Polícia

Redação do Gterra, 06/08/2010 às 15h13min

“Família dos Catitas” está atrás das grades

O grupo é acusado de controlar o tráfico de drogas em seis bairros. Todos fazem parte da organização criminosa criada conhecida como "Os Catitas”.

Foto: Karlos Geromy/O Imparcial Os Catitas
Os Catitas




Edição Gterra


 São Luis- Sete pessoas foram presas pelo Serviço de Inteligência da Polícia Militar (SI-PM), no começo da manhã desta sexta-feira, na Vila Kiola, no município de São José de Ribamar.

O grupo, formado por quatro homens e três mulheres, é acusado de controlar o tráfico de drogas em pelo menos seis bairros de São Luís. Todos os acusados fazem parte da organização criminosa criada há pelo menos 20 anos no bairro do São Bernardo, conhecida como a “Família dos Catitas”.

Os acusados foram identificados como Levi Vieira da Silva Júnior, de 25 anos, “Júnior Catita” (líder da quadrilha), Leandro Dutra Sousa, de 24 anos, de 24 anos, o “Léo”, Joneilson Barbosa Pereira, de 25 anos, o “Neném Catita” e um adolescente de apenas 16 anos. Além destes a polícia prendeu também Mônica Alves Pereira, de 19 anos, Graciela de Rosário Vale da Costa, de 23 anos e Marcilene Azevedo Santos, de 28 anos. Elas são esposas dos acusados.

A prisão aconteceu em uma residência localizada na Rua Princesa Anastásia, na Vila Kiola e foi resultado de investigações que duraram mais de 15 dias. O comandante do Centro de Policiamento Metropolitano de São Luís (CPM), coronel Jéferson Telles, disse que a caçada aos “Catitas” começou depois de um desentendimento causado pela disputa da quadrilha entre Júnior Catita e Marcos Catita. Na ocasião Júnior efetuou vários disparos em frente à casa de Marcos e causou muito alvoroço na Vila Brasil.

Com o bando o SI-PM encontrou uma cartucheira calibre 36, um revólver calibre 38, sete aparelhos celulares, uma motocicleta branca de 125 cilindradas, 50 gramas de cocaína e a quantia de R$ 22. Todos foram levados para a Delegacia do Jardim Tropical (19º DP).

O delegado Roberval Moraes, do 19° Distrito Policial, disse que os três homens serão autuados pelos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e formação de quadrilha, o menor será conduzido ao Centro de Juventude Esperança.

Em relação às mulheres o delegado afirmou estar apurando o envolvimento delas com a quadrilha. Enquanto aguardava para ser autuado, Júnior Catita ligou para o celular do pai Levi Vieira da Silva, que está preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas e repassou a situação.

A polícia afirmou que Júnior Catita já assassinou uma pessoa quando ainda era menor e disse também existirem suspeitas da participação do acusado em pelo menos quatro outras execuções. A audácia do traficante é tamanha que durante a conversa com o pai, ele pediu para um dos agentes servir um cafezinho feito na hora. É mole?!




Fonte: Michel Sousa / O Imparcial

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