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Redação do Gterra, 23/05/2011 às 17h32min

Justiça autoriza quebra do sigilo telefônico da amante loira

O Tribunal de Justiça (TJ-RJ) autorizou, nesta segunda-feira, a quebra do sigilo dos dados cadastrais telefônicos de Verônica Verone de Paiva, assassina confessa de Fábio Gabriel Rodrigues em um motel de Itaipu, Região Oceânica de Niterói

Foto: Deisi Rezende / Agência O Dia Policia conduzindo a loira para a prisão
Policia conduzindo a loira para a prisão
Edição Gterra


O juiz Peterson Barroso Simão, da 3ª Vara Criminal de Niterói, na mesma decisão que prorrogou a prisão temporária de Verônica Verone de Paiva por mais 25 dias, autorizou a quebra do sigilo de seis linhas telefônicas móveis.

Ele determinou que as operadores informem, em 72 horas, o nome e CPF de cada titular dos respectivos números, quais foram as chamadas ou chamadores no período de 01/09/2010 até 18/05/2011. A decisão atendeu a requerimento feito pela Polícia, com manifestação favorável do Ministério Público estadual.

Para o magistrado, a medida vai complementar os trabalhos de investigação. “Esta medida também visa a trazer outros elementos esclarecedores ao fato e sanar algumas contradições na confrontação dos depoimentos até agora colhidos que geraram distorções”, destacou.

Ele disse ainda que “de forma trágica e incomum, a violência de dimensão epidêmica também atingiu o ponto alto do relacionamento humano, aquele decorrente do chamado amor. Por isso, todos os fatos precisam ser exaustivamente pesados, investigados e apurados”. A decisão foi proferida na última quarta-feira.

Peritos que participaram, no último sábado, da reconstituição do assassinato do empresário morto no dia 14 de maio, disseram ao Fantástico, da TV Globo, que a assassina confessa teria força suficiente para arrastar sozinha o corpo da vítima do quarto até a garagem. Para simular o corpo de Fábio, os policiais utilizaram na reconstituição um saco de areia com o mesmo peso do empresário - 90 quilos.

Reconstituição do crime

A simulação do assassinato no motel de Niterói durou cinco horas. A polícia fez ainda acareação entre a suspeita e os funcionários do motel para detectar possíveis contradições. O laudo deve ficar pronto em 30 dias.

A movimentação no motel começou às 11h30 e terminou às 16h30. Para simular o corpo do empresário, um saco de areia de 90 quilos, peso de Fábio, foi usado. A polícia espera esclarecer, entre outras coisas, se Verônica teve ajuda de alguém para arrastar o corpo do quarto até o carro.

Advogado de Verônica, Rodolfo Thompson admite que o depoimento de sua cliente apresenta contradições. “As contradições da minha cliente estão acontecendo de acordo com os fatos, e os fatos mudam. Ela diz que enforcou e acha que o matou. Aí vem o laudo e diz: olha, por aqui não foi”, comentou.

A delegada da 77ªDP (Icaraí), Juliana Rattes, não quis falar sobre a simulação, que foi cercada de cuidados para evitar a aproximação da imprensa e de curiosos. Parte da Estrada Francisco da Cruz Nunes foi interditada.

Irmã de Fábio, Rosemary Barroso ficou revoltada ao ser impedida de participar da simulação. “Não vou acreditar se o laudo apontar que ela arrastou meu irmão sozinha".

O crime

O crime ocorreu há cerca de uma semana em um motel em Niterói. Verônica era amante de Fábio há dois anos. No primeiro depoimento, Verônica disse que Fábio teria bebido com amigos entre 13h e 22h de sexta-feira, antes de encontrá-la em Itaipuaçu, distrito de Maricá. Na casa da jovem, o empresário teria ingerido desinfetante depois que a mãe da estudante tirou uma garrafa de vodca da mão dele. Em seguida, Fábio teria saído com a jovem e ido a duas favelas, Inferninho e Caniçal, na Região Oceânica de Niterói, para comprar maconha e cocaína.

Na chegada ao motel, segundo a acusada, teria ocorrido a tentativa de estupro e a reação. Em seguida, Verônica teria tentado tirar o corpo do motel. Mas, sem conseguir, disse que pagou a conta e saiu no carro de Fábio. Depois, teria ido para casa e telefonado para a irmã, pedindo que ela ligasse para o amante e verificasse se ele estava bem.







Fonte: O Dia RJ

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