinho de chamar o Governador de “larápio, picareta”. Vamos ver o que fazer comigo. Quero dizer que já fui demitido por ele do emprego que conquistei na SEFAZ através de concurso público. Não vai puder mais me ameaçar no emprego.

Onde tenho andado o povo tem dito: “o futuro Governador do Piauí vai ser o filho do João Claudino”. Eu também concordo do modo que está indo. O WD nem vai se afastar porque o João Claudino ameaçou e pelo jeito tem muita bala na agulha. E o povo ainda diz mais: “vai se eleger porque tem dinheiro para comprar a eleição (vamos ver o que o Ministério Público vai fazer. Será que nem o MP tem moral com o dono do Piauí?). Agora eu quero dizer, com o esquema da isenção fiscal até os doidos do Uruçuí compram mandato de Governador e seja lá do que for.

Este esquema da isenção fiscal, até onde o TCE-PI pode averiguar, talvez não fez a pesquisa na totalidade, retira do erário do Estado do Piauí 126 milhões de reais por ano, ainda sem computar a Suzano Celulose, que nem bem chegou e já tem 15 anos de isenção. Será que já financiou muita gente boa do PT na eleição de Prefeito e Vereador?

Veja os documentos do TCE-PI – Tribunal de Contas do Estado do Piauí.

 









26/03/2010 às 06h46min

E agora? O escritor também é contra o desenvolvimento?

Foto: Judson Barros Assoreamento intenso no leito do rio Parnaíba
Assoreamento intenso no leito do rio Parnaíba

Os ambientalistas (os de verdade, não os de mentirinha negociadores de Natureza) são os que pagam o pato, são os "contra o desenvolvimento". E agora? O escritor também se enquadra nessa classificação? 

O projeto de fazer cinco HE no rio Parnaíba só tem uma finalidade: desviar dinheiro público para financiar a campanha política do PT, tanto em nível federal como estadual. 

Veja abaixo o importante protesto do escritor: 



Em defesa de Amarante
Alberto da Costa e Silva

Chega-me a notícia de que se pretende afogar nas águas de uma represa a cidade piauiense de Amarante. O autor da desastrada idéia não deve saber o que é belo ou lhe ter horror. Assemelha-se a quem planejasse destruir, em Minas Gerais, Mariana ou Tiradentes, ou aterrar, no Rio de Janeiro, a enseada de Botafogo.


Amarante é um dos mais felizes matrimônios que conheço da natureza com as obras dos homens. Do alto da escadaria Da Costa e Silva, a visão é de tirar o fôlego. Um espetáculo inesquecível, como me repetem todos aqueles que, em minha companhia, de lá correram os olhos sobre o casario entrecortado de árvores, a descer para o rio Parnaíba e, na outra margem, a praia branca e os chapadões do Maranhão. Tampouco lhes sai da memória o passeio pelas ruas do centro histórico, com suas casas oitocentistas ou do início do século XX, algumas delas traduções sertanejas de estilos da belle époque, outras a nos mostrarem em sua simplicidade de linhas como pela via humilde se pode atingir a mais alta beleza.


Há poucos meses, exibiu-se no Teatro R. Magalhães Júnior, da Academia Brasileira de Letras, para cerca de 300 pessoas, o filme O retorno do filho, de Douglas Machado. O público, formado majoritariamente por escritores, artistas e amantes das letras e das artes, ficou, primeiro, surpreso, e, depois, deslumbrado com as imagens de Amarante. Não faltou quem me dissesse que não podia sequer imaginar que no Piauí houvesse uma cidade tão linda e tão diferente como paisagem, e não foram poucos os que se prometeram cumprir o dever de visitá-la. A reação dos que viram o filme confirmou em mim ser Amarante um dos sítios com maior vocação turística do Piauí sendo dois outros Oeiras e o delta do Parnaíba.


Quem não cuida do que foi inventivo, afortunado e harmonioso em seu passado não merece o futuro. Amarante foi um dos mais importantes ancoradouros do Parnaíba, quando o rio era o caminho que ligava o litoral ao sertão. Pelo plano inclinado que continua até as águas a rua principal da parte antiga da cidade desciam e subiam, arrastadas ou sobre roletes, as mercadorias que lhe animavam o comércio. Nesse pano inclinado, nessa rua e também nas vizinhas, brincou, menino, o maior poeta do Piauí. Foi a conviver com esse casario e com o fluir do Parnaíba, que ele descobriu que sua terra natal era um céu, se havia um céu sobre a terra, "um céu sob outro céu tão límpido e tão brando / que eterno sonho azul parece estar sonhando", a Amarante da qual jamais se apartou emocionalmente no exílio. O poeta seguramente se indignaria, se soubesse que se planeja inundar a sua cidade bem-amada. E ficaria ao nosso lado, ao considerar um despautério que se tenha, para construir uma usina hidrelétrica, de destruir um conjunto arquitetônico invulgar, que é um dos sítios mais importantes do patrimônio cultural e histórico do Piauí. .

