Mãe de Jornalista é sequestrada em Teresina - Polícia - Gterra

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Redação do Gterra, 20/05/2009 às 13h36min

Mãe de Jornalista é sequestrada em Teresina

Wessley Sales: A família agradece a atenção dos colegas da imprensa, da Polícia Militar do Piauí e dos amigos que imediatamente se solidarizaram.

“Estamos com seu filho e vamos matar se não pagar R$ 20 mil agora”. “Não ligue para ninguém”. “Estamos monitorando seus passos”. “Mamãe, eles vão me matar”, dizia uma voz de criança ao telefone. “De agora em diante me chame de ‘filho’ quando falar comigo ‘mãe’”, dizia a voz sarcástica. “Já sacou o dinheiro?” “Sequestramos a criança por engano, mas já que está aqui queremos o dinheiro e vamos matar se não receber”.



Esses são alguns fragmentos do terror psicológico pelo qual a professora Osmarina Alves (minha mãe), passou na manhã de hoje (20). Depois de informado do ocorrido, conversei com ela pelo celular que, aparentando uma calma que não existia, disse: “está tudo bem”. “Tem alguém próximo de onde a Senhora está?”, perguntei. “Não tem ninguém comigo, está tudo bem. Estou no Banco do Brasil da Kennedy”.



Nesse momento acreditei que ela estivesse sendo vítima de um sequestro relâmpago. O COPOM foi acionado. Ao chegar ao BB duas viaturas estavam acabavam de estacionar e passei a relatar o ocorrido aos policiais. Prontamente os homens da Polícia Militar ficaram em alerta para movimentação suspeita.



Ao entrar na agência bancária, ela estava com o “sequestrador” ao telefone e, naquele momento ele passava o número da conta bancária: Agência 44410-3 CC 0803-6. Tentei acalmá-la alertando sobre golpes aplicados por pessoas do Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, entre outros Estados. Já havia entrado em contato com o pai do meu sobrinho e ele confirmara que a criança estava em segurança.



Ela foi mais uma vítima do golpe do falso sequestro muitas vezes praticado de dentro dos presídios.

Nova ligação do “sequestrador” cobrando o depósito. Atendi. “A casa caiu. O garoto está bem e você não vai conseguir nada daqui”. “Você não sabe com quem está falando?”, disse a voz com sotaque carregado ainda tentando intimidar. Desligou e não mais retornou a telefonar.



Graças a Deus todos estão bem e em segurança. Resta a minha mãe, que luta pela cura de um câncer de cólon, as lembranças, o medo, angústia e a sensação de que sua privacidade pode ser invadida novamente e que nada é possível fazer para evitar.

A todos nós fica a certeza e o exemplo de que é preciso manter a calma, checar se a que pessoa que supostamente foi “sequestrada” está em segurança, acionar a polícia e não deixar de manter contato com a família.


A família agradece a atenção dos colegas da imprensa, da Polícia Militar do Piauí e dos amigos que imediatamente se solidarizaram.





Fonte: Por Wessley Sales

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