Polícia
Redação do Gterra, 28/07/2011 às 09h24minPolicia prende suspeito de matar dono de revenda de carros no Ceará
PolÃcia esclarece a morte de israelense e prende suspeito
Edição Gterra
Desavenças nos negócios de venda e locação de automóveis teriam motivado a morte brutal de Sagiv Simona
Após três meses de investigações em sigilo, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) chegou aos suspeitos da morte do empresário israelense Sagiv Simona, 36, assassinado na tarde do dia 20 de abril deste ano, no bairro Jardim das Oliveiras. Dois comerciantes do ramo de automóveis , assim como era a vítima, são apontados como os mandantes da pistolagem. Ambos tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça e um deles foi capturado ontem.
O homem preso é Carlos Maicon Freire Meireles, dono de uma revenda de veículos bastante conhecida nesta Capital. Ele foi cercado por inspetores da DHPP e agentes do Departamento de Inteligência Policial (DIP), por volta das 13 horas de ontem, logo após sair de seu apartamento, no Meireles. Ainda tentou escapar, mas não teve chances. Do local, foi encaminhado diretamente para a sede da DHPP, na Avenida Aguanambi, no bairro de Fátima, onde permanece recolhido numa cela comum à disposição da Justiça.
Outro
O segundo suspeito de ter mandado matar Simona continua foragido, mas sendo procurado pela Polícia. Trata-se de Rui Menezes Araripe, que também tem uma revenda de carros de luxo em Fortaleza.
Os dois acusados tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz de Direito Antônio Carlos Pinheiro Klein Filho, titular da Quarta Vara do Júri de Fortaleza. O pedido de prisão para os suspeitos foi encaminhado à Justiça pelo delegado Franco Pinheiro, diretor adjunto da DHPP e que preside o inquérito sobre a morte do estrangeiro.
Para chegar aos acusados, a Polícia trabalhou exaustivamente na coleta de provas e indícios. Um dos trunfos dos investigadores foram as ligações telefônicas e ameaças de morte que Sagiv Simona teria recebido nos dias que antecederam o seu assassinato. Ele já havia registrado, pelo menos, quatro Boletins de Ocorrência (B.Os.) em que afirmava estar sendo intimidado por conta de seus negócios.
No decorrer da apuração, o delegado Franco Pinheiro contou com a colaboração dos departamentos de Polícia Especializada (DPE) e de Inteligência Policial (DIP), mas foi a quebra do sigilo telefônica da vítima e dos investigados que possibilitou o avanço na investigação.
Motivação
A morte de Sagiv Simona foi tramada por conta de desentendimentos com outros comerciantes de automóveis em Fortaleza. No andamento das diligências a Polícia chegou a apreender alguns veículos, entre eles, caminhonetas de luxo como Hilux. O israelense, além de vender automóveis, também trabalhava com locação. Assim, veículos que ele teria alugados acabaram não sendo devolvidos, o que gerou desavenças comerciais e, por fim, sua morte.
Logo no começo da apuração, a Polícia descartou a hipótese de um latrocínio (roubo seguido de morte) e trilhou em cima de duas hipóteses. Uma delas seria os negócios de Sagiv. Além das vendas e locações de carro, também estaria ligado a agiotagem. O afunilamento da coleta de provas só veio, porém, nas últimas semanas com a varredura e análise das ligações.
O crime
Passavam poucos minutos das 12 horas do dia 20 de abril passado, quando Simona saiu de sua revenda de veículos guiando um carro importado, modelo Honda Accord, prata, de placa NHT-1799 (CE). Ele se dirigia para casa, no Lago Jacarey, onde iria almoçar com a esposa (uma cearense) e os dois filhos do casal.
Mas, ao chegar no cruzamento das avenidas Rogaciano Leite e Pindorama, o automóvel foi interceptado por um Gol branco onde estavam os pistoleiros.
Simona foi atingido com quatro tiros à curta distância. Os criminosos fugiram e abandonaram o Gol nas proximidades da Câmara dos Vereadores. Levado às pressas por uma ambulância do Samu para o IJF-Centro, o israelense não resistiu e morreu horas depois. A DHPP logo iniciou a investigação.
