Política
Redação do Gterra, 25/11/2011 às 11h20minDeputados preocupados com a pobreza no Ceará
Heitor Férrer disse que o Censo 2010 deixa uma marca "extremamente negativa" para o Governo Cid nessa questão
Edição Gterra
O Censo 2010, publicado neste mês, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na avaliação do deputado Heitor Férrer (PDT), deixa uma marca "extremamente negativa" para o governo Cid Gomes: a elevação em 51% do número de miseráveis no Estado. Conforme o parlamentar, esse crescimento pôde ser observado entre os anos de 2007 a 2010.
Heitor Férrer reconhece na atual administração uma preocupação com o investimento. Uma prova disso, citou, são os equipamentos que estão sendo construídos para o setor do turismo e saúde. Contudo, avalia que as políticas públicas voltadas para diminuir a pobreza no Estado parecem não estar funcionando. "De nada adianta fazermos maiores investimentos se o povo está cada vez mais miserável, mais pobre. Não existe política pública que quebre os mecanismos geradores da pobreza", atentou.
Segundo Férrer, matéria divulgada pelo Diário do Nordeste, no dia 1º de fevereiro deste ano, mostra que em 2009, 909 mil cearenses viviam em situação de máxima pobreza, tentando sobreviver com uma renda mensal que chega até R$ 58. Agora, o Censo de 2010 revela que esse número deu um salto, já são 1,5 milhão de pessoas vivendo na pobreza.
Desigualdade
"A sociedade está cada vez mais pobre, miserável, desigual e aí uma sociedade cada vez mais violenta, pois vive as amarguras da pobreza e da desigualdade", aponta, entendo que para essas pessoas, muitas vezes, não há muitos caminhos e o mais comum se torna o caminho das drogas.
Heitor Férrer afirma que os governos passados conseguiram diminuir o índice de pobreza, informando que o Ceará levou 12 anos para diminuir em 22% a miséria no Estado. Porém, de 2007 a 2010, a pobreza absoluta aumentou 51%. "Isso é um dado alarmante, trágico que nos entristece. É um dado que nos obriga cobrar uma política focada em quebrar os mecanismos geradores da pobreza", salientou o parlamentar.
Soluções
O deputado Moésio Loiola (PSD) disse que enxerga na diminuição do êxodo rural uma das soluções para evitar o aumento da miséria no Estado. Segundo o parlamentar, o governo de Tasso Jereissati deu uma grande contribuição para diminuir a pobreza no Estado e, agora, a administração de Cid Gomes também está puxando esse debate.
O líder do governo na Casa, deputado Antônio Carlos (PT), rebateu a informação repassada por Heitor Férrer, de que a pobreza cresceu no Estado. Conforme alega o parlamentar, o Ceará foi o Estado que mais cresceu no Brasil, guardadas as devidas proporções. Para ele, o pronunciamento do colega foi, no mínimo, contraditório.
Contrário
"Imputar ao governo Cid o crescimento da miséria? É o contrário, o governo vem atacando a pobreza através da agricultura familiar, de investimentos, de obras no Interior e de exoneração no ICMS. O Estado ainda é pobre, é verdade, mas ao Governo Cid não pode ser imputado esse legado", defendeu o deputado petista.
ÍNDICE DO PAÍS
Deputado duvida de erradicação até 2014
O deputado Lucílvio Girão (PMDB) declarou, ontem, na Assembleia, não acreditar que até 2014, o Governo Federal consiga erradicar a extrema pobreza no País, como promete a presidente Dilma Rousseff. "Ela é bem intencionada. Mas, pela minha experiência, não acredito. É um curto espaço de tempo para se fazer isso", alegou.
Segundo ele, no Ceará, são 1,5 milhão de cearenses vivendo na extrema pobreza, enquanto o Estado possui 8,4 milhões de habitantes. "Lembro que 25 anos atrás, o governador Tasso Jereissati disse que o Ceará precisava mudar. E o maior pecado dele foi dizer que ia acabar com a miséria aqui", considerou.
Lucílvio disse reconhecer avanços importantes obtidos no Governo Tasso, como a criação dos agentes de saúde, do Porto do Pecém, das estradas de acesso à Fortaleza e do açude Castanhão, mas aposta que para dirimir a extrema pobreza são necessárias reformas socio-econômicas em setores como saúde, educação, crédito produtivo e saneamento.
Augustinho Moreira (PV) culpou a atual administração pelo aumento do número de pobres extremos, reclamando que o Governo gasta tanto para fazer "obras gigantescas" e não consegue diminuir os índices de pobreza. Já Leonardo Pinheiro (PSD) acredita que o problema está na má distribuição de renda do Brasil. Para Roberto Mesquita (PV), deve ser feito um censo somente sobre a extrema pobreza, para dar a essas pessoas tratamento especial.

