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Justiça

Redação do Gterra, 02/02/2012 às 10h02min

Ministério Público manda arrombar portas de loja

Foi na base de chutes e pés de cabra que as portas da empresa Eletromil Movéis e Eletros foram abertas

Foto: Diário do Pará O arrombamento
O arrombamento
Edição Gterra



A Justiça da comarca de Castanhal determinou, na manhã de ontem, a busca e apreensão na empresa que seria responsável por realizar sonhos através de consórcios.

Depois de receber denúncia de milhares de clientes que foram lesados, o ministério público através do promotor Marco Aurélio Nascimento, apreendeu documentos e computadores da empresa Eletromil.
A ação aconteceu depois de uma determinação da juíza Aline Corrêa Soares, da primeira vara criminal de Castanhal. A ordem é que fosse apreendido tudo que comprovasse danos aos clientes.

“Foi um golpe milionário. Nós estimamos que só aqui em Castanhal a empresa deu um calote de mais de R$ 30 milhões. Sabemos que em outros municípios também há vítimas, mas infelizmente os clientes confiaram nessa empresa”, disse o promotor, Marco Aurélio.

Nascimento enfatizou a dificuldade para ressarcir os clientes. “A empresa não tinha nenhum respaldo legal para atuar em Castanhal, antes da bomba estourar eles cobriam tudo com novos clientes”, disse. A ação contou com o apoio da Polícia Militar, que arrombou as salas onde aconteciam os sorteios, e onde funcionava o caixa e o faturamento da empresa.

Durante três horas de buscas vários cheques, documentos, computadores, móveis, motocicletas e um cofre foram apreendidos. Tudo será analisado por técnicos do Centro de Perícias Renato Chaves. Do lado de fora da loja clientes esperavam uma posição da Justiça. “Eu fiz o consórcio de uma moto, terminei de pagar em setembro, eles pediram pra eu pegar o dinheiro hoje, quando cheguei aqui a loja estava fechada”, contou o agricultor Sandro Vale.

O MP acredita que a Eletromil fez mais de 30 mil vítimas em Castanhal. “Se a pessoa fosse contemplada no primeiro mês deixaria de pagar as parcelas e recebia seu prêmio. Isso não existe, não tem como uma empresa se sustentar dessa maneira. Ninguém dá nada de graça!”, concluiu o promotor.

Nesta sexta-feira o Ministério Público deve ouvir o proprietário da empresa, Eduardo Fancut, para saber o motivo do não pagamento da dívida. Os clientes terão uma resposta sobre o calote somente na próxima segunda-feira.




Fonte: DOL

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