Polícia
Redação do Gterra, 01/02/2012 às 11h28minPF estoura esquema de crime financeiro e prende dois gerentes da Caixa
Sete pessoas foram presas acusadas de causar um rombo de R$ 10 milhões à Caixa Econômica Federal
Edição Gterra
A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta terça-feira (31), sete pessoas acusadas de causar um rombo de R$ 10 milhões à Caixa Econômica Federal (CEF), outras instituições bancárias e a militares da Aeronáutica. Foram cumpridos 86 mandados de busca e apreensão, incluindo o sequestro de bens. Entre eles, estão 40 veículos, a maior parte de luxo, além de 20 imóveis. Até granadas foram apreendidas. O alvo da operação, batizada de “Gizé” – lembrança à pirâmide financeira – foi a empresa Filadélphia Empréstimos Consignados Ltda, com unidades em Lagoa Santa e Belo Horizonte.
O seu proprietário, Carlos Henrique Viana, e seu irmão, o vice-presidente da empresa, Daniel Vieira, foram detidos e encaminhados à sede da PF, na capital mineira. O empresário foi surpreendido pelos agentes poucas horas depois de retornar de uma festa. Na residência, de alto padrão, localizada em Lagoa Santa, foram apreendidos três veículos. A quadrilha atuava em 22 estados brasileiros, mas a operação ocorreu apenas em Minas.
Segundo o delegado de repressão aos crimes financeiros e desvio de dinheiro público, Mário Veloso, o grupo operava no ramo de empréstimos consignados e seguro automotivo. Dois gerentes da CEF foram presos, acusados de receber vantagens financeiras em troca de beneficiar a quadrilha. “O líder, que é o presidente, entrou em contato com os gerentes da Caixa para fornecer financiamentos à Filadélphia, mediante vantagens indevidas. O dinheiro era usado como capital de giro”, afirmou o delegado.
Pelo esquema, se um militar procurasse a empresa para um empréstimo consignado, era direcionado a uma instituição bancária. Os chefes do esquema orientavam o cliente a contratar um financiamento maior que o valor pretendido. Se, por exemplo, um militar almejasse um empréstimo de R$ 15 mil, era persuadido a requerer R$ 25 mil.
Os R$ 10 mil de diferença eram reemprestados pelo cliente à Filadélphia, que pagava juros acima dos praticados no mercado. Segundo o delegado, dessa maneira, a parcela paga pelo militar ao banco ficava menor, mas criava um passivo na empresa. “Era vantajoso para o cliente”, afirmou Veloso. Ele irá colher o depoimento das vítimas para saber se possuem ou não envolvimento no esquema.
O problema, segundo os federais, é que a empresa aplicava o dinheiro dos clientes em imóveis e carros de luxo, aumentando o patrimônio, e não tinha autorização da Comissão de Valores Mobiliários e do Banco Central para atuar. A PF alega que a Filadélphia pretendia deixar de remunerar os clientes e, esses, causariam um rombo às instituições financeiras, pois, em um curto período, a empresa não teria mais capital para bancar os empréstimos. As taxas de juros oferecidas variavam entre 2,5% e 5% ao mês.
Cerca de 80% dos clientes são militares. O presidente da empresa e um dos vice-presidentes presos são aposentados da Aeronáutica. Entre os presos ainda está um segurança da Filadélphia. Na casa dele foram apreendidas cinco armas de fogo sem registro. “Uma delas é de uso restrito”, afirmou o delegado. Por isso, o segurança foi detido em flagrante. Também estão presos dois gerentes da CEF e um contador.