O Censo 2010, publicado neste mês, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na avaliação do deputado Heitor Férrer (PDT), deixa uma marca "extremamente negativa" para o governo Cid Gomes: a elevação em 51% do número de miseráveis no Estado. Conforme o parlamentar, esse crescimento pôde ser observado entre os anos de 2007 a 2010.
Heitor Férrer reconhece na atual administração uma preocupação com o investimento. Uma prova disso, citou, são os equipamentos que estão sendo construídos para o setor do turismo e saúde. Contudo, avalia que as políticas públicas voltadas para diminuir a pobreza no Estado parecem não estar funcionando. "De nada adianta fazermos maiores investimentos se o povo está cada vez mais miserável, mais pobre. Não existe política pública que quebre os mecanismos geradores da pobreza", atentou.
Segundo Férrer, matéria divulgada pelo Diário do Nordeste, no dia 1º de fevereiro deste ano, mostra que em 2009, 909 mil cearenses viviam em situação de máxima pobreza, tentando sobreviver com uma renda mensal que chega até R$ 58. Agora, o Censo de 2010 revela que esse número deu um salto, já são 1,5 milhão de pessoas vivendo na pobreza.
Desigualdade
"A sociedade está cada vez mais pobre, miserável, desigual e aí uma sociedade cada vez mais violenta, pois vive as amarguras da pobreza e da desigualdade", aponta, entendo que para essas pessoas, muitas vezes, não há muitos caminhos e o mais comum se torna o caminho das drogas.
Heitor Férrer afirma que os governos passados conseguiram diminuir o índice de pobreza, informando que o Ceará levou 12 anos para diminuir em 22% a miséria no Estado. Porém, de 2007 a 2010, a pobreza absoluta aumentou 51%. "Isso é um dado alarmante, trágico que nos entristece. É um dado que nos obriga cobrar uma política focada em quebrar os mecanismos geradores da pobreza", salientou o parlamentar.
Soluções
O deputado Moésio Loiola (PSD) disse que enxerga na diminuição do êxodo rural uma das soluções para evitar o aumento da miséria no Estado. Segundo o parlamentar, o governo de Tasso Jereissati deu uma grande contribuição para diminuir a pobreza no Estado e, agora, a administração de Cid Gomes também está puxando esse debate.
O líder do governo na Casa, deputado Antônio Carlos (PT), rebateu a informação repassada por Heitor Férrer, de que a pobreza cresceu no Estado. Conforme alega o parlamentar, o Ceará foi o Estado que mais cresceu no Brasil, guardadas as devidas proporções. Para ele, o pronunciamento do colega foi, no mínimo, contraditório.
Contrário
"Imputar ao governo Cid o crescimento da miséria? É o contrário, o governo vem atacando a pobreza através da agricultura familiar, de investimentos, de obras no Interior e de exoneração no ICMS. O Estado ainda é pobre, é verdade, mas ao Governo Cid não pode ser imputado esse legado", defendeu o deputado petista.
ÍNDICE DO PAÍS
Deputado duvida de erradicação até 2014
O deputado Lucílvio Girão (PMDB) declarou, ontem, na Assembleia, não acreditar que até 2014, o Governo Federal consiga erradicar a extrema pobreza no País, como promete a presidente Dilma Rousseff. "Ela é bem intencionada. Mas, pela minha experiência, não acredito. É um curto espaço de tempo para se fazer isso", alegou.
Segundo ele, no Ceará, são 1,5 milhão de cearenses vivendo na extrema pobreza, enquanto o Estado possui 8,4 milhões de habitantes. "Lembro que 25 anos atrás, o governador Tasso Jereissati disse que o Ceará precisava mudar. E o maior pecado dele foi dizer que ia acabar com a miséria aqui", considerou.
Lucílvio disse reconhecer avanços importantes obtidos no Governo Tasso, como a criação dos agentes de saúde, do Porto do Pecém, das estradas de acesso à Fortaleza e do açude Castanhão, mas aposta que para dirimir a extrema pobreza são necessárias reformas socio-econômicas em setores como saúde, educação, crédito produtivo e saneamento.
Augustinho Moreira (PV) culpou a atual administração pelo aumento do número de pobres extremos, reclamando que o Governo gasta tanto para fazer "obras gigantescas" e não consegue diminuir os índices de pobreza. Já Leonardo Pinheiro (PSD) acredita que o problema está na má distribuição de renda do Brasil. Para Roberto Mesquita (PV), deve ser feito um censo somente sobre a extrema pobreza, para dar a essas pessoas tratamento especial.

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