Mundo
Redação do Gterra, 24/02/2010 às 08h42minMalvinas: Lula apoia a Argentina
Brasileiro defende que Nações Unidas abram debate sobre a quem pertencem as ilhas
Edição Gterra
Cancún, México - O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, opinou ontem sobre a disputa diplomática entre Inglaterra e Argentina, retomada esta semana. Ele propôs, em Cancún (México), que a ONU “reabra o debate” a respeito de quem tem a soberania em relação às Ilhas Malvinas. Ao longo da cúpula do Grupo do Rio em Cancún, dezenas de países latinos também manifestaram apoio aos argentinos.
“É necessário que comecemos a lutar para que o Secretário-Geral das Nações Unidas reabra esse debate com muita força”, disse o brasileiro
“Não é possível que a Argentina não seja dona das Malvinas e seja um país (Grã-Bretanha) a 14 mil quilômetros de distância”, questionou Lula.“Qual é a explicação geográfica, política e econômica de a Inglaterra estar nas Malvinas? Qual a explicação política de as Nações Unidas já não terem tomado uma decisão?”, indagou ainda o presidente.
Na opinião de Lula, a resposta para esse questionamento pode estar no fato de a Grã-Bretanha ser um dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
A Grã-Bretanha ocupa desde 1833, com o nome de Falklands, o arquipélago das Malvinas, situado a 500 km da Argentina. Em 1982 os países entraram em guerra pelo controle das ilhas, mas a Argentina perdeu.
Segunda-feira, a companhia britânica Desire Petroleum anunciou ter iniciado as operações de prospecção de petróleo, ao longo das Malvinas. Na semana passada, a Argentina endureceu as restrições à embarcações que naveguem na região.
Novo bloco, sem os EUA
No mesmo evento em que Lula falou sobre a questão das Malvinas, chefes de governo de 32 países da América Latina e do Caribe aprovaram a criação de um novo bloco regional, sem os EUA e Canadá. A organização ainda não tem nome e seus estatutos serão definidos em 2011, durante novo encontro do Grupo do Rio, em Caracas (Venezuela).
O clima do encontro não foi só de paz, principalmente entre os presidentes da Venezuela e Colômbia, Hugo Chávez e Álvaro Uribe. Após o venezuelano abandonar uma reunião, Uribe chegou a exigir que ele agisse “como homem”.

Cancún, México - O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, opinou ontem sobre a disputa diplomática entre Inglaterra e Argentina, retomada esta semana. Ele propôs, em Cancún (México), que a ONU “reabra o debate” a respeito de quem tem a soberania em relação às Ilhas Malvinas. Ao longo da cúpula do Grupo do Rio em Cancún, dezenas de países latinos também manifestaram apoio aos argentinos.
“É necessário que comecemos a lutar para que o Secretário-Geral das Nações Unidas reabra esse debate com muita força”, disse o brasileiro
“Não é possível que a Argentina não seja dona das Malvinas e seja um país (Grã-Bretanha) a 14 mil quilômetros de distância”, questionou Lula.“Qual é a explicação geográfica, política e econômica de a Inglaterra estar nas Malvinas? Qual a explicação política de as Nações Unidas já não terem tomado uma decisão?”, indagou ainda o presidente.
Na opinião de Lula, a resposta para esse questionamento pode estar no fato de a Grã-Bretanha ser um dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
A Grã-Bretanha ocupa desde 1833, com o nome de Falklands, o arquipélago das Malvinas, situado a 500 km da Argentina. Em 1982 os países entraram em guerra pelo controle das ilhas, mas a Argentina perdeu.
Segunda-feira, a companhia britânica Desire Petroleum anunciou ter iniciado as operações de prospecção de petróleo, ao longo das Malvinas. Na semana passada, a Argentina endureceu as restrições à embarcações que naveguem na região.
Novo bloco, sem os EUA
No mesmo evento em que Lula falou sobre a questão das Malvinas, chefes de governo de 32 países da América Latina e do Caribe aprovaram a criação de um novo bloco regional, sem os EUA e Canadá. A organização ainda não tem nome e seus estatutos serão definidos em 2011, durante novo encontro do Grupo do Rio, em Caracas (Venezuela).
O clima do encontro não foi só de paz, principalmente entre os presidentes da Venezuela e Colômbia, Hugo Chávez e Álvaro Uribe. Após o venezuelano abandonar uma reunião, Uribe chegou a exigir que ele agisse “como homem”.

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