Polícia
Redação do Gterra, 15/12/2010 às 19h22minCrack avança em velocidade máxima no Maranhão
De acordo com estudo 115 municÃpios no estado apresentam a invasão da droga que tomou conta do paÃs.
Edição Gterra
Levantamento divulgado segunda-feira, dia 13, pela Confederação Nacional dos Municípios, mostrou que de 98 % de 3.950 cidades mapeadas no país enfrentam problemas sociais causados pela epidemia do crack e outras drogas. Nos últimos anos o crack tornou-se uma droga que conquistou as mais diversas classes sociais e expandiu-se rapidamente, virando uma epidemia nacional, que atinge de forma expressiva o Maranhão. Conforme o estudo, 53% dos 115 municípios pesquisados no estado tem o mesmo problema.
Segundo o psiquiatra maranhense Ruy Palhano, especialista em dependência química, e proprietário do Instituto do Comportamento Ruy Palhano, o problema já foi diagnosticado, porém, necessita de ações mais concentradas: “Estudos existem, são lançados editais e pesquisas como essas, porém, há um despreparo nacional no combate às drogas. Atualmente constata-se o crack como um mal, mas não há efetivamente uma política de enfrentamento consistente, não existe estrutura adequada”.
Atualmente, tem-se no Estado apenas quatro Centros de Atenção Psicossocial (CAPS ad), duas localizadas em São Luís, uma em Imperatriz e uma em Caxias. Um número insuficiente, comparado ao crescimento da droga no Maranhão. O médico afirma que a população mais pobre ainda é a maior consumidora e vive a margem do vício, sem a assistência necessária. “Minha clínica é a única de internação do Estado, porém, não atende conveniados do SUS, infelizmente, atendemos apenas pacientes com plano de saúde, os outros são enviados para o Nina Rodrigues, hospital de porta aberta.”
CRACKOLÂNDIA
De acordo com o médico, o crack surgiu no país há 20 anos, no Maranhão mais especificamente há 15, com foco em Imperatriz, espalhando-se logo após para a capital. Tradicionalmente em São Luís, nas áreas do Bairro de Fátima, Anjo da Guarda e Fé em Deus, considerada a “crackolândia” ludovicense, segundo o médico, são vistos como os lugares de maior consumo.
Luta contra o crack
Para Palhano as três palavras de ordem nesta luta são: prevenção, assistência e repressão, todas caminhando juntas. “Percebe-se que o controle do tráfico de drogas por meio da polícia federal, é de grande valia, mas, no campo da assistência, aos familiares inclusive, é fraca. Temos condições de enfrentar, o poder público já acordou para o problema, mostra-se interessado, mas ainda não sabe como fazer. Tenho criticado isso nacionalmente, podemos sim recuperar os usuários, se trabalharmos juntos, poderemos banir esse mal”, afirmou.

Levantamento divulgado segunda-feira, dia 13, pela Confederação Nacional dos Municípios, mostrou que de 98 % de 3.950 cidades mapeadas no país enfrentam problemas sociais causados pela epidemia do crack e outras drogas. Nos últimos anos o crack tornou-se uma droga que conquistou as mais diversas classes sociais e expandiu-se rapidamente, virando uma epidemia nacional, que atinge de forma expressiva o Maranhão. Conforme o estudo, 53% dos 115 municípios pesquisados no estado tem o mesmo problema.
Segundo o psiquiatra maranhense Ruy Palhano, especialista em dependência química, e proprietário do Instituto do Comportamento Ruy Palhano, o problema já foi diagnosticado, porém, necessita de ações mais concentradas: “Estudos existem, são lançados editais e pesquisas como essas, porém, há um despreparo nacional no combate às drogas. Atualmente constata-se o crack como um mal, mas não há efetivamente uma política de enfrentamento consistente, não existe estrutura adequada”.
Atualmente, tem-se no Estado apenas quatro Centros de Atenção Psicossocial (CAPS ad), duas localizadas em São Luís, uma em Imperatriz e uma em Caxias. Um número insuficiente, comparado ao crescimento da droga no Maranhão. O médico afirma que a população mais pobre ainda é a maior consumidora e vive a margem do vício, sem a assistência necessária. “Minha clínica é a única de internação do Estado, porém, não atende conveniados do SUS, infelizmente, atendemos apenas pacientes com plano de saúde, os outros são enviados para o Nina Rodrigues, hospital de porta aberta.”
CRACKOLÂNDIA
De acordo com o médico, o crack surgiu no país há 20 anos, no Maranhão mais especificamente há 15, com foco em Imperatriz, espalhando-se logo após para a capital. Tradicionalmente em São Luís, nas áreas do Bairro de Fátima, Anjo da Guarda e Fé em Deus, considerada a “crackolândia” ludovicense, segundo o médico, são vistos como os lugares de maior consumo.
Luta contra o crack
Para Palhano as três palavras de ordem nesta luta são: prevenção, assistência e repressão, todas caminhando juntas. “Percebe-se que o controle do tráfico de drogas por meio da polícia federal, é de grande valia, mas, no campo da assistência, aos familiares inclusive, é fraca. Temos condições de enfrentar, o poder público já acordou para o problema, mostra-se interessado, mas ainda não sabe como fazer. Tenho criticado isso nacionalmente, podemos sim recuperar os usuários, se trabalharmos juntos, poderemos banir esse mal”, afirmou.


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