Justiça
Redação do Gterra, 18/03/2010 às 20h53minCom acesso restrito, júri do casal Nardoni só terá 77 na plateia
Para associação dos advogados, julgamento pode servir de exemplo.
Edição: Gterra
A Justiça vai controlar o acesso ao julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, que terá início nesta segunda-feira (22). Apenas 77 pessoas serão autorizadas a ocupar a plateia do Tribunal do Júri.
Por isso, uma vaga será muito disputada. A Associação dos Advogados Criminalistas de São Paulo quer usar o julgamento como exemplo na formação de novos advogados. E os novatos querem estar presentes.
“É um julgamento que marcará época. Não houve provavelmente um julgamento semelhante a este nos últimos 50, 100 anos”, diz Juan Carlos Muller, presidente da associação.
Mas o acesso ao plenário será mais do que restrito. Dos 77 lugares da plateia, 20 foram reservados para jornalistas. O restante será ocupado por convidados, parentes dos réus e da vítima.
A restrição de acesso ao Tribunal do Júri é proporcional à repercussão internacional do caso. A ideia é manter o ambiente livre de pressões externas que possam influenciar os jurados, que já vão chegar com muita informação sobre a morte da menina Isabella.
“Não há como não ter informação de um caso como esse. Mas eu acredito piamente que as pessoas que vão julgar terão a oportunidade de conhecer bem a prova, vão poder comparar com o que já sabem, vão poder formar uma convicção que lhes permitirá participar do julgamento e acredito, sim, que vai resultar numa sanção merecida”, afirma o promotor Francisco Cembranelli.
“A gente não pode ser hipócrita. Todo mundo tem que pensar: como é que vão os jurados para aquele júri? Vão ali para condená-los. Vão ali achando, porque tudo que assistiram e o que viram foi isso. E não é verdade”, afirma o advogado de defesa Roberto Podval.

A Justiça vai controlar o acesso ao julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, que terá início nesta segunda-feira (22). Apenas 77 pessoas serão autorizadas a ocupar a plateia do Tribunal do Júri.
Por isso, uma vaga será muito disputada. A Associação dos Advogados Criminalistas de São Paulo quer usar o julgamento como exemplo na formação de novos advogados. E os novatos querem estar presentes.
“É um julgamento que marcará época. Não houve provavelmente um julgamento semelhante a este nos últimos 50, 100 anos”, diz Juan Carlos Muller, presidente da associação.
Mas o acesso ao plenário será mais do que restrito. Dos 77 lugares da plateia, 20 foram reservados para jornalistas. O restante será ocupado por convidados, parentes dos réus e da vítima.
A restrição de acesso ao Tribunal do Júri é proporcional à repercussão internacional do caso. A ideia é manter o ambiente livre de pressões externas que possam influenciar os jurados, que já vão chegar com muita informação sobre a morte da menina Isabella.
“Não há como não ter informação de um caso como esse. Mas eu acredito piamente que as pessoas que vão julgar terão a oportunidade de conhecer bem a prova, vão poder comparar com o que já sabem, vão poder formar uma convicção que lhes permitirá participar do julgamento e acredito, sim, que vai resultar numa sanção merecida”, afirma o promotor Francisco Cembranelli.
“A gente não pode ser hipócrita. Todo mundo tem que pensar: como é que vão os jurados para aquele júri? Vão ali para condená-los. Vão ali achando, porque tudo que assistiram e o que viram foi isso. E não é verdade”, afirma o advogado de defesa Roberto Podval.


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