Justiça
Redação do Gterra, 11/03/2010 às 16h44minDelegada acusada de matar namorado é absolvida
Grávida de seis meses, a delegada de PolÃcia Civil, Maria VirgÃnia, sentou no banco dos réus após uma hora de atraso no julgamento
Edição Gterra
A delegada da Polícia Civil Maria Virgínia Grimwood, acusada pelo Ministério Público de ser a autora de crime de homicídio praticado contra o namorado, Heldenilson Costa Holanda, investigador da Polícia Civil, foi absolvida em julgamento realizado ontem.
Os advogados de defesa sustentaram a negativa de autoria e o Minitério Público a insuficiência de provas. A absolvição foi requerida com base no “indúbio pró réu”, ou seja, em caso de dúvidas quanto ao envolvimento do réu no crime, deve o resultado do julgamento ser em favor do acusado. A sentença foi proferida por volta das 18h, na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Belém.
Grávida de seis meses, a delegada de Polícia Civil, Maria Virgínia, sentou no banco dos réus após uma hora de atraso no julgamento. Acusada da morte do namorado com um tiro na cabeça, em 7 de junho de 2003, ela teve o julgamento adiado por três vezes, sendo o último em 8 de outubro de 2007, quando o MPE solicitou perícia do livro do Instituto Médico Legal (IML) por aparentar rasuras.
No julgamento de ontem, foram ouvidas três testemunhas de acusação e cinco de defesa. Durante o depoimento dos familiares da vítima, destacou-se o ciúme de ambos, com ênfase para Maria Virgínia, e o comportamento de Heldenilson. Já o perito criminal falou sobre as marcas que vítima e ré apresentavam no corpo. Para a promotoria, trata-se de um crime de homicídio. Já a defesa sustenta a tese de suicídio.
“Não há testemunhas oculares, portanto são os peritos que deverão assinalar o que aconteceu. Em relação ao levantamento do livro do IML, que o MPE acreditava haver rasuras e não tinha, isto acabou atrasando o processo. Além disso, toda a base do processo sustenta a inocência de Virgínia, comprovando que Heldenilson cometeu suicídio”, pontua o advogado Antônio Freitas Leite.
Sobre o assunto, o promotor de Justiça Edson Cardoso diz que o processo não pode prosseguir se houver dúvidas. “Não foi eu que acatei o adiamento, mas o juiz. Havia lesões no corpo dela, o rosto da vítima apresentava arranhões, o sapato da ré estava ao lado do corpo e a arma, que deveria estar perto de uma vítima que teria suicidado, estava distante. O que atrasou foi a demora do IML em entregar as diligências”, esclarece.

A delegada da Polícia Civil Maria Virgínia Grimwood, acusada pelo Ministério Público de ser a autora de crime de homicídio praticado contra o namorado, Heldenilson Costa Holanda, investigador da Polícia Civil, foi absolvida em julgamento realizado ontem.
Os advogados de defesa sustentaram a negativa de autoria e o Minitério Público a insuficiência de provas. A absolvição foi requerida com base no “indúbio pró réu”, ou seja, em caso de dúvidas quanto ao envolvimento do réu no crime, deve o resultado do julgamento ser em favor do acusado. A sentença foi proferida por volta das 18h, na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Belém.
Grávida de seis meses, a delegada de Polícia Civil, Maria Virgínia, sentou no banco dos réus após uma hora de atraso no julgamento. Acusada da morte do namorado com um tiro na cabeça, em 7 de junho de 2003, ela teve o julgamento adiado por três vezes, sendo o último em 8 de outubro de 2007, quando o MPE solicitou perícia do livro do Instituto Médico Legal (IML) por aparentar rasuras.
No julgamento de ontem, foram ouvidas três testemunhas de acusação e cinco de defesa. Durante o depoimento dos familiares da vítima, destacou-se o ciúme de ambos, com ênfase para Maria Virgínia, e o comportamento de Heldenilson. Já o perito criminal falou sobre as marcas que vítima e ré apresentavam no corpo. Para a promotoria, trata-se de um crime de homicídio. Já a defesa sustenta a tese de suicídio.
“Não há testemunhas oculares, portanto são os peritos que deverão assinalar o que aconteceu. Em relação ao levantamento do livro do IML, que o MPE acreditava haver rasuras e não tinha, isto acabou atrasando o processo. Além disso, toda a base do processo sustenta a inocência de Virgínia, comprovando que Heldenilson cometeu suicídio”, pontua o advogado Antônio Freitas Leite.
Sobre o assunto, o promotor de Justiça Edson Cardoso diz que o processo não pode prosseguir se houver dúvidas. “Não foi eu que acatei o adiamento, mas o juiz. Havia lesões no corpo dela, o rosto da vítima apresentava arranhões, o sapato da ré estava ao lado do corpo e a arma, que deveria estar perto de uma vítima que teria suicidado, estava distante. O que atrasou foi a demora do IML em entregar as diligências”, esclarece.


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