Polícias do Maranhão e Piauí realizam operação para desarticular quadrilhas de fraude - Polícia - Gterra

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Redação do Gterra, 12/08/2010 às 14h06min

Polícias do Maranhão e Piauí realizam operação para desarticular quadrilhas de fraude

A Operação Disfarce ganhou essa denominação, em alusão ao uso de pessoas que se passaram como laranjas no golpe previdenciário, nas agências bancárias.

Edição Gterra



Antônio Marcos



Foi desencadeado nesta quarta-feira, 11, no município de Barra do Corda (a 459 quilômetros de São Luis) e na cidade de Teresina (PI) pela chamada Força-Tarefa Previdenciária do Maranhão, a Operação Disfarce, que visa desarticular quadrilhas que promovem fraudes ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


A Operação, que conta com os trabalhos em conjunto do Ministério Público Federal (MPF), Ministério da Previdência Social (MPS) e polícia Federal (PF), conseguiram cumprir 25 mandatos judiciais, sendo quatro de prisão preventiva, oito de prisão temporária e 13 de busca e apreensão, todos expedidos pela segunda Vara Criminal de São Luis.

Dos quatro mandatos de prisão preventiva, três são contra policias civis de Barra do Corda. No entanto, a polícia só conseguiu prender até o momento dois acusados. O terceiro encontra-se foragido.

A Operação Disfarce ganhou essa denominação, em alusão ao uso de pessoas que se passaram como laranjas no golpe previdenciário, nas agências bancárias.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, iniciadas no começo do ano passado, funcionários de bancos públicos e privados, agenciadores, corretores e mais quatro policiais civis, tiveram envolvimento na fraude.

Segundo a PF, os bancários renovavam e desbloqueavam as senhas dos cartões de clientes aposentados que já haviam morrido e sacavam seus benefícios.

A polícia estima que o prejuízo, por conta da fraude, em conseqüência dos empréstimos e saques irregulares realizados pela quadrilha aos cofres públicos, ultrapasse o valor de R$ 1 milhão.

Os responsáveis no golpe serão indiciados por crime de estelionato, quebra de sigilo bancário, inserção de dados falsos no sistema de administração pública, corrupção ativa entre outros.





Fonte: O Imparcial

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