Polícia

Redação do Gterra, 08/02/2011 às 16h48min

Rebelião de presos no Maranhão termina com 6 mortos

Três cabeças foram, decepadas,olhos humanos foram jogados no meio da multidão

Foto: Divulgação Super lotação nos presidios da terra de Sarney
Super lotação nos presidios da terra de Sarney
Edição Gterra


POR OSWALDO VIVIANI


Terminou no início desta tarde a rebelião dos cerca de 100 presos da carceragem da Delegacia Regional de Pinheiro (a 343 km de São Luís). O motim, que deixou 6 mortos, começou às 22h30 de ontem (7). Quatro das vítimas foram decapitadas, entre elas o lavrador José Agostinho Bispo

Pereira, 54 anos, preso em junho do ano passado, acusado de ter


engravidado suas duas filhas e tido, no total, oito filhos-netos com elas

Os amotinados estavam armados com chuços feitos com pedaços de ferro retirados da laje da cadeia. Às 14h30, uma comissão ainda tentava negociar com os presos o fim da rebelião. Eles reivindicam uma solução para problema de superlotação da carceragem – que abriga 97 detentos quando sua capacidade é de 40. Muitos presos também querem ser transferidos para suas comarcas de origem.

Segundo o que os próprios presos rebelados informaram, todos os detentos assassinados eram acusados de pedofilia ou estupro.

Cabeças cortadas – A delegada regional Laura Barbosa afirmou que logo no início da rebelião os presos mostraram três cabeças cortadas, que foram penduradas nas grades de uma cela – entre elas a de José Agostinho Bispo Pereira. Um olho humano também foi jogado da grade para que a delegada e outros negociadores que estavam no local vissem.

O caso de José Agostinho teve repercussão nacional e internacional. O lavrador já havia sido condenado a 63 anos de prisão em dezembro do ano passado. Aguardava abrir vaga no Complexo de Pedrinhas (São Luís) para ser transferido.

Seis presos que respondem pelos crimes de pedofilia ou estupro foram feitos de reféns pelos rebelados. Alguns deles foram amarrados nas grades das celas e espancados.



O Jornal Pequeno apurou que o líder da rebelião é o preso identificado como Ramiro, acusado de cometer vários assaltos em Pinheiro – principalmente no povoado Maranhão Novo e no bairro Pacas.

A delegada Laura Amélia afirmou que já havia comunicado o problema da superlotação na carceragem da Delegacia Regional de Pinheiro ao secretário de Segurança Pública Aluísio Mendes.

Fizeram parte da comissão que negocia com os rebelados um juiz, dois promotores de Justiça e um pastor (solicitado pelos presos) e um padre.

O secretário adjunto de Inteligência da SSP, Laércio Costa; o comandante geral da PM, coronel Franklin Pacheco, e o superintendente de Polícia Civil do Interior, Jair Paiva, acompanharam as negociações.

Mais de 100 homens das polícias Civil e Militar cercaram a delegacia. O Grupo Tático Aéreo (GTA) e o GOE (Grupo de Operações Especiais) também participaram do cerco.

Segundo o site do governo do estado e o delegado geral da Polícia Civil Nordman Ribeiro, a rebelião começou após uma tentativa frustrada de fuga.

Em junho do ano passado, os presos de Pinheiro já haviam se rebelado pelo mesmo motivo – superlotação –, num motim que terminou sem mortos.

(Atualizado às 15h15. Aguarde mais informações






Fonte: Jornal Pequeno

Comentários (3)

  • Não Devemos jugar os promotores,juiz e policia.
    E também vamos ver os presos que para querer seus direito mataram pessoas q também cometeram erros iguais a eles,Só com artigos diferentes.
    Então as autoridades não podem ser julgados tantos.
    O q o Governo devem fazer é Separar os presos por Artigos. e construir peniteciares maiores. obrigada!!
    amanda alcione santana apolinario, Recife-PE - 14/09/2011 às 14h49min
  • AGORA CABE AOS FAMILIARES ENTRAR COM UM PROCESSO CONTRA AO ESTADO E PEDIR A INDENIZAÇÃO POR CADA PRESO MORTO, JÁ QUE OS MESMOS ESTAVAM SOB TUTELA DO ESTADO.
    PAÍS DE LEI MALDITA E DE PESSOAS IGNOANTES QUE NÃO LUTAM POR SEUS DIREITOS.....
    FRANCISCO GLEYDSON, So Paulo-SP - 25/03/2011 às 12h55min
  • No caso do recente motim carcerário, em Pinheiro-MA, quem deveria estar no lugar desses dententos seriam os policiais, juízes e promotores. Pois, ao votar, nenhum de nós, eleitores, pedem que seja constituído esse trio pademônico: Justiça, Ministério Público e Polícia; para nos atormentar e mandarmo-nos para a morte. E o mais agravante: esses tirandos são nutridos com os impostos arrancados das criaturas por eles oprimidas, e com salários faraônicos. -Donde vem tamanha audácia para cercear a liberdade alheia, invadir as vidas privadas e decretar a desgraça dos indefesos?
    Tal relação: Estado sádico e cidadão masoquista deve ser urgentemente discutida e desmantelada. Chega de sermos mulas dos governos, é a hora do povo se auto-organizar. Enquanto isso, a falaciosa democracia nunca passará de uma farsa ou duma ditadura com eufemismo!

    Benigno Dias
    BENIGNO DIAS, Pinheiro-MA - 09/02/2011 às 14h28min

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