(*) Alberto da Costa e Silva é membro da Academia Brasileira de Letras.

Veja filme sobre as hidrelétricas no rio Parnaíba:
http://www.youtube.com/watch?v=QCrpXo2tg9w


14/03/2010 às 11h55min

BNB financia projeto de destruição ambiental no Cerrado-PI

Foto: Judson Barros Carvoaria na Chapada Grande destrói o Cerrado
Carvoaria na Chapada Grande destrói o Cerrado
Foto: Judson Barros Cerrado vira carvão na Chapada Grande
Cerrado vira carvão na Chapada Grande

 O BNB financia o maior projeto de destruição ambiental do Piauí e um dos maiores do Brasil. O projeto tem a fachada de reflorestamento, mas de fato é apenas de conversão da floresta nativa do Cerrado para monocultura de eucalipto. O projeto está localizado entre os municípios de Regeneração e Tanque do Piauí, na Chapada Grande.

O objetivo básico do projeto é transformar o Cerrado nativo em carvão. Em torno de 2 mil fornos estão instalados na fazenda que leva o mesmo da chapada. A atividade de transformação da mata nativa em carvão é intensa funcionando em regime de 24 horas.

Não é do conhecimento público o processo de licenciamento e se a atividade está de fato nos conformes da lei.

A Suzano Celulo possui dentro do projeto várias áreas plantadas para fazer testes de variedades. 

Veja os filmes da destruição da Chapada Grande: http://www.youtube.com/watch?v=uwqm2EceZyE


Fotos da Fazenda Chapada Grande:










11/03/2010 às 07h15min

Coisa de Gang

Foto: Judson Barros Comunidade Riacho dos Negros na audiência
Comunidade Riacho dos Negros na audiência
Foto: Judson Barros Comunidades protestam contra a HE
Comunidades protestam contra a HE

Assim foi a audiência pública para o IBAMA liberar as hidrelétricas no rio Parnaíba. Os doutores falaram para os leigos e os imbecis, justificaram tim tim por tim, tudo. Até dá a impressão de que tudo de fato está esclarecido e todos, por fim, convencidos. Um descaramento sem precedente para viabilizarem interesses escusos e rapineiros. De um lado o IBAMA, ANA, CHESF, SEMAR-PI e as empresas responsáveis pelos estudos de viabilidade e de impactos ambientais, mirando igualmente um urubu na carniça o "tufo" de grana que vai comer e repassar uma parte para o caixa 2 de alguns políticos, principalmente os da base aliada. Do outro lado o povo, que vai se lascar, se f. Mas para estes somente o "rega bofe". Estes não estão incluídos nos estudos, não são sequer figurantes. Ah, o Ministério Público (Federal e Estadual) também estava presente, mas até onde acompanhei a reunião chegaram calados e permaneceram.

As hidrelétricas do rio Parnaíba são obras faraônicas, visam apenas desviar dinheiro público num ano eleitoreiro. Não tem finalidade econômica alguma. O dano ambiental causado será estratosférico, o prejuízo social inigualável, 20 mil pessoas serão desalojados de suas moradias, onde vivem dignamente se alimentado 3 vezes por dia. Serão tangidas para as periferias das cidades para a marginalidade ou irão morar nas chapadas longe do rio que é o grande provedor do sustento delas.

Não existe outro conceito para o negócio que não seja coisa de bandido, de gang. Isto é o que melhor qualifica o teatro da audiência pública manipulada pelo IBAMA para licenciar as HE do rio Parnaíba. 

Vídeo da audiência: http://www.youtube.com/watch?v=tzJuYADWzHY

09/03/2010 às 18h13min

Desastre da Brasil Ecodiesel no Piaui repercute na bolsa

Foto: Judson Barros Produção clandestina de carvão na Faz. Santa Clara
Produção clandestina de carvão na Faz. Santa Clara
Foto: Judson Barros Distribuição de água em tambor de produto químico
Distribuição de água em tambor de produto químico

As ações ON da Brasil Ecodiesel caíram 9,3% na sexta-feira, na segunda-feira dia 08.03 o ativo registrou declínio de 3,42%, a R$ 1,13, e giro de R$ 94 milhões, na terça-feira 09.03 as ações caíram 0,88%. Em apenas três dias a empresa amarga uma desvalorização de 13,60% em suas ações.

