Justiça
Redação do Gterra, 03/08/2010 às 07h51minProcurador geral de justiça acaba com promotoria de defesa da mulher no PI
O Doutor Augusto César edita ato administrativo para extinção da promotoria criminal da mulher, denuncia promotor.
O Procurador Geral de Justiça do Estado do Piauí – Doutor Augusto Cézar de Andrade edita a resolução administrativa nº 003, de 14 de junho de 2010 – CPJ/PI, que visa extinguir a Promotoria Criminal Especializada de Defesa da Mulher.
Segundo o Promotor de Justiça Francisco de Jesus Lima, o ato do Procurador Geral é desconexo com a realidade brasileira e traduz descompromisso com as famílias, base social do Estado, pois, segundo o promotor “enquanto o Ministério Público Nacional busca a implantação das promotorias especializadas, no Piauí o Procurador Geral trata o assunto com indiferença, visando destruir todo um trabalho de conscientização no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, não se poderia esperar algo diferente daqueles que, contrariando os princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade, assaltam os cofres públicos e recebem, em seu contracheque, quantia superior a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), denuncia.
"Buscarei, através de reclamação junto ao Conselho Nacional do Ministério Público, preservar minhas naturais atribuições, com base no princípio constitucional da inamovibilidade, pois as atribuições do promotor de justiça não devem ficar ao líbito de autoridades descompromissadas com os reclames sociais” – dispara o promotor.
Nossa reportagem tentou ouvir na tarde de ontem o Procurador Greal de Justiça para se manifestar sobre o ato que culmina com a extinção do órgão de defesa da mulher no Piauí, mas não foi possível.
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Segundo o Promotor de Justiça Francisco de Jesus Lima, o ato do Procurador Geral é desconexo com a realidade brasileira e traduz descompromisso com as famílias, base social do Estado, pois, segundo o promotor “enquanto o Ministério Público Nacional busca a implantação das promotorias especializadas, no Piauí o Procurador Geral trata o assunto com indiferença, visando destruir todo um trabalho de conscientização no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, não se poderia esperar algo diferente daqueles que, contrariando os princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade, assaltam os cofres públicos e recebem, em seu contracheque, quantia superior a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), denuncia.
"Buscarei, através de reclamação junto ao Conselho Nacional do Ministério Público, preservar minhas naturais atribuições, com base no princípio constitucional da inamovibilidade, pois as atribuições do promotor de justiça não devem ficar ao líbito de autoridades descompromissadas com os reclames sociais” – dispara o promotor.
Nossa reportagem tentou ouvir na tarde de ontem o Procurador Greal de Justiça para se manifestar sobre o ato que culmina com a extinção do órgão de defesa da mulher no Piauí, mas não foi possível.
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