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta terça-feira (31), sete pessoas acusadas de causar um rombo de R$ 10 milhões à Caixa Econômica Federal (CEF), outras instituições bancárias e a militares da Aeronáutica. Foram cumpridos 86 mandados de busca e apreensão, incluindo o sequestro de bens. Entre eles, estão 40 veículos, a maior parte de luxo, além de 20 imóveis. Até granadas foram apreendidas. O alvo da operação, batizada de “Gizé” – lembrança à pirâmide financeira – foi a empresa Filadélphia Empréstimos Consignados Ltda, com unidades em Lagoa Santa e Belo Horizonte.
O seu proprietário, Carlos Henrique Viana, e seu irmão, o vice-presidente da empresa, Daniel Vieira, foram detidos e encaminhados à sede da PF, na capital mineira. O empresário foi surpreendido pelos agentes poucas horas depois de retornar de uma festa. Na residência, de alto padrão, localizada em Lagoa Santa, foram apreendidos três veículos. A quadrilha atuava em 22 estados brasileiros, mas a operação ocorreu apenas em Minas.
Segundo o delegado de repressão aos crimes financeiros e desvio de dinheiro público, Mário Veloso, o grupo operava no ramo de empréstimos consignados e seguro automotivo. Dois gerentes da CEF foram presos, acusados de receber vantagens financeiras em troca de beneficiar a quadrilha. “O líder, que é o presidente, entrou em contato com os gerentes da Caixa para fornecer financiamentos à Filadélphia, mediante vantagens indevidas. O dinheiro era usado como capital de giro”, afirmou o delegado.
Pelo esquema, se um militar procurasse a empresa para um empréstimo consignado, era direcionado a uma instituição bancária. Os chefes do esquema orientavam o cliente a contratar um financiamento maior que o valor pretendido. Se, por exemplo, um militar almejasse um empréstimo de R$ 15 mil, era persuadido a requerer R$ 25 mil.
Os R$ 10 mil de diferença eram reemprestados pelo cliente à Filadélphia, que pagava juros acima dos praticados no mercado. Segundo o delegado, dessa maneira, a parcela paga pelo militar ao banco ficava menor, mas criava um passivo na empresa. “Era vantajoso para o cliente”, afirmou Veloso. Ele irá colher o depoimento das vítimas para saber se possuem ou não envolvimento no esquema.
O problema, segundo os federais, é que a empresa aplicava o dinheiro dos clientes em imóveis e carros de luxo, aumentando o patrimônio, e não tinha autorização da Comissão de Valores Mobiliários e do Banco Central para atuar. A PF alega que a Filadélphia pretendia deixar de remunerar os clientes e, esses, causariam um rombo às instituições financeiras, pois, em um curto período, a empresa não teria mais capital para bancar os empréstimos. As taxas de juros oferecidas variavam entre 2,5% e 5% ao mês.
Cerca de 80% dos clientes são militares. O presidente da empresa e um dos vice-presidentes presos são aposentados da Aeronáutica. Entre os presos ainda está um segurança da Filadélphia. Na casa dele foram apreendidas cinco armas de fogo sem registro. “Uma delas é de uso restrito”, afirmou o delegado. Por isso, o segurança foi detido em flagrante. Também estão presos dois gerentes da CEF e um contador.

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Comentários (2)
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Bom dia galera... fiquem atentos: todos os que foram presos já estão em liberdade. O proprietário da filadelphia, Carlos H. Vieira, saiu dia o3 de abril, e o seu filho Daniel, saiu antes. Parabens à Policia Federal, à Aeronáutica e o Ministério Pùblico que empenharam grande operação...Agora continuem a investigar, pois os principais envolvidos continuam a fazer empréstimos fraudulentos e omitindo bens e valores da policia, pois estes, estão no nome de outras pessoas, que não tem nada a ver com o esquema...Tudo que vem deles é falso, começando com o "suposto divórcio" do empresário citado, até novas modalidades de fraudes aos bancos, com auxilio de parentes, militares e outras empresas coligadas em lagoa santa e outros estados.
FIQUEM DE OLHOS ABERTOS... eles estão à caça de novas vÃtimas, enquanto isto, lameiam o nome da Aeronáutica, dos evangélicos, advogados,etc...tudo por dinheiro! jairo rodriques sampaio sampaio, Belo Horizonte-MG - 17/04/2012 às 11h44min - gostaria de informar um equivoco na informacao dada. Daniel Vieira nao era irmao do carlos henrique. Ele era filho do carlos henrique. jailson jorge, Belo Jardim-PE - 18/02/2012 às 19h59min

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