Justiça
Redação do Gterra, 09/03/2010 às 10h23minManifestantes cobram a punição do assassino da professora Maria de Jesus
A professora foi morta a golpes de faca pelo ex-marido.
Edição Gterra
São Luis - Alunos e professores da escola municipal Rubem Goulart, localizada no conjunto Centauros (Cohab Anil IV), realizaram uma caminhada na tarde de ontem para cobrar a punição do assassino da professora Maria de Jesus Araújo da Silva, morta aos 36 anos a golpes de faca na porta de casa, também na Cohab, na frente da filha Caroline, de 5 anos, no dia 8 de setembro do ano passado.
O ex-marido e também professor Fernando Antônio Pereira é acusado de ter cometido o crime, após perder a guarda da filha para Maria de Jesus. Segundo colegas de trabalho da professora, Fernando ainda está foragido, e a filha está sob a guarda da mãe do suspeito.
A caminhada partiu da escola Rubem Goulart às 16h30, e contou com a participação dos ex-alunos de Maria de Jesus, que ministrava aulas de inglês para as turmas de sétima e oitava séries, e aulas de português para alunos de quinta série da escola municipal. Os alunos portavam cartazes de protesto e traziam os rostos pintados por desenhos de lágrimas e corações.
A aluna Thalícia da Silva Santos, 14, resumiu a indignação dos colegas. “Acho que é muito perigoso que o assassino esteja solto, porque uma pessoa que faz o que ele fez não é humana. Ele deveria estar preso”, disse a estudante.
Entre os cartazes de protestos, muitos cobravam a prisão de Fernando, ex-professor de Matemática da escola particular São Vicente de Paulo (João Paulo) e da rede pública estadual.
Além da escola Rubem Goulart, Maria de Jesus era professora de ensino médio da escola estadual Margarida Pires Leal (Alemanha), que participou do primeiro e último protesto realizado pelo corpo docente da escola Rubem Goulart, na semana seguinte ao assassinato de Maria de Jesus, há cerca de seis meses. Segundo a diretora da escola Rubem Goulart, Ana Célia Peixoto Lopes, o objetivo do protesto é sensibilizar as autoridades competentes para a barbaridade do crime.
“A gente quer que a polícia pelo menos se sensibilize e realmente busque capturar o assassino. Mas, ao que parece, o caso permanece impune por se tratar da morte de uma simples professora e mulher”, disse Ana Célia, acrescentando que Maria de Jesus não deixou parentes além da filha.
Para a diretora, há descaso por parte da polícia nas investigações. A professora Maria Ribeiro concorda. “A última vez que conversamos com a polícia, eles disseram que há muitas ligações anônimas informando o paradeiro do Fernando, mas nenhuma destas denúncias teria levado a captura dele”, disse Maria, informado que o último paradeiro informado em denúncia anônima teria sido o município de Bacabeira. Para ela, a polícia não tem se empenhando o bastante.
Ameaças
Maria Ribeiro informou que antes do assassinato, Maria de Jesus denunciou várias vezes a polícia as ocorrências de violência e ameaças promovidas por Fernando. Ela questionou o comprometimento da Segurança Pública em defesa aos direitos da mulher. “Sempre dizem que é preciso denunciar, mas e quando se denuncia e nada é feito contra o criminoso, o que fazer?”, perguntou Maria Ribeiro.
A colega de trabalho acompanhou o drama de Maria de Jesus durante a separação do marido, considerado violento, e a conquista da guarda da única filha do casal, Caroline, de 5 anos. “Ela esperou pacientemente pelo resultado da guarda da filha por dois anos, e depois que ganhou a causa, a perseguição aumentou”, disse Maria Ribeiro.

São Luis - Alunos e professores da escola municipal Rubem Goulart, localizada no conjunto Centauros (Cohab Anil IV), realizaram uma caminhada na tarde de ontem para cobrar a punição do assassino da professora Maria de Jesus Araújo da Silva, morta aos 36 anos a golpes de faca na porta de casa, também na Cohab, na frente da filha Caroline, de 5 anos, no dia 8 de setembro do ano passado.
O ex-marido e também professor Fernando Antônio Pereira é acusado de ter cometido o crime, após perder a guarda da filha para Maria de Jesus. Segundo colegas de trabalho da professora, Fernando ainda está foragido, e a filha está sob a guarda da mãe do suspeito.
A caminhada partiu da escola Rubem Goulart às 16h30, e contou com a participação dos ex-alunos de Maria de Jesus, que ministrava aulas de inglês para as turmas de sétima e oitava séries, e aulas de português para alunos de quinta série da escola municipal. Os alunos portavam cartazes de protesto e traziam os rostos pintados por desenhos de lágrimas e corações.
A aluna Thalícia da Silva Santos, 14, resumiu a indignação dos colegas. “Acho que é muito perigoso que o assassino esteja solto, porque uma pessoa que faz o que ele fez não é humana. Ele deveria estar preso”, disse a estudante.
Entre os cartazes de protestos, muitos cobravam a prisão de Fernando, ex-professor de Matemática da escola particular São Vicente de Paulo (João Paulo) e da rede pública estadual.
Além da escola Rubem Goulart, Maria de Jesus era professora de ensino médio da escola estadual Margarida Pires Leal (Alemanha), que participou do primeiro e último protesto realizado pelo corpo docente da escola Rubem Goulart, na semana seguinte ao assassinato de Maria de Jesus, há cerca de seis meses. Segundo a diretora da escola Rubem Goulart, Ana Célia Peixoto Lopes, o objetivo do protesto é sensibilizar as autoridades competentes para a barbaridade do crime.
“A gente quer que a polícia pelo menos se sensibilize e realmente busque capturar o assassino. Mas, ao que parece, o caso permanece impune por se tratar da morte de uma simples professora e mulher”, disse Ana Célia, acrescentando que Maria de Jesus não deixou parentes além da filha.
Para a diretora, há descaso por parte da polícia nas investigações. A professora Maria Ribeiro concorda. “A última vez que conversamos com a polícia, eles disseram que há muitas ligações anônimas informando o paradeiro do Fernando, mas nenhuma destas denúncias teria levado a captura dele”, disse Maria, informado que o último paradeiro informado em denúncia anônima teria sido o município de Bacabeira. Para ela, a polícia não tem se empenhando o bastante.
Ameaças
Maria Ribeiro informou que antes do assassinato, Maria de Jesus denunciou várias vezes a polícia as ocorrências de violência e ameaças promovidas por Fernando. Ela questionou o comprometimento da Segurança Pública em defesa aos direitos da mulher. “Sempre dizem que é preciso denunciar, mas e quando se denuncia e nada é feito contra o criminoso, o que fazer?”, perguntou Maria Ribeiro.
A colega de trabalho acompanhou o drama de Maria de Jesus durante a separação do marido, considerado violento, e a conquista da guarda da única filha do casal, Caroline, de 5 anos. “Ela esperou pacientemente pelo resultado da guarda da filha por dois anos, e depois que ganhou a causa, a perseguição aumentou”, disse Maria Ribeiro.


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