Municípios
Redação do Gterra, 22/06/2010 às 07h57minPré-sal : Veto de Lula é formalizado
Presidente garante em conversa com Cabral barrar emenda que retira R$ 7,3 bilhões de royalties do petróleo do Rio
Edição Gterra
Rio - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que vetará a proposta aprovada pelo Senado que retira R$ 7,3 bilhões dos royalties do petróleo dos cofres do estado e de prefeituras fluminenses. A covardia contra o Rio veio por meio da emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que voltou à Câmara de Deputados para ser votada. Se aprovada lá, seguirá para avaliação presidencial, quando será dado o veto de Lula.
A garantia do presidente foi dada pessoalmente por Lula em conversa reservada com Cabral, na sexta-feira passada, após a inauguração da Companhia Siderúrgica do Atlântico, em Santa Cruz. Fontes ligadas ao presidente e ao PMDB, partido do governador, revelaram que o compromisso de Lula foi formalizado. Em troca, será afastada a obstrução à votação dos projetos de regulamentação da exploração do petróleo da camada de pré-sal, que a bancada do Rio prometera fazer na Câmara dos Deputados.
DIFICULDADE DE QUÓRUM
Mesmo sem esse obstáculo, o projeto não será mais votado nesta semana em função da dificuldade para obtenção de quórum no Congresso decorrente das das tradicionais festas juninas no Nordeste. Também atrapalham a votação dos projetos as articulações para as convenções partidárias estaduais, cujo prazo final é a quarta-feira da semana que vem.
É quase certo, porém, que a covardia contra o Rio aprovada pelo Senado será mantida pelos deputados. Isso apesar de o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) ter dito ontem se tratar de matéria inconstitucional. “Por isso, o caminho é o veto. O pessoal do Rio está tranquilo”, disse.
Pré-sal: votação só em julho
Depois de se reunir com o presidente Lula, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), previu ontem a votação do projeto do pré-sal na primeira semana de julho. “Vamos votar antes do recesso”, afirmou o parlamentar.
Descartando a votação nesta semana, o líder governista admitiu dificuldades para levar o projeto ao plenário também na próxima.

Rio - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que vetará a proposta aprovada pelo Senado que retira R$ 7,3 bilhões dos royalties do petróleo dos cofres do estado e de prefeituras fluminenses. A covardia contra o Rio veio por meio da emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que voltou à Câmara de Deputados para ser votada. Se aprovada lá, seguirá para avaliação presidencial, quando será dado o veto de Lula.
A garantia do presidente foi dada pessoalmente por Lula em conversa reservada com Cabral, na sexta-feira passada, após a inauguração da Companhia Siderúrgica do Atlântico, em Santa Cruz. Fontes ligadas ao presidente e ao PMDB, partido do governador, revelaram que o compromisso de Lula foi formalizado. Em troca, será afastada a obstrução à votação dos projetos de regulamentação da exploração do petróleo da camada de pré-sal, que a bancada do Rio prometera fazer na Câmara dos Deputados.
DIFICULDADE DE QUÓRUM
Mesmo sem esse obstáculo, o projeto não será mais votado nesta semana em função da dificuldade para obtenção de quórum no Congresso decorrente das das tradicionais festas juninas no Nordeste. Também atrapalham a votação dos projetos as articulações para as convenções partidárias estaduais, cujo prazo final é a quarta-feira da semana que vem.
É quase certo, porém, que a covardia contra o Rio aprovada pelo Senado será mantida pelos deputados. Isso apesar de o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) ter dito ontem se tratar de matéria inconstitucional. “Por isso, o caminho é o veto. O pessoal do Rio está tranquilo”, disse.
Pré-sal: votação só em julho
Depois de se reunir com o presidente Lula, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), previu ontem a votação do projeto do pré-sal na primeira semana de julho. “Vamos votar antes do recesso”, afirmou o parlamentar.
Descartando a votação nesta semana, o líder governista admitiu dificuldades para levar o projeto ao plenário também na próxima.


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