Polícia
Redação do Gterra, 12/05/2011 às 11h17minPrefeito 'Boca Quente' continua foragido
Além de “Boca Quente”, outras sete pessoas também são consideradas foragidas, uma vez que dos treze mandados de prisão, seis foram cumpridos
Edição Gterra
POR OSWALDO VIVIANI
O prefeito de São João do Paraíso, Raimundo Galdino Leite (PV), o “Boca Quente”, ainda não havia se apresentado à Polícia Federal até as 9h30 de hoje (12). Ele teve sua prisão temporária (cinco dias) decretada e é procurado desde ontem (11), quando a PF e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram a operação “Usura” em São João do Paraíso (a 764 km São Luís, no sul do Maranhão) e em outras três cidades – Imperatriz, Barra do Corda e São Luís. A PF e a CGU investigam desvios de recursos federais destinados a São João do Paraíso que podem ter sangrado mais de R$ 5,57 milhões dos cofres públicos
Além de “Boca Quente”, outras sete pessoas também são consideradas foragidas, uma vez que dos treze mandados de prisão, seis foram cumpridos.
Foram presos ontem o ex-prefeito de São João do Paraíso, José Aldo Ribeiro Souza (PSDB), 45 anos; o vice-prefeito Itamar Gomes de Aguiar (PRP), 62 anos (que foi secretário de Saúde na gestão passada, de José Aldo); o secretário de Infraestrutura de Imperatriz Roberto Alencar; a ex-secretária de Educação de São João do Paraíso, Raimunda Rocha; o empresário George Lázaro Maciel Bezerra; e o também empresário Joel Clayton Maciel Bezerra.
Roberto Alencar é proprietário de construtoras que atuam em Imperatriz e outros municípios da região tocantina, entre eles São João do Paraíso.
Um total de 25 mandados de busca e apreensão também foi cumprido, em vários locais – entre eles, na Prefeitura Municipal de São João do Paraíso; na sede da Distribuidora Tocantina de Materiais Hospitalares; no escritório da Decapavan; na Siderúrgica Imperatriz; na Construtora Porto Belo; na casa de um sócio da Conserve Engenharia e Construções Ltda; e na casa de um sócio da Construtora Redenção Ltda.
Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (Distrito Federal).
“Boca Quente” e os demais envolvidos são acusados de desviar recursos públicos federais destinados às áreas de educação e saúde, dinheiro de repasses e convênios, além da malversação de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
A fraude, de acordo com a Polícia Federal, teria acontecido durante as duas administrações municipais de São João do Paraíso desde 2005.
A operação “Usura” é decorrente de análise do material apreendido em outra operação, realizada em 2009 e denominada de Rapina 3.
Na época, a ação prendeu empresários, políticos, secretários municipais, membros das comissões de licitação e contadores acusados de desviar R$ 15 milhões de recursos federais, entre 2007 e 2008, nas prefeituras maranhenses de Ribamar Fiquene e Senador La Rocque (ambas cidades da região tocantina).
O prefeito Raimundo Galdino Leite chegou a ser afastado do cargo, em outubro de 2009, por improbidade administrativa, após pedido do Ministério Público, numa Ação Civil Pública.
Retornou, por força de uma liminar da Justiça, em abril de 2010, fato que revoltou parte da população de São João do Paraíso, que depredou e incendiou a sede da Prefeitura.
Natural de Barra do Corda, Raimundo Galdino declarou à Justiça Eleitoral apenas saber “ler e escrever”. Afirmou ser agricultor, mas na verdade é fazendeiro, com patrimônio registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de R$ 270 mil (valor de uma casa, fazendas e gado).
Um efetivo de aproximadamente 100 policiais federais e 15 auditores da CGU participam da operação “Usura”, que conta também com o apoio da Procuradoria Regional da República da 1ª Região e da Promotoria da Justiça de Porto Franco.
De acordo com Gustavo Paulo Leite de Souza, superintendente em exercício da Polícia Federal, os presos ficarão na carceragem da instituição em Imperatriz por pelo menos cinco dias (prazo da prisão temporária, que poderá ser prorrogado).
O delegado que comanda a operação, Pedro Roberto Meireles Lopes, disse que o esquema de desvios tinha a participação de um agiota – Josival Cavalcante da Silva, o “Pacovan” (foragido).
“Com a ajuda do Ministério Público Estadual e da CGU, a gente acabou descobrindo um financiador da prefeitura, um agiota. O motivo de essa verba ser desviada é que o agiota adiantaria os recursos ao prefeito para serem descontados durante o mandato”, informou o delegado.
Segundo a PF, Josival Cavalcante movimentou em dois anos cerca de R$ 25 milhões.
Além do prefeito “Boca Quente” e do agiota Josival Cavalcante, estão foragidos a ex-secretária municipal de Saúde de São João do Paraíso, Edna do Vale Cerqueira, Adilson Brandão de Queiroz, o “Petinha” (vaqueiro acusado de atuar como “laranja”); Antonio de Almeida Gonçalves, ex-secretário de Finanças; e José Lenizar dos Santos Rocha, ex-secretário de Planejamento.

