luxo e bebidas na casa de traficante - Polícia - Gterra

Polícia

Redação do Gterra, 27/08/2010 às 09h14min

luxo e bebidas na casa de traficante

Beltrame sabe que marca do esconderijo de 'Nem' é a ostentação

Foto: Foto: Leslie Leitão / Agência O Dia Na casa do traficante Nem, na Rocinha, com churrasqueira e piscina no terraço, há aparelhos de TV de LCD na sala e nos quartos, pintados cada um de uma cor. Closet guarda coleção de roupas de marca. No bar, bebidas alcoólicas revelam o vício do crim
Na casa do traficante Nem, na Rocinha, com churrasqueira e piscina no terraço, há aparelhos de TV de LCD na sala e nos quartos, pintados cada um de uma cor. Closet guarda coleção de roupas de marca. No bar, bebidas alcoólicas revelam o vício do crim
Edição Gterra



Rio - A casa de dois andares na ladeira da Cachopa, localidade dentro da Favela da Rocinha, é o endereço do esconderijo de um dos traficantes mais procurados da cidade. Foi a este local que o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, se referiu em entrevista à revista ‘Época’, quando falou sobre o paradeiro de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem ou Mestre, homem que controla as bocas de fumo da região. No sábado, o bandido liderou o ‘bonde’ de cerca de 60 criminosos que trocou tiros com policiais militares e espalhou terror pelas ruas de São Conrado, mantendo 35 reféns dentro da cozinha do Hotel Intercontinental.

A mansão foi estourada por agentes da Polinter e da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) em 11 de março, durante uma das muitas operações realizadas para capturar o traficante. Na ocasião, a ação da polícia foi acompanhada por O DIA com exclusividade. “Sei até o que tem dentro da casa dele”, afirmou Beltrame à revista.

Jogos eletrônicos e álcool

O muro de pedra e o portão de madeira escondem</IP> o luxo de dentro do imóvel, onde praticamente todos os itens eletrônicos são de última geração. Logo na entrada, dois quadros chamam a atenção nas paredes: um com a foto da torcida do Flamengo, clube do coração de Nem, e outro com a vista noturna da Rocinha, toda iluminada.

A escada leva a uma espécie de sala de jogos, onde Nem passa horas diante da televisão com o controle do Playstation 3 nas mãos. O bandido é fanático pelas partidas de futebol. Jogando pelo Barcelona, praticamente nunca é vencido. E até assim ganha dinheiro, com apostas que variam de R$ 50 a R$ 1 mil. Mas como a diversão é dentro de sua casa, poucos têm acesso. Geralmente estão lá só os comparsas mais próximos, como Neto, Fábio Feijão, Pateta, Sorato e Careca, este um jovem de classe média da Barra da Tijuca.

Aos outros comparsas, resta esperar do lado de fora. Para passar o tempo, o criminoso instalou uma TV de LCD para os seguranças. De volta à casa, a escada lateral dá acesso ao terraço, onde acontecem eventos restritos à família e amigos. Ali, o criminoso desfruta de piscina, churrasqueira e um visual deslumbrante do mar de São Conrado.

Aparelhos de TV de LCD estão espalhadas pela sala e pelos quartos. Cada cômodo tem uma cor. No quarto, o closet com fundo falso, onde há um banheiro, está uma coleção de roupas de marcas caríssimas. No bar lotado, Nem não esconde um de seus vícios. Garrafas gigantes estão espalhadas, com todo o tipo de bebidas importadas, inclusive seu favorito uísque, o Black Label.

Traficantes presos em celas individuais

Enquanto Nem consegue se manter longe da polícia — já que Beltrame afirmou, na mesma entrevista, que uma operação para prendê-lo seria um risco para os moradores da Rocinha nesse momento —, os criminosos que não conseguiram escapar do cerco policial de sábado já estão a mais de 3 mil quilômetros do Rio. Desde ontem de manhã, nove dos dez bandidos capturados dentro do hotel estão no presídio federal de Porto Velho, capital de Rondônia.

Primeiro, os detentos ficarão no setor de triagem e só poderão receber visitas de advogados nos próximos 30 dias. Só depois disso, parentes poderão vê-los. Todos ficarão em celas individuais e o prazo inicial para ficar na unidade de segurança máxima é de 360 dias, com possibilidade de prorrogação.

Ontem, a rádio Band News entrevistou um homem que se identificou como um dos 35 reféns do hotel. Morador da Rocinha, ele disse que os bandidos reclamavam pelo fato de que teriam pago R$ 60 mil a policiais do 23º BPM (Leblon) justamente naquele dia, quando aconteceu o baile no Morro do Vidigal. Na 15ª DP (Gávea), porém, investigadores disseram que nenhuma denúncia semelhante foi feita nos depoimento dos reféns






Fonte: O Dia RG/LESLIE LEITÃO

Comentários (0)


Formulário Comentário  

Deixe seu comentário




 


 


 





OBS: Todos os campos marcados com * (asterisco) são de preenchimento obrigatório!