FERNANDO RIBEIRO

Desavenças nos negócios de venda e locação de automóveis teriam motivado a morte brutal de Sagiv Simona
Após três meses de investigações em sigilo, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) chegou aos suspeitos da morte do empresário israelense Sagiv Simona, 36, assassinado na tarde do dia 20 de abril deste ano, no bairro Jardim das Oliveiras. Dois comerciantes do ramo de automóveis , assim como era a vítima, são apontados como os mandantes da pistolagem. Ambos tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça e um deles foi capturado ontem.
O homem preso é Carlos Maicon Freire Meireles, dono de uma revenda de veículos bastante conhecida nesta Capital. Ele foi cercado por inspetores da DHPP e agentes do Departamento de Inteligência Policial (DIP), por volta das 13 horas de ontem, logo após sair de seu apartamento, no Meireles. Ainda tentou escapar, mas não teve chances. Do local, foi encaminhado diretamente para a sede da DHPP, na Avenida Aguanambi, no bairro de Fátima, onde permanece recolhido numa cela comum à disposição da Justiça.
Outro
O segundo suspeito de ter mandado matar Simona continua foragido, mas sendo procurado pela Polícia. Trata-se de Rui Menezes Araripe, que também tem uma revenda de carros de luxo em Fortaleza.
Os dois acusados tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz de Direito Antônio Carlos Pinheiro Klein Filho, titular da Quarta Vara do Júri de Fortaleza. O pedido de prisão para os suspeitos foi encaminhado à Justiça pelo delegado Franco Pinheiro, diretor adjunto da DHPP e que preside o inquérito sobre a morte do estrangeiro.
Para chegar aos acusados, a Polícia trabalhou exaustivamente na coleta de provas e indícios. Um dos trunfos dos investigadores foram as ligações telefônicas e ameaças de morte que Sagiv Simona teria recebido nos dias que antecederam o seu assassinato. Ele já havia registrado, pelo menos, quatro Boletins de Ocorrência (B.Os.) em que afirmava estar sendo intimidado por conta de seus negócios.
No decorrer da apuração, o delegado Franco Pinheiro contou com a colaboração dos departamentos de Polícia Especializada (DPE) e de Inteligência Policial (DIP), mas foi a quebra do sigilo telefônica da vítima e dos investigados que possibilitou o avanço na investigação.
Motivação
A morte de Sagiv Simona foi tramada por conta de desentendimentos com outros comerciantes de automóveis em Fortaleza. No andamento das diligências a Polícia chegou a apreender alguns veículos, entre eles, caminhonetas de luxo como Hilux. O israelense, além de vender automóveis, também trabalhava com locação. Assim, veículos que ele teria alugados acabaram não sendo devolvidos, o que gerou desavenças comerciais e, por fim, sua morte.
Logo no começo da apuração, a Polícia descartou a hipótese de um latrocínio (roubo seguido de morte) e trilhou em cima de duas hipóteses. Uma delas seria os negócios de Sagiv. Além das vendas e locações de carro, também estaria ligado a agiotagem. O afunilamento da coleta de provas só veio, porém, nas últimas semanas com a varredura e análise das ligações.
O crime
Passavam poucos minutos das 12 horas do dia 20 de abril passado, quando Simona saiu de sua revenda de veículos guiando um carro importado, modelo Honda Accord, prata, de placa NHT-1799 (CE). Ele se dirigia para casa, no Lago Jacarey, onde iria almoçar com a esposa (uma cearense) e os dois filhos do casal.
Mas, ao chegar no cruzamento das avenidas Rogaciano Leite e Pindorama, o automóvel foi interceptado por um Gol branco onde estavam os pistoleiros.
Simona foi atingido com quatro tiros à curta distância. Os criminosos fugiram e abandonaram o Gol nas proximidades da Câmara dos Vereadores. Levado às pressas por uma ambulância do Samu para o IJF-Centro, o israelense não resistiu e morreu horas depois. A DHPP logo iniciou a investigação.
FERNANDO RIBEIRO

Comentar
Imprimir
RSS


