Polícia
Redação do Gterra, 15/09/2011 às 08h11minBriga entre estudantes e Strans vai parar na delegacia
O problema começou quando os alunos, que faziam prova na faculdade, foram alertados sobre multas que eram aplicadas nos veÃculos
Edição Gterra
A noite de quarta-feira (14) foi marcada por um tumulto na rua em frente à faculdade Ceut. Alunos se irritaram com agentes da Superintendência de Transportes e Trânsito de Teresina - Strans -, quando os mesmos aplicavam multas em veículos por estacionamento irregular. Um estudante acabou detido acusado de desacato e foi defendido pelos colegas.
Tarcísio Barros cursa Direito e foi acusado de desacato a um agente da Strans em meio as reclamações. O agente Bruno Anderson relatou ao Cidadeverde.com que os seis agentes que trabalhavam na ação foram cercados e coagidos pelos estudantes, que teriam incitado a não deixar a viatura deixar o local. O jovem detido teria xingado um dos agentes.
O problema começou quando os alunos, que faziam prova na faculdade, foram alertados sobre multas que eram aplicadas nos veículos. De acordo com a Strans, os carros não podem ficar estacionados lado a lado na via e sim um atrás do outro. Por conta disso, 120 veículos foram autuados na última segunda-feira. Na ação desta quarta, não houve tempo para mais infrações.
Jackson Marinho tem um trailer no qual vende lanches em frente à faculdade. Ele afirma trabalhar há sete anos no local e jamais ter sofrido uma multa, como a que também levou na última segunda-feira. Ele reclama que não há sinalização ou marcação no asfalto que indique que a posição do veículo era irregular.
O vendedor foi um dos que presenciou o tumulto. Policiais das Rondas Ostensivas de Natureza Especial - Rone - foram acionados. Os estudantes reclamam que os policiais militares agiram com truculência. "Acusaram os estudantes de puxar uma arma. Como é que os estudantes vão andar com uma arma? Só se for uma caneta", rebate Jordão Costa, presidente do Diretório Central dos Estudantes - DCE - do Ceut.
Jordão Costa contou ao Cidadeverde.com que foi alertado das multas enquanto fazia prova. Depois disso, os outros estudantes foram mobilizados e em poucos minutos todos estavam na rua para reclamar das multas. Protesto que deve ser repetido de forma organizada nesta quinta-feira. Além disso, o DCE pretende usar imagens feitas pelos alunos para registrar queixa no 5º Distrito Policial, acionar a Corregedoria da Polícia Militar contra os PMs envolvidos na ação e convocar donos de veículos multados a levar os documentos para o Diretório, que pedirá na Strans a anulação de todas as punições.
Caso de polícia
Tarcísio foi levado para a Central de Flagrantes, onde prestou depoimento e foi liberado após registrado Termo Circunstanciado de Ocorrência - para casos de menor potencial. Ele saiu da delegacia acompanhado do advogado Daniel Oliveira e do pai, o jornalista Oscar de Barros, ex-presidente da Fundação Cepro e ex-coordenador de Comunicação do Estado. Apenas o defensor concedeu entrevista e negou as acusações de desacato. Além disso, o causídico afirmou existirem indícios suficientes de supostos excessos dos policiais.
O estudante foi abraçado na saída da Central de Flagrantes por integrantes do DCE e outros colegas.
Agentes da Strans que não estavam na ação também foram até a Central de Flagrantes para apoiar os colegas.

A noite de quarta-feira (14) foi marcada por um tumulto na rua em frente à faculdade Ceut. Alunos se irritaram com agentes da Superintendência de Transportes e Trânsito de Teresina - Strans -, quando os mesmos aplicavam multas em veículos por estacionamento irregular. Um estudante acabou detido acusado de desacato e foi defendido pelos colegas.
Tarcísio Barros cursa Direito e foi acusado de desacato a um agente da Strans em meio as reclamações. O agente Bruno Anderson relatou ao Cidadeverde.com que os seis agentes que trabalhavam na ação foram cercados e coagidos pelos estudantes, que teriam incitado a não deixar a viatura deixar o local. O jovem detido teria xingado um dos agentes.
O problema começou quando os alunos, que faziam prova na faculdade, foram alertados sobre multas que eram aplicadas nos veículos. De acordo com a Strans, os carros não podem ficar estacionados lado a lado na via e sim um atrás do outro. Por conta disso, 120 veículos foram autuados na última segunda-feira. Na ação desta quarta, não houve tempo para mais infrações.
Jackson Marinho tem um trailer no qual vende lanches em frente à faculdade. Ele afirma trabalhar há sete anos no local e jamais ter sofrido uma multa, como a que também levou na última segunda-feira. Ele reclama que não há sinalização ou marcação no asfalto que indique que a posição do veículo era irregular.
O vendedor foi um dos que presenciou o tumulto. Policiais das Rondas Ostensivas de Natureza Especial - Rone - foram acionados. Os estudantes reclamam que os policiais militares agiram com truculência. "Acusaram os estudantes de puxar uma arma. Como é que os estudantes vão andar com uma arma? Só se for uma caneta", rebate Jordão Costa, presidente do Diretório Central dos Estudantes - DCE - do Ceut.
Jordão Costa contou ao Cidadeverde.com que foi alertado das multas enquanto fazia prova. Depois disso, os outros estudantes foram mobilizados e em poucos minutos todos estavam na rua para reclamar das multas. Protesto que deve ser repetido de forma organizada nesta quinta-feira. Além disso, o DCE pretende usar imagens feitas pelos alunos para registrar queixa no 5º Distrito Policial, acionar a Corregedoria da Polícia Militar contra os PMs envolvidos na ação e convocar donos de veículos multados a levar os documentos para o Diretório, que pedirá na Strans a anulação de todas as punições.
Caso de polícia
Tarcísio foi levado para a Central de Flagrantes, onde prestou depoimento e foi liberado após registrado Termo Circunstanciado de Ocorrência - para casos de menor potencial. Ele saiu da delegacia acompanhado do advogado Daniel Oliveira e do pai, o jornalista Oscar de Barros, ex-presidente da Fundação Cepro e ex-coordenador de Comunicação do Estado. Apenas o defensor concedeu entrevista e negou as acusações de desacato. Além disso, o causídico afirmou existirem indícios suficientes de supostos excessos dos policiais.
O estudante foi abraçado na saída da Central de Flagrantes por integrantes do DCE e outros colegas.
Agentes da Strans que não estavam na ação também foram até a Central de Flagrantes para apoiar os colegas.

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