Justiça
Redação do Gterra, 29/01/2009 às 08h11minPresidente do Tribunal de Justiça não aceita que violência seja ligada a mutirão
RAIMUNDO NONATO ALENCAR: "juiz solta, mas também quem manda prender é o juiz"
Edição Gterra
O presidente do Tribunal de Justiça, desembarga- dor Raimundo Alencar, respondeu às criticas do secretário de Segurança Robert Rios sobre o mutirão carcerário e a soltura de presos no Piauí. Ele disse que a culpa da violência não é do mutirão e que Teresina já era violenta antes da sua realização.
"Não se pode colocar a culpa no mutirão por conta da violência na cidade, isso é inaceitável. Antes do mutirão Teresina era sim uma cidade violenta, infelizmente, e é violenta há muito tempo. Vamos por a culpa em outros segmentos, sejam eles ligados à Justiça, sejam eles ligados à administração pública através dos órgãos de segurança", disse.
Em declarações a imprensa, Robert Rios disse que a violência em Teresina havia aumentado por conta dos presos que foram libertados no mutirão feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no final do ano passado, quando mais de 300 presos foram soltos.
Na opinião do presidente do Tribunal de Justiça, os mutirões servem para ajudar na agilidade dos processos, que estavam parados ou tramitando lentamente pela defasagem do número de juízes nas Varas do Estado. "A situação das Varas tomou esse rumo exatamente porque nós não tínhamos, ao longo dos anos anteriores juízes em todas as Varas. Duvido muito que com esses mutirões, com essa soma de esforços, os processos não corram mais rapidamente", defendeu o magistrado.
Raimundo Alencar, afirmou que nenhum juiz ou cidadão quer ver bandidos soltos e disse que quem legitima as prisões também são os juízes. "É lamentável que uma declaração desse naipe seja feita. Juiz nenhum como cidadão nenhum quer ver bandido solto, ainda mais perigoso. Juiz solta, mas quem manda prender também é o juiz. Até a prisão em flagrante precisa de decisão judicial para ser legitimada, a realidade é essa".
O desembargador defendeu a atuação dos juízes do Piauí. "O juiz tem sua convicção formada pela Lei e pela sua consciência, então não adianta qualquer pessoa, seja ela quem for, achar que vai influenciar na decisão de um juiz. A grande maioria dos juízes é consciente de seus deveres e obrigações", finalizou.

O presidente do Tribunal de Justiça, desembarga- dor Raimundo Alencar, respondeu às criticas do secretário de Segurança Robert Rios sobre o mutirão carcerário e a soltura de presos no Piauí. Ele disse que a culpa da violência não é do mutirão e que Teresina já era violenta antes da sua realização.
"Não se pode colocar a culpa no mutirão por conta da violência na cidade, isso é inaceitável. Antes do mutirão Teresina era sim uma cidade violenta, infelizmente, e é violenta há muito tempo. Vamos por a culpa em outros segmentos, sejam eles ligados à Justiça, sejam eles ligados à administração pública através dos órgãos de segurança", disse.
Em declarações a imprensa, Robert Rios disse que a violência em Teresina havia aumentado por conta dos presos que foram libertados no mutirão feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no final do ano passado, quando mais de 300 presos foram soltos.
Na opinião do presidente do Tribunal de Justiça, os mutirões servem para ajudar na agilidade dos processos, que estavam parados ou tramitando lentamente pela defasagem do número de juízes nas Varas do Estado. "A situação das Varas tomou esse rumo exatamente porque nós não tínhamos, ao longo dos anos anteriores juízes em todas as Varas. Duvido muito que com esses mutirões, com essa soma de esforços, os processos não corram mais rapidamente", defendeu o magistrado.
Raimundo Alencar, afirmou que nenhum juiz ou cidadão quer ver bandidos soltos e disse que quem legitima as prisões também são os juízes. "É lamentável que uma declaração desse naipe seja feita. Juiz nenhum como cidadão nenhum quer ver bandido solto, ainda mais perigoso. Juiz solta, mas quem manda prender também é o juiz. Até a prisão em flagrante precisa de decisão judicial para ser legitimada, a realidade é essa".
O desembargador defendeu a atuação dos juízes do Piauí. "O juiz tem sua convicção formada pela Lei e pela sua consciência, então não adianta qualquer pessoa, seja ela quem for, achar que vai influenciar na decisão de um juiz. A grande maioria dos juízes é consciente de seus deveres e obrigações", finalizou.


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