Polícia
Redação do Gterra, 05/08/2010 às 11h02minTráfico ameaça Censo do IBGE
As duas tentativas de assalto teriam acontecido no primeiro dia de trabalho e na última terça-feira
Edição Gterra
Láyra Santa Rosa – Repórter
Alagoas - Os recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que trabalham em áreas com o índice de criminalidade alto em Maceió, estão temendo serem vítimas da violência. No Jacintinho, um grupo que pesquisava na Aldeia do Índio chegou a ser ameaçado e precisou do apoio da comunidade para evitar o suposto assalto. Hoje, às 10 horas, uma reunião com a comunidade deverá explicar como funciona a atividade e pedir a colaboração para a realização do Censo 2010.
As duas tentativas de assalto teriam acontecido no primeiro dia de trabalho e na última terça-feira. Um grupo de jovens ficou observando o trabalho dos recenseadores que acabaram sendo alertados pelos moradores da Aldeia do Índio sobre o perigo. “No primeiro dia tivemos que ser escoltados até a parte alta da grota. No dia seguinte, um recenseador teve que entrar na casa de uma moradora para não ser roubado, já que o mesmo grupo o estava observando. Depois disso, ficamos preocupados e resolvemos tentar conversar com a comunidade”, falou Andreza Maria Mendonça, que acompanha as equipes.
Na manhã de ontem, a equipe do IBGE procurou o líder comunitário da Aldeia do Índio e solicitou uma reunião para conversar com a comunidade. “A maioria das pessoas apoia o nosso trabalho e está pronta para nos ajudar. Mas, sabemos que a área tem o índice de criminalidade grande e não queremos ser vítimas”, disse Eliezer Matias, agente Comunitária Regional do IBGE. “A princípio vamos pedir a colaboração das pessoas, inclusive com o apoio dos moradores de cada rua no trabalho, indo junto com a gente de casa em casa. Não estamos querendo envolver a polícia, até porque se trata de uma relação de confiança com a comunidade. Acredito que vamos resolver esse problema”.
O recenseador Amauri Nogueira, que está responsável pelos levantamentos no Vale do Reginaldo e Grota do Rafael contou que teme a violência, mas que não deixará de fazer o seu trabalho. “Tomo algumas precauções para o trabalho, uma delas é deixar todos os meus pertences de valor no posto de coleta. É mais uma garantia de segurança. Medo todos tem, principalmente por sabermos que essa área é tomada pelo tráfico de drogas e violência. Porém, não vamos deixar de fazer o nosso trabalho, mesmo que seja preciso pedir autorização de traficante ou da comunidade”, garantiu.
As equipes que realizam o Censo acreditam que o interesse dos criminosos é no PDA –computador de mão – utilizado para a coleta de dados. “A única coisa que eles tê m de valor para roubar é o PDA. Mas, se esse equipamento for levado a investigação será feita pela Polícia Federal e nós responderemos por uma sindicância. Esperamos não chegar a tanto”, completou Amauri Nogueira

Láyra Santa Rosa – Repórter
Alagoas - Os recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que trabalham em áreas com o índice de criminalidade alto em Maceió, estão temendo serem vítimas da violência. No Jacintinho, um grupo que pesquisava na Aldeia do Índio chegou a ser ameaçado e precisou do apoio da comunidade para evitar o suposto assalto. Hoje, às 10 horas, uma reunião com a comunidade deverá explicar como funciona a atividade e pedir a colaboração para a realização do Censo 2010.
As duas tentativas de assalto teriam acontecido no primeiro dia de trabalho e na última terça-feira. Um grupo de jovens ficou observando o trabalho dos recenseadores que acabaram sendo alertados pelos moradores da Aldeia do Índio sobre o perigo. “No primeiro dia tivemos que ser escoltados até a parte alta da grota. No dia seguinte, um recenseador teve que entrar na casa de uma moradora para não ser roubado, já que o mesmo grupo o estava observando. Depois disso, ficamos preocupados e resolvemos tentar conversar com a comunidade”, falou Andreza Maria Mendonça, que acompanha as equipes.
Na manhã de ontem, a equipe do IBGE procurou o líder comunitário da Aldeia do Índio e solicitou uma reunião para conversar com a comunidade. “A maioria das pessoas apoia o nosso trabalho e está pronta para nos ajudar. Mas, sabemos que a área tem o índice de criminalidade grande e não queremos ser vítimas”, disse Eliezer Matias, agente Comunitária Regional do IBGE. “A princípio vamos pedir a colaboração das pessoas, inclusive com o apoio dos moradores de cada rua no trabalho, indo junto com a gente de casa em casa. Não estamos querendo envolver a polícia, até porque se trata de uma relação de confiança com a comunidade. Acredito que vamos resolver esse problema”.
O recenseador Amauri Nogueira, que está responsável pelos levantamentos no Vale do Reginaldo e Grota do Rafael contou que teme a violência, mas que não deixará de fazer o seu trabalho. “Tomo algumas precauções para o trabalho, uma delas é deixar todos os meus pertences de valor no posto de coleta. É mais uma garantia de segurança. Medo todos tem, principalmente por sabermos que essa área é tomada pelo tráfico de drogas e violência. Porém, não vamos deixar de fazer o nosso trabalho, mesmo que seja preciso pedir autorização de traficante ou da comunidade”, garantiu.
As equipes que realizam o Censo acreditam que o interesse dos criminosos é no PDA –computador de mão – utilizado para a coleta de dados. “A única coisa que eles tê m de valor para roubar é o PDA. Mas, se esse equipamento for levado a investigação será feita pela Polícia Federal e nós responderemos por uma sindicância. Esperamos não chegar a tanto”, completou Amauri Nogueira

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