Piauí é destaque na 'Economist', a Bíblia da economia no mundo - Mundo - Gterra

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Redação do Gterra, 27/08/2010 às 13h36min

Piauí é destaque na 'Economist', a Bíblia da economia no mundo

O Piauí volta a ser destaque, desta vez na revista "Economist", a Bíblia da economia no mundo ocidental.

Foto: Divulgação No gráfico da "Economist", as terras brasileiras e seu potencial arável, o maior no mundo.
No gráfico da "Economist", as terras brasileiras e seu potencial arável, o maior no mundo.
O Piauí volta a ser destaque, desta vez na revista "Economist", a Bíblia da economia no mundo ocidental. A revista destaca o Brasil como a grande esperança do mundo para a produção de alimentos. E mostra essa revolução a partir de uma fazenda no estado do Piauí.

Veja matéria da Folha de S. Paulo, no tópico abaixo:


A revolução

Sob os enunciados "O milagre agrícola do Brasil" e "Como alimentar o mundo", a "Economist" destaca em editorial -e na capa- que "há uma alternativa" ao agropessimismo, como chama a ideia recorrente de que "a humanidade só será capaz de se alimentar se destruir o meio ambiente". A alternativa é o Brasil, visto há 40 anos como majoritariamente "impróprio para agricultura" e que "se tornou o primeiro gigante agrícola tropical e o primeiro a desafiar o domínio dos cinco grandes exportadores (EUA, Canadá, Austrália, Argentina e a União Europeia)". Destaca três aspectos: a "revolução" aconteceu no Cerrado, não na Amazônia; o clima tropical permite reproduzi-la em países pobres; e ela foi obtida sem a proteção que marca EUA e Europa. Na reportagem que originou o editorial, enviada da fazenda Cremaq, no Piauí, a revista ressalta que o "Brasil revolucionou suas fazendas", detalha como atua a Embrapa e pergunta: "Poderá fazer o mesmo por outros?". Mais precisamente, pela África.


PODER AOS EMERGENTES, NÃO


Na nova edição da americana "Foreign Affairs", de setembro/outubro, o ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda, hoje na New York University, publica o texto "Não estão prontos para o horário nobre", em que defende que "Brasil, China, Índia e África do Sul não estão preparados para se juntar ao leme das principais instituições internacionais". Argumenta que os quatro "prejudicariam a governança global" com seu "trêmulo compromisso com democracia, direitos humanos, não-proliferação nuclear e proteção ambiental".

Uma versão reduzida foi publicada pelo "Los Angeles Times", ontem. E no espanhol "El País" o mesmo Castañeda, ontem, concentrou o ataque no Brasil. Mais precisamente, na intervenção de Lula em favor da iraniana Sakineh Ashtiani -que cita como exemplo de que Brasil, China, Índia e África do Sul "não são partidários do regime jurídico internacional". Encerra dizendo que, "se querem conservar suas posturas terceiro-mundistas, que sigam sendo isso: líderes do Terceiro Mundo e não do mundo, ponto".





Fonte: Folha

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