Polícia
Redação do Gterra, 22/08/2010 às 10h51minDois travestis foram mortos em Teresina em 4 meses
O assassinado do travesti Édson Carlos da Silva Sousa, 25 anos, foi o segundo registrado em Teresina
Edição: Gterra
O assassinado do travesti Édson Carlos da Silva Sousa, 25 anos, foi o segundo registrado em Teresina com as mesmas características em menos de quatro meses. A outro vítima,
identificada apenas como "Cláudia" foi morta na região do promorar, na zona Sul e talvez por coincidência, na mesma área de investigações do 4º Distrito Policial(Parque Piauí) que está à frente das diligências para desvendar a morte do Édson Carlos que era conhecido pelo nome feminino de "Lorrane".
O assassinato de "Cláudia" foi divulgado no dia dois de maio pelo portal piauíhoje.com. Segundo a matéria, o travesti foi assassinado com dois tiros após ser espancado na região do conjunto Promorar. " PMs do 6º Batalhão da Polícia Militar, confirmaram a ocorrência na madrugada deste sábado (1º). Eles informaram ainda que a vítima foi agredida e depois levou dois tiros. Socorrida para o Hospital de Urgência de Teresina - HUT -, não teria resistido aos ferimentos", diz o texto do portal.
O portal finaliza a matéria dizendo que, "no Instituto Médico Legal ainda não existem informações sobre o caso. O travesti foi encontrado sem documentos. A polícia investiga envolvimento com tráfico de drogas e já possui suspeitos do crime. A vítima, segundo informações obtidas pelo piauihoje trabalhava com um parente de um colunista social muito conhecido na Capital que pediu reservas do nome.
Informações obtidas pela reportagem do DP dão conta de que além das características comuns nos dois crimes, existem outras coincidências. As duas vítimas também eram negras pobres e supostamente moravam sozinhas, o que reforça a teve de que grupos homófobicos podem está agindo em Teresina, mais precisamente na região Sul da cidade.
O delegado titular do 4º DP Josimar de Sousa Brito disse ontem desconhecer o assassinato do travesti "Cláudia". Ele lembra que está à frente daquela distrital há cerca de três anos e não se recorda do caso. Para o delegado pode ter ocorrido uma confusão na divulgação do local do crime e o caso pode está sendo investigado por outra delegacia.
Josimar também descartou a hipótese de homofonia no crime que teve como vítima o travesti "Lorrane". Ele acha que pode ter havia uma discussão motivada pelo pagamento do programa e que nesta discussão o acusado chegou às vias de fato e matou o travesti.
Segundo o policial ainda não há qualquer pista que facilite a identificação e localização do acusado ou acusados. "Foi um encontro de cadáver, algo que é ainda mais difícil de investigar porque quase sempre não há testemunhas", argumentou.
A informação de que a vítima havia registrado uma queixa contra um suspeito foi desmentida pelo policial. Ele disse que uma queixa com estas características realmente foi registrada na Delegacia das Minorias, mas por um travesti homônimo que hoje vive desesperado porque sempre aparece um amigo que sabe da história pensando que a vítima é ele.
ARQUIVO - No final da década de 1980 um crime semelhante chamou a atenção da sociedade piauiense. Um travesti foi encontrado morto a tiros na calçada do prédio da Agespisa nas proximidades dos hospitais no centro. O caso foi parar nos arquivos da Polícia do Piauí com mais um um sem solução.
Quando os peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local eles encontraram a vítima com o vestido azul levantado, a calcinha arriada até os joelhos e um esparadrapo circundando o pênis, que segundo alguns especialistas, serviria para evitar a ereção.
As investigações avançaram só até o ponto onde se descobriu que a vítima, que morava com a família no conjunto Cíntia Portella, na zona Norte de Teresina, fazia ponto na avenida Frei Serafim nas proximidades da Igreja de São Benedito. No dia do delito o travesti entrou em um carro de luxo de um cliente e saiu para fazer um programa, foi o último que fez na vida.

O assassinado do travesti Édson Carlos da Silva Sousa, 25 anos, foi o segundo registrado em Teresina com as mesmas características em menos de quatro meses. A outro vítima,
identificada apenas como "Cláudia" foi morta na região do promorar, na zona Sul e talvez por coincidência, na mesma área de investigações do 4º Distrito Policial(Parque Piauí) que está à frente das diligências para desvendar a morte do Édson Carlos que era conhecido pelo nome feminino de "Lorrane".
O assassinato de "Cláudia" foi divulgado no dia dois de maio pelo portal piauíhoje.com. Segundo a matéria, o travesti foi assassinado com dois tiros após ser espancado na região do conjunto Promorar. " PMs do 6º Batalhão da Polícia Militar, confirmaram a ocorrência na madrugada deste sábado (1º). Eles informaram ainda que a vítima foi agredida e depois levou dois tiros. Socorrida para o Hospital de Urgência de Teresina - HUT -, não teria resistido aos ferimentos", diz o texto do portal.
O portal finaliza a matéria dizendo que, "no Instituto Médico Legal ainda não existem informações sobre o caso. O travesti foi encontrado sem documentos. A polícia investiga envolvimento com tráfico de drogas e já possui suspeitos do crime. A vítima, segundo informações obtidas pelo piauihoje trabalhava com um parente de um colunista social muito conhecido na Capital que pediu reservas do nome.
Informações obtidas pela reportagem do DP dão conta de que além das características comuns nos dois crimes, existem outras coincidências. As duas vítimas também eram negras pobres e supostamente moravam sozinhas, o que reforça a teve de que grupos homófobicos podem está agindo em Teresina, mais precisamente na região Sul da cidade.
O delegado titular do 4º DP Josimar de Sousa Brito disse ontem desconhecer o assassinato do travesti "Cláudia". Ele lembra que está à frente daquela distrital há cerca de três anos e não se recorda do caso. Para o delegado pode ter ocorrido uma confusão na divulgação do local do crime e o caso pode está sendo investigado por outra delegacia.
Josimar também descartou a hipótese de homofonia no crime que teve como vítima o travesti "Lorrane". Ele acha que pode ter havia uma discussão motivada pelo pagamento do programa e que nesta discussão o acusado chegou às vias de fato e matou o travesti.
Segundo o policial ainda não há qualquer pista que facilite a identificação e localização do acusado ou acusados. "Foi um encontro de cadáver, algo que é ainda mais difícil de investigar porque quase sempre não há testemunhas", argumentou.
A informação de que a vítima havia registrado uma queixa contra um suspeito foi desmentida pelo policial. Ele disse que uma queixa com estas características realmente foi registrada na Delegacia das Minorias, mas por um travesti homônimo que hoje vive desesperado porque sempre aparece um amigo que sabe da história pensando que a vítima é ele.
ARQUIVO - No final da década de 1980 um crime semelhante chamou a atenção da sociedade piauiense. Um travesti foi encontrado morto a tiros na calçada do prédio da Agespisa nas proximidades dos hospitais no centro. O caso foi parar nos arquivos da Polícia do Piauí com mais um um sem solução.
Quando os peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local eles encontraram a vítima com o vestido azul levantado, a calcinha arriada até os joelhos e um esparadrapo circundando o pênis, que segundo alguns especialistas, serviria para evitar a ereção.
As investigações avançaram só até o ponto onde se descobriu que a vítima, que morava com a família no conjunto Cíntia Portella, na zona Norte de Teresina, fazia ponto na avenida Frei Serafim nas proximidades da Igreja de São Benedito. No dia do delito o travesti entrou em um carro de luxo de um cliente e saiu para fazer um programa, foi o último que fez na vida.

Comentar
Imprimir
RSS