POR OSWALDO VIVIANI
O prefeito de São João do Paraíso, Raimundo Galdino Leite (PV), o “Boca Quente”, ainda não havia se apresentado à Polícia Federal até as 9h30 de hoje (12). Ele teve sua prisão temporária (cinco dias) decretada e é procurado desde ontem (11), quando a PF e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram a operação “Usura” em São João do Paraíso (a 764 km São Luís, no sul do Maranhão) e em outras três cidades – Imperatriz, Barra do Corda e São Luís. A PF e a CGU investigam desvios de recursos federais destinados a São João do Paraíso que podem ter sangrado mais de R$ 5,57 milhões dos cofres públicos
Além de “Boca Quente”, outras sete pessoas também são consideradas foragidas, uma vez que dos treze mandados de prisão, seis foram cumpridos.
Foram presos ontem o ex-prefeito de São João do Paraíso, José Aldo Ribeiro Souza (PSDB), 45 anos; o vice-prefeito Itamar Gomes de Aguiar (PRP), 62 anos (que foi secretário de Saúde na gestão passada, de José Aldo); o secretário de Infraestrutura de Imperatriz Roberto Alencar; a ex-secretária de Educação de São João do Paraíso, Raimunda Rocha; o empresário George Lázaro Maciel Bezerra; e o também empresário Joel Clayton Maciel Bezerra.
Roberto Alencar é proprietário de construtoras que atuam em Imperatriz e outros municípios da região tocantina, entre eles São João do Paraíso.
Um total de 25 mandados de busca e apreensão também foi cumprido, em vários locais – entre eles, na Prefeitura Municipal de São João do Paraíso; na sede da Distribuidora Tocantina de Materiais Hospitalares; no escritório da Decapavan; na Siderúrgica Imperatriz; na Construtora Porto Belo; na casa de um sócio da Conserve Engenharia e Construções Ltda; e na casa de um sócio da Construtora Redenção Ltda.
Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (Distrito Federal).
“Boca Quente” e os demais envolvidos são acusados de desviar recursos públicos federais destinados às áreas de educação e saúde, dinheiro de repasses e convênios, além da malversação de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
A fraude, de acordo com a Polícia Federal, teria acontecido durante as duas administrações municipais de São João do Paraíso desde 2005.
A operação “Usura” é decorrente de análise do material apreendido em outra operação, realizada em 2009 e denominada de Rapina 3.
Na época, a ação prendeu empresários, políticos, secretários municipais, membros das comissões de licitação e contadores acusados de desviar R$ 15 milhões de recursos federais, entre 2007 e 2008, nas prefeituras maranhenses de Ribamar Fiquene e Senador La Rocque (ambas cidades da região tocantina).
O prefeito Raimundo Galdino Leite chegou a ser afastado do cargo, em outubro de 2009, por improbidade administrativa, após pedido do Ministério Público, numa Ação Civil Pública.
Retornou, por força de uma liminar da Justiça, em abril de 2010, fato que revoltou parte da população de São João do Paraíso, que depredou e incendiou a sede da Prefeitura.
Natural de Barra do Corda, Raimundo Galdino declarou à Justiça Eleitoral apenas saber “ler e escrever”. Afirmou ser agricultor, mas na verdade é fazendeiro, com patrimônio registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de R$ 270 mil (valor de uma casa, fazendas e gado).
Um efetivo de aproximadamente 100 policiais federais e 15 auditores da CGU participam da operação “Usura”, que conta também com o apoio da Procuradoria Regional da República da 1ª Região e da Promotoria da Justiça de Porto Franco.
De acordo com Gustavo Paulo Leite de Souza, superintendente em exercício da Polícia Federal, os presos ficarão na carceragem da instituição em Imperatriz por pelo menos cinco dias (prazo da prisão temporária, que poderá ser prorrogado).
O delegado que comanda a operação, Pedro Roberto Meireles Lopes, disse que o esquema de desvios tinha a participação de um agiota – Josival Cavalcante da Silva, o “Pacovan” (foragido).
“Com a ajuda do Ministério Público Estadual e da CGU, a gente acabou descobrindo um financiador da prefeitura, um agiota. O motivo de essa verba ser desviada é que o agiota adiantaria os recursos ao prefeito para serem descontados durante o mandato”, informou o delegado.
Segundo a PF, Josival Cavalcante movimentou em dois anos cerca de R$ 25 milhões.
Além do prefeito “Boca Quente” e do agiota Josival Cavalcante, estão foragidos a ex-secretária municipal de Saúde de São João do Paraíso, Edna do Vale Cerqueira, Adilson Brandão de Queiroz, o “Petinha” (vaqueiro acusado de atuar como “laranja”); Antonio de Almeida Gonçalves, ex-secretário de Finanças; e José Lenizar dos Santos Rocha, ex-secretário de Planejamento.


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