A Fazenda Santa Clara da Brasil Ecodiesel em Canto do Buriti-PI foi desativada e a fábrica em Floriano-PI foi fechada. A Fazenda Santa Clara era a responsável pelo Selo Combustível Social da empresa. A situação atual na fazenda é de abandono.

Os trabalhadores, sem terem perspectivas ajuizaram ação trabalhista na Vara do Trabalho de São Raimundo Nonato-PI. Mesmo assim continuam sofrendo represálias por parte da empresa.

Relatório elaborado pela DRT-PI concluiu que a situação dos trabalhadores eram análogas às de escravo. A empresa cortava os salários e suspendia a cesta básica caso os trabalhadores não cumprissem as determinações dos administradores da Fazenda Santa Clara.

Para completar o “menu” o Ministério do Desenvolvimento Agrário suspendeu o Selo Combustível Social da Brasil Ecodiesel pelo fato da empresa não cumprir o acordo no aspecto social. As terras que a Brasil Ecodiesel recebeu (em nome Enguia Power) de presente do Governo do Piauí já estão dispostas a venda. Foi de 40 mil hectares o presente.

Vídeos da Fazenda Santa Clara: http://www.youtube.com/watch?v=vDVMLyP9NXE





07/03/2010 às 16h06min

Hidrelétricas do Rio Parnaíba começam a matar

Foto: Judson Barros Hidrelétricas do Rio Parnaíba começam a matar
Hidrelétricas do Rio Parnaíba começam a matar

Um senhor, por volta de 90 anos, por nome Gonçalo, possou mal hoje pela manhã na comunidade de Riacho dos Negros no município de Palmerais-PI. A situação na comunidade e em outras nos arredores da localidades Castelhano é de grande angústia e incerteza, pois nesse local vai ser construída uma hidrelétrica que atingirá toda a população da região.

A situação de pavor que vivem os moradores é indescritível, mas o IBAMA e a SEMAR controlam todo o processo das audiências públicas para em seguida executarem o processo de licenciamento. Construtoras interesadas fazem o restante do serviço. 

As comunidades do entorno da barragem de Castelhano têm se pronunciado contra a contrução. O IBAMA marcou para hoje a audiência pública de Palmerais às 16 horas. Coisa pensada para esvaziar a audiência.





Vídeos sobre a situação: http://www.youtube.com/watch?v=xYxmyCZyn70

06/03/2010 às 20h06min

Mais Cinco

A hidrelétrica de Boa Esperança ainda não foi concluída.

A HE de Boa Esperança teve sua construção iniciada na década de 70 durante o regime militar, que não era como o PT, que só promete, eles faziam. Também metiam o cacete.

A obra está inacabada, faltam as eclusas que datam da mesma época. Não consta de nenhum projeto governamental a conclusão da obra. E mesmo antes da conclusão desta o projeto do atual governo é construir mais cinco HE no rio Parnaíba. Só ainda não explicou quais os verdadeiros motivos para este empreendimento.

De cara já é possível perceber que não parece ter seriedade a conversa. Caminha mais no rumo da politicagem, da promessa descabida e do desvio de dinheiro público através de obras de infra estrutura, pois nas pontes, nas estradas e nas barragens é bem mais difícil o TCU e o TCE conseguirem provar que o cimento da nota fiscal é muito maior que o cimento que de fato foi utilizado.

Em oito anos de governo do PT em nível estadual e federal nenhuma palha foi movida no sentido de construir tais hidrelétricas. Mas agora, justamente no ano de 2010, ano eleitoreiro, a estória é construir cinco HE. É difícil até de entender como vão construir 5 HE em seis meses. Apenas para lembar, foram oito anos para o "metrô" de Teresina com apenas 800 metros.  

Sem discutir com a sociedade, em particular com as pessoas que vivem na margem do rio e serão atingidas querem fazer a coisa a toque de caixa. O dinheiro precisa ser liberado até o final de março, pois em abril o Goverandor pode ser outro.

As comunidades localizadas no município de Floriano que serão atingidas pela barragem da localidade Cachoeira já demonstraram ser contra a construção da obra. As comuunidades de Castelhano e Riacho dos Negros em Palmerais, em reunião, também se manifestaram  que não querem a construção.

Mas o governo quer... e tudo indica que vai impor.

Veja vídeo da barragem de Boa esperança: http://www.youtube.com/watch?v=5vIBv212bKA


Fotos: Obra inacabada das eclusas
 


06/03/2010 às 19h34min

Em nome do Piauí e do Planeta, seja bem vindo

O Gterra fica orgulhoso de ter em suas entre linhas o vacacionado e ambientalista Judson Barros. Faça desta Tribuna o mais livre eco de defesa do nosso estado e do planeta... Seja bem vindo!

A Direção