Política
Redação do Gterra, 23/06/2011 às 12h12minApós 14 governos, servidor contratado em 1960 por Brizola é demitido pelo PTB
Antônio Pedro Paranhos era funcionário da Secretaria de Obras do Estado há 51 anos
Edição Gterra
Contratado a pedido de Leonel Brizola em 1960, Antônio Pedro Paranhos, de 72 anos, serviu com afinco a 14 governadores e 28 secretários na Secretaria de Obras Públicas do Estado.
Só não resistiu ao PTB – partido que comanda a pasta e vem lavando roupa suja por cargos.
De férias, no fim de maio encontrou na rua um colega que o avisou: deveria conversar com a chefia. Interrompeu o descanso e ouviu do chefe de gabinete do secretário Luiz Carlos Busato (PTB) que seus serviços não eram mais necessários.
— O secretário precisa do teu CC — teria dito o assessor, segundo conta o próprio Paranhos.
Era o fim de uma carreira que lhe rendia, além da aposentadoria, um cargo em comissão de aproximadamente R$ 900. No governo passado, o salário foi elevado para R$ 1,3 mil.
Contratado como pedreiro em 1960, construiu escolas, pegou em armas na Legalidade, foi ascensorista e auxiliar de portaria. Passou pelo regime militar, viu a redemocratização e serviu a governos de direita e esquerda.
Nos anos 1980, aposentou-se com 35 anos de serviço, mas foi logo convocado a voltar como CC. Desempenhava sua função mais recente há duas décadas.
Em 2010, recebeu uma homenagem dos colegas pelos 50 anos de trabalho. Na quarta-feira, na sala de casa, mostrava o álbum de fotos guardado como relíquia e enchia os olhos de lágrimas:
— Passaram uma borracha em cima de tudo que fiz. Por quê?

Contratado a pedido de Leonel Brizola em 1960, Antônio Pedro Paranhos, de 72 anos, serviu com afinco a 14 governadores e 28 secretários na Secretaria de Obras Públicas do Estado.
Só não resistiu ao PTB – partido que comanda a pasta e vem lavando roupa suja por cargos.
De férias, no fim de maio encontrou na rua um colega que o avisou: deveria conversar com a chefia. Interrompeu o descanso e ouviu do chefe de gabinete do secretário Luiz Carlos Busato (PTB) que seus serviços não eram mais necessários.
— O secretário precisa do teu CC — teria dito o assessor, segundo conta o próprio Paranhos.
Era o fim de uma carreira que lhe rendia, além da aposentadoria, um cargo em comissão de aproximadamente R$ 900. No governo passado, o salário foi elevado para R$ 1,3 mil.
Contratado como pedreiro em 1960, construiu escolas, pegou em armas na Legalidade, foi ascensorista e auxiliar de portaria. Passou pelo regime militar, viu a redemocratização e serviu a governos de direita e esquerda.
Nos anos 1980, aposentou-se com 35 anos de serviço, mas foi logo convocado a voltar como CC. Desempenhava sua função mais recente há duas décadas.
Em 2010, recebeu uma homenagem dos colegas pelos 50 anos de trabalho. Na quarta-feira, na sala de casa, mostrava o álbum de fotos guardado como relíquia e enchia os olhos de lágrimas:
— Passaram uma borracha em cima de tudo que fiz. Por quê?


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