Missa ou big brother? Igreja do Maranhão compra câmaras para proteger fiéis - Polícia - Gterra

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Redação do Gterra, 16/03/2010 às 09h28min

Missa ou big brother? Igreja do Maranhão compra câmaras para proteger fiéis

Quatro as câmeras há quinze dias fazem os fiéis se sentir mais seguros e retornar às missas de fim de semana.

Foto: Divulgação Câmeras para monitoramento na igreja do Carmo
Câmeras para monitoramento na igreja do Carmo
Edição Gterra


No centro de São Luís, ao longo dos últimos meses, o risco de assaltos, acompanhado da possibilidade de se sofrer outros tipos de violência, tem alterado sutilmente a rotina da área.

Desde o mês passado, todavia, uma medida adotada por padres de tradicionais igrejas da área chama atenção: a suspensão das missas aos domingos, já que é no fim de semana que, devido ao arrefecimento da movimentação pelas ruas comerciais, intensifica-se a atividade dos criminosos.

Assim, as igrejas de Santo Antônio e São João permaneceram sem celebrar a missa do fim da tarde até o último domingo, embora já esteja em andamento a operação Centro Seguro da Polícia Militar (PMMA).

Mas mais inesperado ainda foi o que se fez na Igreja de Nossa Senhora do Carmo (Praça João Lisboa) para garantir a segurança dos católicos: instalação de circuito interno de tevê e contratação de um vigilante particular, o qual acompanha a missa aos sábados e aos domingos (7h, 07h30 e 17h).

São, ao todo, quatro as câmeras que há quinze dias fazem os fiéis se sentir mais seguros e retornar às missas de fim de semana, conforme explica frei Jonilson, da Igreja do Carmo. “A finalidade das câmeras de segurança é fazer com que as pessoas venham à missa sem medo, mas também deixar mais seguros os frades.

Já houve arrombamentos aqui, até assalto à mão armada”, conta ele. Uma câmera está à porta da igreja, outra em sua nave interna voltada em direção ao altar; uma terceira garante as imagens da secretaria da paróquia, enquanto a quarta abarca a vista do pátio interno do convento.

“Logo quando se começou a espalhar que havia esse problema de segurança, teve, sim, um impacto na presença dos fiéis aqui na igreja. Mas aos poucos as pessoas foram retornando, com o padre Lázaro explicando para elas que medidas tinham sido tomadas”, diz ainda frei Jonilson.

O comandante do Policiamento Metropolitano, coronel Jefferson Teles, afirma que no centro da cidade não faltam, mesmo aos fins de semana, patrulhas policiais. “Há policiamento no centro. Agora, se tem alguma ocorrência nas igrejas, isso é problema de vigilância interna delas, porque os policiais estão nas ruas, sim.

Além do mais, o que nós fazemos é serviço de vigilância pública, e não serviço de vigilância das igrejas. Nós, por mais que quiséssemos, não podemos deixar viatura parada em porta de igreja”, afirma Jefferson Teles. O coronel especifica que o policiamento na área, durante os fins de semana, é garantido por viaturas do programa Ronda da Comunidade e, no que diz respeito especialmente às igrejas de Santo Antônio e São João, dispõe-se de uma viatura extra do 9º Batalhão.




Fonte: Ronald Robson /O Imparcial Online

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